quinta-feira, 8 de outubro de 2009

NANÃ


O PERFIL DO ORIXÁEsta é uma figura muito controvertida do panteão africano. Ora perigosa e vingativa, ora praticamente desprovida de seus maiores poderes, relegada a um segundo plano amargo e sofrido, principalmente ressentido, Nanã possui não dois lados, como tantos Orixás, mas sim um Orixá dentro do outro, um conceito que foi sendo gradativamente substituído por outro, dando margem a muita confusão e contestação no jeito de se defini-la. Nanã, é um Orixá feminino de origem daomeana, que foi incorporado há séculos pela mitologia ioruba, quando o povo nagô conquistou o povo do Daomé (atual República do Benin) , assimilando sua cultura e incorporando alguns Orixás dos dominados à sua mitologia já estabelecida. Resumindo esse processo cultural, Oxalá (mito ioruba ou nagô) continua sendo o pai e quase todos os Orixás. Iemanjá (mito igualmente ioruba) é a mãe de seus filhos (nagô) e Nanã (mito jeje) assume a figura de mãe dos filhos daomeanos, nunca se questionando a paternidade de Oxalá sobre estes também, paternidade essa que não é original da criação das primeiras lendas do Daomé, onde Oxalá obviamente não existia. Os mitos daomeanos eram mais antigos que os nagôs (vinham de uma cultura ancestral que se mostra anterior à descoberta do fogo). Tentou-se, então, acertar essa cronologia com a colocação de Nanã e o nascimento de seus filhos, como fatos anteriores ao encontro de Oxalá e Iemanjá. Muitas pesquisas apontam ainda que os iorubas começaram a ter um conceito de Deus Supremo antes inexistente, e que esse conceito pode (fato não comprovado) ser conseqüência da influência dos maometanos do norte da África sobre a população negra mais próxima. Assim Nanã assume, como outros Orixás femininos, o conceito de maternidade como função principal. É neste contexto, a primeira esposa de Oxalá, tendo com ele três filhos: Iroco (ou Tempo), Omolu (ou Obaluaê) e Oxumarê. Pierre Verger aponta que Nanã, no culto daomeano, teria um posto hierárquico semelhante ao de Oxalá ou até mesmo do Deus Supremo Olorum. Neste contexto, era uma figura feminina mas às vezes também alguém acima das distinções macho e fêmea, pois constituía, num par completo, pai e mãe unificados de todas as coisas, fossem os seres humanos, fossem os Orixás. Nanã faz o caminho inverso da mãe da água doce. É ela quem reconduz ao terreno do astral, as almas dos que Oxum colocou no mundo real. É a deusa do reino da morte, sua guardiã, quem possibilita o acesso a esse território do desconhecido. A senhora do reino da morte é, como elemento , a terra fofa, que recebe os cadáveres, os acalenta e esquenta, numa repetição do ventre, da vida intra-uterina. É, por isso, cercada de muitos mistérios no culto e tratada pelos praticantes da Umbanda e do Candomblé, com menos familiaridade que os Orixás mais extrovertidos como Ogum e Xangô, por exemplo. Muitos são portanto os mistérios que Nanã-terra esconde, pois nela entram os mortos e através dela são modificados para poderem nascer novamente. Só através da morte é que poderá acontecer para cada um a nova encarnação, para novo nascimento, a vivência de um novo destino – e a responsável por esse período é justamente Nanã. Ela é considerada pelas comunidades da Umbanda e do Candomblé, como uma figura austera, justiceira e absolutamente incapaz de uma brincadeira ou então de alguma forma de explosão emocional. Por isso está sempre presente como testemunha fidedigna das lendas. Jurar por Nanã, por parte de alguém do culto, implica um compromisso muito sério e inquebrantável, pois o Orixá exige de seus filhos-de-santo e de quem o invoca em geral a mesma e sempre relação austera que mantém com o mundo.
CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE NANÃUma pessoa que tenha Nanã como Orixá de cabeça (mãe no Eledá), pode levar em conta principalmente a figura da avó: carinhosa às vezes até em excesso, levando o conceito de mãe ao exagero, mas também ranzinza, preocupada com detalhes, com forte tendência a sair censurando os outros. Não tem muito senso de humor, o que a faz valorizar demais pequenos incidentes e transformar pequenos problemas em grandes dramas. Ao mesmo tempo, tem uma grande capacidade de compreensão do ser humano, como se fosse muito mais velha do que sua própria existência. Por causa desse fator, o perdão aos que erram e o consolo para quem está sofrendo é uma habilidade natural. Nanã, através de seus filhos-de-santo, vive voltada para a comunidade, sempre tentando realizar as vontades e necessidades dos outros. Às vezes porém, exige atenção e respeito que julga devido mas não obtido dos que a cercam. Não consegue entender como as pessoas cometem certos enganos triviais, como optam por certas saídas que para um filho de Nanã são evidentemente inadequadas. É o tipo de pessoa que não consegue compreender direito as opiniões alheias, nem aceitar que nem todos pensem da mesma forma que ela. Suas reações bem equilibradas e a pertinência das decisões, as mantém sempre no caminho da sabedoria e da justiça.Todos esses dados indicam também serem os filhos de Nanã, um pouco mais conservadores que o restante da sociedade, desejarem a volta de situações do passado, modos de vida que já se foram. Querem um mundo previsível, estável ou até voltando para trás: são aqueles que reclamam das viagens espaciais, dos novos costumes, da nova moralidade, etc. Quanto à dados físicos, são pessoas que envelhecem rapidamente, aparentando mais idade do que realmente têm.

XANGÔ

O PERFIL DO ORIXÁXangô é um Orixá bastante popular no Brasil e às vezes confundido como um Orixá com especial ascendência sobre os demais, em termos hierárquicos. Essa confusão acontece por dois motivos: em primeiro lugar, Xangô é miticamente um rei, alguém que cuida da administração, do poder e, principalmente, da justiça - representa a autoridade constituída no panteão africano. Ao mesmo tempo, há no Norte do Brasil diversos cultos que atendem pelo nome de Xangô. No Nordeste, mais especificamente em Pernambuco e Alagoas, a prática do candomblé recebeu o nome genérico de Xangô, talvez porque naquelas regiões existissem muitos filhos de Xangô entre os negros que vieram trazidos de África. Na mesma linha de uso impróprio, pode-se encontrar a expressão Xangô de caboclo, que se refere obviamente a um culto sincretizando influências do culto original (candomblé ou umbanda) com cerimônias e mitos dos indígenas da região, também chamado de candomblé de caboclo. Na mitologia, é atribuído a Xangô (enquanto homem, ser histórico) o reinado sobre a cidade-estado de Oyó, posto que conseguiu após destronar o próprio meio-irmão Dada-Ajaká com um golpe militar. Por isso, sempre existe uma aura de seriedade e de autoridade quando alguém se refere a Xangô. Xangô é pesado, íntegro, indivisível, irremovível; com tudo isso, é evidente que um certo autoritarismo faça parte da sua figura e das lendas sobre suas determinações e desígnios, coisa que não é questionada pela maior parte de seus filhos, quando inquiridos. Suas decisões são sempre consideradas sábias, ponderadas, hábeis e corretas. Ele é o Orixá que decide sobre o bem e o mal. Ele é o Orixá do raio e do trovão. Miticamente, o raio é uma de suas armas, que ele envia como castigo. Ninguém, porém, deve temer sua cólera como uma manifestação irracional. Xangô tem a fama de agir sempre com neutralidade (a não ser em contendas pessoais suas, presentes nas lendas referentes a seus envolvimentos amorosos e congêneres). Seu raio e eventual castigo são o resultado de um quase processo judicial, onde todos os prós e os contras foram pensados e pesados exaustivamente - a famosa balança da Justiça. Seu Axé, portanto está concentrado nas formações de rochas cristalinas, nos terrenos rochosos à flor da terra, nas pedreiras, nos maciços. Suas pedras são inteiras, duras de se quebrar, fixas e inabaláveis, como o próprio Orixá. Numa visão litúrgica um pouco mais restrita e mais apegada às lendas de origem dos Orixás, um filho de Xangô não se pode contentar apenas com uma pedra vinda de uma pedreira ou de uma montanha para guardar numa vasilha o seu assentamento. Xangô não contesta o status de Oxalá de patriarca da Umbanda, mas existe algo de comum entre ele e Zeus, o deus principal da rica mitologia grega. O símbolo do Axé de Xangô é uma espécie de machado estilizado com duas lâminas, que indica o poder de Xangô, corta em duas direções opostas. O administrador da justiça nunca poderia olhar apenas para um lado, defender os interesses de um mesmo ponto de vista sempre. Numa disputa, seu poder pode voltar-se contra qualquer um dos contendores, sendo essa a marca de independência e de totalidade de abrangência da justiça por ele aplicada. Segundo Pierre Verger, esse símbolo se aproxima demais do símbolo de Zeus encontrado em Creta. Outra informação de Pierre Verger especifica que esse oxé parece ser a estilização de um personagem carregando o fogo sobre a cabeça; este fogo é, ao mesmo tempo, o duplo machado, e lembra, de certa forma a cerimônia chamada ajerê, na qual os iniciados de Xangô devem carregar na cabeça uma jarra cheia de furos, dentro da qual queima um fogo vivo, demonstrando através dessa prova, que o transe não é simulado. Xangô então, é o administrador que se curva à experiência e sabedoria do velho Oxalá, o símbolo do poder em toda sua plenitude, mas que deve ser acatado por Xangô quando em suas decisões intervir. Xangô portanto, já é adulto o suficiente para não se empolgar pelas paixões e pelos destemperos, mas vital e capaz o suficiente para não servir apenas como consultor. Outro dado saliente sobre a figura do senhor da justiça é seu mau relacionamento com a morte. Se Nanã é como Orixá a figura que melhor se entende e predomina sobre os espíritos de seres humanos mortos, Eguns, Xangô é que mais os detesta ou os teme. Há quem diga que, quando a morte se aproxima de um filho de Xangô, o Orixá o abandona, retirando-se de sua cabeça e de sua essência. Deste tipo de afirmação discordam diversos babalorixás ligados ao seu culto, mas praticamente todos aceitam como preceito que um filho que seja um iniciado com o Orixá na cabeça, não deve entrar em cemitérios nem acompanhar a enterros.
CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE XANGÔPara a descrição dos arquétipos psicológico e físico das pessoas que correspondem a Xangô, deve-se ter em mente uma palavra básica: Pedra. É da rocha que eles mais se aproximam no mundo natural e todas as suas características são balizadas pela habilidade em verem os dois lados de uma questão, com isenção e firmeza granítica que apresentam em todos os sentidos. Atribui-se ao tipo Xangô um físico forte, mas com certa quantidade de gordura e uma discreta tendência para a obesidade, que se ode manifestar menos ou mais claramente de acordo com os Ajuntós (segundo e terceiro Orixá de uma pessoa). Por outro lado, essa tendência é acompanhada quase que certamente por uma estrutura óssea bem-desenvolvida e firme como uma rocha. Tenderá a ser um tipo atarracado, com tronco forte e largo, ombros bem desenvolvidos e claramente marcados em oposição à pequena estatura; Por essas qualidades, é relativamente fácil para os iniciados descobrirem que tal pessoa é de Xangô, pela aparência e modo de andar, o que é mais difícil para tipos pouco mais sutis e mistos como Oxum, Oçanhe e Omolu. A mulher que é filha de Xangô, pode ter forte tendência à falta de elegância. Não que não saiba reconhecer roupas bonitas - tem, graças à vaidade intrínseca do tipo, especial fascínio por indumentárias requintadas e caras, sabendo muito bem distinguir o que é melhor em cada caso. Mas sua melhor qualidade consiste em saber escolher as roupas numa vitrina e não em usá-las. Não se deve estranhar seu jeito meio masculino de andar e de se portar e tal fato não deve nunca ser entendido como indicador de preferências sexuais, mas, numa filha de Xangô é um processo de comportamento a ser cuidadosamente estabelecido, já que seu corpo pode aproximar-se mais dos arquétipos culturais masculinos do que femininos; ombros largos, ossatura desenvolvida, porte decidido e passos pesados, sempre lembrando sua consistência de pedra. Em termos sexuais, Xangô é um tipo completamente mulherengo. Seus filhos, portanto, costumam trazer essa marca, sejam homens, sejam mulheres (que estão entre as mais ardentes do mundo). Os filhos de Xangô, não costumam ser conhecidos socialmente como um tipo dado a aventuras. Não são os mitos sexuais de sua sociedade e é para muito poucos amigos que confessam suas conquistas, pois não faz parte de suas necessidades se auto-afirmar através desse expediente. São honestos e sinceros em seus relacionamentos mais duradouros, porque para eles sexo é algo vital, insubstituível, mas o objeto sexual em si não é merecedor de tanta atenção depois de satisfeito desejo. Psicologicamente, os filhos de Xangô apresentam uma alta dose de energia e uma enorme auto-estima, uma clara consciência de que são importantes, dignos de respeito e atenção, principalmente, que sua opinião será decisiva sobre quase todos os tópicos - consciência essa um pouco egocêntrica e nada relacionada com seu real papel social. Os filhos de Xangô são sempre ouvidos; em certas ocasiões por gente mais importante que eles e até mesmo quando não são considerados especialistas num assunto ou de fato capacitados para emitir opinião. A postura pouco nobre dos filhos de Xangô e seu cultivo de hábitos considerados aristocráticos ou pouco burgueses, é resultado dessa configuração psicológica. Porém, o senhor de engenho que habita dentro deles faz com que não aceitem o questionamento de suas atitudes pelos outros, especialmente se já tiverem considerado o assunto em discussão encerrado por uma determinação sua. Gostam portanto, de dar a última palavra em tudo, se bem que saibam ouvir. Quando contrariados porém, se tornam rapidamente violentos e incontroláveis. Nesse momento, resolvem tudo de maneira demolidora e rápida mas, feita a lei, retornam a seu comportamento mais usual. Em síntese, o arquétipo associado a Xangô está próximo do déspota esclarecido, aquele que tem o poder, exerce-o inflexivelmente, não admite dúvidas em relação a seu direito de detê-lo, mas julga a todos segundo um conceito estrito e sólido de valores claros e pouco discutíveis. É variável no humor, mas incapaz de conscientemente cometer uma injustiça, fazer escolha movido por paixões, interesses ou amizades. Xangô é o Orixá julgador, destruidor, inteligente, impulsivo, violento. Representa o poder transformador do fogo, é o padroeiro dos intelectuais e artistas. Seu número simbólico é o doze, assim como doze são os ministros, Obas, de Xangô. Apesar de discordarmos da visão privilegiada do fogo como elemento de Xangô, insistimos que a pedra é seu símbolo básico, mais redutor e mais abrangente ao mesmo tempo

OXALÁ

O PERFIL DO ORIXÁOrixá masculino, de origem Ioruba (nagô) bastante cultuado no Brasil, onde costuma ser considerado a divindade mais importante do panteão africano. Na África é cultuado com o nome de Obatalá. Quando porém os negros vieram para cá, como mão-de-obra escrava na agricultura, trouxeram consigo, além do nome do Orixá, uma outra forma de a ele se referirem, Orixalá, que significa, orixá dos orixás. Numa versão contraída, o nome que se acabou popularizando, é OXALÁ. Esta relação de importância advém de a organização de divindades africanas ser uma maneira simbólica de se codificar as regras do comportamento. Nos preceitos, estão todas as matrizes básicas da organização familiar e tribal, das atitudes possíveis, dos diversos caminhos para uma mesma questão. Para um mesmo problema, orixás diferentes propõem respostas diferentes - e raramente há um acordo social no sentido de estabelecer uma das saídas como correta e a outra não. A jurisprudência africana nesse sentido prefere conviver com os opostos, estabelecendo, no máximo, que, perante um impasse, Ogum faz isso, Iansã faz aquilo, por exemplo. Assim, Oxalá não tem mais poderes que os outros nem é hierarquicamente superior, mas merece o respeito de todos por representar o patriarca, o chefe da família. Cada membro da família tem suas funções e o direito de se inter-relacionar de igual para igual com todos os outros membros, o que as lendas dos Orixás confirmam através da independência que cada um mantém em relação aos outros. Oxalá, porém, é o que traz consigo a memória de outros tempos, as soluções já encontradas no passado para casos semelhantes, merecendo, portanto, o respeito de todos numa sociedade que cultuava ativamente seus ancestrais. Ele representa o conhecimento empírico, neste caso colocado acima do conhecimento especializado que cada Orixá pode apresentar: Oçanhe, a liturgia; Oxóssi, a caça; Ogum, a metalurgia; Oxum, a maternidade; Iemanjá, a educação; Omolu, a medicina - e assim por diante. Se por este lado, Oxalá merece mais destaque, o considerá-lo superior aos outros (o que não está implícito como poder, mas sim merecimento de respeito ao título de Orixalá) veio da colonização européia. Os jesuítas tentavam introduzir os negros nos cultos católicos, passo considerado decisivo para os mentores e ideólogos que tentavam adaptá-los à sociedade onde eram obrigados a viver, baseada em códigos a eles completamente estranhos. A repressão pura e simples era muito eficiente nestes casos, mas não bastava. Eram constantes as revoltas. Em alguns casos, perceberam que o sincretismo era a melhor saída, e tentaram convencer os negros que seus Orixás também tinham espaço na cultura branca, que as entidades eram praticamente as mesmas, apenas com outros nomes. Alguns escravos neles acreditaram. Outros se aproveitaram da quase obrigatoriedade da prática dos cultos católicos, para, ao realizá-los, efetivarem verdadeiros cultos de Umbanda, apenas mascarados pela religião oficial do colonizador. Esclarecida esta questão, não negamos as funções únicas e importantíssimas de Oxalá perante a mitologia ioruba. É o princípio gerador em potencial, o responsável pela existência de todos os seres do céu e da terra. É o que permite a concepção no sentido masculino do termo. Sua cor é o branco, porque ela é a soma de todas as cores. Por causa de Oxalá a cor branca esta associada ao candomblé e aos cultos afro-brasileiros em geral, e não importa qual o santo cultuado num terreiro, nem o Orixá de cabeça de cada filho de santo, é comum que se vistam de branco, prestando homenagem ao Pai de todos os Orixás e dos seres humanos. Se essa mesma, gostar e quiser usar roupas com as cores do seu ELEDÁ (primeiro Orixá de cabeça) e dos seus AJUNTÓS (adjutores auxiliares do Orixá de cabeça) não terá problema algum, apenas dependendo da orientação da cúpula espiritual dirigente do terreiro. Segundo as lendas, Oxalá é o pai de todos os Orixás, excetuando-se Logunedé, que é filho de Oxóssi e Oxum, e Iemanjá que tem uma filiação controvertida, sendo mais citados Odudua e Olokum como seus pais, mas efetivamente Oxalá nunca foi apontado como seu pai. AS CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXALÁAs características tão bem sintetizadas por Monique Augras ao descrever a dança de Oxalá (no ritual de nação) definem bem o arquétipo psicológico a ele associado. São caracteres encontrados nos arquétipos ocidentais também em relação à figura paterna. Oxalá é o pai dos Orixás e, por extensão, de toda a humanidade. Estabelece, pois, entre si e os outros, uma aura não de temeridade (já que não é nada inseguro), mas sim de respeito e carinho. Os filhos de Oxalá, portanto, são pessoas tranqüilas, com tendência à calma, até nos momentos mais difíceis; conseguem o respeito mesmo sem que se esforcem objetivamente para obtê-lo. São amáveis e pensativos, mas nunca de maneira subserviente. Às vezes chegam a ser autoritários, mas isso acontece com os que têm Orixás guerreiros ou autoritários como adjutores (ajuntós). Sabem argumentar bem, tendo uma queda para trabalhos que impliquem em organização. Gostam de centralizar tudo em torno de si mesmos. São reservados, mas raramente orgulhosos. Seu defeito mais comum é a teimosia, principalmente quando têm certeza de suas convicções; será difícil convencê-los de que estão errados ou que existem outros caminhos para a resolução de um problema. No Oxalá mais velho (OXALUFÃ) a tendência se traduz em ranzinzice e intolerância, enquanto no Oxalá novo (OXAGUIÃ) tem um certo furor pelo debate e pela argumentação. Para Oxalá, a idéia e o verbo são sempre mais importantes que a ação, não sendo raro encontrá-los em carreiras onde a linguagem (escrita ou falada) seja o ponto fundamental. Fisicamente, os filhos de Oxalá tendem a apresentar um porte majestoso ou no mínimo digno, principalmente na maneira de andar e não na constituição física; não é alto e magro como o filho de Ogum nem tão compacto e forte como os filhos de Xangô. Às vezes, porém, essa maneira de caminhar e se postar dá lugar a alguém com tendência a ficar curvado, como se o peso de toda uma longa vida caísse sobre seus ombros, mesmo em se tratando de alguém muito jovem.

Livros para Download

O Livro da Sabedoria
http://www.4shared.com/file/33883040/44673c4d/O_Livro_da_Sabedoria.html

WICCA - A DEUSA E O DEUS
http://www.4shared.com/file/33877355/2262475c/WICCA_-_A_DEUSA_E_O_DEUS.html

A Divina Sabedoria dos Mestres
http://www.4shared.com/file/33688627/65df94ab/brian_l_weiss_-_a_divina_sabedoria_dos_mestres.html

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Feitiço para obter ajuda de uma Dríade


Dríade é o espírito que reside em cada árvore. Para obter sua ajuda escreva em uma fita vermelha o seu desejo e amarre-o em um galho de uma árvore (a árvore com o poder relacionado com o seu pedido) e diga: "Grande Deusa e Grande Deus, permitam a realização de meu desejo, espírito desta árvore, ajude- me a concretizar esse meu desejo, Em nome da Deusa e do Deus Este encantamento está feito!" Ao terminar, deixe alguma oferenda (uma mexa de seu cabelo, uma moeda...) em homenagem a árvore.

MAGIA DO TESOURO DOS GNOMOS


Esta magia de prosperidade pode ser feita com o auxílio dos gnomos e é muito utilizada pelas bruxas escocesas.
Os Gnomos são ótimos quando se trata de tesouro, e muito agradecidos por lembrar de fazer uma magia com a ajuda deles.
Seu efeito é surpreendente rápido.

Faça uma caixinha com uma casca de noz e coloque ali 3 trevos de 3 folhas (as bruxas autênticas sabem que a verdadeira magia está no número 3, portanto esse é o trevo poderoso), 3 grãos de milho e um cristal.
Procure um lugar que lhe agrade, onde você possa confiar esta magia, e de preferência um jardim ou mata que esteja por perto.
Enterre o tesouro e ofereça-o aos gnomos da terra.
Eles ficarão tão contentes com o presente, que retribuirão generosamente com a energia da prosperidade.
Se mentalizar um desejo no momento que estiver enterrando o tesouro, terá muita chance de se realizar.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

PRECE PODEROSA PARA SANTA SARAH!


(antes de iniciar a oração, colocar uma garrafa com água potável)
SARAH, SARAH, SARAH! FOSTE ESCRAVA DE JOSÉ DE ARIMATÉIA, NO MAR FOSTE ABANDONADA. TEUS MILAGRES NO MAR SE SUCEDERAM E COMO SANTA TE TORNASTE; À BEIRA DO MAR CHEGASTE E OS CIGANOS TE ACOLHERAM.
(faça o seu pedido: amor, saúde, dinheiro, felicidade, etc…….)
SARAH, RAINHA, MÃE DOS CIGANOS, TU OS AJUDASTES E ELES TE CONSAGRARAM COMO SUA PROTETORA E MÃE VINDA DAS ÁGUAS
SARAH, MÃE DOS AFLITOS, A TI IMPLORO PROTEÇÃO PARA O MEU CORPO, LUZ PARA OS MEUS OLHOS ENXERGAREM ATÉ NO ESCURO, LUZ PARA O MEU ESPÍRITO.
(peça por sua vidência)
E AMOR PARA TODOS OS IRMÃOS DE TODAS AS RAÇAS. AOS PÉS DE MARIA SANTÍSSIMA, TU SARAH, ME COLOCARÁS, E A TODOS AQUELES QUE ME CERCAM, PARA QUE POSSAMOS VENCER AS AGRURAS QUE A TERRA NOS IMPÕE.
SARAH, SARAH, SARAH! NÃO SENTIREI DORES NEM TEMORES; ESPÍRITOS PERDIDOS NÃO ME ENCONTRARÃO; E A TODOS OS QUE ME DESEJAM O MAL, TU COM AS ÁGUAS ME FARÁS VENCER.
(tomar três goles de água, pedindo o que desejares,)
SARAH, SARAH, SARAH! NÃO SENTIREI DORES NEM TEMORES; COMO AS CARAVANAS PASSAM, NO MEU INTERIOR TUDO PASSARÁ. A UNIÃO COMIGO FICARÁ, TEUS ENSINAMENTOS DEIXARÁS, E SENTIREI O PERFUME DAS CARAVANAS QUE PASSAM, DEIXANDO RASTROS DE ALEGRIA E FELICIDADE.
AMAI-NOS, SARAH, PARA QUE POSSSAMOS AJUDAR A TODOS QUE NOS PROCUREM. AJUDADO(A) PELOS PODERES DE NOSSOS IRMÃOS CIGANOS, SEREI ALEGRE E COMPREENSIVA COM OS QUE ME CERCAM.
CORRE NO CÉU, CORRE NA TERRA, CORRE NO MUNDO; E, SARAH, SARAH, SARAH, SEMPRE NA MINHA FRENTE ESTARÁS.
ASSIM COMO OS CIGANOS PEDEM: “SARAH, FIQUES SEMPRE NA MINHA FRENTE, SEMPRE ATRÁS DE MIM, NO MEU LADO DIREITO E NO MEU LADO ESQUERDO”, E ASSIM DIZENDO SOMOS PROTEGIDOS COMO OS CIGANOS; E TU, SARAH, ME ENSINARÁS A CAMINHAR E A PERDOAR.
(rezar e aves Maria: a primeira para Santa Sara; a segunda para os guias espirituais de luz; e a terceira para você, seguida de um pai nosso)

Oração à Deusa Eostre


Grande Mãe SaxônicaDeusa da alvorada, da luz crescenteIrradia por onde passaAmor e alegria na gente.Deusa do renascimento, da vegetaçãoBanha-se no orvalhoTraz pureza, beleza e emoção.Deusa da juventudeDesperta em mim toda magiaE me traga tua plenitudeEm todas horas do meu dia.Que se mova pela minha almaTão inquieta e milenarQue em cada lua cheiaO fascínio e o brilhoVenha comigo ficar…Deusa dos ovos decoradosOvos de fertilidade e de vidaQue as flores da tua primaveraFloresçam também na minha vida.Então abro meu coração e meu espíritoCom toda harmonia e força de vidaCom os ventos que sopram na minha direção.Amém!

As mensagens do corpo através dos chakras

Cada um de nós tem um corpo físico, mas tem também um corpo energético.
Todos nós precisamos de ar, de alimento e de energia para vivermos na Terra.
Todos nós temos mais ou menos energia que circula mais ou menos bem no nosso corpo.
Todos nós temos ainda um lado yang (o lado masculino, ativo, o lado da vontade) e um lado Yin (o lado feminino, passivo, receptivo, o lado do espírito). Para os destros de nascença, o lado yang está associado ao lado direito e o lado yin ao lado esquerdo. Para os canhotos é o inverso.
Quanto ao nível energético, todos temos centros de energia dentro de nós que permitem a circulação dessa energia. São os chakras (palavra sânscrita que significa “roda”).Cada chakra está associado a uma parte da nossa vida, parte da nossa consciência.
A cada chakra estão igualmente associados : uma cor, uma nota musical, determinados órgãos, funções e sistemas físicos, uma glândula endócrina, um plexo de nervos, um sentido, um elemento, um corpo sutil, e um tipo de pedra.
Por isso, quando uma parte do seu corpo ou uma dada função estão afetados, sabe exatamente que parte da sua vida necessita de uma mudança.
O seu espírito atrai a sua atenção para essa parte da sua vida que, na sua opinião, não funciona de uma forma ideal, e envia-lhe mensagens.
Cabe-lhe a si fazer as mudanças necessárias e obter algo de melhor para si.
Se não ouvir uma determinada mensagem, o seu espírito envia-lhe uma mais forte, e mais outra…e assim sucessivamente até que compreenda.
Cabe-lhe a si tornar um sintoma em algo de positivo.
É um sentimento maravilhoso saber que afinal pode fazer alguma coisa e que pode parar de se sujeitar às coisas.
É como retomar o volante, assumir a direção da sua vida, parar de andar aos encontrões e parar de se sentir incapaz de agir.
A cura passa por uma mudança, uma transformação.
TUDO PODE SER CURADO.
Conheça seus chakras e possibilite transformar tudo aquilo que era negativo em positivo, independentemente do ponto a que tenha chegado. A decisão é sua.

Banho Energético


Quando estiver sentindo desânimo, falta de vontade para fazer suas obrigações, sem coragem de enfrentar uma situação, é hora de tentar este banho.
Este banho é um maravilhoso renovador para suas energias.
Pegue um jarro de vidro transparente ou uma garrafa também transparente e incolor, e encha com um litro de água.
Acrescente:
10 folhas de hortelã picadas,
4 cravos-da-índia
Pétalas de uma rosa vermelha.
Deixe esta poção descansar no sol por uma hora no mínimo e no máximo quatro horas, e depois misture a 3 litros de água.
Coe em outra vasilha para tirar os ingredientes e ficar somente o liquido.
Tome seu banho normal, e quando acabar, jogue o preparado desde a cabeça deixando escorrer por todo corpo.

Magia do Gelo para trazer um Amor até você!

Esta magia traz para você alguém que possa te amar, ou alguém que tenha se afastado de você.
Funciona para romance, mas também para amizade e familiares.
É uma magia elaborada com a ajuda dos elementos e do astro rei, o Sol.
Num sábado, escreva num papel virgem e branco, com um lápis, o nome da pessoa que você deseja ter ao seu lado.
Coloque dentro de um copo de vidro transparente e complete de água.
E diga estas palavras:
“O amor agora vai congelar,
Mas quando o gelo acabar,
(……….) vai acordar e voltar,
Voltar a me amar.
Assim é, assim será!”
Coloque o copo no congelador de sua geladeira e deixe até o dia seguinte (domingo).
Domingo, você vai estipular um horário que se sinta bem para descongelar o copo de água.
Coloque o copo ao céu aberto, à luz do Sol. E deixe que derreta completamente.
Reze para o Arcanjo Miguel sua oração preferida, e peça para ele proteger esta magia, que se for para seu bem e o de todos, que se realize.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Roda de HECATE(Strophalos)


Atribuído a Hécate, bem como a Diana Lucifera (versão romana da divindade) no seu aspecto de Deusa Tríplice - o Strophalos ou Roda de Hécate é um antigo símbolo de origens pré-helénicas e cujo exacto significado já se perdeu na noite dos tempos.

A referência mais antiga que nos chega acerca deste símbolo é encontrada no "Oráculo Caldeu", um texto datado do século II d.C. Nesta fonte, o Strophalos é descrito como sendo uma serpente descrevendo um labirinto à volta de uma espiral. A Serpente representa o renascimento e a sabedoria, sendo a Espiral alusiva à infinita Emanação Divina. O círculo exterior simbolizará o Cosmos ou, de uma forma mais abstracta, a unidade formada pelos três aspectos da Deusa.
O símbolo original terá sofrido várias modificações e estilização ao longo dos séculos, sendo do consenso geral que se trata de um símbolo muito anterior à cultura grega. Porém, a falta de fontes da Antiguidade não nos permite especular acerca das origens exactas, sendo apenas sabido que remonta às sociedades matriarcais da Idade do Bronze (3º milénio a.C.). Actualmente é muito utilizado pelas tradições de inspiração helénica, bem como pelos praticantes de Wicca Diânica. O Strophalos tem sido utilizado como mandala meditativa, como talismã e Objecto de Poder, sendo especialmente indicado para trabalhos invocativos da Deusa ctónica.

Cruz Celta


Este símbolo é uma derivação da Cruz Solar e aparece por toda a Europa desde o terceiro milénio a.C. (Idade do Bronze), tendo sido utilizado sobretudo pelos povos Celtas (Celtiberos, Gauleses e Gaélicos) mas também pelos povos nórdicos. Também é chamada "Cruz de Iona", "Cruz de Odin” e "Roda de Taranis", sendo estes dois últimos nomes derivados da sua versão mais antiga, a já mencionada Cruz Solar.

Apesar de muitas vezes ser confundido com um símbolo da Cristandade, a Cruz Celta é muito anterior, com algumas representações datadas de 5000 a.C. As suas origens são desconhecidas mas é de consenso geral que se trata de um símbolo solar, cujas semelhanças com a Suástica e com o Ankh egípcio não podem deixar de ser notadas. Tal como estes, apresenta o eixo horizontal, Feminino, receptivo, Yin e o eixo vertical, Masculino, criativo, Yang, representando tanto o Eixo do Mundo, como os Quatro Elementos e a Chave da Vida.
Com a conversão da Europa ao Cristianismo, o símbolo foi rapidamente absorvido pela nova ordem social e transformado numa cruz cristã. É muitas vezes chamada "Cruz de São Columbano", devido a uma lenda irlandesa que conta que foi trazida para a Irlanda por este Santo. O mosteiro de São Columbano, na ilha de Iona, deu origem às denominações "Cruz de Iona" ou "Cruz Iónica".
Graças à sua antiguidade e origem europeia, a Cruz Celta, bem como a Cruz Solar e a Suástica - todas elas símbolos solares - foram adoptadas por grupos políticos radicais e o seu significado antigo foi deturpado, tendo sido substituído pelo do fascismo e da intolerância. Hoje em dia, a imagem de um destes símbolos, na maioria dos casos, já só evoca os mais recentes acontecimentos do Nazismo, do fanatismo político e da violência, tendo-se perdido assim toda a sua riqueza e significado originais.
Apesar disto, o significado tradicional está a ser, lentamente, recuperado pelas comunidades neo-pagãs, bem como por seguidores e estudiosos das antigas tradições europeias. A Cruz Celta continua a ser usada como amuleto de protecção, é associada ao heroísmo e à coragem, servindo como talismã ajuda a superar obstáculos e conquistar vitórias. Como símbolo solar também é usado para prosperidade e fertilidade. A Cruz Celta é frequentemente gravada ou esculpida em pedra, para benção das terras envolventes. O símbolo evoca o equilíbrio e a harmonia, bem como a protecção dos Ancestrais.

Crenças Druídas


A religião druídica na realidade era a expressão mística da religião céltica. Na mesma proporção ao que a cabala representa para o judaísmo ou o sufismo para o Islam. A religião celta no entanto era mais mágica, com formas de rituais mais rústicos, e muito mais ligado à natureza ambiental, à terra que era tratada com carinho bem especial.Basicamente a doutrina céltica enfatizava a terra e a mãe natureza enquanto que os Druidas mencionavam diversos deuses ligados às formas de expressão da natureza; eles enfatizavam igualmente o mar e o céu e acreditavam na imortalidade da alma, que chegava ao aperfeiçoamento através das reencarnações. Eles admitiam como certa a lei de causa e efeito, diziam que o homem era livre para fazer tudo aquilo que quisesse fazer, mas que com certeza cada um era responsável pelo próprio destino, de acordo com os atos que livremente praticasse. Toda a ação era livre, mas traria sempre uma conseqüência, boa ou má, segundo as obras praticadas. Mesmo sendo livre, o homem também respondia socialmente pelos seus atos, pois para isto existia pena de morte aplicada aos criminosos perversos. A Igreja Católica acusava os Celtas e Druidas de bárbaros por sacrificarem os criminosos de forma sangrenta, esquecendo que ela também matava queimando as pessoas vivas sem que elas houvessem cometido crimes, apenas por questão de fé ou por praticarem rituais diferentes… pura ironia!A crença céltica e druídica diziam que o homem teria a ajuda dos espíritos protetores e sua libertação dos ciclos repetidos de morte e renascimento seria mais rápida assim. Caso usa-se a vida para o atraso e sofrimento de seus semelhantes, voltaria como um homem inferiorizado ou mesmo como um animal. Se do contrário dedicasse seu tempo a felicidade da coletividade poderia retornar em uma melhor posição.Não admitiam que a Divindade pudesse ser cultuada dentro de templos constituídos por mãos humanas, assim, faziam dos campos e das florestas, principalmente onde houvesse antigos carvalhos, os locais de suas cerimônias. Em vez de templos fechados eles reuniam-se nos círculos de pedra, como se vêem nas ruínas de Stonehenge Avebury, Silbury Hill e outros.Enquanto em alguns dos festivais célticos os participantes o faziam sem vestes os Druidas, por sua vez, usavam túnicas brancas. Sempre formavam os círculos mágicos visando a canalização de força.Por não usarem roupas em alguns festivais e por desenvolverem ritos ligados à fecundidade da natureza, por ignorância, por má fé foram terrivelmente acusados pela moral cristã de praticarem rituais libidinosos, quando na realidade tratava-se de ritos sagrados.

Druidas, os sacerdotes celtas

Os druidas, os enigmáticos mestres do Stonehenge foram a elite pensante de seu tempo. Membros de uma elevada estirpe dominante da cultura celta, ocupavam o lugar de juizes, legisladores, doutores, sacerdotes, adivinhos, magos, médicos, astrônomos, etc., mas que evidentemente não constituíam um grupo étnico em separado dos demais celtas. Eram a a casta sacerdotal e grandes conhecedores das ciências ocultas, dos mistérios dos deuses e dos segredos das plantas.A palavra druida é de origem céltica, e segundo o historiador romano Plínio - o velho, ela está relacionada com o carvalho, que na realidade era uma árvore sagrada para eles. Desde que o povo celta não usava a escrita para transmitir seus conhecimentos, após o domínio do cristianismo perdeu-se muito das informações históricas importantes exceto aquilo que permaneceu zelosamente guardado nos registros de algumas Ordens Iniciáticas, especialmente a Ordem Céltica da Grã-bretanha e a Ordem Druídica da Grã-bretanha. Por isto muito da historia dos Druidas até hoje é um mistério para os historiadores oficiais; sabem que realmente que existiu entre o povo Celta, mas que não nasceram nesta civilização. Sendo assim impõe-se a indagação: de onde vieram os Druidas? O pouco que popularmente é dito a respeito dos druidas tem como base diversas lendas, como a do Rei Arthur, onde Merlin era um druida.Diversos estudiosos tem argumentado que os Druidas originariamente pertenceram à pré-céltica população da Bretanha e da Escócia. Desde o domínio romano, instigado pelo catolicismo, a cultura druídica foi alvo de severa e injusta repressão, que fez com que fossem apagados quaisquer tipos de informação a respeito dela embora que na historia de Roma conste que Júlio César reconhecia a coragem que os druidas tinham em enfrentar a morte em defesa de seus princípios.Eles dominavam quase todas as áreas do conhecimento humano disponíveis em sua época, cultivaram a musica, a poesia, tinham notáveis conhecimentos de medicina natural, de fitoterapia, de agricultura e astronomia, e possuíam um avançado sistema filosófico muito semelhante ao dos neoplatônicos. O povo celta tinha uma tradição eminentemente oral, não faziam uso da escrita para transmitir seus conhecimentos fundamentais, embora possuíssem uma forma de escrita mágica conhecida guardada aos iniciados, semelhante as Runas dos povos germânicos. Mesmo não usando a escrita para gravar seus conhecimentos eles possuíram suficiente sabedoria a ponto de influenciarem outros povos e assim marcar profundamente a literatura da época, criando até hoje uma aura de mistério e misticismo.A Igreja Católica, demonstrou grande ódio aos Druidas que, tal qual outras culturas, foram consideradas pagãs, bruxos terríveis, magos negros que faziam sacrifícios humanos e outras coisas cruéis. Na realidade nada disso corresponde à verdade, pois quando os primeiros cristãos chegaram naquela região foram muito bem recebidos, até porque a tradição céltica conta que José de Arimatéia discípulo de Jesus viveu entre eles e levado até lá o Santo Graal.Em torno disto existem muitos relatos, contos, lendas e mitos, especialmente ligados à Corte do Rei Arthur e a Távola Redonda. São inúmeros os contos, entre eles, aqueles relativos à Corte do Rei Arthur, onde vivera Merlin, o mago, e a meia-irmã de Arthur, Morgana, que eram Druidas.

Invocação à Grande Deusa


Eu sou a Grande Mãe, adorada por todo e existindo desde antes da sua consciencia.Eu sou a força feminina primitiva, sem limites e eternaEu sou a casta Deusa da lua, a senhora de toda a magiaOs ventos e as folhas que se movem contam meu nomeUso a lua crescente em minha testa e meus pés repousam entre os ceus estreladossou misterios ainda insoluveis; um caminho recem iniciadoRegozijem-se em Mim e conheçam a plenitude da juventudeEu sou a Mãe abencoada, a graciosa Senhora da colheitaEu estou vestida com a profunda e fresca maravilha da terra, e o ouro dos campos cheios de grãos.Por mim sao regidas as mares da terra, todas as coisas florescem de acordo com as minhas estaçoes.Sou refugio e cura.Sou a Mãe que da a vida, maravilhosamente fertil.Adorem-me como a Anciã , guardiã do ciclo continuo da morte e renascimento.Eu sou a roda, a sombra da LuaRejo as mares das mulheres e dos homens, e trago libertacao e renovacao as almas fatigadas.Embora a escuridão da morte seja meu dominio, a alegria do nascimento é meu dom.Sou a Deusa da Lua, da Terra e dos Mares.Meus nomes e forças sao multiplos.Eu derramo magia, poder, paz e sabedoria.Sou a eterna Donzela , Mae de todos, e Anciã das trevas, e envio-lhes bençãos e amor ilimitados.

A GRANDE DEUSA MÃE

Vamos falar sobre a existência de uma Deusa-Mãe. Por muito tempo, ela foi reprimida por uma sociedade extremamente patriarcalista. Mas atualmente vários fatores indicam o retorno da Deusa na consciência humana: o crescimento do movimento pacifista, o desenvolvimento de uma forte consciência ecológica, a maior aceitação dos diversos tipos de sexualidade, o reconhecimento das características femininas da psique nos homens, a sempre crescente participação das mulheres nos mais diversos campos do conhecimento humano e o próprio ressurgimento da Bruxaria. Mas quem é a Deusa para os modernos feiticeiros?Ela é a Senhora de Mil Nomes: onde quer que o ser humano tenha pisado, lá existe uma denominação para ela. Diana, Aradia, Morrígan, Ísis, Arianrhod, Bhríd, Afrodite, Ishtar, Yemanjá, Hera, Nyandesy. É um arquétipo universal. Na Wicca da Floresta, a chamamos de Diana, Senhora da Lua que Dança nos Céus. Seu símbolo é o triângulo invertido.É a própria Terra, o planeta que é nossa Mãe e nosso lar, que nos permite a existência. É em seu corpo que nosso corpo é enterrado ao morrer, pois Dela viemos e a Ela devemos retornar. O céu, em toda a sua imensidão, é também parte do corpo da Grande Deusa. Ela não tem limites, e nem o tem seu Amor (nem sua Fúria).A Deusa é tríplice: jovem e indomável na lua crescente, madura e mãe na lua cheia, sábia e anciã na lua minguante. Na lua nova, notadamente nos três dias que a antecedem, a Deusa mostra sua face escura e implacável. Não trataremos dela por enquanto: a descoberta desta face deve ser um trabalho pessoal1.Em seu aspecto jovem, a Deusa é chamada de Donzela. Nesta face, ela possui a chama de todos os inícios. No período de seu domínio, a lua crescente, devem ser plantadas as sementes de todos os nossos projetos. A Donzela é virgem: possui a todos os homens, mas nenhum a possui. Representa o aspecto do Feminino que independe totalmente do Masculino. Ela é selvagem, caçadora e guerreira. Possui o vigor da juventude, e todo o poder de crescimento e mudança. Alguns exemplos de Donzelas mitológicas são Ártemis (grega), Macha (irlandesa), Iansã (afro-brasileira) e Epona (gaulesa).Quando a lua atinge sua plenitude e torna-se cheia, é chegado o período dedicado à Mãe. Ela derrama suas bênçãos sobre seus filhos na forma da brilhante lua que reina nos céus. É ela quem permite que as sementes plantadas pela Donzela amadureçam e sejam colhidos na forma de frutos. É também aquela que nos dá a inspiração para sonhar com novas realizações. A grega Deméter, a irlandesa Dana, a nórdica Freya, a gaulesa Ceridwen, a egípcia Ísis e a afro-brasileira Yemanjá são reflexos desta mesma face da Grande Deusa.A lua está diminuindo. É tempo de reflexão. Neste período, reina o aspecto da Deusa conhecido como a Anciã. Ela é a senhora da purificação e da destruição, e nos permite a introspecção e a análise de nossos erros. É um período de silêncio: a Anciã recolhe-se aos domínios da morte, onde permanecerá durante um curto período e ressurgirá na forma da Donzela. É a Mão que Fere e Acaricia: pode nos possibilitar o impulso que necessitamos para mudanças em nosso psiquismo ou oferecer uma arma para que nós próprios nos causemos ferimentos. A este aspecto podem ser relacionadas deusas como Nemaín (irlandesa) e Hécate (grega).A Grande Deusa pode se apresentar ainda sob várias formas. Uma de suas características é a diversidade. O estudo de mitologias diversas mostrará ao estudante aplicado diversas outras manifestações do Feminino Sagrado. Dentro de nossa Religião, porém, deve-se sempre ter em mente que todas estas manifestações são apenas reflexos de uma só Deusa, que possui diversas maneiras de mostrar-se aos olhos de seus filhos.Os wiccans são as crianças escondidas da Deusa. Seu é o privilégio de ter as necessidades atendidas por Seu intermédio. É a nós que ela se revela em toda sua plenitude, abençoando todos seus ritos. Ela não necessita de sacrifícios; de suas crianças só pede amor e dedicação. Ela é uma Deusa de Amor, tanto da forte paixão carnal quanto do mais puro sentimento fraternal. Todos os atos de amor são seus rituais.Para as mulheres, a Deusa representa sua totalidade enquanto pessoas. Permite a elas conhecerem tanto seu poder criador quanto seu poder destruidor. É através da Grande Mãe que as mulheres alcançam seu mais alto grau de compreensão de si mesmas, libertando-se de todos os bloqueios, sendo quem são: mães, amigas, virgens, amantes ou irmãs. Ou todas ao mesmo tempo.Aos homens a Mãe possibilita o despertar de sentimentos e faculdades adormecidas ou reprimidas. Ela lhes permite reconhecer características de si mesmos que lhes foram negadas pela sociedade durante séculos, sem que isso lhes cause vergonha ou lhe torne menos homens. A Grande Mãe dá aos homens a possibilidade de realmente conhecerem a si mesmos2.Se não encontrares a Deusa dentro de ti, nunca a procures fora de ti. Nunca perca as esperanças; ao contrário, lute sempre por aquilo que lhe é mais sagrado. Quando lhe parecer que sua busca chegou ao fim sem dar nenhum resultado, a Luz da Grande Mãe brilhará em seu coração em todo o seu esplendor. Este é o maior de todos os Mistérios.(Texto por Daniel Pellizzari, 1993)

A Comida das Bruxas

Esse feitiço é para quando sentimos que a energia das pessoas de dentro de casa estão em baixa, então fazemos esse feitiço e damos para todos comerem.Pode ser feito em qualquer lua, só não pode estar menstruada.

Ovos do Fogo

ingredientes para o molho:5 tomates2 latas de molho de sua preferencia1 cenoura crua2 cebolas grandes3 dentes de alhomanjericão e oregáno a gosto1 pitadinha de açucarsal à gostoColocar todos os ingredientes , menos o manjericão e o orégano, dentro do liquidificador. Os ingredientes são crus.Bater tudo e colocar numa panela de pressão, depois de o molho pronto, acrecentar o sal , o açúcar, o manjericão e o orégano, pegar 5 ovos inteiros e jogar dentro do molho, esperar um pouco, deixar ferver. Serve com arroz branco.É uma delicia e faz com que as pessoas se tornem mais limpas, isto é, sem energia ruim.Os ciganos dizem que quando as pessoas de casa ou amigos estão nervosos, elas estão com o Gundum Gerere. Gundum Gerere, é um diabinho que fica no ombro esquerdo das pessoas, atormentando e fazendo coisar ruins. Essa comida faz com que ele desapareça. Está certo que é só uma lenda cigana, porém todas as lendas tem o seu significado.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Magia da Água Solarizada


A magia desta água está em ser uma água pura (de fonte, filtrada ou mineral) exposta, em frasco branco ou copo transparente, aos raios do Sol, captando e condensando as energias solares, com grandes benefícios para o corpo físico.
O tempo recomendado mínimo de exposição ao Sol é de uma hora, mas o ideal são quatro horas.
Numa emergência, pode usar uma pedrinha de gelo colocada em um copo de água, e deixá-lo ao Sol. Quando o gelo derreter todo, já foi captada energia suficiente, e a água está pronta para ser tomada.
Esta água solarizada deve sempre ser consumida não de uma vez, mas em pequenos goles, tomando-se, em média, quatro copos por dia: ao levantar, antes do almoço, antes do jantar e ao deitar, e dê preferência com o estômago vazio.
A água solarizada também pode ser usada para ativação de cristais. Esta água dura, em geral, 24 horas, e deve ser ingerida ao longo do dia.
Se a água se destina a diversas pessoas, o ideal é que seja feita com uma única qualidade de cristal (ametista, quartzo rosa, branco, etc) dependendo da atuação desejada.
Quando misturamos cristais na água, suas propriedades vão ficando mais particulares, servindo a desequilíbrios específicos (conforme a energia da pedra), além da água ficar extremamente concentrada.
Por isso, é recomendado que, de um modo geral, as águas solarizadas sejam feitas de uma mesma qualidade de cristal.
Em deficiência de energia, a cromoterapia aconselha o uso de celofane colorido envolvendo o copo da cor adequada ao problema. A Água do Sol é um forte aliado para equilibrar e energizar seu corpo com vários benefícios, experimente!

O Mago

" O verdadeiro Mago é súdito do Amor e parceiro da Natureza. Trabalha com seus elementos como quem pede passagem para algo sagrado...! Sabe que os seus movimentos são observados no seio do invisível. O verdadeiro Mago jamais assalta aos Poderes da Natureza. Ele a respeita profundamente. Por isso não força a barra, somente age com elegância e educação no trato com o invisível que rodeia os seres vivos. O verdadeiro Mago é simples e alegre. Os espiritos da Natureza o adoram! Por onde ele vai, um séquito desses seres o acompanha. Eles gostam de sua aura jovial. Eles sabem que a luz é a sua parceira incondicional. Ele sabe que o grande potencial está em si mesmo, pois é um Ser de Luz, é divino e eterno, e carrega o potencial das estrelas no brilho dos seus olhos. O verdadeiro Mago é igual a um sol. E por onde ele vai, a grande Magia acontece. O verdadeiro Mago não é alguém que simplismente pode fazer magia, mas alguém capaz de causar transformações em si e a sua volta!"