segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A abóbora iluminada


Já sabemos que no fim da festa de Samhain os celtas levavam para casa uma brasa da fogueira comunitária central. Geralmente eram utilizados nabos ocos para o transporte, uma espécie de lanterna que lembrava muito as abóboras utilizadas na comemoração do Halloween. Essa não é, entretanto, a origem direta do costume de iluminar abóboras recortadas com feições humanas. O folclore irlandês do século XVIII era muito rico em superstições, tradições e cultura celta, que fazia parte significativa da cultura nacional. Um dos mitos mais conhecidos dos irlandeses era o do Jack Miserável, um personagem muito popular.

De acordo com a lenda, Jack era um velho fazendeiro alcoólatra, muito grosseiro, e um avarento de péssima reputação. Numa noite de 31 de outubro, ele bebeu demais e o Diabo em pessoa veio levar sua alma. Jack lhe implora mais um copo de bebida antes de ser levado ao Inferno, e o Diabo atende seu pedido. Como estava sem dinheiro para pagar o trago, ele pede ao demônio que se transforme em uma moeda, no que ele concorda. Quando vê a moeda sobre a mesa, Jack a coloca rapidamente em uma carteira que possuía o fecho em formato de cruz, impedindo Satã de sair. O Diabo, furioso, ordena que Jack o tire dali, e o trapaceiro lhe propõe um acordo: libertá-lo em troca de ficar na Terra por mais um ano. Sem opções, o Diabo concorda. Jack até tenta mudar de conduta, mas acaba voltando a ser o velho beberrão violento de sempre. No ano seguinte, como prometido, o Diabo lhe aparece na Noite de Todos os Santos, desta vez para levá-lo definitivamente. Espertalhão, Jack convence o demônio a subir em uma árvore para pegar umas maçãs, a última refeição que ele faria. Ele faz cruzes no tronco da árvore com seu canivete, impedindo novamente o Diabo, que promete desaparecer por dez anos se fosse liberto. Jack não aceita, e exige que o Diabo não lhe aborreça nunca mais, deixando-o em paz para sempre. O Diabo acaba aceitando, e Jack o deixa descer da árvore. No ano seguinte, por azar, ele acaba morrendo. Sua alma, ao chegar no Céu, é prontamente barrada, já que ele teve péssima conduta em vida, cheia de pecados e erros incorrigíveis. Jack tenta entrar no Inferno, mas o Diabo, para honrar o acordo, e talvez temendo mais uma trapaça, também não o aceita. Desse modo, Jack é condenado a vagar pela eternidade no Limbo entre os Reinos da Terra, do Céu e do Inferno. Assim que Satã o rejeita, ele lhe joga uma brasa para iluminar seu caminho no escuro e tenebroso Limbo. Jack coloca o fogo dentro de um nabo oco, e sai vagando pelos entre-mundos. A lenda diz que sua alma penada, conhecida como Jack O´Lantern, vaga pela Terra carregando sua lanterna na Noite de Todos os Santos, em que os véus entre os mundos caem. As lanternas feitas com nabos ocos e brasas ou velas dentro eram muito populares entre os escoceses e irlandeses, que as penduravam nas portas de casa e jardins para evitar Jack e outros espíritos errantes do Halloween, alem de também serem representações das almas falecidas. As famílias desses povos que emigraram para a América levaram essa tradição folclórica, substituindo os nabos pelas abóboras, que eram mais abundantes e mais fáceis de cortar. Logo surgiu a idéia de criar caras assustadoras e outros desenhos artísticos nas abóboras, um costume preservado até os dias de hoje. Interessante lembrar que a cabeça, para os celtas, era o centro do intelecto e da mente, sendo a parte mais poderosa do corpo, o que talvez justifique a transformação da abóbora na cabeça de Jack. Quanto a ele, provavelmente continua vagando pelo Limbo, e no Dia das Bruxas, faz sua visita à Terra…

Tradições


O Halloween, como é celebrado atualmente, apresenta muitas diferenças se comparado à festa original, restando apenas a alusão aos mortos, ainda que fracamente. Aos poucos foram sendo incorporados à data elementos estranhos de diferentes origens, que se popularizaram rapidamente, principalmente nos Estados Unidos e no Canadá, Isso transformou o Halloween em um evento principalmente comercial e cultural dos norte-americanos, que o têm como uma tradição muito especial, perdendo apenas para o Natal e o Dia de Ação de Graças.

Dentre as tradições acrescidas, temos, por exemplo, o costume de se fantasiar ou “disfarçar”, que possivelmente teve origem na França entre os séculos XVI e XV. Nessa época, a Europa era cruelmente flagelada pela peste bubônica, que dizimou um terço de sua população. Diariamente milhares morriam, e a cura para a doença parecia simplesmente não existir. Isso aumentava consideravelmente o temor e a preocupação das pessoas em relação à morte. A Igreja rapidamente reagiu, multiplicando as missas realizadas no Dia de Finados e Todos os Santos. Nasceram também representações artísticas de caráter burlesco ou satírico, chamadas de Danças da Morte ou Danças Macabras. Na véspera de Finados, alguns fiéis enfeitavam os cemitérios com desenhos ou pinturas do Diabo puxando alegremente uma fila de pessoas para dentro das tumbas, fossem elas reis, cavaleiros, damas, mendigos ou camponeses porque, afinal, a morte não faz distinções de qualquer espécie. Além disso, também eram encenadas representações teatrais, com pessoas que se fantasiavam de diferentes personalidades e também de Morte ou Diabo, à qual todos os outros personagens deveriam apresentar-se. Esse costume de se fantasiar na Noite das Bruxas se mesclou a outro, o de pedir “doces sob a ameaça de uma travessura”. Na Idade Média, uma das práticas populares do Dia de Finados era pedir “bolos das almas”, sobremesas de massa geralmente simples com coberturas de groselha. Quem pedia esses bolos eram as crianças, que passavam de porta em porta vestindo fantasias chamadas “soulings” (uma referência à palavra “alma”, ou “almejar”). Para cada bolo ganho, era ofertada uma oração aos familiares da pessoa que lhe dera o bolo. Essas eram as orações que ajudariam as pessoas a saírem do purgatório e irem para o Céu. Uma outra origem possível para essa tradição é inglesa, no período histórico de perseguição protestante contra os católicos (mais ou menos de 1500 a 1700). Os católicos ingleses haviam sido privados de seus direitos legais, não podendo exercer nenhum cargo público e tendo pesadas multas, impostos e prisões contra eles. Celebrar a missa era pena capital, e centenas de padres sofreram as conseqüências da desobediência. Logo houve uma tentativa um atentado contra o rei protestante Jorge I, em que o objetivo era explodir o Parlamento e matá-lo, gerando um levante de católicos contra a opressão. Os católicos conspiradores esconderam 36 barris de pólvora nos subterrâneos da Casa dos Lordes. O plano ficou conhecido como “Gunpowder Plot” (“Conspiração da Pólvora”), e foi rapidamente descoberto em 5 de novembro de 1605, quando um católico convertido chamado Guy Fawkes foi pego escondendo pólvora em sua casa. Ele foi enforcado logo em seguida. A data de sua morte tornou-se uma grande festa na Inglaterra, que ainda é celebrada atualmente, principalmente com fogueiras. Alguns protestantes comemoram usando máscaras e visitando os amigos e parentes católicos, exigindo-lhes cervejas, doces, ou pastéis. A festa foi trazida para os Estados Unidos pelos colonos, que a uniram ao Halloween, já introduzido pelos imigrantes irlandeses. A frase “travessuras ou gostosuras” (em inglês, “trick or treat”) também é originária dos irlandeses, que a popularizaram nos Estados Unidos.

Existem também algumas evidências históricas de que “travessuras ou gostosuras” tenha sido uma atividade comum da tradição celta original. Já sabemos que eles vestiam fantasias demoníacas, desfilando pelas cidades para afugentar os espíritos vagantes que desejavam corpos. Além disso, as crianças iam caminhando de porta em porta, pedindo lenha para uma enorme fogueira, que seria o centro da celebração, sendo apagadas todas as outras fogueiras e lampiões do vilarejo. No fim da festa, cada um levaria para casa um graveto com uma chama da fogueira central, como símbolo da unidade entre as pessoas do local. É possível também que os sacerdotes druidas se vestissem como os deuses, incorporando as características de um ou outro, e também existe a possibilidade de que eles passavam de casa em casa pedindo comida como oferenda às divindades. Alguns historiadores aceitam evidências de que os celtas realizavam sacrifícios de animais e até mesmo humanos em suas celebrações. Essas evidências não são convincentes, já que os principais relatos desses costumes rituais são do imperador romano Júlio César, que conquistou a Gália e a Bretanha, registrando tudo o que descobriu sobre as novas terras. De acordo com ele, os druidas criavam enormes esculturas feitas com galhos e ramos de árvores, queimando as pessoas ali dentro. É consenso entre muitos estudiosos que César pretendia desmoralizar os druidas por despeito, já que eles resistiram fortemente à invasão romana, podendo muito bem ser uma visão preconceituosa contra os povos “bárbaros”, que não faziam parte das fronteiras do Império.

Quanto às “travessuras”, podemos dizer que os celtas acreditavam em diversas criaturas travessas, como fadas, duendes e elfos, e o Halloween, como momento de transição entre os mundos, seria o dia que essas criaturas escolhiam para fazer suas brincadeiras. Dizia-se, por exemplo, que se uma pessoa atravessasse um outeiro numa noite de luar, ela ficaria presa Reino dos duendes, onde o tempo não passa. Podemos também supor que a véspera do Ano Novo celta era igual à nossa, ou seja, as pessoas bebiam exageradamente, se divertiam e faziam besteiras, uma espécie de “loucura coletiva”. A tradição das travessuras, segundo essa concepção, seria simplesmente o espírito de farra que permeava o último dia do ano.

31 de Outubro – Halloween / Samhain / Dia das Bruxas


Quem nunca assistiu a um filme em que crianças fantasiadas batem de porta em porta e perguntam: “Travessuras ou Gostosuras” ? Ou então não se encantou com as centenas de séries, filmes e desenhos animados com seus magos, bruxas e afins ? Ou não se assustou com algum filme de terror em que um serial killer mascarado escolhe uma data do ano para atacar e matar quem estiver em seu caminho ? Isso tudo tem estreita relação com uma famosa data celebrada no dia 31 de outubro: O Halloween, ou Dia das Bruxas. O Halloween, como nós o conhecemos, tem suas origens nas regiões da Gália e as ilhas da Grã-Bretanha, por volta dos anos 600 a.C. a 800 d.C., mas inicialmente não era relacionado à bruxaria. A data, na realidade, é um dos festivais do calendário celta, a comemoração do Samhain (pronuncia-se Souen ou Sauáin, significa literalmente “fim do verão”, em irlandês), que celebrava o fim do verão e ocorria entre os dias 30 de outubro e 7 de novembro. Podemos dizer que o Halloween tem duas origens distintas: a pagã e a cristã.


A religião celta, o druidismo, não tinha registros escritos. Tudo era transmitido oralmente e, portanto, perdeu-se um pouco do conhecimento sobre os significados de determinados conceitos religiosos. Muitos historiadores discordam com relação a determinadas afirmações sobre as tradições religiosas célticas. O que se sabe é que o Samhain era uma festa que comemorava o fim do verão, o início de um novo ano e o final da terceira e última colheita. Começava-se também o armazenamento das provisões para o inverno, que lentamente se aproximava. Uma das bases da sociedade celta era o pastoreamento de ovelhas e gado. No final de outubro o tempo esfriava mais, e os pastores traziam seus animais para pastos mais próximos de sua casa, o que geralmente representava significativas mudanças na rotina diária. Nos meses do outono e do inverno, todos passavam mais tempo juntos, dentro ou próximo de suas casas, realizando artesanatos, trabalhos domésticos e armazenando comida. De acordo com a tradição celta, a mudança era considerada como um momento em que as coisas transitam de um estado para outro. O ponto de equilíbrio entre os extremos era muito caro à filosofia celta, e o fim do verão era uma representação disso, portanto, tinha propriedades ditas “mágicas”, ou seja, uma abertura ou conexão com os mortos, que haviam passado pela última e fatal mudança. Como era uma data que ficava a meio caminho do solstício de verão e o de inverno, os celtas a relacionavam ao momento em que o véu entre os mundos – dos vivos e dos mortos – é mais tênue, e assim, é um festival dos antepassados, a época de se ligar aos espíritos e aos mais velhos. A celebração era presidida pelos sacerdotes druidas, que atuavam como médiuns, incorporando espíritos para que esses pudessem falar com seus familiares e amigos. Enormes fogueiras eram construídas, e as pessoas se reuniam para queimar oferendas às deidades. Durante a comemoração, os druidas usavam trajes específicos, geralmente constituídos de peles e cabeças de animais. Acreditava-se também que os espíritos dos mortos naquele ano retornavam para visitar seus antigos lares e guiar os familiares ao Outro Mundo e que, algumas vezes, esses espíritos procuravam corpos vivos para possuir e usar pelo tempo que quisessem. Desse modo, na noite de 31 de outubro todas as tochas e fogueiras eram apagadas, o ambiente tornava-se hostil e escuro, e as pessoas vestiam-se com fantasias, folhas e galhadas, desfilando em procissão pelas ruas para assustar os que procuravam corpos para possuir. Sabe-se também que os celtas veneravam a constelação das sete estrelas, as Plêiades, que alcançam seu ponto mais alto no céu setentrional no dia 31 de outubro, e depois desciam lentamente para o Hemisfério Sul. Por isso, havia a crença de que o verão sempre voltaria e terminaria com o surgimento das Plêiades. Todas essas tradições foram adotadas pelos romanos, que invadiram as Ilhas Britânicas por volta de 46 a.C. Posteriormente eles abandonaram os costumes, substituindo-os por outros. Com o advento do cristianismo, a religião celta foi aos poucos desaparecendo, e em meados do século II d.C. ela praticamente não existia mais, restando apenas alguns resquícios das celebrações originais. É necessário dizer que, entre os celtas, o Halloween não tinha uma relação específica com a bruxaria. Entretanto, os povos célticos da Irlanda que migraram para os Estados Unidos no início da colonização levaram as tradições do Samhain, e a festa logo ganhou aceitação local, mesclando-se às histórias de bruxas contadas pelos índios norte-americanos e, mais tarde, às crenças em magia negra e vodu que permeavam as religiões dos escravos africanos.

A origem cristã do Halloween também é controversa. Sabemos que a Igreja Católica sempre homenageou seus mortos, e caso a pessoa seja de fato muito virtuosa ou realize milagres em vida, ela ganha o direito de ser canonizada e se tornar “santa”, intermediária entre Deus e o Homem, capaz de realizar milagres no plano físico. Geralmente esses santos são homenageados pelos católicos em seus “dias” específicos, geralmente seu aniversário de morte. Entretanto, como são milhares de santos, por vezes é impossível estabelecer datas celebrativas para todos. Sabe-se que, desde o século IV, a Igreja da Síria consagrava um dia à celebração de Todos os Mártires. No século VII, o Papa Bonifácio IV transforma um templo romano dedicado a todas as divindades (chamado de Panteão) em uma Igreja dedicada a Todos os Santos, ou seja, a todos que o precediam na fé. Ele estabelece também o Dia de Todos os Santos, com o intuito de homenagear todos os canonizados em uma mesma data, no caso, 13 de maio. Mais tarde, no século VIII, o Papa Gregório III transfere a data para 1º de novembro, dia da dedicação da Capela de Todos os Santos na Basílica de São Pedro, em Roma. Em 840, O Papa Gregório VII ordena que esse dia seja celebrado universalmente, tornando-a uma festa de grandes proporções. Para tanto, havia uma celebração vespertina (ou vigília) na noite do dia 31 de outubro, o que estava de acordo com as tradições judaicas, em que os dias santos eram considerados do pôr-do-sol de um dia ao pôr-do-sol do dia seguinte. Essa vigília era chamada de All Hallows’ Even, ou seja, Noite de Todos os Santos, véspera do All Hallows’ Day (Dia de Todos os Santos). A palavra “Hallow”, em inglês arcaico, tinha o significado de “pessoa santa”. Com o tempo a Noite de Todos o Santos passou de All Hallows’ Even a Hallowe’en até chegar ao que conhecemos hoje, o Halloween. É senso comum entre os historiadores de que a mudança de data para 1º de novembro era parte de uma antiga política da Igreja Católica de associar tradições não-cristâs ou pagãs a suas festividades, com o firme intento de converter mais pessoas à fé cristã, mesmo que isso significasse alterar o calendário religioso para que esse correspondesse às datas pagãs. Com a incorporação do Samhain ao Dia de Todos os Santos, a Igreja também acabou incorporando determinadas tradições célticas às celebrações do Dia de Todos os Santos, o que ajudou a trazer para o Cristianismo católico os descendentes dos Celtas, principalmente irlandeses. Entretanto, a coloração espiritual ou sobrenatural da data ainda ficou muito forte e, com a disparidade de religiões, a Igreja cria o Dia de Finados no século XIII, com a intenção de homenagear os mortos cristãos. No catolicismo, são feitas orações aos entes queridos que estão no purgatório, período de purificação (através do sofrimento) pelo qual as almas passam para posteriormente entrarem no Céu. Apesar da introdução de mais esse feriado, continuou a curiosidade dos cristãos em relação aos espíritos dos mortos que voltava, vez que essa era a idéia básica da festividade original do Samhain. Assim, a Igreja passa a associar esses espíritos a demônios ou criaturas do mal, e por isso o Halloween apresenta algumas vezes imagens tão horripilantes.

SAMHAIN_O CULTO AOS ANCESTRAIAS


A morte faz parte do ciclo da vida, assim como o dia alterna-se com a noite, a luz com a sombra. A sombra da proximidade da morte nos permite compreender e respeitar o delicado equilíbrio da vida. Assim, seremos capazes de aceitar a continuidade da vida nos nossos descendentes, pois nós também somos a continuação da linhagem ancestral. As gerações nascem, crescem, florescem, amadurecem e decaem, feito frutos de uma mesma árvore, transformando-se no adubo rico necessário para a próxima colheita. Venerar os ancestrais mantém viva a conexão entre as gerações, os vivos reconhecendo e agradecendo àqueles que trilharam antes os caminhos, abrindo portas e deixando o legado das suas experiências e realizações.

De uma forma ou de outra, todas as antigas culturas do hemisfério Norte reverenciavam os mortos, com celebrações e oferendas realizadas no final do outono, quando a própria natureza entrava em declínio. Festejavam-se ao mesmo tempo a última colheita, o abate dos animais para garantir a sobrevivência humana durante os meses de inverno e a lembrança daqueles que tinham passado para o mundo dos espíritos, ao longo do ano.

Os nomes das comemorações dos ancestrais variavam de um país para outro – “Pitra Visarjana Amavasya”, na Índia; “O Dia das almas errantes”, no Tibet; “Festival Obon”, no Japão; e “A festa dos fantasmas famintos”, na China. Na África, em Daomé (atual Benim), celebrava-se “colocar a mesa”; na Sicília, na festa dos “I Morti” as mesas eram postas com “armuzzi” – “as mãos do morto” modeladas em massa de pão, enquanto no resto da Itália os doces de clara de ovo com amêndoas e açúcar eram chamados de “ossi di morti”. No México, até hoje, os familiares fazem piquenique nos cemitérios, levando para os túmulos, enfeitados com guirlandas de calêndulas, os pratos e as bebidas preferidas dos falecidos.

O dia de Los Muertos mexicanos não é uma comemoração macabra ou grotesca, mas uma maneira alegre, divertida e espontânea de reconhecer a inevitabilidade da morte. Ela aparece nos brinquedos das crianças (representada como soldado, herói, policial, médico, dentista, jogador de bola, professor, noivo ou noiva), nos enfeites de açúcar e nos doces, modelada como caveira ou esqueleto e nas “calaveras” – cartões e imagens de caveiras coloridas com dizeres engraçados trocados entre os amigos. Todos têm um esqueleto, todos vão acabar no cemitério, portanto, é melhor se acostumar desde criança com esta realidade.

As datas dos festivais dos mortos também diferiam de uma cultura para outra. No Egito, a baixa do Rio Nilo, em novembro, marcava o início de “Isia”, a celebração de seis dias que lembrava a morte do deus Osíris. Procissões, drama sagrado, cânticos e danças reencenavam a sua morte e ressurreição, bem como a celebração do retorno das almas para visitar seus familiares. Lamparinas iluminavam suas antigas moradias e os caminhos para orientá-las, os templos e as casas eram enfeitados com flores e oferendas de comidas e bebidas. Do Egito, este costume se espalhou pela Europa e foi preservado e adaptado pelos povos celtas. Por serem povos pastoris, os celtas dividiam o ano em duas estações – o verão, quando o gado era levado para os pastos, e o inverno, quando era trazido de volta.

“Samhain” (pronunciado “souen”) era o festival celta dos mortos celebrado no dia 31 de outubro, considerado o primeiro dia de inverno e o início do Novo Ano. Neste dia, os véus entre os mundos se tornavam mais tênues, as almas transitavam mais facilmente de um lado para outro. Além dos familiares mortos, outros seres se manifestavam nesta noite – fadas escuras, elfos, almas perdidas, espíritos zombeteiros. Para se protegerem deles, os celtas usavam máscaras de animais e acendiam fogueiras nas colinas para guiarem os espíritos dos seus ancestrais de volta para suas antigas casas, enfeitadas com lamparinas de abóbora ou nabo colocadas nas janelas e nas portas. Durante séculos, o cristianismo tentou, em vão, suprimir os festejos de três dias do Sabbat Samhain. Por não conseguir, apelou para o sincretismo religioso, criando o Dia de Todos os Santos e o Dia de Finados, sobrepondo a data cristã ao antigo festival pagão.

Os milhões de emigrantes europeus (principalmente irlandeses que estavam sem meios de sobrevivência após a grande fome de 1846) levaram para sua nova pátria – os EUA – seus costumes e práticas ancestrais. Surgiu, assim, a festa profana de Halloween, pela metamorfose dos significados antigos (máscaras, fantasmas, lanternas, comidas), disfarçados em apresentações caricaturais (bruxas, chapéus pontudos, perucas coloridas, vassouras, lanternas de abóboras, caça aos doces – este costume sendo uma reminiscência do hábito antigo de dar esmolas aos pobres e comida para as almas). O comércio e Hollywood contribuíram, em muito, para tornar o antigo festival Samhain em festa folclórica, infantil ou em um simples baile de máscaras. Mesmo assim, alguns povos ainda preservam de forma autêntica as tradições dos seus ancestrais. Os nativos norte-americanos celebram até hoje, na primeira lua cheia após o solstício de inverno, o retorno dos Kachinas – os espíritos dos seus antepassados, com o Festival Soyal, que inclui danças com máscaras, fogueiras e oferendas.

No Japão, o Festival Obon é celebrado durante 18 dias, requerendo uma esmerada preparação prévia dos templos, jardins, casas para a recepção dos “shugoray” – os espíritos dos ancestrais. As famílias se reúnem e invocam os espíritos com danças circulares que induzem a um estado de transe, facilitando percepções paranormais e manifestações de ectoplasmia e telecinésia. Antes de Obon, os familiares vão em peregrinação para os cemitérios, limpam a área, plantam flores e deixam oferendas de comidas, bebidas e imagens de cavalos (para ajudar o deslocamento dos espíritos entre os mundos).

No último dia do Festival, os ancestrais estão sendo encorajados para voltar para a “Terra dos Mortos” e enormes fogueiras são acesas para lhes iluminar o retorno. Deste amálgama de informações e costumes, cada pessoa pode criar uma homenagem pessoal para seus antepassados, seja criando um pequeno altar na sua casa (colocando fotos, objetos, lembranças no canto especificado pela sabedoria Feng Shui), seja preparando um pequeno altar externo (como na Tailândia), usando uma miniatura de casa (como uma gaiola de pássaros), pintada com símbolos que propiciem o renascimento para “recepcionar” os visitantes do Além. Uma alternativa é seguir o costume vigente, levando flores para seus túmulos, encomendar um culto ou visualizá-los envoltos pela Luz Maior.

O importante é reconhecer o seu legado, reverenciar a linhagem ancestral, preservar as tradições antigas e honrar sua sabedoria lembrando a frase de Kahlil Gibran: “Todos os que viveram no passado vivem em nós agora. Que possamos honrá-los como hóspedes valiosos”.

Mirella Faur
Fonte:teiadethea

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Magia organizada


Realizando uma lista de verificação pré-magia.

VERIFIQUE SEMPRE os correspondentes:

◊ As fases da Lua;
◊ O planeta / a cor da vela;
◊ O horário;
◊ O dia da semana;
◊ A cor da vela para a Deusa:
◊ A cor da vela para o Deus;
◊ As velas dos elementares.
◊ A cor certa do encanto desejado;
◊ As orações apropriadas;

O ambiente adequado.
Escolher e reservar os incensos, velas, ervas e essências compativeis ao ritual escolhido.

◊ Colocar todas as suas
ferramentas e tudo que for usar em uma sala que não será perturbado(a).
◊ Expulse qualquer energia negativa para fora da sala usando a sua vassoura.
◊Limpar e purificar tudo o que você estará usando dentro do círculo com o sal.
◊ De preferência tomar banho antes do ritual;
◊ Tocar o seu sino do altar três vezes para começar a cerimônia de magia.
◊ Abrir o círculo com potência, proteção e energia positiva.
◊ Chamar os quatro espíritos guardiões e suas luzes elementares.
◊ Chamar a deusa da lua e acender a sua vela.
◊ Chamar o deus do sol e acender a sua vela.
◊ Acenda a vela principal ou velas e dizer as palavras de seu feitiço, liberar as energias.
◊ Dar bênçãos e graças à Deusa da Lua;
◊ Dar bênçãos e graças ao Deus do Sol;
◊ Dar bênçãos e graças aos espíritos guardiões;
◊ Fechar o círculo.
◊ Tocar o seu sino do altar três vezes para fechar a cerimônia de magia.
◊ Coloque de lado todos os itens que você deseja manter e os demais para enterrar.

Nota: sempre escreva seu ritual, ajuda a não esquecer muita coisa!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

TEMPO...


Há tempos em nossa vida que contam de forma diferente.

Há semanas que duraram anos, como há anos que não contaram um dia.

Há paixões que foram eternas, como há amigos que passaram céleres, apesar do calendário mostrar que eles ficaram por anos em nossas agendas.

Há amores não realizados que deixaram olhares de meses e beijos não dados que até hoje esperam o desfecho.

Há trabalhos que nos tomaram décadas de nosso tempo na terra, mas que nossa memória insiste em contá-los como semanas.

Há casamentos que, ao olhar para trás, mal preenchem os feriados das folhinhas.

Há tristezas que nos paralisaram por meses, mas que hoje, passados os dias difíceis, mal guardamos lembranças de horas.

Há eventos que marcaram e que duram para sempre, o nascimento do filho, a morte do pai, a viagem inesquecível, um sonho realizado. Estes têm a duração que nos ensina o significado da palavra "eternidade".

Já viajei para a mesma cidade uma centena de vezes e na maioria das vezes o tempo transcorrido foi o mesmo.

Mas conforme meu espírito, houve viagem que não teve fim, como há percurso que nem me lembro de ter feito, tão feliz eu estava na ocasião.

O relógio do coração - hoje eu descubro - bate noutra freqüência daquele que carrego no pulso.

Marca um tempo diferente, de emoções que perduram e que mostram o verdadeiro tempo da gente.

Por este relógio, velhice é coisa de quem não conseguiu esticar o tempo que temos no mundo.

É olhar as rugas e não perceber a maturidade.

É pensar antes naquilo que não foi feito, ao invés de se alegrar e sorrir com as lembranças da vida.

Pense nisso.
E consulte sempre o relógio do coração:
Ele te mostrará o verdadeiro tempo do mundo.

Honrando Diana dos bosques


Dedicar algum tempo ao ambiente ao seu redor é uma forma de honrar Diana. Assim, atividades como recolher lixo de um terreno baldio ou encontrar um lar para animais abandonados são todas atividades relacionadas à esta Deusa e que fazem bem a todos.

No entanto, se desejar realizar um ritual específico para Diana, segue-se este roteiro. Realize o ritual na Lua Crescente.

Não é difícil encontrar estátuas de Diana e é sempre bom ter uma em casa para representar a Deusa e nos abençoar no dia-a-dia. Se não encontrar uma estátua, vale uma ilustração ou imagem de animais silvestres. Sempre que você contemplar a imagem, se lembrará de sua conexão com os outros seres vivos.

Acenda uma vela branca e, se possível, fique nua (se não puder ou não quiser, use roupas leves e brancas). Realize a meditação de Lua Crescente (veja na seção de rituais para a Lua) e concentre-se nos aspectos da deusa como Donzela e Caçadora. Pense nos seus aspectos como a Caçadora.

Diga as seguintes palavras, que também podem ser ditas quando você estiver passeando por um parque ou bosque:

Diana da crescente de prata,
Deusa das florestas, bosques e da Lua
Eu celebro este dia em sua homenagem.

Levante seus braços em direção à Lua Crescente e diga:

Eu ergo meus braços em direção à sua crescente celeste
E agradeço por seus cuidados por criaturas e bosques
Por proteger as árvores e as florestas
Peço suas bênçãos também, Diana.

Cante para a Deusa Diana. Se quiser, pode dançar também ou tocar algum instrumento. Quando achar que está bom, encerre o ritual.

Ritual Chamando pela deusa do amor


Fase da Lua: Cheia

Objetos necessários para o ritual:
- incenso de rosas
- uma vela vermelha e uma vela rosa
- pétalas de rosa decorando seu altar
- barbante ou fita rosa do tamanho da sua cintura
- imagem da Deusa Vênus
- caneta e pedaço de papel

Acenda o incenso e decore seu altar de acordo com o ritual. No papel, escreva: “Alguém que realmente me ame”. Se desejar lançar um encantamento sobre uma pessoa específica, reflita cuidadosamente sobre as implicações desta ação. Você realmente quer que determinada pessoa te ame apenas porque você fez um ritual de magia? A Deusa do amor sabe muito mais sobre isso do que você; deixe que ela escolha a pessoa certa.

Quando estiver preparada(o), permaneça em silêncio para relaxar. Acenda as velas, dizendo:

Meu coração está vazio
Grande Deusa do amor, envie-me alguém que o encha de amor

Minha alma deseja assim
Conduza-me à harmonia espiritual

Minha mente está inerte
Encha-a com fertilidade
Passe o barbante pela fumaça do incenso, consagrando-o. Fique de pé em silêncio por alguns momentos, agradecendo à Deusa do amor por seu auxílio. Ouça seus conselhos. Depois, deixe o papel no altar até a manhã seguinte. Apague as velas.

Na noite seguinte, volte ao altar. Acenda outro incenso e as velas novamente. Converse com Vênus usando suas próprias palavras, explicando as características que mais deseja em um parceiro.

Ateie fogo no pedaço de papel com a chama da vela rosa e deixe que queime em uma vasilha metálica. Livre-se das cinzas quando esfriarem.

sábado, 7 de agosto de 2010

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Reencarnação


A reencarnação, é uma idéia central de diversos sistemas filosóficos e religiosos, segundo a qual uma porção do Ser é capaz de subsistir à morte do corpo, chamada consciência, espírito ou alma, é capaz de ligar-se sucessivamente a diversos corpos para a consecução de um fim específico, como o auto-aperfeiçoamento ou o esvaziamento do Eu.

A reencarnação é um dos pontos fundamentais do espiritismo, sistematizado por Allan Kardec, mas também faz parte do sistema de crenças de várias religiões e filosofias como o Hinduísmo, o Jainismo, a Teosofia, o Rosacrucianismo, a filosofia socrato-platônica e as vertentes místicas do Cristianismo como, por exemplo, o Cristianismo esotérico. É uma crença popular entre muitos cristãos de outras linhas (especialmente entre católicos brasileiros), embora a grande maioria das denominações cristãs não a admita.

Há referência a conceitos que lembram a reencarnação na maior parte das religiões, incluindo religiões do Egito Antigo, religiões indígenas, entre outras. A crença na reencarnação também é parte da cultura popular ocidental, e sua representação é frequente em filmes de Hollywood. É comum no Ocidente a idéia de que o budismo também pregue a reencarnação, embora na visão budista não seja aceita a concepção de uma alma individual, que passa de um corpo a outro, dando preferência à noção de renascimento.

A crença na sobrevivência da consciência após a morte é comum e tem-se mantido por toda a história da humanidade. Quase todas as civilizações na história tem tido um sistema de crença relativo à vida após a morte. Este ponto de vista pressupõe que a consciência é mais do que uma simples função do cérebro.

O objetivo de todo Espírito é a sua evolução, encarnamos na Terra com o intuito de viver a nossa vida e através dessa vivência ir adquirindo mais experiênia e sabedoria, o que por consequência acaba dando ao Espírito a chance de ir evoluindo. A necessidade de encarnar em um planeta como a Terra (que é de provas e expiações, na sua atual condição) é justamente o fato de que ainda estamos em um grau de evolução em que necessitamos de forte interação com a matéria "pesada" e a Terra fornece o necessário para a nossa breve estadia por aqui, pois cada Espírito encarna em uma orbe compatível com seu grau de evolução, ou seja, um Espírito mais evoluido necessita menos matéria do que um Espírito menos evoluido (como nós), por isso ele acaba encarnando em um planeta que tem menos matéria em sua composição, e assim vai até o ponto de o Espírito não precisar mais encarnar, pois alcança um grau de evolução tão alto que a interação com a matéria deixa de ser necessária.

Pois bem, de uma forma resumida, digamos que é tanta coisa pra aprender com essas experiências que uma vida só aqui na Terra (o que varia, mas a média é de uns 70 a 80 anos hoje, chutando) não é o suficiente para alcançarmos o grau de evolução necessário, pois é preciso respeitar as leis da física e o nosso corpo (que é o meio em que nosso Espírito usa para interagir com a matéria deste planeta) acaba "jogando a toalha" e por fim falece. Esse é o momento em que chamamos de desencarne, pois o Espírito deixa o corpo a qual não lhe serve mais e parte novamente para o mundo espiritual, o seu verdadeiro lar.

A experiência de vida na matéria continuará novamente quando o Espírito regressar em um novo corpo (aqui ele renasce, ou reencarna, como preferir) e começar uma nova vida, aprendendo novas coisas e adquirindo mais sabedoria sobre as coisas, como a moral e o amor ao próximo, e assim fechando o ciclo a qual damos o nome de reencarnação.

Mas, uma pergunta que poderia ficar no ar (dentre muiiiitas outras, pois, como disse, o assunto carece de um estudo bem profundo) é o por que o nosso corpo não pode viver mais tempo (digamos ai 300 anos) e "economizar" essas idas e vindas. Mais uma vez, é preciso respeitar outros pontos, no caso, o próprio planeta, pois o mesmo não suportaria tantas pessoas vivendo por um longo período de tempo, pois seus recursos são limitados e é necessário a manutenção do número de habitantes para o equilibrio de seus recursos naturais. Isso ocorre não só aqui na Terra como também em outras orbes que recebe Espíritos encarnados.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Saboreie seu café


Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos profissionalmente, se reuniu para visitar um antigo professor da universidade.

Em pouco tempo, a conversa girava em torno de queixas de estresse no trabalho e na vida como um todo.

Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e retornou com um grande bule e uma variedade de xícaras de porcelana, plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas, dizendo a todos para se servirem.

Quando todos os estudantes estavam de xícara em punho, o professor disse:
-Se vocês repararem, pegaram todas as xícaras bonitas e deixaram as simples para trás. Não está errado querer o melhor para si...mas, muitas vezes, esta é a fonte dos maiores problema!! Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualidade nenhuma ao café. Na maioria das vezes, são apenas mais caras e, algumas vezes, até ocultam o que estamos bebendo. O que todos realmente queriam era o café, não as xícaras, mas escolheram, conscientemente, as melhores xícaras...

Agora, pensem nisso: a vida é o café. Empregos, dinheiro e posição social são as xícaras. Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a vida.

Às vezes, ao nos concentrarmos apenas na xícara, deixamos de saborear o café.

Diário Mágico


Em nossa casa, assim como em nosso corpo e nossa alma, precisamos sempre saber o que fazer e como fazê-lo. Por isso nossa primeira tarefa é nos conhecermos a nós mesmos. Todo sistema iniciático, de qualquer tipo, sempre impõe essa condição. Sem o autoconhecimento não existe a escalada verdadeira.Adote um diário mágico e tome nota de todas as facetas negativas de sua alma. Esse diário deve ser de uso exclusivo e não deve ser mostrado e ninguém; é um assim chamado livro de controle, só seu. No autocontrole de seus defeitos, hábitos, paixões, impulsos e outros traços desagradáveis de caráter, você deve ser rígido e duro consigo mesmo. Não seja condescendente consigo próprio, não tente embelezar nenhum de seus defeitos e deficiências. Medite e reflita sobre si mesmo, desloque-se a diversas situações do passado para lembrar como você se comportou aqui ou ali, quais os defeitos e deficiências que surgiram nessa ou naquela situação. Tome nota de todas as suas fraquezas, nas suas nuances e variações mais sutis. Quanto mais você descobrir, tanto melhor. Nada deve permanecer oculto ou velado, quer sejam defeitos e fraqueza mais evidentes ou mais sutis. Aprendizes especialmente dotados conseguiram descobrir centenas de defeitos nos matizes mais tênues; dispunham de uma boa capacidade de meditação e de penetração profunda na própria alma. Lave a sua alma até que se purifique, dê uma boa varrida em todo seu lixo.Essa auto-análise é um dos trabalhos mágicos prévios mais importantes. Muitos sistemas ocultam negligenciam-no, e por isso também têm pouco sucesso. Esse trabalho prévio na alma é a coisa mais importante para o equilíbrio mágico, pois sem ele não há possibilidade de uma escalada regular nessa evolução. Devemos dedicar alguns minutos de nosso tempo, na parte de manhã e também à noitinha, ao exercício de nossa autocrítica. Dedique-lhe também algum instante livre de seu dia; use esse tempo para refletir intensamente se ainda há alguns defeitos escondidos, e ao descobri-los coloque imediatamente no papel, para que nenhum deles fique esquecido. Sempre que topar com algum defeito, "Não hesite, anote-o imediatamente!".Caso você não consiga descobrir todos seus defeitos em uma semana, prossiga por mais uma semana com essas pesquisas até que seu assim chamado "registro de pecados" esteja definitivamente esquematizado. Depois de conseguir isso em uma ou duas semanas passe para o exercício seguinte. Através de uma reflexão precisa, tente atribuir cada um dos defeitos a um dos quatro elementos. Arranje uma rubrica, em seu diário, para cada um dos elementos, e anote abaixo dela os defeitos correspondentes. Coloque aqueles defeitos sobre os quais você tiver alguma dúvida, sob a rubrica "indiferente". No decorrer do trabalho de desenvolvimento, você terá condições de determinar o elemento correspondente a cada um dos defeitos.Assim por exemplo, você atribuirá ao elemento fogo os seguintes defeitos: irritação, ódio, ciúmes, vingança, ira. Ai elemento ar atribuirá a leviandade, a fanfarronice, a supervalorização do ego, a bisbilhotice, o esbanjamento; ao elemento água, a indiferença, o fleomatismo, a frieza de sentimentos, a transigência, a negligência, a timidez, a teimosia, a inconstância. Ao elemento terra atribuirá a susceptibilidade, a preguiça, à falta de consciência, à lentidão, à melancolia, à falta de regularidade.Na semana, reflita sobre cada umas das rubricas e divida-a em três grupos. No primeiro grupo coloque os defeitos mais evidentes, que o influenciam com mais força, e que surgem já na primeira oportunidade, ou ao menos estímulo. No segundo grupo coloque aqueles defeitos que surgem mais raramente e com menos força. E no terceiro, na ultima coluna, coloque finalmente aqueles defeitos que chegam à expressão só de vez em quando e em menor escala. Isso deve ser feito desse modo também com todas as outras rubricas de elementos, inclusive com os defeitos indiferentes. Trabalhe sempre escrupulosamente, e você verá que vale a pena!É exatamente desse modo que devemos proceder com as características boas de nossa alma. Elas também deverão o ser classificadas sob as respectivas rubricas dos elementos; e não se esqueça das três colunas. Assim por exemplo, você atribuirá ao elemento fogo a atividade, o entusiasmo, a determinação, a ousadia, a coragem. Ao elemento ar atribuirá o esforço, a alegria, a agilidade, a bondade, o prazer, o otimismo, e ao elemento água: a sensatez, a sobriedade, a fervosidade, a compaixão, a serenidade, o perdão, a ternura. Finalmente, ao elemento terra: atribuirá a atenção, a perseverança, a escrupulosidade, a sistematização, a pontualidade, o senso de responsabilidade.Através desse trabalho você obterá dois espelhos astrais da alma, um negro com as características anímicas ruins, e um branco com os traços bons e nobres do seu caráter. Esse dois espelhos mágico devem ser considerados dois autênticos espelhos ocultos, e fora o proprietário, ninguém tem o direito de olhar para eles. Caso lhe ocorra, ao longo do seu trabalho de evolução, mais uma ou outra característica boa ou ruim, ele ainda poderá incluí-la sob a rubrica correspondente. Esses dois espelhos mágicos dão ao mago a possibilidade de reconhecer, com bastante precisão, qual dos elementos é o predominante em seu caso, no espelho branco ou negro. Esse reconhecimento é necessário para se alcançar o equilíbrio mágico.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sais de banho


Muitos praticantes de Magia se preparam para seus rituais tomando um banho antes utilizando sais especiais. Alguns usam apenas sal marinho, mas você também pode utilizar o sal comum. Afinal, todos os sais provém da Terra.

Acrescente cerca de 1 colher de sopa da mistura de sais, ervas e/ou óleos essenciais à banheira antes de mergulhar em um prazeroso banho. Todas as partículas sólidas devem ser bem moídas para que os resíduos possam ir pelo ralo.

Se você possui alguma alergia, teste um pouco do óleo essencial (que é um dos ingredientes dos sais de banho) na parte interna de seu cotovelo antes de utilizá-lo na confecção de seus sais.

Guarde seus sais de banho em um pote bem fechado. Observação: NUNCA ingira seus sais de banho.

Sais de Banho de Cernunnos
1 xícara de sal
2 gotas de óleó de cravo
6 gotas de óleo de âmbar
4 gotas de óleo de patchuli
3 gotas de óleo de rosa gerânio
2 gotas de óleo de pinho
8 gotas de óleo sintético de âmbar
8 gotas de óleo sintético de cinzento almíscar

Sais de Banho de Pã
1 xícara de sal
2 gotas de óleo de pinho
2 gotas de óleo de cedro
8 gotas de óleo de patchuli
4 gotas de óleo de zimbro ou 3 gotas de óleo de verbena
4 de colher de chá de tintura de zimbro

Sais de Banho dos Sátiros
1 xícara de sal
8 gotas de óleo de patchuli
4 gotas de óleo de cravo
8 gotas de óleo de baunilha
4 gotas de óleo sintético de almíscar
2 gotas de óleo de canela

Sais de Banho da Magia da Lua
1 xícara de sal
8 gotas de óleo de sândalo
1/8 de colher de chá de raiz de lírio florentino em pó
8 gotas de óleo de lótus

OS PERIGOS DO SAL REFINADO E AS VANTAGENS DO SAL MARINHO NATURAL


Sabe-se que o ser humano não pode viver sem o sal. Biologistas afirmam freqüentemente a importância do cloreto de sódio para a manutenção do metabolismo e do equilíbrio do sistema imunológico, ou de defesa.

Sal: natural e na quantidade certa para o bem da sua saúde
Na natureza os seres vivos adquirem o sódio dos alimentos, sem precisar adicionar alguma coisa, como no caso do sal extra usado pelo homem.

Na verdade, se vivêssemos em ambiente bem natural, usando apenas alimentos retirados do meio ambiente puro, não precisaríamos de sal. Porém vivemos hoje uma situação mais artificial, sendo grande o nosso desgaste físico e a conseqüente perda de minerais importantes, seja pelo “stress” moderno, excesso de trabalho, perturbações emocionais (ver, por exemplo, o problema da perda de Zinco nas neuroses e psicoses) seja pelos antinutrientes da dieta comum (açúcar branco, farinhas refinadas etc.) e pela má alimentação.

Existe muita confusão, no entanto, quanto ao uso do sal marinho puro e do sal refinado, sendo que o primeiro e que contém elementos importantes e o segundo é prejudicial.

O sal marinho contém cerca de 84 elementos que são, não obstante, eliminados ou extraídos para a comercialização durante o processo industrial para a produção do sal refinado. Perde-se então enxofre, bromo, magnésio, cálcio e outros menos importantes, que, no entanto, representam excelente fonte de lucros.

Durante a “fabricação” na lavagem do sal marinho são perdidas as algas microscópicas que fixam o iodo natural, sendo necessário depois acrescentar iodo, que é então colocado sob a forma de iodeto de potássio, um conhecido medicamento usado como expectorante em xaropes. Ocorre que o iodeto não é de origem natural. É utilizado para prevenir o bócio como exigência das autoridades de “controle”. No entanto é geralmente usado numa quantidade 20% superior à quantidade normal de iodo do sal natural, o que predispõe o organismo a doenças da tireóide diferentes do bócio, como nódulos (que hoje em dia as pessoas estão tendo em freqüência maior) de natureza diversa, tumores, câncer, hipoplasia etc. O sal marinho, não lavado, contém iodo de fácil assimilação e em quantidades ideais.

O sal industrial é “enriquecido” com aditivos químicos, contendo então perto de 2% de produtos perigosos. Para evitar liquefazer-se e formar pedras (senão gruda nos saleiros e perde a concorrência para os sais mais “soltinhos”), recebe óxido de cálcio (cal de parede) que favorece também o aparecimento de pedras nos rins e na vesícula biliar devido à sua origem não-natural. Depois outros aditivos são usados. Obtém-se assim o sal refinado que agrada a dona-de-casa: branco, brilhante, soltinho, rico em antiumectantes, alvejantes, estabilizantes e conservantes, mas sem cerca de 2,5% de seus elementos básicos, que não são exigidos por lei…

Entre uma das perdas irreparáveis no sal refinado está o importante íon magnésio, presente no sal marinho sob a forma de cloreto, bromato, sulfato, de origem natural.

Sabe-se que a escassez de magnésio no sal refinado favorece também a formação de cálculos e arteriosclerose, além de arteriosclerose em diversas regiões do organismo quando o cálcio de origem não natural está presente, como é caso do sal industrializado.

Sabemos que o magnésio enquanto abundante no adulto é escasso em pessoas idosas, que está relacionado à sensibilidade precoce e impotência. O organismo adulto precisa de cerca de 1g de magnésio por dia. O magnésio promove a atividade das vitaminas e estimula numerosas funções metabólicas e enzimas como a fosfatase alcalina. Participa de modo importante no metabolismo glicídico e na manutenção de equilíbrio fosfato/cálcio.

Não é necessário usar uma grande quantidade de sal marinho na dieta, como pode parecer. Bastam pequenas quantidades. Sabe-se também que o teor de sódio deste sal é menor que no refinado, que possui elevadas concentrações de sódio sob a forma de cloreto. Isto pode ser verificado provando-se os dois. O sal refinado produz uma sensação desagradável devido a sua concentração, ao passo que uma pedrinha de sal marinho é até agradável ao paladar.

Devido ao seu elevado teor de sódio, o sal refinado favorece a pressão alta e a retenção de líquidos, o que não ocorre com o marinho. O hipertenso pode até usar sal marinho no alimento, dependendo da sua condição clínica, pois os teores de sódio são menores.

O consumo de sal refinado é hoje muito exagerado. A quantidade usada é estimada em 30 g por dia por pessoa, sendo maior se existe o costume de usar alimentos mais salgados do que o habitual. Um prato de comida contém de 8 a 10 g de sal, não estando com sabor muito salgado. Mensalmente uma pessoa consome cerca de 1 quilo de sal, o que é já um grande excesso.

Sabemos que quando um médico atende um paciente que sofre de pressão alta ele diminui ou suspende o sal, pois a sua capacidade hipertensiva já é conhecida, mas nada se faz para prevenir mais casos de pressão alta informando a população sobre os efeitos do sal.

Sal


O sal é uma das principais substâncias utilizadas para purificação.

O sal marinho, obtido por evaporação da água do mar, é um sal usado como ingrediente na cozinha e em produtos cosméticos, entre outros. O seu conteúdo mineral dá-lhe um sabor diferente do do sal de mesa, que é principalmente cloreto de sódio purificado a partir do sal marinho ou obtido de sal rochoso (halite), um mineral obtido por mineração de minas de sal.

O sal de mesa também contém por vezes aditivos, tais como iodetos (usados como suplemento alimentar) e vários agentes antiaglomerantes. Alguns pensam que o sal marinho é uma alternativa mais saudável ao sal de mesa. Várias zonas do mundo, incluindo a França, a Irlanda, e a área de Cape Cod (EUA), produzem sal marinho especializado.

O sal marinho produzido no Havai pode ter uma cor específica, vermelha acastanhada, que lhe vem do solo vulcânico, rico em ferro, que está presente como impureza. Um dos usos comuns de sal marinho é a confecção de batatas fritas de alta qualidade. Na maior parte do mundo, o sal marinho é mais caro que o sal de mesa. Entretanto, no Brasil, em função da escala de produção, é o tipo mais comum e barato.

Em vários países, incluindo a China e a Índia, o sal marinho era a única fonte de sal. A regulação do comércio de sal marinho era altamente lucrativa para os governos.

Cerca de 110 a.C., o Imperador Han Wu Di da China iniciou o monopólio do comércio de sal no país, transformando a “pirataria de sal” num crime sujeito à pena de morte. Em 1930, o governo colonial britânico da Índia impôs um imposto sobre o sal, que levou á famosa marcha do sal entre 12 de Março e 5 de Abril, quando Mohandas Gandhi liderou milhares de pessoas até ao mar a fim de recolher o seu próprio sal e não pagar o imposto.

O sal de cozinha ou sal comum é formado principalmente por cloreto de sódio e era, até pouco tempo atrás, um importante conservante alimentar, e em séculos passados sua importância para este fim era ainda maior. A tal ponto chegava sua importância, que foi até mesmo usado como forma de pagamento no período romano, sendo esta a origem da palavra “salário”. Por este motivo as explorações de sal chegaram a ter valor estratégico, inclusive tendo sido criadas vilas fortificadas para defender as regiões produtoras do mesmo.

Historicamente a exploração de sal se realizava em salinas das zonas costeiras e dos mananciais de água salgada (que atravessam depósitos de sal no subsolo). Mais modernamente, os depósitos subterrâneos passaram a ser explorados através de minas minas, com isto as salinas de manancial foram perdendo importância e sendo abandonadas durante o século XX. Existem também enormes quantidades de cloreto de sódio em antigos mares ou lagos salgados que sofreram evaporação. Um exemplo disso é o Salar de Uyuni, na Bolívia, uma imensa planície branca devido ao sal cristalizado, e que foi um dia o fundo de um mar que secou.

No Brasil, os principais estados produtores são o Rio Grande do Norte e o Rio de Janeiro, na chamada Região dos Lagos. Nestes estados o sal marinho é obtido através do bombeamento da água do mar para salinas formadas por tanques de evaporação a céu aberto. Depois que a água evapora, o sal que resta no fundo é raspado, empilhado e conduzido às refinarias.

Na Espanha, por exemplo, também existem numerosas salinas costeiras em exploração, além de poucas salinas de manancial (a maioria das que existiram já foi abandonada), sendo as mais importantes as Salinas de Añana en Álava, declaradas monumento histórico do país.

Fonte: Wikipédia

Eu acredito nas pessoas


Especialmente naquelas em que habita algo mais que a humanidade.
Aquelas que, às vezes, a gente confunde com anjos e outras entidades divinas...
Falo daquelas pessoas que existem em nossas vidas e enchem nosso espaço com pequenas alegrias e grandes atitudes...
Daquelas que te olham nos olhos quando precisam ser verdadeiras, que tecem elogios, agradecem e pedem desculpas com a mesma simplicidade de uma criança...
Pessoas que não precisam fazer jogos para conseguir o que buscam, porque seus desejos são realizados por suas ações e reações, não por seus caprichos...
Pessoas que fazem o bem e se protegem do mal, apenas com um sorriso, uma palavra, um beijo, um abraço, uma oração...
Pessoas que atravessam as ruas, sem medo da luz que existe nelas, caminham firmes e levantam a cabeça em momentos de puro desespero...
Pessoas que erram mais do que acertam, aprendem mais do que ensinam e vivem mais do que sonham...
Pessoas que cuidam do seu corpo, porque este os acompanhará até o fim.
Não ficam julgando gordos ou magros, negros ou brancos...
Pessoas, simplesmente pessoas, que nem sempre têm certeza de tudo, mas acreditam sempre. Transparentes, amigas, espontâneas, até mesmo ingênuas...
Prefiro acreditar em relacionamentos baseados em confiança, serenidade, humildade e sinceridade...
Prefiro acreditar naqueles encontros, que nos transmitem paz e um pouco de gratidão...
Prefiro acreditar em homens e mulheres, que reverenciam a vida com a mesma intensidade de um grande amor...
Que passam pela Terra e deixam suas marcas, suas lembranças, que deixam saudades e não apenas rastros...
Homens e mulheres que habitam o perfeito universo e a perfeita ordem nele existente...
Homens e mulheres de alma limpa e puros de coração.

O Deus Cornífero


O Deus Cornífero possui inúmeros nomes. Ele é chamado de Consorte da Deusa, Doador de Vida, Senhor da Morte e Ressurreição, Deus das Sementes, Flores e Frutas, Antigo Deus da Fertilidade, o Senhor da Dança.Ele é conhecido por Cernunnos, Herne, Pan, Osíris, e outros incontáveis nomes.O Deus é adorado sob muitas formas e nomes, mas o aspecto predominante venerado por nossos antepassados foi o Deus Cornífero. O homem do período Paleolítico de 12 mil anos atrás retratou inúmeras vezes nas paredes das cavernas o Deus Cornífero da Caça, um ser meio homem meio animal.O Deus Cornífero teve uma força dominante, mesmo depois do aparecimento de novos Deuses. Esse poderoso arquétipo continuou existindo durante 10 mil anos, depois de aparecer primeiramente em pinturas rupestres nas paredes das cavernas.Chifres sempre foram sinais de algo Divino. Na Babilônia, o grau de importância dos Deuses era identificado pelo número de chifres atribuídos a Ele. Um exemplo principal é Ishtar, uma antiga Deusa, detentora de sete chifres.Alexandre, o Grande, se declarou um Deus depois de tomar o trono do Egito e, para demonstrar o seu poder, encomendou uma pintura sua ornada de chifres de carneiro. O Alcorão chama Alexandre de “Iskander Dh’l Karnain”, que quer dizer “Alexandra dos dois chifres”. Uma alusão ao seu nome é preservada até hoje em Tradição Alexandrina, na qual o Deus é chamado de Karnayana.O Deus Cornífero simboliza a força masculina da Natureza. Ele é a “contraparte” da Deusa. Nós, Wiccanos, vemos o Deus representado pelo Sol. Desde tempos imemoráveis, as mudanças das estações foram percebidas como padrões diferentes de calor do Sol ou, então, do Deus. Nós, Bruxos, celebramos as mudanças das estações com rituais especiais, chamados de Sabbats, que ocorrem oito vezes por ano. Embora o Sol e o Deus ainda sejam vistos como originadores dessas mudanças, a Deusa também é venerada nessas ocasiões, pois é através Dela (a Terra) e Dele (a semente fertilizada e o Sol fertilizador) que todos seremos nutridos.O Deus Cornífero é representado por um homem com cabeça de humano e pernas e chifres de cabra ou cervo. Nos tempos antigos Ele era invocado antes de o homem sair para caçar, para abençoar o caçador com sucesso e fartura. O Deus Cornífero não é só o Caçador, mas também é considerado a própria caça. Ele era visto como um animal sacrifical, imolado para que o Clã pudesse sobreviver durante os sucessivos meses de inverno. Ele é o Sol durante o dia, mas também é o Sol da meia-noite. Ele é o Senhor da Luz, mas também da Escuridão da noite, das Sombras, das profundidades da floresta, das profundezas do submundo.Ele era reverenciado e invocado antes das sementes serem plantadas e novamente quando eram colhidas. Ele se mostra na terra vivente, na grama, nas árvores e na vinha. Esse aspecto é o Deus da Morte, que é enterrado como semente e que ressurge novamente verde e jovem na Primavera, renascido do Útero da Grande Mãe. Ele se mostra também nas colinas estéreis e frias, nos ventos indomáveis e nas planícies de Inverno.O Deus Cornudo é o espírito de vegetação, das coisas verdes e crescentes, da floresta e do campo. Dionísio, Adonis e muitos outros Deuses da vegetação e colheita eram freqüentemente descritos como cornudos e eventualmente usavam chifres de touro, cabra, carneiro ou veado.Muitos Wiccanos chamam o Deus de Cernunnos, que é a versão Céltica e Galo-romano do Deus Cornífero. Um altar para Cernunnos foi descoberto debaixo do que é agora a Catedral de Notre-Dame, em Paris, França. Herne, o Caçador, também é usado freqüentemente para designar o Deus. Muitas variações dos nomes do Deus aparecem como nomes de alguns lugares na Inglaterra. Cerne Abbas, na Inglaterra meridional, é um exemplo.O Deus Cornífero foi transformado no “Diabo” cristão por aqueles que foram tentar difundir sua fé na Europa Antiga. Muito antes de o Cristianismo emigrar dos desertos de Jerusalém, o Deus Cornífero era tido como o símbolo da vida, da sexualidade, do êxtase, da liberdade e da indomabilidade.Muitas deidades Pagãs foram absorvidas pelo Cristianismo. Porém, o Deus Cornífero transpareceu num semblante ameaçador os primeiros cristãos. Ele era um Deus animalesco e sexual. Uma Divindade da noite e da floresta. Considerando que o Cristianismo era uma religião praticada durante o dia, em templos, ele não teve lugar e teve que ser excluído. O Cristianismo viu a sexualidade como a escuridão e o mal, e o Deus Cornífero foi identificado como o princípio do mal, chamado por eles de Diabo. Ainda assim, o Deus Cornífero sobreviveu por séculos de supressão e difamação.Consideremos os muitos modos nos quais o Deus Cornudo sobreviveu. O folclore o retratou como Robin Goodfellow e Puck. Puck é o personagem principal em Sonho de uma Noite de Verão, peça na qual Shakespeare desenvolveu em um dia de Sabbat (Solstício de Verão-Litha) a trama da história. O Homem Verde (Green Man) ainda é venerado em celebrações e é um símbolo comum achado nas paredes das tavernas na Inglaterra.Ele é forte e poderoso, mas não deve ser temido. O corpo dele é de um homem, mas os seus pés são patas, e os chifres capturam os poderes dos céus, do Sol e das estrelas. Ele é Deus do constante renovar, do movimento eterno, e é considerado a própria força crescente de vida. O Deus Cornífero é o caçador, o guerreiro, o gerador, o Rei da terra, e representa ao mesmo tempo as mudanças e verdades.É o Deus visto com características duais. Ele é o Deus do Verão e do Inverno. Ele é o Rei do Sol, o Rei do Milho e o Homem Verde, honrados no Verão. Ele é o Senhor do Submundo, o Caçador, o Pastor e o Curandeiro, na sua face do Inverno. Ele é o Sol renascido no Solstício de Inverno que traz vida e alegria, mas também o Senhor da Luz e da Morte.

Meditando com o Cornífero


Material necessário:• Uma vela marrom;• Um tambor;• Bastão.Procedimento: Acenda a vela sobre o seu Altar. Trace o Círculo e invoque o Deus com o seu Bastão, dizendo:Chamo por Aquele que domina os campos, as montanhas, os vales e as charnecas, o Deus Cornífero, Senhor da alegria e fertilidade para que esteja comigo.Senhor dos sete galhos sagrados,Venha a mim.Senhor dos animais,Venha a mim.Caçador de chifres da meia-noite,Venha a mim.Condutor da Eterna Dança,Venha a mim.Touro negro do anoitecer,Venha a mim.Astado Divino, Doador da vida,Venha a mim!Olhe fixamente para a chama da vela e comece a tocar o tambor. Deixe sua consciência divagar por onde quiser, indo rumo a um bosque. Sinta as batidas do tambor e deixe que elas o levem até esse bosque.Siga as batidas do instrumento e cada vez bata mais forte, sentindo o coração da Terra pulsar através das batidas do tambor, e caminhe através da sua mente ao bosque.Ao chegar, peça mentalmente que o Deus se apresente a você na sua face de Cornífero. Continue tocando o tambor, mas preste atenção ao bosque até que o Deus decida se aproximar de você.Quando ele se aproximar, converse com Ele, peça-lhe instruções e diga por que você foi ao encontro Dele. Seja sincero.O Deus conversará com você e o instruirá sobre como agir em relação à solicitação feita por você.Peça que Ele doe um pouco de seu poder e vitalidade a você. O Deus então lhe estende a mão e quando a abre você vê um objeto, um símbolo, ou algo semelhante. O Deus entrega para você. Esse é o portal de acesso pelo qual você poderá invocar a energia do Deus quando necessário. Guarde-o, e, se possível, reproduza esse objeto ou símbolo em madeira, pedra ou metal e tenha-o sempre junto de você.Continue tocando o tambor. Aos poucos o Deus se afasta. Agradeça a Ele pela presteza com que atendeu ao seu chamado e deixe-o seguir.Continue tocando o tambor e deixe que suas batidas o tragam de volta à sua consciência normal. Bata cada vez mais rápido e intensamente e sinta-se voltando a ela.Quando se sentir centrado, abra os olhos e agradeça mentalmente mais uma vez ao Deus.Deixe a vela queimar até o fim em homenagem ao Cornífero.

Entrando em contato com as faces do Deus Cornífero


Sou o brilhante Deus, Senhor do Sol, Mestre de tudo aquilo que é Selvagem e livre, Pai das mulheres e homens, Amante da Deusa Lua.Sou o som que você desconhece, mas que te chama.Sou quem, no sono profundo, reacende os mistérios noturnos.Resido dentro de você.Venha, adentre em meu mundo e conhecerá a ti mesmo.Entrar em contato com a energia do Deus é um processo vital para a recuperação de nossos dons perdidos ou esquecidos.O Deus Conífero é o Senhor da fauna, flora e animais e nos coloca em contato com o nosso lado mais animalesco e primitivo, capaz de nos conduzir ao centro de nossos mais puros instintos e vitalidade plena.O Deus, assim como a Deusa, possui também três aspectos: o Cornífero, o Homem Verde e o Ancião.Cada uma das faces do Deus está associada a um período da evolução humana e de nossa própria vida.Meditar com o Deus nos traz a possibilidade de contatarmos o nosso Eu mais profundo. Isso traz um processo de integração total com a Natureza e os seus ciclos, além de possibilitar uma maior interação com a vida e a humanidade como um todo.O CorníferoÉ a face do Deus que exerce domínio sobre as florestas. Ele é a representação da Natureza intocada e de tudo o que é livre. Nesse aspecto o Deus assume a face de Caçador e representa a renovação, virilidade, força, fertilidade e vitalidade. O Cornífero exerce domínio sobre os animais selvagens e ferozes. Esteve em contato direto com a humanidade principalmente nos períodos Neolítico e Paleolítico, onde os homens subsistiam principalmente da caça.
Os exemplos associados à face de Cornífero do Deus:Cernunnos: Deus celta, portador de chifres é regente dos animais selvagens e bosques. Está associado à fertilidade e fartura.Pan: Deus grego dos campos e bosques. Está associado à vegetação, ao êxtase e ao vigor sexual.Dionísio: Deus grego que assumia a forma de touro ou bode, ambos símbolos da fertilidade. Está associado à fertilidade e tinha a capacidade de morrer e renascer.Esus: Deus celta associado ao touro, que era acompanhado freqüentemente por três pássaros. Posteriormente, foi identificado como Cernunnos. Está associado ao Submundo e muitas vezes era representado brandindo um machado contra uma árvore.Odin: Deus germânico associado à magia, à guerra e ao êxtase. Muitas vezes é representado portando um capacete de chifres e acompanhado por um cervo.Temas de rituais que usam o aspecto de Cornífero do Deus:• Resgatar energia e proteção.• Atrair coragem, garra e vigor.• Começar um novo trabalho ou qualquer outro empreendimento.• Trazer fertilidade e gravidez.• Requerer o senso de comunidade ou família.• Livrar-se de estresse.• Invocar os poderes da fartura e prosperidade.• Atrair o vigor sexual.• Aumentar a percepção, os sentidos e instintos.• Centralizar.• Estabilizar situações.• Resolver problemas difíceis.• Neutralizar a inércia em uma dada situação.• Atrair a prosperidade e riqueza.• Trazer o poder da razão.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Magia dos 4 Ventos


Magia dos Quatro Ventos.

Existem várias magias para transportar um secreto desejo para o universo quando os poderes produtivos da criação pode trazer a sua realização em existência. Quase todos os feitiços fazem uso do processo de visualização.

Esta magia é a favor dos 4 ventos ou as energias da bússola. Para esta magia você precisará verificar o ponto Norte, e então encontrar Sul, Leste e Oeste.

Os nomes dos 4 ventos mágico, foram dados pelos antigos gregos:
- Bóreas, Eureus, Notus e Zephyrus -

Juntamente com os elementares espíritos do ar, água, fogo e terra, que são chamados na magia para transportar o seu desejo para a quatro pontos do universo.

A magia é concebida ao ar livre, (abra o círculo de proteção) e você vai utilizar as seguintes ervas em pó:

Louro (para o sucesso e prestígio desejos)
Alecrim (para a promoção e a progressão desejos)
Canela (para dar o poder aos desejos)
Verbana (Verbena) (para uso em geral nos desejos)
Cárdamo ou Melissa (por amor desejos)
Hortelã (para a prosperidade desejos)

Após ter feito a mistura, segurá-la em suas mãos e visualizar os detalhes de seu desejo.

Segure a erva perto de sua boca e respirar profundamente, tentando “inalar o desejo” através de seu fôlego para o seu “Eu”.

Quando estiver satisfeito, vire para o Norte e diga:

“Rei Bóreas do Vento Norte, pelos poderes da terra, peço-lhe para levar o meu desejo para o Norte, e pelos poderes dos gnomos, peço que você me traga sucesso. ”

Respire o aroma das ervas, de sua palma em direção ao Norte.

Vire para o Leste e diga:

“Rei Eureus do Oriente Vento, pelos poderes do ar, eu vos convoco para transportar o meu desejo para o Leste, e pelos poderes dos silfos, peço que você me traga sucesso. ”

Respire o aroma das ervas, de sua palma em direção ao Leste.

Vire para o Sul e diga:

“Rei do Sul Notus Vento, pelo poder de fogo, eu vos convoco para transportar o meu desejo para o Sul, e pelos poderes das salamandras, peço que você me traga sucesso “.

Respire o aroma das ervas, em direção ao Sul.

Vire para o Oeste e diga:

“Rei do Oeste Zephyrus Vento, pelos poderes de água, peço-lhe para levar o meu desejo para o Oeste, e pelos poderes das ondinas, peço que você me traga sucesso. ”

Respire do último aroma de erva de sua palma em direção ao Oeste.

A magia é terminada e feche o círculo. Deixe o espaço sem olhar para trás, segurando o pó entre-aberta a mão, deixe vazar as ervas aos poucos ao vento.