quarta-feira, 11 de agosto de 2010

TEMPO...


Há tempos em nossa vida que contam de forma diferente.

Há semanas que duraram anos, como há anos que não contaram um dia.

Há paixões que foram eternas, como há amigos que passaram céleres, apesar do calendário mostrar que eles ficaram por anos em nossas agendas.

Há amores não realizados que deixaram olhares de meses e beijos não dados que até hoje esperam o desfecho.

Há trabalhos que nos tomaram décadas de nosso tempo na terra, mas que nossa memória insiste em contá-los como semanas.

Há casamentos que, ao olhar para trás, mal preenchem os feriados das folhinhas.

Há tristezas que nos paralisaram por meses, mas que hoje, passados os dias difíceis, mal guardamos lembranças de horas.

Há eventos que marcaram e que duram para sempre, o nascimento do filho, a morte do pai, a viagem inesquecível, um sonho realizado. Estes têm a duração que nos ensina o significado da palavra "eternidade".

Já viajei para a mesma cidade uma centena de vezes e na maioria das vezes o tempo transcorrido foi o mesmo.

Mas conforme meu espírito, houve viagem que não teve fim, como há percurso que nem me lembro de ter feito, tão feliz eu estava na ocasião.

O relógio do coração - hoje eu descubro - bate noutra freqüência daquele que carrego no pulso.

Marca um tempo diferente, de emoções que perduram e que mostram o verdadeiro tempo da gente.

Por este relógio, velhice é coisa de quem não conseguiu esticar o tempo que temos no mundo.

É olhar as rugas e não perceber a maturidade.

É pensar antes naquilo que não foi feito, ao invés de se alegrar e sorrir com as lembranças da vida.

Pense nisso.
E consulte sempre o relógio do coração:
Ele te mostrará o verdadeiro tempo do mundo.

Honrando Diana dos bosques


Dedicar algum tempo ao ambiente ao seu redor é uma forma de honrar Diana. Assim, atividades como recolher lixo de um terreno baldio ou encontrar um lar para animais abandonados são todas atividades relacionadas à esta Deusa e que fazem bem a todos.

No entanto, se desejar realizar um ritual específico para Diana, segue-se este roteiro. Realize o ritual na Lua Crescente.

Não é difícil encontrar estátuas de Diana e é sempre bom ter uma em casa para representar a Deusa e nos abençoar no dia-a-dia. Se não encontrar uma estátua, vale uma ilustração ou imagem de animais silvestres. Sempre que você contemplar a imagem, se lembrará de sua conexão com os outros seres vivos.

Acenda uma vela branca e, se possível, fique nua (se não puder ou não quiser, use roupas leves e brancas). Realize a meditação de Lua Crescente (veja na seção de rituais para a Lua) e concentre-se nos aspectos da deusa como Donzela e Caçadora. Pense nos seus aspectos como a Caçadora.

Diga as seguintes palavras, que também podem ser ditas quando você estiver passeando por um parque ou bosque:

Diana da crescente de prata,
Deusa das florestas, bosques e da Lua
Eu celebro este dia em sua homenagem.

Levante seus braços em direção à Lua Crescente e diga:

Eu ergo meus braços em direção à sua crescente celeste
E agradeço por seus cuidados por criaturas e bosques
Por proteger as árvores e as florestas
Peço suas bênçãos também, Diana.

Cante para a Deusa Diana. Se quiser, pode dançar também ou tocar algum instrumento. Quando achar que está bom, encerre o ritual.

Ritual Chamando pela deusa do amor


Fase da Lua: Cheia

Objetos necessários para o ritual:
- incenso de rosas
- uma vela vermelha e uma vela rosa
- pétalas de rosa decorando seu altar
- barbante ou fita rosa do tamanho da sua cintura
- imagem da Deusa Vênus
- caneta e pedaço de papel

Acenda o incenso e decore seu altar de acordo com o ritual. No papel, escreva: “Alguém que realmente me ame”. Se desejar lançar um encantamento sobre uma pessoa específica, reflita cuidadosamente sobre as implicações desta ação. Você realmente quer que determinada pessoa te ame apenas porque você fez um ritual de magia? A Deusa do amor sabe muito mais sobre isso do que você; deixe que ela escolha a pessoa certa.

Quando estiver preparada(o), permaneça em silêncio para relaxar. Acenda as velas, dizendo:

Meu coração está vazio
Grande Deusa do amor, envie-me alguém que o encha de amor

Minha alma deseja assim
Conduza-me à harmonia espiritual

Minha mente está inerte
Encha-a com fertilidade
Passe o barbante pela fumaça do incenso, consagrando-o. Fique de pé em silêncio por alguns momentos, agradecendo à Deusa do amor por seu auxílio. Ouça seus conselhos. Depois, deixe o papel no altar até a manhã seguinte. Apague as velas.

Na noite seguinte, volte ao altar. Acenda outro incenso e as velas novamente. Converse com Vênus usando suas próprias palavras, explicando as características que mais deseja em um parceiro.

Ateie fogo no pedaço de papel com a chama da vela rosa e deixe que queime em uma vasilha metálica. Livre-se das cinzas quando esfriarem.

sábado, 7 de agosto de 2010

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Reencarnação


A reencarnação, é uma idéia central de diversos sistemas filosóficos e religiosos, segundo a qual uma porção do Ser é capaz de subsistir à morte do corpo, chamada consciência, espírito ou alma, é capaz de ligar-se sucessivamente a diversos corpos para a consecução de um fim específico, como o auto-aperfeiçoamento ou o esvaziamento do Eu.

A reencarnação é um dos pontos fundamentais do espiritismo, sistematizado por Allan Kardec, mas também faz parte do sistema de crenças de várias religiões e filosofias como o Hinduísmo, o Jainismo, a Teosofia, o Rosacrucianismo, a filosofia socrato-platônica e as vertentes místicas do Cristianismo como, por exemplo, o Cristianismo esotérico. É uma crença popular entre muitos cristãos de outras linhas (especialmente entre católicos brasileiros), embora a grande maioria das denominações cristãs não a admita.

Há referência a conceitos que lembram a reencarnação na maior parte das religiões, incluindo religiões do Egito Antigo, religiões indígenas, entre outras. A crença na reencarnação também é parte da cultura popular ocidental, e sua representação é frequente em filmes de Hollywood. É comum no Ocidente a idéia de que o budismo também pregue a reencarnação, embora na visão budista não seja aceita a concepção de uma alma individual, que passa de um corpo a outro, dando preferência à noção de renascimento.

A crença na sobrevivência da consciência após a morte é comum e tem-se mantido por toda a história da humanidade. Quase todas as civilizações na história tem tido um sistema de crença relativo à vida após a morte. Este ponto de vista pressupõe que a consciência é mais do que uma simples função do cérebro.

O objetivo de todo Espírito é a sua evolução, encarnamos na Terra com o intuito de viver a nossa vida e através dessa vivência ir adquirindo mais experiênia e sabedoria, o que por consequência acaba dando ao Espírito a chance de ir evoluindo. A necessidade de encarnar em um planeta como a Terra (que é de provas e expiações, na sua atual condição) é justamente o fato de que ainda estamos em um grau de evolução em que necessitamos de forte interação com a matéria "pesada" e a Terra fornece o necessário para a nossa breve estadia por aqui, pois cada Espírito encarna em uma orbe compatível com seu grau de evolução, ou seja, um Espírito mais evoluido necessita menos matéria do que um Espírito menos evoluido (como nós), por isso ele acaba encarnando em um planeta que tem menos matéria em sua composição, e assim vai até o ponto de o Espírito não precisar mais encarnar, pois alcança um grau de evolução tão alto que a interação com a matéria deixa de ser necessária.

Pois bem, de uma forma resumida, digamos que é tanta coisa pra aprender com essas experiências que uma vida só aqui na Terra (o que varia, mas a média é de uns 70 a 80 anos hoje, chutando) não é o suficiente para alcançarmos o grau de evolução necessário, pois é preciso respeitar as leis da física e o nosso corpo (que é o meio em que nosso Espírito usa para interagir com a matéria deste planeta) acaba "jogando a toalha" e por fim falece. Esse é o momento em que chamamos de desencarne, pois o Espírito deixa o corpo a qual não lhe serve mais e parte novamente para o mundo espiritual, o seu verdadeiro lar.

A experiência de vida na matéria continuará novamente quando o Espírito regressar em um novo corpo (aqui ele renasce, ou reencarna, como preferir) e começar uma nova vida, aprendendo novas coisas e adquirindo mais sabedoria sobre as coisas, como a moral e o amor ao próximo, e assim fechando o ciclo a qual damos o nome de reencarnação.

Mas, uma pergunta que poderia ficar no ar (dentre muiiiitas outras, pois, como disse, o assunto carece de um estudo bem profundo) é o por que o nosso corpo não pode viver mais tempo (digamos ai 300 anos) e "economizar" essas idas e vindas. Mais uma vez, é preciso respeitar outros pontos, no caso, o próprio planeta, pois o mesmo não suportaria tantas pessoas vivendo por um longo período de tempo, pois seus recursos são limitados e é necessário a manutenção do número de habitantes para o equilibrio de seus recursos naturais. Isso ocorre não só aqui na Terra como também em outras orbes que recebe Espíritos encarnados.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Saboreie seu café


Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos profissionalmente, se reuniu para visitar um antigo professor da universidade.

Em pouco tempo, a conversa girava em torno de queixas de estresse no trabalho e na vida como um todo.

Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e retornou com um grande bule e uma variedade de xícaras de porcelana, plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas, dizendo a todos para se servirem.

Quando todos os estudantes estavam de xícara em punho, o professor disse:
-Se vocês repararem, pegaram todas as xícaras bonitas e deixaram as simples para trás. Não está errado querer o melhor para si...mas, muitas vezes, esta é a fonte dos maiores problema!! Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualidade nenhuma ao café. Na maioria das vezes, são apenas mais caras e, algumas vezes, até ocultam o que estamos bebendo. O que todos realmente queriam era o café, não as xícaras, mas escolheram, conscientemente, as melhores xícaras...

Agora, pensem nisso: a vida é o café. Empregos, dinheiro e posição social são as xícaras. Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a vida.

Às vezes, ao nos concentrarmos apenas na xícara, deixamos de saborear o café.

Diário Mágico


Em nossa casa, assim como em nosso corpo e nossa alma, precisamos sempre saber o que fazer e como fazê-lo. Por isso nossa primeira tarefa é nos conhecermos a nós mesmos. Todo sistema iniciático, de qualquer tipo, sempre impõe essa condição. Sem o autoconhecimento não existe a escalada verdadeira.Adote um diário mágico e tome nota de todas as facetas negativas de sua alma. Esse diário deve ser de uso exclusivo e não deve ser mostrado e ninguém; é um assim chamado livro de controle, só seu. No autocontrole de seus defeitos, hábitos, paixões, impulsos e outros traços desagradáveis de caráter, você deve ser rígido e duro consigo mesmo. Não seja condescendente consigo próprio, não tente embelezar nenhum de seus defeitos e deficiências. Medite e reflita sobre si mesmo, desloque-se a diversas situações do passado para lembrar como você se comportou aqui ou ali, quais os defeitos e deficiências que surgiram nessa ou naquela situação. Tome nota de todas as suas fraquezas, nas suas nuances e variações mais sutis. Quanto mais você descobrir, tanto melhor. Nada deve permanecer oculto ou velado, quer sejam defeitos e fraqueza mais evidentes ou mais sutis. Aprendizes especialmente dotados conseguiram descobrir centenas de defeitos nos matizes mais tênues; dispunham de uma boa capacidade de meditação e de penetração profunda na própria alma. Lave a sua alma até que se purifique, dê uma boa varrida em todo seu lixo.Essa auto-análise é um dos trabalhos mágicos prévios mais importantes. Muitos sistemas ocultam negligenciam-no, e por isso também têm pouco sucesso. Esse trabalho prévio na alma é a coisa mais importante para o equilíbrio mágico, pois sem ele não há possibilidade de uma escalada regular nessa evolução. Devemos dedicar alguns minutos de nosso tempo, na parte de manhã e também à noitinha, ao exercício de nossa autocrítica. Dedique-lhe também algum instante livre de seu dia; use esse tempo para refletir intensamente se ainda há alguns defeitos escondidos, e ao descobri-los coloque imediatamente no papel, para que nenhum deles fique esquecido. Sempre que topar com algum defeito, "Não hesite, anote-o imediatamente!".Caso você não consiga descobrir todos seus defeitos em uma semana, prossiga por mais uma semana com essas pesquisas até que seu assim chamado "registro de pecados" esteja definitivamente esquematizado. Depois de conseguir isso em uma ou duas semanas passe para o exercício seguinte. Através de uma reflexão precisa, tente atribuir cada um dos defeitos a um dos quatro elementos. Arranje uma rubrica, em seu diário, para cada um dos elementos, e anote abaixo dela os defeitos correspondentes. Coloque aqueles defeitos sobre os quais você tiver alguma dúvida, sob a rubrica "indiferente". No decorrer do trabalho de desenvolvimento, você terá condições de determinar o elemento correspondente a cada um dos defeitos.Assim por exemplo, você atribuirá ao elemento fogo os seguintes defeitos: irritação, ódio, ciúmes, vingança, ira. Ai elemento ar atribuirá a leviandade, a fanfarronice, a supervalorização do ego, a bisbilhotice, o esbanjamento; ao elemento água, a indiferença, o fleomatismo, a frieza de sentimentos, a transigência, a negligência, a timidez, a teimosia, a inconstância. Ao elemento terra atribuirá a susceptibilidade, a preguiça, à falta de consciência, à lentidão, à melancolia, à falta de regularidade.Na semana, reflita sobre cada umas das rubricas e divida-a em três grupos. No primeiro grupo coloque os defeitos mais evidentes, que o influenciam com mais força, e que surgem já na primeira oportunidade, ou ao menos estímulo. No segundo grupo coloque aqueles defeitos que surgem mais raramente e com menos força. E no terceiro, na ultima coluna, coloque finalmente aqueles defeitos que chegam à expressão só de vez em quando e em menor escala. Isso deve ser feito desse modo também com todas as outras rubricas de elementos, inclusive com os defeitos indiferentes. Trabalhe sempre escrupulosamente, e você verá que vale a pena!É exatamente desse modo que devemos proceder com as características boas de nossa alma. Elas também deverão o ser classificadas sob as respectivas rubricas dos elementos; e não se esqueça das três colunas. Assim por exemplo, você atribuirá ao elemento fogo a atividade, o entusiasmo, a determinação, a ousadia, a coragem. Ao elemento ar atribuirá o esforço, a alegria, a agilidade, a bondade, o prazer, o otimismo, e ao elemento água: a sensatez, a sobriedade, a fervosidade, a compaixão, a serenidade, o perdão, a ternura. Finalmente, ao elemento terra: atribuirá a atenção, a perseverança, a escrupulosidade, a sistematização, a pontualidade, o senso de responsabilidade.Através desse trabalho você obterá dois espelhos astrais da alma, um negro com as características anímicas ruins, e um branco com os traços bons e nobres do seu caráter. Esse dois espelhos mágico devem ser considerados dois autênticos espelhos ocultos, e fora o proprietário, ninguém tem o direito de olhar para eles. Caso lhe ocorra, ao longo do seu trabalho de evolução, mais uma ou outra característica boa ou ruim, ele ainda poderá incluí-la sob a rubrica correspondente. Esses dois espelhos mágicos dão ao mago a possibilidade de reconhecer, com bastante precisão, qual dos elementos é o predominante em seu caso, no espelho branco ou negro. Esse reconhecimento é necessário para se alcançar o equilíbrio mágico.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sais de banho


Muitos praticantes de Magia se preparam para seus rituais tomando um banho antes utilizando sais especiais. Alguns usam apenas sal marinho, mas você também pode utilizar o sal comum. Afinal, todos os sais provém da Terra.

Acrescente cerca de 1 colher de sopa da mistura de sais, ervas e/ou óleos essenciais à banheira antes de mergulhar em um prazeroso banho. Todas as partículas sólidas devem ser bem moídas para que os resíduos possam ir pelo ralo.

Se você possui alguma alergia, teste um pouco do óleo essencial (que é um dos ingredientes dos sais de banho) na parte interna de seu cotovelo antes de utilizá-lo na confecção de seus sais.

Guarde seus sais de banho em um pote bem fechado. Observação: NUNCA ingira seus sais de banho.

Sais de Banho de Cernunnos
1 xícara de sal
2 gotas de óleó de cravo
6 gotas de óleo de âmbar
4 gotas de óleo de patchuli
3 gotas de óleo de rosa gerânio
2 gotas de óleo de pinho
8 gotas de óleo sintético de âmbar
8 gotas de óleo sintético de cinzento almíscar

Sais de Banho de Pã
1 xícara de sal
2 gotas de óleo de pinho
2 gotas de óleo de cedro
8 gotas de óleo de patchuli
4 gotas de óleo de zimbro ou 3 gotas de óleo de verbena
4 de colher de chá de tintura de zimbro

Sais de Banho dos Sátiros
1 xícara de sal
8 gotas de óleo de patchuli
4 gotas de óleo de cravo
8 gotas de óleo de baunilha
4 gotas de óleo sintético de almíscar
2 gotas de óleo de canela

Sais de Banho da Magia da Lua
1 xícara de sal
8 gotas de óleo de sândalo
1/8 de colher de chá de raiz de lírio florentino em pó
8 gotas de óleo de lótus

OS PERIGOS DO SAL REFINADO E AS VANTAGENS DO SAL MARINHO NATURAL


Sabe-se que o ser humano não pode viver sem o sal. Biologistas afirmam freqüentemente a importância do cloreto de sódio para a manutenção do metabolismo e do equilíbrio do sistema imunológico, ou de defesa.

Sal: natural e na quantidade certa para o bem da sua saúde
Na natureza os seres vivos adquirem o sódio dos alimentos, sem precisar adicionar alguma coisa, como no caso do sal extra usado pelo homem.

Na verdade, se vivêssemos em ambiente bem natural, usando apenas alimentos retirados do meio ambiente puro, não precisaríamos de sal. Porém vivemos hoje uma situação mais artificial, sendo grande o nosso desgaste físico e a conseqüente perda de minerais importantes, seja pelo “stress” moderno, excesso de trabalho, perturbações emocionais (ver, por exemplo, o problema da perda de Zinco nas neuroses e psicoses) seja pelos antinutrientes da dieta comum (açúcar branco, farinhas refinadas etc.) e pela má alimentação.

Existe muita confusão, no entanto, quanto ao uso do sal marinho puro e do sal refinado, sendo que o primeiro e que contém elementos importantes e o segundo é prejudicial.

O sal marinho contém cerca de 84 elementos que são, não obstante, eliminados ou extraídos para a comercialização durante o processo industrial para a produção do sal refinado. Perde-se então enxofre, bromo, magnésio, cálcio e outros menos importantes, que, no entanto, representam excelente fonte de lucros.

Durante a “fabricação” na lavagem do sal marinho são perdidas as algas microscópicas que fixam o iodo natural, sendo necessário depois acrescentar iodo, que é então colocado sob a forma de iodeto de potássio, um conhecido medicamento usado como expectorante em xaropes. Ocorre que o iodeto não é de origem natural. É utilizado para prevenir o bócio como exigência das autoridades de “controle”. No entanto é geralmente usado numa quantidade 20% superior à quantidade normal de iodo do sal natural, o que predispõe o organismo a doenças da tireóide diferentes do bócio, como nódulos (que hoje em dia as pessoas estão tendo em freqüência maior) de natureza diversa, tumores, câncer, hipoplasia etc. O sal marinho, não lavado, contém iodo de fácil assimilação e em quantidades ideais.

O sal industrial é “enriquecido” com aditivos químicos, contendo então perto de 2% de produtos perigosos. Para evitar liquefazer-se e formar pedras (senão gruda nos saleiros e perde a concorrência para os sais mais “soltinhos”), recebe óxido de cálcio (cal de parede) que favorece também o aparecimento de pedras nos rins e na vesícula biliar devido à sua origem não-natural. Depois outros aditivos são usados. Obtém-se assim o sal refinado que agrada a dona-de-casa: branco, brilhante, soltinho, rico em antiumectantes, alvejantes, estabilizantes e conservantes, mas sem cerca de 2,5% de seus elementos básicos, que não são exigidos por lei…

Entre uma das perdas irreparáveis no sal refinado está o importante íon magnésio, presente no sal marinho sob a forma de cloreto, bromato, sulfato, de origem natural.

Sabe-se que a escassez de magnésio no sal refinado favorece também a formação de cálculos e arteriosclerose, além de arteriosclerose em diversas regiões do organismo quando o cálcio de origem não natural está presente, como é caso do sal industrializado.

Sabemos que o magnésio enquanto abundante no adulto é escasso em pessoas idosas, que está relacionado à sensibilidade precoce e impotência. O organismo adulto precisa de cerca de 1g de magnésio por dia. O magnésio promove a atividade das vitaminas e estimula numerosas funções metabólicas e enzimas como a fosfatase alcalina. Participa de modo importante no metabolismo glicídico e na manutenção de equilíbrio fosfato/cálcio.

Não é necessário usar uma grande quantidade de sal marinho na dieta, como pode parecer. Bastam pequenas quantidades. Sabe-se também que o teor de sódio deste sal é menor que no refinado, que possui elevadas concentrações de sódio sob a forma de cloreto. Isto pode ser verificado provando-se os dois. O sal refinado produz uma sensação desagradável devido a sua concentração, ao passo que uma pedrinha de sal marinho é até agradável ao paladar.

Devido ao seu elevado teor de sódio, o sal refinado favorece a pressão alta e a retenção de líquidos, o que não ocorre com o marinho. O hipertenso pode até usar sal marinho no alimento, dependendo da sua condição clínica, pois os teores de sódio são menores.

O consumo de sal refinado é hoje muito exagerado. A quantidade usada é estimada em 30 g por dia por pessoa, sendo maior se existe o costume de usar alimentos mais salgados do que o habitual. Um prato de comida contém de 8 a 10 g de sal, não estando com sabor muito salgado. Mensalmente uma pessoa consome cerca de 1 quilo de sal, o que é já um grande excesso.

Sabemos que quando um médico atende um paciente que sofre de pressão alta ele diminui ou suspende o sal, pois a sua capacidade hipertensiva já é conhecida, mas nada se faz para prevenir mais casos de pressão alta informando a população sobre os efeitos do sal.

Sal


O sal é uma das principais substâncias utilizadas para purificação.

O sal marinho, obtido por evaporação da água do mar, é um sal usado como ingrediente na cozinha e em produtos cosméticos, entre outros. O seu conteúdo mineral dá-lhe um sabor diferente do do sal de mesa, que é principalmente cloreto de sódio purificado a partir do sal marinho ou obtido de sal rochoso (halite), um mineral obtido por mineração de minas de sal.

O sal de mesa também contém por vezes aditivos, tais como iodetos (usados como suplemento alimentar) e vários agentes antiaglomerantes. Alguns pensam que o sal marinho é uma alternativa mais saudável ao sal de mesa. Várias zonas do mundo, incluindo a França, a Irlanda, e a área de Cape Cod (EUA), produzem sal marinho especializado.

O sal marinho produzido no Havai pode ter uma cor específica, vermelha acastanhada, que lhe vem do solo vulcânico, rico em ferro, que está presente como impureza. Um dos usos comuns de sal marinho é a confecção de batatas fritas de alta qualidade. Na maior parte do mundo, o sal marinho é mais caro que o sal de mesa. Entretanto, no Brasil, em função da escala de produção, é o tipo mais comum e barato.

Em vários países, incluindo a China e a Índia, o sal marinho era a única fonte de sal. A regulação do comércio de sal marinho era altamente lucrativa para os governos.

Cerca de 110 a.C., o Imperador Han Wu Di da China iniciou o monopólio do comércio de sal no país, transformando a “pirataria de sal” num crime sujeito à pena de morte. Em 1930, o governo colonial britânico da Índia impôs um imposto sobre o sal, que levou á famosa marcha do sal entre 12 de Março e 5 de Abril, quando Mohandas Gandhi liderou milhares de pessoas até ao mar a fim de recolher o seu próprio sal e não pagar o imposto.

O sal de cozinha ou sal comum é formado principalmente por cloreto de sódio e era, até pouco tempo atrás, um importante conservante alimentar, e em séculos passados sua importância para este fim era ainda maior. A tal ponto chegava sua importância, que foi até mesmo usado como forma de pagamento no período romano, sendo esta a origem da palavra “salário”. Por este motivo as explorações de sal chegaram a ter valor estratégico, inclusive tendo sido criadas vilas fortificadas para defender as regiões produtoras do mesmo.

Historicamente a exploração de sal se realizava em salinas das zonas costeiras e dos mananciais de água salgada (que atravessam depósitos de sal no subsolo). Mais modernamente, os depósitos subterrâneos passaram a ser explorados através de minas minas, com isto as salinas de manancial foram perdendo importância e sendo abandonadas durante o século XX. Existem também enormes quantidades de cloreto de sódio em antigos mares ou lagos salgados que sofreram evaporação. Um exemplo disso é o Salar de Uyuni, na Bolívia, uma imensa planície branca devido ao sal cristalizado, e que foi um dia o fundo de um mar que secou.

No Brasil, os principais estados produtores são o Rio Grande do Norte e o Rio de Janeiro, na chamada Região dos Lagos. Nestes estados o sal marinho é obtido através do bombeamento da água do mar para salinas formadas por tanques de evaporação a céu aberto. Depois que a água evapora, o sal que resta no fundo é raspado, empilhado e conduzido às refinarias.

Na Espanha, por exemplo, também existem numerosas salinas costeiras em exploração, além de poucas salinas de manancial (a maioria das que existiram já foi abandonada), sendo as mais importantes as Salinas de Añana en Álava, declaradas monumento histórico do país.

Fonte: Wikipédia

Eu acredito nas pessoas


Especialmente naquelas em que habita algo mais que a humanidade.
Aquelas que, às vezes, a gente confunde com anjos e outras entidades divinas...
Falo daquelas pessoas que existem em nossas vidas e enchem nosso espaço com pequenas alegrias e grandes atitudes...
Daquelas que te olham nos olhos quando precisam ser verdadeiras, que tecem elogios, agradecem e pedem desculpas com a mesma simplicidade de uma criança...
Pessoas que não precisam fazer jogos para conseguir o que buscam, porque seus desejos são realizados por suas ações e reações, não por seus caprichos...
Pessoas que fazem o bem e se protegem do mal, apenas com um sorriso, uma palavra, um beijo, um abraço, uma oração...
Pessoas que atravessam as ruas, sem medo da luz que existe nelas, caminham firmes e levantam a cabeça em momentos de puro desespero...
Pessoas que erram mais do que acertam, aprendem mais do que ensinam e vivem mais do que sonham...
Pessoas que cuidam do seu corpo, porque este os acompanhará até o fim.
Não ficam julgando gordos ou magros, negros ou brancos...
Pessoas, simplesmente pessoas, que nem sempre têm certeza de tudo, mas acreditam sempre. Transparentes, amigas, espontâneas, até mesmo ingênuas...
Prefiro acreditar em relacionamentos baseados em confiança, serenidade, humildade e sinceridade...
Prefiro acreditar naqueles encontros, que nos transmitem paz e um pouco de gratidão...
Prefiro acreditar em homens e mulheres, que reverenciam a vida com a mesma intensidade de um grande amor...
Que passam pela Terra e deixam suas marcas, suas lembranças, que deixam saudades e não apenas rastros...
Homens e mulheres que habitam o perfeito universo e a perfeita ordem nele existente...
Homens e mulheres de alma limpa e puros de coração.

O Deus Cornífero


O Deus Cornífero possui inúmeros nomes. Ele é chamado de Consorte da Deusa, Doador de Vida, Senhor da Morte e Ressurreição, Deus das Sementes, Flores e Frutas, Antigo Deus da Fertilidade, o Senhor da Dança.Ele é conhecido por Cernunnos, Herne, Pan, Osíris, e outros incontáveis nomes.O Deus é adorado sob muitas formas e nomes, mas o aspecto predominante venerado por nossos antepassados foi o Deus Cornífero. O homem do período Paleolítico de 12 mil anos atrás retratou inúmeras vezes nas paredes das cavernas o Deus Cornífero da Caça, um ser meio homem meio animal.O Deus Cornífero teve uma força dominante, mesmo depois do aparecimento de novos Deuses. Esse poderoso arquétipo continuou existindo durante 10 mil anos, depois de aparecer primeiramente em pinturas rupestres nas paredes das cavernas.Chifres sempre foram sinais de algo Divino. Na Babilônia, o grau de importância dos Deuses era identificado pelo número de chifres atribuídos a Ele. Um exemplo principal é Ishtar, uma antiga Deusa, detentora de sete chifres.Alexandre, o Grande, se declarou um Deus depois de tomar o trono do Egito e, para demonstrar o seu poder, encomendou uma pintura sua ornada de chifres de carneiro. O Alcorão chama Alexandre de “Iskander Dh’l Karnain”, que quer dizer “Alexandra dos dois chifres”. Uma alusão ao seu nome é preservada até hoje em Tradição Alexandrina, na qual o Deus é chamado de Karnayana.O Deus Cornífero simboliza a força masculina da Natureza. Ele é a “contraparte” da Deusa. Nós, Wiccanos, vemos o Deus representado pelo Sol. Desde tempos imemoráveis, as mudanças das estações foram percebidas como padrões diferentes de calor do Sol ou, então, do Deus. Nós, Bruxos, celebramos as mudanças das estações com rituais especiais, chamados de Sabbats, que ocorrem oito vezes por ano. Embora o Sol e o Deus ainda sejam vistos como originadores dessas mudanças, a Deusa também é venerada nessas ocasiões, pois é através Dela (a Terra) e Dele (a semente fertilizada e o Sol fertilizador) que todos seremos nutridos.O Deus Cornífero é representado por um homem com cabeça de humano e pernas e chifres de cabra ou cervo. Nos tempos antigos Ele era invocado antes de o homem sair para caçar, para abençoar o caçador com sucesso e fartura. O Deus Cornífero não é só o Caçador, mas também é considerado a própria caça. Ele era visto como um animal sacrifical, imolado para que o Clã pudesse sobreviver durante os sucessivos meses de inverno. Ele é o Sol durante o dia, mas também é o Sol da meia-noite. Ele é o Senhor da Luz, mas também da Escuridão da noite, das Sombras, das profundidades da floresta, das profundezas do submundo.Ele era reverenciado e invocado antes das sementes serem plantadas e novamente quando eram colhidas. Ele se mostra na terra vivente, na grama, nas árvores e na vinha. Esse aspecto é o Deus da Morte, que é enterrado como semente e que ressurge novamente verde e jovem na Primavera, renascido do Útero da Grande Mãe. Ele se mostra também nas colinas estéreis e frias, nos ventos indomáveis e nas planícies de Inverno.O Deus Cornudo é o espírito de vegetação, das coisas verdes e crescentes, da floresta e do campo. Dionísio, Adonis e muitos outros Deuses da vegetação e colheita eram freqüentemente descritos como cornudos e eventualmente usavam chifres de touro, cabra, carneiro ou veado.Muitos Wiccanos chamam o Deus de Cernunnos, que é a versão Céltica e Galo-romano do Deus Cornífero. Um altar para Cernunnos foi descoberto debaixo do que é agora a Catedral de Notre-Dame, em Paris, França. Herne, o Caçador, também é usado freqüentemente para designar o Deus. Muitas variações dos nomes do Deus aparecem como nomes de alguns lugares na Inglaterra. Cerne Abbas, na Inglaterra meridional, é um exemplo.O Deus Cornífero foi transformado no “Diabo” cristão por aqueles que foram tentar difundir sua fé na Europa Antiga. Muito antes de o Cristianismo emigrar dos desertos de Jerusalém, o Deus Cornífero era tido como o símbolo da vida, da sexualidade, do êxtase, da liberdade e da indomabilidade.Muitas deidades Pagãs foram absorvidas pelo Cristianismo. Porém, o Deus Cornífero transpareceu num semblante ameaçador os primeiros cristãos. Ele era um Deus animalesco e sexual. Uma Divindade da noite e da floresta. Considerando que o Cristianismo era uma religião praticada durante o dia, em templos, ele não teve lugar e teve que ser excluído. O Cristianismo viu a sexualidade como a escuridão e o mal, e o Deus Cornífero foi identificado como o princípio do mal, chamado por eles de Diabo. Ainda assim, o Deus Cornífero sobreviveu por séculos de supressão e difamação.Consideremos os muitos modos nos quais o Deus Cornudo sobreviveu. O folclore o retratou como Robin Goodfellow e Puck. Puck é o personagem principal em Sonho de uma Noite de Verão, peça na qual Shakespeare desenvolveu em um dia de Sabbat (Solstício de Verão-Litha) a trama da história. O Homem Verde (Green Man) ainda é venerado em celebrações e é um símbolo comum achado nas paredes das tavernas na Inglaterra.Ele é forte e poderoso, mas não deve ser temido. O corpo dele é de um homem, mas os seus pés são patas, e os chifres capturam os poderes dos céus, do Sol e das estrelas. Ele é Deus do constante renovar, do movimento eterno, e é considerado a própria força crescente de vida. O Deus Cornífero é o caçador, o guerreiro, o gerador, o Rei da terra, e representa ao mesmo tempo as mudanças e verdades.É o Deus visto com características duais. Ele é o Deus do Verão e do Inverno. Ele é o Rei do Sol, o Rei do Milho e o Homem Verde, honrados no Verão. Ele é o Senhor do Submundo, o Caçador, o Pastor e o Curandeiro, na sua face do Inverno. Ele é o Sol renascido no Solstício de Inverno que traz vida e alegria, mas também o Senhor da Luz e da Morte.

Meditando com o Cornífero


Material necessário:• Uma vela marrom;• Um tambor;• Bastão.Procedimento: Acenda a vela sobre o seu Altar. Trace o Círculo e invoque o Deus com o seu Bastão, dizendo:Chamo por Aquele que domina os campos, as montanhas, os vales e as charnecas, o Deus Cornífero, Senhor da alegria e fertilidade para que esteja comigo.Senhor dos sete galhos sagrados,Venha a mim.Senhor dos animais,Venha a mim.Caçador de chifres da meia-noite,Venha a mim.Condutor da Eterna Dança,Venha a mim.Touro negro do anoitecer,Venha a mim.Astado Divino, Doador da vida,Venha a mim!Olhe fixamente para a chama da vela e comece a tocar o tambor. Deixe sua consciência divagar por onde quiser, indo rumo a um bosque. Sinta as batidas do tambor e deixe que elas o levem até esse bosque.Siga as batidas do instrumento e cada vez bata mais forte, sentindo o coração da Terra pulsar através das batidas do tambor, e caminhe através da sua mente ao bosque.Ao chegar, peça mentalmente que o Deus se apresente a você na sua face de Cornífero. Continue tocando o tambor, mas preste atenção ao bosque até que o Deus decida se aproximar de você.Quando ele se aproximar, converse com Ele, peça-lhe instruções e diga por que você foi ao encontro Dele. Seja sincero.O Deus conversará com você e o instruirá sobre como agir em relação à solicitação feita por você.Peça que Ele doe um pouco de seu poder e vitalidade a você. O Deus então lhe estende a mão e quando a abre você vê um objeto, um símbolo, ou algo semelhante. O Deus entrega para você. Esse é o portal de acesso pelo qual você poderá invocar a energia do Deus quando necessário. Guarde-o, e, se possível, reproduza esse objeto ou símbolo em madeira, pedra ou metal e tenha-o sempre junto de você.Continue tocando o tambor. Aos poucos o Deus se afasta. Agradeça a Ele pela presteza com que atendeu ao seu chamado e deixe-o seguir.Continue tocando o tambor e deixe que suas batidas o tragam de volta à sua consciência normal. Bata cada vez mais rápido e intensamente e sinta-se voltando a ela.Quando se sentir centrado, abra os olhos e agradeça mentalmente mais uma vez ao Deus.Deixe a vela queimar até o fim em homenagem ao Cornífero.

Entrando em contato com as faces do Deus Cornífero


Sou o brilhante Deus, Senhor do Sol, Mestre de tudo aquilo que é Selvagem e livre, Pai das mulheres e homens, Amante da Deusa Lua.Sou o som que você desconhece, mas que te chama.Sou quem, no sono profundo, reacende os mistérios noturnos.Resido dentro de você.Venha, adentre em meu mundo e conhecerá a ti mesmo.Entrar em contato com a energia do Deus é um processo vital para a recuperação de nossos dons perdidos ou esquecidos.O Deus Conífero é o Senhor da fauna, flora e animais e nos coloca em contato com o nosso lado mais animalesco e primitivo, capaz de nos conduzir ao centro de nossos mais puros instintos e vitalidade plena.O Deus, assim como a Deusa, possui também três aspectos: o Cornífero, o Homem Verde e o Ancião.Cada uma das faces do Deus está associada a um período da evolução humana e de nossa própria vida.Meditar com o Deus nos traz a possibilidade de contatarmos o nosso Eu mais profundo. Isso traz um processo de integração total com a Natureza e os seus ciclos, além de possibilitar uma maior interação com a vida e a humanidade como um todo.O CorníferoÉ a face do Deus que exerce domínio sobre as florestas. Ele é a representação da Natureza intocada e de tudo o que é livre. Nesse aspecto o Deus assume a face de Caçador e representa a renovação, virilidade, força, fertilidade e vitalidade. O Cornífero exerce domínio sobre os animais selvagens e ferozes. Esteve em contato direto com a humanidade principalmente nos períodos Neolítico e Paleolítico, onde os homens subsistiam principalmente da caça.
Os exemplos associados à face de Cornífero do Deus:Cernunnos: Deus celta, portador de chifres é regente dos animais selvagens e bosques. Está associado à fertilidade e fartura.Pan: Deus grego dos campos e bosques. Está associado à vegetação, ao êxtase e ao vigor sexual.Dionísio: Deus grego que assumia a forma de touro ou bode, ambos símbolos da fertilidade. Está associado à fertilidade e tinha a capacidade de morrer e renascer.Esus: Deus celta associado ao touro, que era acompanhado freqüentemente por três pássaros. Posteriormente, foi identificado como Cernunnos. Está associado ao Submundo e muitas vezes era representado brandindo um machado contra uma árvore.Odin: Deus germânico associado à magia, à guerra e ao êxtase. Muitas vezes é representado portando um capacete de chifres e acompanhado por um cervo.Temas de rituais que usam o aspecto de Cornífero do Deus:• Resgatar energia e proteção.• Atrair coragem, garra e vigor.• Começar um novo trabalho ou qualquer outro empreendimento.• Trazer fertilidade e gravidez.• Requerer o senso de comunidade ou família.• Livrar-se de estresse.• Invocar os poderes da fartura e prosperidade.• Atrair o vigor sexual.• Aumentar a percepção, os sentidos e instintos.• Centralizar.• Estabilizar situações.• Resolver problemas difíceis.• Neutralizar a inércia em uma dada situação.• Atrair a prosperidade e riqueza.• Trazer o poder da razão.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Magia dos 4 Ventos


Magia dos Quatro Ventos.

Existem várias magias para transportar um secreto desejo para o universo quando os poderes produtivos da criação pode trazer a sua realização em existência. Quase todos os feitiços fazem uso do processo de visualização.

Esta magia é a favor dos 4 ventos ou as energias da bússola. Para esta magia você precisará verificar o ponto Norte, e então encontrar Sul, Leste e Oeste.

Os nomes dos 4 ventos mágico, foram dados pelos antigos gregos:
- Bóreas, Eureus, Notus e Zephyrus -

Juntamente com os elementares espíritos do ar, água, fogo e terra, que são chamados na magia para transportar o seu desejo para a quatro pontos do universo.

A magia é concebida ao ar livre, (abra o círculo de proteção) e você vai utilizar as seguintes ervas em pó:

Louro (para o sucesso e prestígio desejos)
Alecrim (para a promoção e a progressão desejos)
Canela (para dar o poder aos desejos)
Verbana (Verbena) (para uso em geral nos desejos)
Cárdamo ou Melissa (por amor desejos)
Hortelã (para a prosperidade desejos)

Após ter feito a mistura, segurá-la em suas mãos e visualizar os detalhes de seu desejo.

Segure a erva perto de sua boca e respirar profundamente, tentando “inalar o desejo” através de seu fôlego para o seu “Eu”.

Quando estiver satisfeito, vire para o Norte e diga:

“Rei Bóreas do Vento Norte, pelos poderes da terra, peço-lhe para levar o meu desejo para o Norte, e pelos poderes dos gnomos, peço que você me traga sucesso. ”

Respire o aroma das ervas, de sua palma em direção ao Norte.

Vire para o Leste e diga:

“Rei Eureus do Oriente Vento, pelos poderes do ar, eu vos convoco para transportar o meu desejo para o Leste, e pelos poderes dos silfos, peço que você me traga sucesso. ”

Respire o aroma das ervas, de sua palma em direção ao Leste.

Vire para o Sul e diga:

“Rei do Sul Notus Vento, pelo poder de fogo, eu vos convoco para transportar o meu desejo para o Sul, e pelos poderes das salamandras, peço que você me traga sucesso “.

Respire o aroma das ervas, em direção ao Sul.

Vire para o Oeste e diga:

“Rei do Oeste Zephyrus Vento, pelos poderes de água, peço-lhe para levar o meu desejo para o Oeste, e pelos poderes das ondinas, peço que você me traga sucesso. ”

Respire do último aroma de erva de sua palma em direção ao Oeste.

A magia é terminada e feche o círculo. Deixe o espaço sem olhar para trás, segurando o pó entre-aberta a mão, deixe vazar as ervas aos poucos ao vento.

As Bruxas estam soltas


Nas histórias de terror contadas pelo folclore em todo o mundo as bruxas com suas bruxarias sempre foram vistas como coisas bizarras ou do mal. Aqui estou, na condição de bruxa, para mostrar a verdadeira realidade e proteger a dignidade dos bruxos e bruxas que ainda existem e que agora estão se multiplicando em todo o mundo. Começo explicando a origem do nome wicca ou wicce, palavra de raiz anglo-saxã, que significa moldar ou as pessoas que moldam suas vidas.

A wicca (ou bruxaria) é uma religião de origem xamanística, com traços celtas. Muitos não consideram a wicca uma religião, porque acham que é uma seita ou um culto ao diabo. Isso teve início quando a Igreja Católica começou a ter força na Europa Ocidental. A partir daí, começou a perseguição e execução de muitas bruxas, o que deu origem à chamada Inquisição. Nesse evento, muitos inocentes foram executados por acreditarem em outras religiões.

Ao contrário do que muitos imaginam, a nossa religião wicca é baseada na vida e no amor. Procuramos entrar em harmonia com a natureza e respeitar e cuidar do nosso planeta. Acreditamos que tudo é formado por dois pólos opostos: a Deusa Tríplice e o Deus Cornífero. A Deusa Tríplice apresenta as suas três faces: a donzela, a mãe e a anciã. É dela o útero germinador de tudo que tem vida neste mundo. É ela quem dá à luz ao mundo e tudo que nele existe; ela é a bela mulher que dança e rodopia feito uma espiral no meio do campo florido. Ela é a lua que brilha todas as noites.

O Deus Cornífero é aquele que semeia o útero da Grande Deusa, que a espreita no meio do mato enquanto se prepara para agarrá-la como um bicho prende sua caça. Ele é o sol que ilumina a cada dia. Juntos, eles nos dão vida. São duas forças opostas que se unem gerando apenas uma. Infelizmente, o Deus Cornífero é confundido com o satanás da Igreja Católica, em razão de sua coroa de chifres. Nós, bruxas, não adoramos o diabo e nem cultuamos o demônio. Isso é pura especulação política do cristianismo medieval e atual.

Na wicca, ensinamos que é necessário ter duas forças opostas, porque acreditamos que uma religião baseada apenas em um único deus é tão desequilibrada quanto a baseada em apenas uma deusa. Nós reconhecemos os dois lados dos deuses, tanto o lado claro quanto o escuro. Quando se diz escuro, não quer dizer mau ou ruim, e sim justo. Por exemplo, se o homem destruir a natureza, a natureza também destruirá o homem. Isso é ser justo.

Cabe falar um pouco sobre as comemorações wiccans, que denominamos Roda do Ano, onde se festejam os sabás e os esbaths. Os sabás são festivais baseados no ciclo do Sol, que dão origem às estações do ano. No total, são oito sabás. São eles: Lammas ou Lughmasat; Mabon ou Equinócio de Outono; Samhain, que é o famoso Dia das Bruxas; Yule ou Solsticio de Inverno; Imbolc ou Caldemas; Ostara ou Equinócio de Primavera; Beltane; e Litha ou Solstício de Verão.

Existe uma grande confusão a respeito dos sabás, pois existem dois calendários: o do Norte e o do Sul. No Brasil, muitos bruxos utilizam o calendário do Norte, achando que não se tem “clima” para se comemorar os sabás em suas datas diferentes das do Norte. Na opinião formal, se não comemoram-se os sabás nas estações certas, a energia humana diminui muito, ficando sem sentido festejar o inverno enquanto é verão.

Os esbaths são comemorações à lua cheia, que para os wiccans é um dia de santidade e espiritualidade. No total, são 13 comemorações por ano, que marcam o final do ano lunar,que, para os wiccans, treze luas cheias significam ano novo.

A wicca é uma religião baseada na magia, mas a maioria pensa que magia é acender velas coloridas, fazer algum feitiço ou ritual. Mas não é só isso, magia também é gerar um filho, dar à luz a uma criança, cozinhar, viver. Este é o verdadeiro sentido da magia. Muitos também pensam que as bruxas fazem magia negra. Cabe explicar que nós, bruxas, não acreditamos no conceito do bem ou do mal. Podemos usar da magia para ajudar uma pessoa ou para prejudicá-la. Isso significa, portanto, que a magia não é má, ela é o que se desejar que ela seja.

Um dos princípios que a wicca defende é "faça o que quiseres desde que não prejudiques ninguém". Sendo assim, antes de se fazer um feitiço ou ritual, deve-se pensar muito sobre as conseqüências desse ritual, pois acreditamos na chamada "lei do tríplice retorno". Essa lei prega que tudo que se faz retorna três vezes pior ou melhor, dependendo do tipo de sentimento que se coloca no feitiço.

Quando praticamos nossos rituais ou feitiços fazemos sempre dentro de um círculo de energia, e invocamos a Deusa e o Deus para que compareçam. Invocamos também os quatro quadrantes, que são as 4 direções representadas pelos quatro elementos: ar, fogo, água e terra. Encerramos os nossos rituais agradecendo à Deusa, ao Deus, aos quatro elementos e fechamos o círculo. Infelizmente, muitas pessoas pensam que fazemos nossos rituais usando sangue ou fazendo sacrifícios, mas isso não é verdade, pois a Deusa não admite que façamos mal à natureza.

Para fazermos os feitiços e os rituais usamos alguns instrumentos, como o caldeirão, a varinha, a vassoura e o punhal. Com o passar do tempo, muitas pessoas distorceram a história desses instrumentos, que passaram a servir para coisas incríveis e absurdas, como ferver pernas de sapo, olho de cobra e asa de morcego para fazer alguma poção. Nossa varinha virou algo tão superpoderoso, que seja qual for o desejo ele acaba surgindo como num passe de mágica. Nossa vassoura tanto conseguiu vencer a gravidade, que saiu voando pelo mundo afora. Isso é um verdadeiro absurdo!

Mas já que estamos falando em vassoura, outro mito é o de acreditar que nós voamos em vassouras. Este mito remonta aos tempos em que as bruxas faziam seus rituais nos campos nos períodos de plantação. Para fazer com que as plantas crescessem fortes, elas corriam pelo campo montadas em suas vassouras. O problema é que as pessoas que assistiam tal cena acabavam descrevendo-a para outras e sempre exageravam na história. E a tal ponto que a informação foi tão distorcida que as bruxas começaram a voar na boca do povo.

Por outro lado, muitos pensam que a wicca é uma religião feminista. Outra mentira. A wicca é uma religião para ambos os sexos. É verdade que muitas mulheres extremamente feministas fazem da wicca uma religião mais feminina que masculina. Por isso, não se encontra um único livro que faça referência aos bruxos. Eles sempre referem-se às bruxas. Por que não um livro para bruxos?

Isto expõe o preconceito que nós, bruxas, sofremos, na escola, no trabalho, enfim, no dia-a-dia. O preconceito é tanto, que algumas pessoas inventam calúnias, nos olham com medo, pensando que somos os monstros que o folclore conta. As bruxas são pessoas como quaisquer outras deste planeta. Eu sou uma bruxa ou wiccana, como preferirem chamar. E tenho muito orgulho de ser o que sou, pois, como qualquer devoto das demais religiões, gosto da minha. O que se deve aprender, tanto da parte wiccana quanto da parte das outras religiões, é que existe a lei universal da liberdade religiosa. E a melhor maneira de seguir essa lei é respeitando para ser respeitado.

sábado, 24 de julho de 2010

8 Ervas Poderosas da Vovó


Oito ervas purificadoras:

1- ORÉGANO (Origem: Mediterrâneo)
O aroma marcante desta erva promove vigor e ajuda na tomada de decisões. O orégano e a manjerona são plantas usadas para fortalecer o amor e proteger a casa. Um vaso com essas ervas é um ótimo presente para quem está triste e deprimido, pois elas atraem alegria e pensamentos felizes.
2-SÁLVIA (Origem: Mediterrâneo)
Essa planta costumava ser colocada ao lado de uma pessoa enferma para que a folha (comprida, peluda e rugosa) pudesse absorver a energia ruim para depois ser queimada. Na mitologia, a sálvia aparece como um escudo contra mau-olhado e olho gordo.
3-ALECRIM (Origem: Mediterrâneo)
Segundo a cultura popular, suas folhas fazem a energia circular, evitando o acúmulo de vibrações negativas. A infusão usada no banho ou borrifada no ambiente traz equilíbrio e alegria.
4-MANJERICÃO (Origem: Ásia)
Associado à riqueza, abundância e boa sorte. Dizem que, na casa onde são cultivados sete tipos diferentes de manjericão, o dinheiro e a prosperidade são garantidos. Seu aroma é considerado estimulante e revitalizador. Usado no banho, “lava” toda a energia ruim. Diz a crença popular que pessoas que fazem trabalhos intelectuais rendem mais quando têm um vaso da erva no ambiente.
5-LOURO (Origem: Oriente)
Desde a Antiguidade ele representa a glória, o triunfo e a fama, tendo sido muito usado pelos gregos e romanos como símbolo de status. Segundo a crença popular, manter uma folha seca dentro da carteira atrai dinheiro. E a infusão usada no banho ou no ambiente purifica e relaxa.
6-HORTELÃ (Origem: Mediterrâneo)
Existem várias espécies de hortelã e a mais comum no Brasil é a piperita. Possui efeito calmante e harmonizador. Também ajuda a dissolver emoções negativas, como a raiva, e é indicada contra as decisões impulsivas.
7-BOLDO DO CHILE (Origem: Chile)
É usado para acalmar, permitindo que você tenha uma visão melhor para os negócios e, com isso, maior chance de prosperar. Curiosamente, a fitoterapia recomenda o boldo para problemas digestivos e para manter o fígado (órgão da ira) equilibrado.
8-BABOSA (Origem: África)
Foram os escravos que trouxeram essa planta para o Brasil. Eles acreditavam que ela tivesse o poder de afastar qualquer tipo de doença. O gel encontrado no interior da folha é considerado excelente para fortalecer os fios de cabelo e tratar queimaduras.

Pentagrama da cura


Uma das primeiras e mais sagradas tarefas das bruxas e dos antigos xamãs era a cura. Com o tempo, a ciência foi colocando de lado os tradicionais curandeiros de vilas, porém, muito ainda é usado. Inclusive, a cura para muitos males ainda não foi descoberta pela ciência, mas a velha bruxa do interior ainda sabe como tratar das doenças com ervas e crendices – que dão certo!

Assim, por mais que a medicina hoje tenha avançado muito e seja imprescindível a consulta a médicos quando se tem algum tipo de problema de saúde, também não podemos nos esquecer ou deixar de lado as terapias conhecidas hoje como “alternativas”, que antes porém eram a única forma de se curar alguém (especialmente porque funcionavam). E ainda funcionam.


Curar é um ofício que as bruxas aprendem no decorrer de suas vidas. Ao lidar com a Natureza e buscar o contato mais íntimo com Ela, desenvolvemos a percepção e a sensibilidade necessárias para ajudar outras pessoas e a nós mesmas.

Nós sabemos que o equilíbrio verdadeiro e a saúde completa dependem da condição espiritual tanto quanto dependem do corpo e da mente. Sócrates mesmo disse: “Não há doença do corpo que não seja também da mente”.

A técnica utilizada pelas bruxas para a cura é apenas entender como a energia se conduz. Durante esse processo, a curandeira sabe que se uma parte do corpo-mente-espíritofor negligenciada, os esforços para cura não serao completamente bem-sucedidos. A chave está no equilíbrio entre os três, pois eles constituem a essência do que somos.

Muitas bruxas acreditam que diversas pessoas têm talentos ou capacidades que podem ser afiados e empregados para melhorar a qualidade de vida de outras. Tais aptidões se manifestam distintamente por intermédio de um método holístico ou metafísico, mas se originam no espírito e nas habilidades naturais de cada um. Por exemplo: uma boa massagem, um chá de ervas bem feito, um trabalho com a aura etc. Existem muitos. Porém, o que realmente funciona não é a técnica, mas a sensibilidade e a energia da pessoa que faz a massagem, prepara o chá ou trabalha com a aura. Cada um desses resultados está ligado a uma aptidão natural da curandeira.

Nós, como bruxas, devemos trabalhar pelo ativamento de nosso potencial espiritual como curandeiras. E, para isso, montamos aqui um pentagrama da cura, para ajudá-la a determinar onde está o seu foco.

1. Energia do Ar: Ajudar uma pessoa que está estressada, descontrolada ou ansiosa a descansar ou dormir. O sono é tão importante na cura que, mesmo que pareça ser um dom insignificante, é um dos mais importantes. Saber acalmar as pessoas é muito difícil, mas absolutamente necessário no processo de cura.

2. Energia do Fogo: Saber como aliviar a dor das pesoas. Esse dom é absolutamente importante, pois não podemos estar em perfeito equilíbrio em corpo-mente-espírito se um desses (ou todos) estão tomados pela dor.

3. Energia da Terra: Manifestar resultados físicos quantificáveis através de técnicas medicinais alternativas como a massagem ou a acupressão. Métodos manuais como esses são mais adequados àqueles que buscam resultados mais físicos para a cura.

4. Energia da Água: Saber como cuidar do bem-estar emocional do paciente. Pessoas que possuem essa habilidade sustentam e apóiam seus pacientes até que seus corpos estejam bem o bastante para que as emoções retornem a um estado de equilíbrio.

5. Energia do Espírito: Saber como alimentá-lo. Cura por cristais, trabalho com a aura e a cura pelo toque são alguns dos métodos mais conhecidos do trabalho com a energia espiritual.

É importante lembrar que tais “dons” se manifestam diariamente, mas muitas vezes deixamos passar desapercebidos. Saber quais são e trabalhá-los de maneira correta podem ser o trabalho de uma vida inteira. Para mim, no entanto, isso parece bastante animador; estamos sempre aprendendo.

A ocupação dos curandeiros não é nada fácil. Porém, a capacidade de amar que essas pessoas têm é absolutamente admirável. Nem todos nasceram para curar, mesmo entre as bruxas, e mesmo aquelas que desenvolvem-se como curandeiras podem não seguir todas o mesmo caminho. A exclusividade do espírito de cada bruxa e de seu caminho vai, sem dúvida, distingüir seus métodos de cura e, em troca, permitir-lhe servir melhor toda a comunidade mágica.

Prossiga com sua jornada! E boa sorte!

Bruxa de cozinha? O que seria isso, exatamente?


Em diversos livros publicados no Brasil, lemos sobre uma determinada tradição chamada “Bruxaria de cozinha”, e os novatos ficam se perguntando do que se trata. É cozinhar todos os dias? É ser mãe? É cuidar da casa? É celebrar um sabá com a barriga no fogão? Por receber esse tipo de pergunta aqui no site, achei que escrever um texto sobre esse “estilo” (muito mais que uma tradição) da Bruxaria seria conveniente. Vamos lá.

Você já deve ter lido por aí (até mesmo por aqui) que cozinhar é um ato mágico em si. Porém, apenas cozinhar não caracteriza uma pessoa como bruxa. Apenas fazer um chá também não. Agora, quando essa pessoa prepara um chá pretendendo atingir fins específicos, isso é Bruxaria!

Uma “bruxa de cozinha” é mais uma “bruxa caseira”, que utiliza tudo em sua casa para fazer as coisas acontecerem! Não só na cozinha, mas usando velas no seu dia-a-dia, incensos, fazendo rituais de limpeza, cozinhando para a família, cultivando ervas etc.

Características da Bruxaria de cozinha
- simplicidade é a essência;
- se virar com o que tem também;
- cozinhar é sempre um ato mágico, cheio de intenção;
- conhecer cada ingrediente preparado;
- preparar alimentos da época;
- preparar cada refeição imbuída de energia;
- plantar;
- limpar a casa tanto fisicamente quanto energeticamente;
- educar os filhos com uma consciência global;
- exercer a sustentabilidade;
- reciclar;
- ler bastante;
- celebrar os sabás com a família e amigos;
- valorizar cada momento criando pequenos rituais no dia-a-dia;
- ter o cozinhar como processo alquímico;
- criar receitas / criar feitiços;
- praticar magia popular sem preconceitos;
- estudar o feng shui;
- pintar, desenhar, costurar, criar arte pagã.

Instrumentos utilizados pelas bruxas de cozinha

Uma bruxa de cozinha nunca compra um athame – ela usa uma faca. Conheça outros instrumentos utilizados pelas bruxas de cozinha no dia-a-dia:
- xícaras, potes e tigelas (recipientes no geral);
- forno (poder de transformação);
- caldeirão (recipiente mais simbólico da Bruxaria);
- pratos e travessas (pense em grandes pentáculos);
- pilão e almofariz (concentração e foco do poder pessoal);
- despensa (armazenamento de ingredientes);
- colheres e espátulas (vênus);
- garfos (marte);
- facas.

A importância do uso de objetos cotidianos, e não só de uso ritual, é que, quanto mais você o utiliza, mais carregado de poder pessoal ele fica.

As bruxas de cozinha podem ser solitárias ou não. Você pode morar sozinho(a) e praticar em sua própria casa, ou ser uma matriarca que cuida de casa, marido, filho, cachorro, gato, tudo envolto em magia.

Ser uma bruxa de cozinha significa tratar a casa como um ser vivo, com um coração e uma alma, “gostos e humores próprios” – já dizia Márcia Frazão – porque, afinal, “uma casa não é só uma casa”.

Associação das partes da casa com a magia

Portas: proteção;
Sala: conforto, lugar para receber os amigos e fazer reuniões;
Cozinha: prosperidade;
Quartos: relacionamentos, sonhos;
Banheiros: limpeza, renovação, cura, beleza.

Feitiço para aumentar a fertilidade


Esta Bruxaria Mágicka ajuda a ativar o poder de fertilização universal em qualquer situação, desde mulheres que, bem saudáveis, não conseguem conceber, até jardins ou campos cultiváveis. Com muito cuidado, apanhe um ovo branco, faça um pequeno buraco, permitindo que saia toda gema e clara de seu interior. Misture, à gema, meio copo de licor de cacau. Acrescente uma colher de sopa de vinho do porto, uma colher de sopa de mel, uma boa pitada de canela em pó e uma colher de chá de nós moscada. Isto feito, acenda três velas (uma azul, uma vermelha e uma amarela), de tal forma que formem um triângulo. A seguir, bata tudo com uma colher de pau, enquanto repete várias vezes: "Pela força da minha Vontade..." "Pelo imenso Pai Celeste..." "Pelo Sol e pela Lua..." "Pelos quatro elementos..." "Entre agora neste elixir o poder do nascimento..." Uma vez pronta a mistura, ainda com as velas acesas, usando um pequeno funil, preencha novamente o ovo com o elixir preparado e consagrado. Beba então o elixir que sobrou, quando do enchimento do ovo, fazendo a seguinte oração: "Grande Pai Celestial..." "Fecundador de todo o universo..." "Gaia, Mãe da Terra e Mãe dos homens..." "Deusa da fertilidade e do amor..." "Façam florescer em meu ventre o fruto do meu amor..." Apague as velas assoprando a chama. O ovo deve então ser enterrado, juntamente com as velas usadas na cerimônia, num canteiro de flores, o mais breve possível... Coloque as velas formando um triângulo, tendo o ovo ao centro. Quando estiver enterrando o ovo, repita a mesma oração... "Grande Pai Celestial..." "Fecundador de todo o universo..." "Gaia, Mãe da Terra e Mãe dos homens..." "Deusa da fertilidade do amor..." "Façam florescer em meu ventre o fruto do meu amor..." Repita esta operação até a fecundação desejada. Obs.: A frase final da oração deve ser adaptada de acordo com a finalidade da bruxaria. Por exemplo: No caso de um campo deve ser dito o seguinte: "Façam florescer no meu campo o fruto do meu amor..."