terça-feira, 13 de julho de 2010

Banhos


A água é fundamental para a saúde e a vida. Não é de hoje que seus efeitos terapêuticos são conhecidos. Segundo a medicina tradicional da Índia, a água possui um tipo de energia vital chamada “prana”, que também é encontrada nos outros elementos: Terra, Ar e Fogo. Entre as qualidades do prana está a capacidade de energizar o organismo, tornando-o mais saudável e vibrante.

Também na Roma Antiga, balneários e termas ganharam um lugar de destaque na vida e na saúde dos cidadãos. O Japão também tem sua tradição quanto à água nos banhos de ofurô.

A água quando ingerida já traz inúmeros benefícios para o corpo: ajuda a desintoxicar, estimula os rins e hidrata o organismo. Agora, imagine a água adicionada a algumas ervas: o efeito é maior e ainda por cima cura dores, distúrbios gerais da saúde, traumatismos, além de atuar no lado emocional.

Os banhos são especialmente importantes antes de se fazer qualquer tipo de ritual.

O ideal para banhos é ter uma banheira para deitar e relaxar, mas como isso nem sempre é possível, você pode jogar o banho aos poucos no corpo inteiro ou utilizar uma bacia grande. Confira agora os diversos tipos de banhos que curam o corpo e a alma.

Banho da Vitalidade: Com o baixo ventre imerso em água morna e erva-doce, faça movimentos suaves na região inferior ao umbigo, de cima para baixo e da direita para a esquerda, com uma pequena toalha encharcada, durante 20 minutos.

Renovar as energias: Pegue um jarro de vidro transparente ou uma garrafa e encha com um litro de água. Acrescente 10 folhas de hortelã picadas, 4 cravos-da-índia moídos, pétalas de uma rosa vermelha. Deixe no sol por uma hora e depois misture a 3 litros de água. Jogue o preparado desde a cabeça.

Para insônia: Coloque numa bacia água na temperatura ambiente. Entre na água e vá acrescentando água gelada até chegar numa temperatura de 8 a 15 graus. Fique de 2 a 5 minutos com a água cobrindo até o umbigo, depois saia da bacia e mergulhe os pés numa outra vasilha com água quente, em torno de 40 graus. Este banho vai ativar a circulação e ajudar a relaxar. Após o banho, agasalhe-se bem.

Aliviar cãibras: Pegue duas bacias: em uma coloque água fria, na outra, quente. Vá mergulhando as mãos ba água fria e depois na quente. Este banho produz efeito não apenas na região onde á aplicado, mas em todo o organismo.

Mal-estar de gripe: Dentro de um jarro de vidro ou garrafa com um litro de água, coloque casca de maçã picada, folhas de erva-cidreira frescas e pétalas de uma rosa branca. Deixe no sol por uma hora e depois junte a 3 litros d’água e banhe-se do pescoço para baixo.

Dores nas costas: Aqueça a água de 35 a 37 graus. Entre numa bacia e com uma vasilha, vá jogando o líquido do pescoço para baixo. Vá fazendo massagens com folhas de hortelã no baixo ventre.

Combater cansaço físico e mental: Aqueça a água na temperatura em que aguente ficar com os pés dentro dela. Jogue um punhado de sal grosso e folhas de alecrim. A água tem que ficar até os tornozelos. Enxugue depois e não tome friagem nos pés.

Revitalizante da pele: Cozinhe durante 20 minutos, em 2 litros de água, 250g de gérmen de trigo cru. Tome banho normalmente e depois jogue a mistura sobre o corpo. Deixe agir por 40 minutos e tome outro banho com água morna. Esse banho é rico em vitamina E, que ajuda no embelezamento da pele.

Amaciante da pele: Junte 5 litros de água morna, 2 colheres (sopa) de farelo de aveia e 1 xícara (chá) de carqueja. Mexa bastante até que todos os ingredientes fiquem bem misturados. Derrame tudo na bacia e fique em imersão durante 15 minutos. Enquanto espera, esfregue com uma bucha natural todo o corpo, dando mais atenção aos cotovelos e joelhos. Depois é só enxaguar.

Banho Relaxante: Faça um chá com um litro de água e 1 colher (sopa) de tília. Tome seu banho normal e depois derrame o chá por todo o corpo. Espere 5 minutos e seque o corpo suavemente. Não é preciso enxaguar.

Simpatias para prosperidade


Fazer o dinheiro render mais

- Faça um defumador com algumas folhas de louro e acrescente um punhado de açúcar e um de erva-doce, dizendo: “dinheiro e fartura”, ao defumar a casa de trás para frente, ou seja, dos fundos da casa para a frente.

- Pegue uma moeda de qualquer valor e deixe-a em seu bolso durante sete dias. Depois, ponha essa moeda em cima de um formigueiro e mantenha-a lá por mais sete dias. Quando o prazo terminar, você deverá costurar um pano verde formando um saquinho e colocar a moeda dentro. Guarde o pequeno pacote em sua carteira e não deixe que ninguém toque na simpatia.

- Coma um prato de sopa de lentilha todo primeiro dia de cada mês. Enquanto toma a sopa, diga: “Estou colocando dentro de mim a prosperidade de que necessito”.

- Atire sete moedas do menor valor possível em um jardim muito florido como oferenda, então diga: “Espíritos da Natureza, estou lhes oferecendo estas moedinhas e peço, em troca, muitas outras moedas de maior valor”.

Nunca faltar dinheiro

- Espalhe pequenas moedas por todos os cantos do seu lar. Elas atrairão mais dinheiro, pois dinheiro chama dinheiro.

- Toda primeira sexta-feira do mês, varra a casa de fora para dentro. Junte o que foi varrido e diga: “Assim como eu juntei este lixo, quero juntar muito dinheiro”.

- Ponha em um balde de água morna pela metade um punhado de arroz. pela manhã, em jejum, na última sexta-feira do mês, tome o seu banho normal e a seguir o banho de água com arroz. Use roupas limpas. O banho deverá ser do pescoço para baixo.

- Junte 28 grãos de milho e 12 moedas. Nos principais cantos de sua casa, em cada um, coloque 7 grãos de milho e 3 moedas. Não permita que ninguém mexa nos grãos de milho nem nas moedas.

Arrumar emprego

- Compre uma maçã bem vermelha e bonita. Finque dois pregos em volta dela e enterre-a em um jardim florido pensando no emprego que deseja atrair e que vai conseguí-lo o mais rápido possível.

Passar em provas e concursos

- No dia anterior à prova, ferva um litro de água com algumas folhas de hortelã. Durante o banho, jogue a água de hortelã pelo corpo 9do pescoço para baixo), tendo em mente o seu sucesso nas provas. Acenda uma vela amarela e deixe-a em um lugar que fique acima de sua cabeça.

- Durante as três noites que antecedem a(s) prova(s), coloque numa bacia água com três galhos de arruda. Ponha essa bacia no sereno. A cada manhã, passe os galhos de arruda nas mãos e deixe-as secas normalmente.

- Na noite anterior à(s) prova(s), estude normalmente. Antes de dormir, coloque o livro ou caderno estudado aberto embaixo do seu travesseiro.

- Uma semana antes da prova, coloque três galhos de arruda no meio de um livro ou caderno de estudo correspondente à prova. Quando todas as provas terminarem, jogue os galhos de arruda no mar ou em água corrente.

Feitiço para períodos de estagnação


Fase da Lua: Começa no 1º dia de Lua Negra.

Você precisará de:
- sementes de trigo, cevada ou centeio
- um punhado de manjericão
- um punhado de pétalas de rosa
- roupas brancas
- uma vela branca
- um pedacinho de seda negra (pode ser outro tipo de tecido)
- uma moeda de qualquer valor

No dia de Lua Negra, plante algumas sementes de trigo, cevada ou centeio (depende das sementes que você escolheu). Mantenha-as no escuro durante três dias, e então deixe-as três dias na luz.

Na manhã do sétimo dia, levante cedo e banhe as sementes em água com infusão de manjericão e pétalas de rosa.

Coloque roupas brancas, lance o círculo e eleve a energia. Sente-se de frenmte para o leste e acenda a vela branca. Diga:

Enquanto o grão cresce,
Enquanto o sol cresce,
Enquanto a lua cresce.

Cante:

Eu cresço,
Eu colho,
Eu recebo.

Visualize cada estágio concentrando a projetando a imagem para os brotos. Em seguida, come-os, dizendo:

Brotem em mim,
Floresçam em mim,
Frutifiquem em mim.

Diga cada linha três vezes, se concentrando. Guarde sete brotos e embrulhe-os na seda negra. Feche o feitiço aterrando o poder e abrindo o círculo.

Na noite desse dia, enterre os brotos junto com a moeda.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Paganismo e Paternidade/Maternidade


Há sem dúvida três grandes contribuições que o paganismo nos oferece nesse momento de retorno às origens: a valorização do corpo como templo da alma e a conscientização da sacralidade que isso implica, o restabelecimento das relações entre homem e natureza, e o reencontro com os valores da família e moralidade.

As relações familiares vêm sendo renovadas na pós-modernidade e é comum vermos novos padrões familiares que não aquele comum de pai-mãe-filhos. Surgem novos padrões que vão tornando-se mais comuns e freqüentes como as famílias gays e as famílias com uma orientação religiosa sem relação com o cristianismo, entre elas as famílias pagãs.

Vendo isso, penso que é necessário uma reflexão sobre os papéis sociais do pai, da mãe (e até mesmo dos padrinhos, a quem os pais responsabilizam a formação religiosa dos seus filhos) já que as relações do indivíduo com o corpo e seu significado também se renova. No contexto das relações femininas vemos que desde as décadas de 1960 e 1970 há um surgimento de muito material de orientação e também o surgimento de grupos incentivando o redescobrimento do sagrado feminino, porém, o aspecto masculino foi sendo renegado pelos meios, talvez por serem os homens uma minoria evidente nos círculos de paganismo tradicional, refugiando-se mais freqüentemente nas Tradições ocultistas especializadas, o que não há uma relação evidente entre si.

O pai mantinha-se à margem da rotina diária dos filhos, reservando os seus “poderes” para ocasiões mais importantes de disciplina e admoestação. Não cedia. Mesmo durante o longo período pré-natal mantinha-se afastado das realidades, como exigiam as demandas sociais.

Tudo isto está presentemente mudando com a maré irreprimível das correntes culturais. Os pais começam a trabalhar ativamente nas numerosas tarefas cotidianas que acompanham a criação dos filhos. A tendência é para a participação, não para o afastamento. O cuidadoso planejamento mútuo que agora caracteriza a gravidez e a higiene da maternidade assinala um novo passo a frente nas nossas maneiras de viver.

O pai moderno está agora em vias de descobrir o seu novo papel. Já compreendeu que não era suficiente ajudar no momento de dar mamadeira à noite e na lavagem das roupas do bebê; nem bastavam leves contatos com os filhos no amanhecer e nas noites de sábado. Fica um tanto admirado ao descobrir que o filho não reage bem às suas sugestões afetuosas e bem intencionadas. Acha que o filho parece em certas idades ser melhor que em outras. Talvez lhe tenha agradado em especial o período dos três anos ou dos cinco anos, e ficasse simplesmente abismado com o comportamento dos seis anos. Alguns pais não conseguem encontrar uma base cômoda de companheirismo antes do filho chegar aos dez anos de idade, quando se começa a estabelecer um tipo de relação de “homem para homem”.

As relações pai-filho não atingirão um nível de entendimento perfeito enquanto ambos os pais não se esforçarem conjuntamente por compreender as características, em consoante as transformações, do seu filho em cada uma das fases de crescente maturidade. Isso exige delas uma atitude em relação a todos os problemas da educação e orientação da criança, que não perca de vista o desenvolvimento; o que,por seu turno, requer um conhecimento cada vez mais profundo dos mecanismos de desenvolvimento, ou seja, é preciso que o pai se interesse pelo filho e o acompanhe ao longo de seu desenvolvimento.

O papel do pai no desenvolvimento físico,intelectual e emocional do filho é muito maior do que ele mesmo em geral imagina. Alguns homens pensam que a educação dos filhos é responsabilidade e tarefa das mães, engano que pode ser muito prejudicial à criança.

O homem pode ser tão capaz de cuidar dos filhos quanto a mulher; e de lhes dar algo que ela não pode dar: um referencial masculino. O psiquiatra e analista jungiano Carlos Biynton, membro fundador da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica, enfatiza que há um quarto elemento na relação pai-mãe-filho, que é o vínculo ele eles. Segundo ele, “na fase pré-verbal, a criança não prioriza o pai ou mãe, vivendo em simbiose com eles”. O pai carinhoso, atencioso, participante, sem dúvida se transforma numa experiência importante para a criança. Receber amor de outra pessoa diferente, com outra voz, outro cheiro, outra pele e mãos, que não sejam as da mãe, faz com que, tanto o menino como a menina, percebam mais cedo a noção de “eu” e de “outros”. É de se estranhar como se dá pouca importância ao papel do homem, especificamente o pai, na educação da criança. Quando se falta a referência paterna, falta também o senso de justiça, de ética, e também de papel no grupo social.

O modelo masculino se faz essencial na formação da personalidade da criança e do adolescente. É necessária uma figura de referência e valores que possa criar um vínculo de afeto estabelecer parâmetros de comportamento à criança. Este modelo pode não ser o pai biológico, mas uma outra figura masculina que dê esse suporte de apóio, como um avô, o tio, irmão, vizinho, ou amigo da mãe, por exemplo. É o caso de muitas mães que criam seus filhos longe deste pai biológico e que, no entanto, são crianças e adolescentes saudáveis por terem encontrado um outro modelo de referência.

É necessário repensar o papel do pai como protagonista da vida do seu filho, e não como coadjuvante, pois, enquanto a mãe proporciona um suporte maior para as necessidades físicas e emocionais do filho, o pai é pode proporcionar solidez à formação da personalidade, sendo os dois papéis, de pai e de mãe, igualmente importantes e complementares para a construção de uma personalidade sadia.

Acredito que podemos aproveitar esse momento de renovação e de reflexão a cerca dos papéis sexuais e também das relações familiares a fim de restaurar a figura do pai como personagem relevante na vida do filho, contribuindo para sua maturidade psicológica e física, como também emocional. O relacionamento sadio entre ambos só pode contribuir para o crescimento saudável da família.

Texto de Th. Oliveira (Petraios)

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Receitas de óleos


Apresentamos aqui algumas receitas de óleos para unção, que podem ser usados para fins específicos, meditações e rituais. Você pode usar um óleo base e adicionar as gotas dos outros, ou então adicionar essências.

Óleo simples para unção
- 5 gotas de óleo de sândalo
- 3 gotas de óleo de cedro
- 1 gota de óleo de laranja
- 1 gota de óleo de limão

Óleo para purificação
- 4 gotas de óleo de eucalipto
- 2 gotas de óleo de cânfora
- 1 gota de óleo de capim-limão

Óleo para sabbats
- 1 gota de óleo de limão
- 1 gota de óleo de flor de laranjeira
- 2 gotas de óleo de sândalo
- 2 gotas de óleo de mirra
- 3 gotas de óleo de frankincenso

Óleo para Lua Cheia
- 3 gotas de óleo de rosas
- 1 gota de óleo de jasmim
- 1 gota de óleo de sândalo

Óleo para a Lua Negra
- 6 gotas de óleo de jasmim
- 4 gotas de óleo de camomila
- 4 gotas de óleo de limão
- 3 gotas de óleo de patchuli
- 1 gota de óleo de sândalo

Óleo da Deusa
- 2 gotas de óleo de rosas
- 1 gota de óleo de limão
- 1 gota de óleo de mirra

Óleo do Deus
- 1 gota de óleo de musk
- 1 gota de óleo de alecrim
- 1 gota de óleo de louro
- 1 gota de óleo de canela
- 1 gota de óleo de frankincenso

Óleo para viagem astral
- 5 gotas de óleo de sândalo
- 1 gota de óleo de ylang-ylang
- 1 gota de óleo de canela

Óleos


Um óleo é uma categoria de substâncias viscosas que não se misturam com água. Podem ter origem vegetal como os usados na culinária, os óleos alimentares, óleos essenciais ou mineral usados na lubrificação , como os óleos lubrificantes ou ainda como combustíveis, no caso do óleo diesel.

Na Bruxaria e na Wicca, óleos servem para unções. Você pode comprar um óleo pronto ou fazer os seus próprios. Nos rituais, você pode esfregar o óleo nos pulsos ou pontos de poder pelo seu corpo.

Como se faz um óleo?
Você precisará da(s) substância(s) requerida(s) e de um óleo base. Os óleos base mais comuns são os de amêndoas, gérmem de trigo, silicone, girassol, uva ou oliva. Use o que combinar mais com o que deseja fazer.

Macere a erva, planta ou outra substância requerida e esquente em fogo baixo. Você também pode usar essências artificiais para fazer os óleos, mas vale lembrar que fazer do modo mais natural possível é sempre melhor.

Alguns óleos ficam prontos na hora, outros precisam ser deixados descansando durante muitos dias. Depende do tempo de maturação de cada erva, por isso é importante conhecer as propriedade das plantas antes de qualquer coisa.

História do uso dos óleos


Desde muitos séculos atrás, os óleos essenciais são explorados, ainda que não hoje não se tenha completamente documentado o início exato. Acredita-se que os primeiros usos primitivos para estes, tenha sido através de bálsamos, ervas aromáticas e resinas que eram usadas para embalsamar cadáveres em cerimônias religiosas há milhares de anos atrás.

Há relatos chineses do uso de essências em 2.700 A.C, no mais antigo livro de ervas do mundo, Shen Nung. Algumas plantas citadas neles eram o próprio gengibre, bem como o uso de ópio. Outro uso documentado de óleos essências se deu em 2.000 A.C em livros escritos em sânscrito, pelos hindus. Já em tal época, havia um conhecimento mais rudimentar de aparatos de destilação. Nessa época já é possível encontrar relatos de outros povos que tenham feito uso desses compostos, como é o caso dos persas e egípcios, ainda que seja muito provável que esses já dominassem essas técnicas muito antes. Muitas das ervas comuns hoje já eram bem conhecidas, como por exemplo, o próprio capim limão, ou cidreira. Ainda que não fossem extratos puros, eram soluções alcoólicas das essências, não só usadas como perfumes, mas também em cerimônias religiosas, ou com fins terapêuticos.


Junto com as cruzadas, o conhecimento até então obtido por outros povos, se difundiu entre os árabes, que em pouco tempo aperfeiçoaram as técnicas e os aparatos de destilação. Tanto é que o mérito pelo primeiro a extrair óleos de rosas foi um físico árabe conhecido na época por Avicena. Os árabes, aliás, foram mestres na alquimia, e não por acaso são conhecidos naquele momento da história como bem aperfeiçoados na alquimia, medicina e terapias naturais. De fato, melhoraram e publicaram muito mais conhecimento sobre essa área do que qualquer outro povo.

Não obstante, somente com uma publicação em 1563, por Giovanni Battista Della, é que se tem na história um salto na evolução nesta área de conhecimento: tinha-se então documentando uma forma de separar os óleos essenciais que até então eram apenas soluções alcoólicas em verdadeiros extratos, e com um poder em suas diversas aplicações muito mais poderoso.

A partir de dos séculos XVI e XVII a comercialização destes compostos se popularizou pelo mundo, devido ao nível de tecnologia e também conhecimento de suas propriedades já mais explorado e divulgado no mundo.

Um termo que está bem associado a óleos essenciais, é “aromaterapia”. Este foi criado por um químico francês em 1928, conhecido como Maurice René de Gattefossé. Foi em uma de suas destilações em seu laboratório, que Gattefossé sofreu um acidente e teve seus braços seriamente queimados. Em meio ao pânico, imergiu-os em uma tina de lavanda, que até então pensava ser água. Notou que em poucos minutos sua dor havia passado, e dias mais tarde já não tinha mais cicatrizes. Passou a explorar mais as propriedades curativas desses extratos, ao contrário de antes, que só os usava como perfumes para seus produtos e criações. Também se deve a este químico, um dos primeiros relatos mais comprovados, de que produtos sintéticos que imitavam essências naturais tendiam a não ter as mesmas propriedades curativas, assim como Cuthbert Hall em 1904 publicara sobre as propriedades antisépticas do óleo de eucalipto globulus em sua forma natural, em detrimento do seu principal constituinte isolado, o eucaliptol.

Até mesmo durante as grandes guerras, as propriedades medicinais de óleos essenciais foram exploradas. Como ocorreu com em situações em que alguns médicos não tinham a disposição antibióticos, e que eram forçados a usar o que tinham em mãos.

Óleos essenciais no Brasil
Um dos produtos inicialmente explorados no Brasil para extração de óleos essenciais foi retirado do pau-rosa. Sua exploração foi tamanha que até os dias atualmente o IBAMA colocou essa planta na lista de espécies em perigo de extinção. Outros vegetais também foram explorados, como o eucalipto, capim-limão, menta, laranja, canela e sassafrás.

Devido a uma dificuldade de importar essências, e uma maior demanda mundial pela produção brasileira ocorreu durante a segunda grande guerra que foi ocasionada pela dificuldade dos países do ocidente de conseguir esses produtos de seus fornecedores habituais. O Brasil com isso teve a maior parte de sua venda voltada para exportação, o que ajudou significativamente para o aumento produção. Na década de 50, mais um fator colaborou para o aumento da extração de essências dentro do país: empresas internacionais produtoras de perfumes, cosméticos, e produtos farmacêuticos e alimentares se instalaram no país.

Quer vencer?


Aprenda a lutar por você, superar os seus medos e ser feliz!

Medo: sentimento que nos impede de crescer e viver a vida de forma mais intensa. Mas, podemos mudar essa situação e transformar o seu medo em força.

O medo é uma emoção básica, com determinadas características associadas, tais como a ansiedade, a apreensão, o nervosismo, o pavor, a preocupação (Freitas e Magalhães, 2007). Caracteriza-se pela ativação de um estado emocional aversivo, que tem por objetivo motivar o indivíduo a enfrentar determinados estímulos ou situações ameaçadoras (Öhman, e Rück, 2007).

Conforme vai entendendo e conhecendo a forma como reage frente a algumas situações que lhe causam medo, vai ganhando força, desenvolve autoconfiança, gerando uma segurança para usar de seu potencial para viver uma vida melhor.

Defina valores: verifique os pontos importantes que precisam mudar em sua vida, baseado nos valores apreendidos por você.

Quem é você: aprender a construir uma relação de amizade consigo mesma, se conhecendo e se respeitando, pois essa é a base da auto-estima, o que fortalecerá suas escolhas.

Lute, a vitória é sua: identifique os comportamentos derrotistas que existe dentro de si mesmo e adquira habilidades para expressar o que quer ou não para sua vida.

Só aceite o melhor: respeite e procure viver de acordo com seus princípios para que possa tomar decisões mais assertivas.

Se fortaleça: o medo pode ser seu aliado para modificar os aspectos que necessitam de alterações. Encare de frente, pois quem vive com medo, vive pela metade.

Não são mudanças fáceis de colocar em prática, mas quando nos colocamos dispostos a enfrentar o medo, em realizar sonhos, alcançar objetivos que traçamos na vida, tudo acontece da melhor forma possível.

Ao nos colocarmos dispostos a rever conceitos e enfrentar o medo, já alcançamos os instrumentos necessários para as mudanças.

Larvas Astrais


Criaturas vampirizadoras de nossos sentimentos, desejos e pensamentos de baixíssima vibração. Alimentam-se dessas energias negativas, sugando nossas reservas. Podem ser inicialmente geradas ou atraídas por nós mesmos, através do desequilíbrio físico, espiritual e emocional ou enviadas por espíritos malignos que encontram "abertura" em nossa defesa psíquica. Quando o indivíduo encontra-se sob forte processo obsessivo, as larvas são continuamente renovadas, crescendo assustadoramente. Muitos casos em que a medicina clínica não consegue diagnosticar o quadro, encontram-se nessa categoria. A permanência dessas sibstâncias é altamente nociva ao ser, implicando em desordens físicas e espirituais que variam de intensidade e danos, dependendo das medidas terapeuticas e profiláticas adequadas.
Essas criaturas existem independentes no astral inferior como uma réplica dos parasitas encontrados na vida biológica, e como eles, são potencialmente perigosas para quem está mais vulnerável às suas investidas. Nesse caso, baixa imunidade seria de natureza moral e espiritual. Não que todos os seres vitimados por essas criaturas, sejam pervertidos e desprovidos de valores espirituais elevados, e sim que quando entramos em sintonia de baixa vibração, pela cólera, inveja, ressentimentos, desejos de vingança, pensamentos suicidas ou homicidas, sexualidade promíscua etc, abrimos a nossa guarda e deletamos a nossa imunidade, possibilitando o assédio e crescimento acelerado dessas criaturas.
Indica-se a limpeza, desinfecção e imunidade energética através de passes magnéticos, ingestão de água fluidificada, passes em Terreiros de Umbanda, utilização de florais, comoterapia, banhos de descarrego com ervas, aplicação de Reiki, terapias de orações, repetição de mantras, modificação do padrão mental negativo, através da inovação de hábitos saudáveis como yoga, meditação, caminhadas, abstinência de álcool e fumo excessivo, alimentação comedida e saudável, mudança de hábitos sexuais nocivos e degenerados entre outros.
Outros nomes atribuídos a essas criaturas: Larvas espirituais, larvas fluídicas, larvas energéticas, vibriões mentais, bacilos psíquicos, larvas psíquicas, vermes astrais.

Os 10 credos da Umbanda


1. Na existência de um Deus, único, onipotente, onisciente e onipresente, incriado, criador de todas as coisas, irrepresentável sob qualquer forma e adorado sob o nome de ZAMBI;

2. Em entidades espirituais, em plano superior de evolução, que não necessitam de novas reencarnações, responsáveis pela organização dos mundos e dos seres que neles habitam. São os Orixás, Santos, Chefes de Linhas e Falanges, executores diretos da Vontade Divina. Entre eles, Oxalá, o Cristo Planetário da Terra e, como tal, primeiro na hierarquia deste planeta;

3. Em guias espirituais e protetores, sábios, poderosos e bondosos, porém necessitados ainda de reencarnações para seu aperfeiçoamento. São mensageiros dos Orixás e Santos;

4. Em seres da natureza e suas energias cósmicas que, quando manipulados com sabedoria e bondade, sob a forma de magia, auxiliam a peregrinação do homem;

5. Na imortalidade do espírito, sobrevivendo à morte física, a caminho da evolução;

6. Na reencarnação, possibilitando o aprendizado e aprimoramento do espírito;

7. Na Lei do Carma, instituindo que cada ação gera uma reação;

8. Na necessidade do ritual como elemento mágico e disciplinador;

9. Na prática da mediunidade, sob as mais variadas modalidades, com o objetivo de caridade material e espiritual;

10. No respeito às demais religiões, porque todas constituem caminhos de progresso espiritual que conduzem a DEUS.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Eu aprendi


Eu aprendi
Que a melhor sala de aula do mundo está aos pés de uma pessoa que te entenda e que te ensine com carinho e verdadeiro amor.

Eu aprendi
Que quando você está amando dá na vista.

Eu aprendi
Que basta uma pessoa me dizer "você fez meu dia" para ele se iluminar.

Eu aprendi
Que ter uma criança adormecida em seus braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo.

Eu aprendi
Que ser gentil é mais importante do que estar certo.

Eu aprendi
Que nunca se deve negar um presente a uma criança.

Eu aprendi
Que eu sempre posso orar por alguém quando não tenho a força para ajudá-lo de alguma outra forma.

Eu aprendi
Que não importa quanta seriedade a vida exija de você, cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir junto.

Eu aprendi
Que algumas vezes tudo o que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender.

Eu aprendi
Que os passeios simples com meu pai em volta do quarteirão nas noites de verão, quando eu era criança, fizeram maravilhas para mim quando me tornei adulto.

Eu aprendi
Que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos.

Eu aprendi
Que dinheiro não compra "classe".

Eu aprendi
Que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular.

Eu aprendi
Que debaixo da "casca grossa" existe uma pessoa que deseja ser apreciada e amada.

Eu aprendi
Que Deus não fez tudo num só dia, o que me faz pensar que eu possa?

Eu aprendi
Que ignorar os fatos não os altera.

Eu aprendi
Que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas está permitindo que essa pessoa continue a magoar você.

Eu aprendi
Que o amor, e não o tempo, é que cura todas as feridas.

Eu aprendi
Que a maneira mais fácil para eu crescer como pessoa é me cercar de gente mais inteligente do que eu.

Eu aprendi
Que cada pessoa que a gente conhece deve ser saudada com um sorriso.

Eu aprendi
Que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa.

Eu aprendi
Que a vida é dura, mas eu sou mais ainda.

Eu aprendi
Que as oportunidades nunca são perdidas, alguém vai aproveitar as que você perdeu.

Eu aprendi
Que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar.

Eu aprendi
Que devemos sempre ter palavras doces e gentis pois amanhã talvez tenhamos que engoli-las.

Eu aprendi
Que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar sua aparência.

Eu aprendi
Que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito.

Eu aprendi
Que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você está escalando-a.

Eu aprendi
Que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.

ORAÇÃO PARA O POVO DO ORIENTE


Salve ó Bandeira Branca, Salve São João Batista, Salve estrela de David, e seus seis lados, Mestre Jesus, Buda, Santa. Maria Madalena, Santa Sara Kali, São Lázaro, arcanjos, serafins, querubins, anjos protetores nos auxiliem neste momento, nesta corrente de luz, rogai ao Arquiteto do universo, a Alá, em nosso favor e, levai nossos pedidos para que eles sejam aceitos.
São Miguel, São Rafael, São Gabriel, Baltazar, Melchior, Gaspar, Reis do Oriente, venham nos ajudar forças egípcias, chinesas, indianas, árabes, ciganos, beduínos, videntes, profetas, magia de ponto, de pó, astrologia, pura manifestação das almas batizadas em águas sagradas.
Salve o Povo do Oriente!
Salve os quatro cantos do mundo!
Guerreiros, reis, príncipes, Santos e Santas do bem, doutores de branco, doutores da lei, mandamentos sagrados, sangue, suor, vitória de homens coroados.
Baptista é quem nos comanda, fonte de pura energia, pirâmides preciosas, rosas brancas no deserto, luz em nossas vidas, amparo de almas, linha branca bendita.
Assim seja!!!!

ORAÇÃO PARA O POVO CIGANO


Ó meu povo cigano, te entrego a minha vida para que faça dela o melhor assim como vocês fizeram em suas vidas passadas, a grande luta para o bem , te entrego a minha vida e faça dela sempre um escudo e verdade que ninguém se aproxime de mim com intenções que nao são dignas de minha pessoa, que nenhum mal visível ou invisível possa chegar até a mim , não permita que nada nem ninguém consiga me enxergar para fazer o mal, feche meu corpo , dai-me a intuição e a sabedoria necessária porque eu possa ajudar meu povo que a minha vierem me procurar, não deixe nunca que eles voltem de onde vieram sem a sua ajuda, permita meus ciganos que todos que de mim se aproximarem com más intenções apenas faça de meu corpo um espelho para que possa refletir nesta pessoa todo mal que me deseja , e seja sempre o caminho aberto e a estrada ampla , reta e limpa de minha vida , confio em vocês. Quero paz e calma para poder trabalhar hoje. E sempre quero e me orgulho de ter vocês. Namastê. Gracias …

ORAÇÃO CIGANA PARA REALIZAÇÃO DE SEUS PROPÓSITOS


Salve a natureza! Salve o círculo mágico azul que me envolve!
Eu sou feliz e rico, eu tenho o hoje e o amanhã! Tenho o meu futuro pela frente!
A saúde tomou conta de meu corpo! Obrigado por tudo de bom que vós me destes e continuarás dando!
Porque eu posso, eu quero, eu mereço, eu vou conseguir através da lua Cigana, e dos mentores Ciganos, eu realizarei todos os meus sonhos. Por que querer é poder e eu posso!
Salve Santa Sara Kali! Que sempre ilumine o meu caminho, afastando os inimigos da minha estrada, que os olhos deles não cheguem até os meus e que seus passos não cruzem o meu caminho.
Que assim seja e assim se faça!

A Falange dos Médicos do Astral-(tambem conhecido como Trabalho do Oriente)


Vamos estudar um pouco, uma Falange bem conhecida de ntro da Umbanda, relacionada com a Linha do Oriente e normalmente colocada na sétima hierarquia da mesma: a Falange dos Médicos ou Curadores.

Comandada pelo sábio José de Arimatéia (Yosef Ha-Aramataiym em hebraico), um discípulo oculto do Mestre Jesus, ela agrupa inúmeros terapeutas do corpo e da alma.

Tradições ocultas nos contam que José, um rico membro do tribunal rabínico de Jerusalém, depois de conseguir um lugar para Jesus sersepultado, viajou para o Ocidente trazendo o Santo Graal.

Ele teria aportado nas costas britânicas com alguns discí­pulos, salvando o objeto mais precioso do Cristianismo. José de Arimatéia, ao chegar onde hoje é a Inglaterra no ano de 36 D.C., encontrou lá os poderosos sacerdotes druidas e fez uma especial troca de ensinamentos e segredos esotéricos.

Desde então, uma misteriosa escola nasceu e continuou pelos séculos. A Umbanda brasileira, legítima herdeira do esoterismo cristão, também trabalha espiritualmente com esta herança.

A Linha do Oriente, que contém a Falange de José e a Falange dos Europeus demonstra esta riqueza admirável.

A Falange dos Médicos do Astral é uma egrégora composta de centenas de trabalhadores espirituais. Na maioria das vezes, eles foram em suas últimas vidas, médicos, curandeiros, raizeiros, benzedores e rezadores. Este exército de caridade é classificado em sete agrupamentos ou Legiões (alguns as chamam de Povos).

I – LEGIÃO DOS DOUTORES OU MÉDICOS:
Composta por doutores da medicina ocidental convencional ou ho­meopatas : Dr. André Luiz, Dr. Ro dolfo de Almeida, Dr. João Correia, Dr. José Gregório Hernan déz, entre outros.

II – LEGIÃO DOS MÉDICOS ORIENTAIS:
Terapeutas orientais, especialistas em fitoterapia, acupuntura, massagem e nas principais disciplinas médicas tradicionais da Ásia: Ramatis, Mestre Agastyar, Babaji.

III – LEGIÃO DOS CURANDEIROS:
Curandeiros e Xamãs nativos das Américas, África e Oceania : caboclos e pretos velhos, feiticeiros tradicionais, alguns exus – como o Exu Curador, Seu Maramael.

IV – LEGIÃO DOS REZADORES:
Rezadores, benzedores e os praticantes da medicina religiosa ou espiritual. Aqui encontramos todo os que curavam pela imposição das mãos, fé e oração : Pai João Maria de Agostinho, Pai João de Camargo, Vó Nhá Chi ca, Mestre Philippe de Lyon, Abade Julio.

V – LEGIÃO DOS RAIZEIROS
Praticantes da medicina folclórica e mágica regional. São os mestres juremeiros brasileiros, os ervateiros ou chamarreiros das Américas e todos os especialistas na flora, fauna e minerais curativos: Dom Nicanor Ochoa, Mestre Inácio, Mestre Carlos de Oli­veira, Mestre Rei Heron.

VI – LEGIÃO DOS CABALISTAS E ALQUIMISTAS:
Espíritos dos velhos cabalistas e alquimistas, conhecedores dos segredos das plantas e cristais : Pai Isaac da Fonseca (primeiro cabalista brasileiro), Nicolau Flamel, Paracel sus, Pai Jacó.

VII – LEGIÃO DOS SANTOS CURADORES:
Santos católicos celebrados como médicos, curandeiros ou especialistas na cura de alguma doença : Santa Luzia – olhos, Santa Ágata – seios, São Lazaro – doenças de pele, São Bento – envenenamentos.


Extraído do Templo de Umbanda

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Venha estou esperando você dançar para mim está noite…..


Cigana bonita
da pele morena
com seu cabelo comprido
e sua boca vermelha
envolve com sua dança
e fascina com sua voz

Sentada à beira da fogueira
com uma taça de vinho na mão
A cigana descansa para logo dançar

Linda e faceira,rodopia sua saia
balançando seu lenço e balançando seu xale

Com muita sabedoria,ela lê sua mão
Com sinceridade diz a verdade
Bela cigana dos olhos de esmeralda

Lê sua sorte por amor e com amor
Enche de vida seu caminho
Pode abrir ou fechar
As portas do destino

Sua estrada é trilhada com fé,sabedoria
Amor e muita alegria
Cigana Esmeralda
Um ponto de luz no caminho!

Oração da Cigana Esmeralda


Espírito de luz…
Santa Sara,minha protetora,cubra-nos com seu manto
celestial.
Nós filhos do vento,das estrelas,da lua cheia e do pai sol.
Pela força da cigana Esmeralda,abençoe à todos nós que
somos filhos do mesmo Deus.
Minha cigana Esmeralda,sempre que um aflito te invocar
dê-lhe consolo,a harmonia e a energia de sua paz.
Que ao olhar a chama de uma vela,passamos sentir tua
presença.
Cigana,cubra-nos com sua saia colorida de todos os perigos e
dos invejosos…
Cigana encantada,pela sua força,abra os caminhos da prosperidade e
da fartura.
Cigana cura os males do espírito,da alma e da matéria.
Cubra-nos com sua alegria.
Que possamos sentir em cada leve brisa seu perfume de amor…
Linda Esmeralda,que nossos pedidos sejam atendidos.
Cigana Esmeralda,que nesta hora possamos sentir segurança,paz e felicidade!

Uma Visão Atual da Wicca


Vivemos numa época de constantes e rápidas mudanças.  Ao contrário dos nossos ancestrais,  que passavam suas vidas numa espécie de realidade previsível,  estamos expostos todo o tempo a influências muitas vezes originadas em pontos muito distantes,  mas que nos afetam na medida em que o mundo  se transformou numa enorme aldeia,  como já previra  MacLuhan.  
      Apesar dessas transformações e mudanças externas,  existem coisas que ainda são imutáveis,  graças aos Deuses.  O pensamento moderno,  acostumado a conviver com alterações constantes,  passou a crer que todas as coisas, tanto superficiais quanto profundas,  estão sujeitas do mesmo modo a essas mudanças. Tornou-se uma necessidade humana promover transformações.  Mas há coisas que não podem ser tocadas por nossa vontade,  e essas coisas são,  entre outras,  as Leis da Natureza que a tudo regem.  Podemos conhece-las,  mas não podemos alterar-lhes o fluxo.  Coisas como o nascimento,  a morte e o eterno ciclo das estações,  são realidades imutáveis.  Mesmo cientificamente falando,  qualquer incursão no terreno das leis físicas,  aproveita suas marés pré-existentes.  Tanto a magia quanto a moderna física,  embarcam na corrente do rio existencial para utilizar do seu poder.
      A Wica tem sido transformada nos últimos 40 anos.  Por diversos motivos, ela tem sido adulterada:  uns dizem que para melhor e outros dizem para pior.  Tais motivos são conhecidos de todos os modernos wicans,  e só para falar de alguns,  podemos enumerar o afastamento progressivo das tradições e dos ensinamentos antigos,  a auto-iniciação,  o puritanismo judaico-cristão de muitos novos convertidos,  etc.
     Meu propósito neste artigo não é o de falar sobre essas mudanças e seus motivos.  Mais importante do que tudo,  é procurarmos compreender a visão ancestral da bruxaria,  desse antigo rio que desaguou na Wica.  Se a Wica tem se tornado uma religião distorcida e superficial,  precisamos  procurar  na sua origem seus verdadeiros fundamentos.   Esses fundamentos nos reportarão a princípios primitivos,  pois a bruxaria é uma religião primitiva,  não no sentido de conhecimento menos complexo ou inferior,  mas no sentido de antigo,  primordial.  Já era praticada no período Neolítico e sua antigüidade pode ser observada em muitos de seus ritos.  Como sabemos,  a Wica é uma religião que usa a magia como meio de expressão.  A magia é empírica,  utiliza-se de uma seqüência de ações e procedimentos práticos,  sendo que no seu exercício,  o poder flui por determinados canais energéticos que precisam ser alimentados.  Infelizmente,  hoje em dia,  muitos desses ritos de grande poder foram substituídos por simulacros ou ritos simbólicos.
     Nos últimos anos,  tenho erguido uma bandeira incansável no sentido de conscientizar os neo-wicans da necessidade de conhecer os ritos antigos e de praticá-los corretamente.  Este artigo pretende mostrar a necessidade de um retorno às práticas ancestrais,   porque é através delas que o poder se manifesta.  
      Os modernos wicans,  ao negarem ou desconhecerem os antigos ritos,  abriram mão do poder.  Isso é deveras lamentável,  e tornou a Wica uma religião superficial justamente naquilo que é uma de suas bases importantes:  a magia.  O que temos assistido é a uma brincadeira colorida e festiva.  Muitos wicans só conhecem os ritos religiosos que estão descritos no Livro das Sombras,  desconhecendo completamente os fundamentos existentes além deles.
     Antes de falarmos sobre alguns desses ritos tão antigos,  precisamos perguntar a nós mesmos se estamos determinados a realiza-los ou não. Em caso negativo,  devemos procurar descobrir o que nos impede de faze-lo.  Muitos bloqueios morais estão inseridos nessa recusa,  muitas vezes inconscientemente.  Se nos propomos a seguir uma religião pagã,  necessitamos estar cientes de que seus padrões morais e éticos são totalmente diferentes daqueles das religiões ortodoxas.  A essência da Arte pode parecer nova para muitos dos recém convertidos,  que assumem uma postura de intransigência com relação à aceitação de seus princípios e valores.   Entretanto esses valores são tremendamente antigos e não existem por acaso.   Eles estão inseridos num contexto e nega-los porque nossos condicionamentos não os aceitam é abrir mão de uma gama tremenda de poder ancestral.
     Isso algumas vezes se torna bastante perigoso,  como eu mesmo tenho presenciado em diversas oportunidades.  Algumas vezes,  os poderes invocados e levantados no círculo comparecem e precisam ser alimentados com certos tipos de energia que não tem sido mais utilizados pelos modernos wicans.  Como não podemos explicar a esses poderes que agora esses ritos são feitos apenas simbolicamente,  eles não receberão as energias devidas,  mas de qualquer forma vão absorve-las de outra maneira,  porque estão lá para isso.  As conseqüências podem ser percebidas desde o surgimento de pequenos problemas de saúde até perigosos distúrbios no sistema nervoso central:  em primeira instância,  são problemas que afetam a aura do praticante,  por onde a energia vital é drenada, e que não sendo detectados,   terminam por se transformar em doenças físicas.
     Do mesmo modo,  as energias dos próprios praticantes necessitam ser repostas,  realimentadas,  o que implica num conhecimento bastante específico.  Como o próprio Dr. Gerald Gardner mencionou em seu livro Witchcraft Today,  nossos corpos  “transpiram”  o poder.  Assim,  precisamos saber perfeitamente por onde esse poder é transpirado,  o momento certo para projeta-lo e o momento certo de retê-lo.  Em contrapartida,  também precisamos conhecer as técnicas de fechamento e proteção,  pois do mesmo modo como as energias são exteriorizadas por nós,  também podem ser absorvidas.  E não é nada interessante absorver uma carga de energia negativa.
     Naturalmente que todos esses cuidados só são imprescindíveis quando os praticantes realmente lançam corretamente o círculo e sabem invocar os Guardiães.  
      Existem muitos materiais que são utilizados nos antigos ritos como canalizadores do poder.  Essas substâncias são transmissores e receptores naturais de energia  e  possuem um poder intrínseco.  Devido ao seu poder peculiar,  podem absorver,  canalizar e projetar energias.  Entre as principais,  temos:  sangues de todos os tipos  (animal, vegetal e mineral)  e  pós feitos com matéria orgânica e mineral.  A questão do sangue na Wica é muito controvertida e a maioria dos wicans afirma que ele não é usado.  No entanto,  em determinados rituais,  não existe substituto possível para ele.   Não existe nada mais forte,  mas os Mistérios do Sangue estão quase que completamente esquecidos.
     Durante muitos séculos,  os ritos sexuais desempenharam um papel preponderante na bruxaria,  uma vez que estão intimamente ligados aos poderes da vida,  da morte e do renascimento.  Qualquer rito iniciático não é válido sem a presença dos Mistérios Sexuais,  bem como dos Mistérios do Sangue.  Entretanto Grande Rito tornou-se hoje uma pálida e inexpressiva  paródia.  Pode ser muito bonito mergulhar um punhal numa taça,  mas o poder não está nessa farsa.  Qualquer wican devidamente iniciado e  que tenha realizado o Grande Rito real,  sabe que no seu arremedo simbólico não existe uma canalização de poder semelhante.  A maioria dos covens modernos deixou de praticar os ritos dos Mistérios Sexuais.
     Ninguém mais ouve falar dos ritos de confirmação da liderança sacerdotal,  realizados a cada sete anos.  Esses ritos só podem ser presenciados por iniciados de 3*.  Atualmente,  por desconhecimento talvez,  os ritos foram substituídos por um simples juramento no círculo.  Mas  o  poder  pessoal precisa ser alimentado devidamente,  o que não é mais feito.  Tal cerimônia encarrega-se de restituir as energias do Alto sacerdote ou Alta Sacerdotisa,  decorridos os sete anos.  Como no rito iniciático,  essas energias são canalizadas através de substâncias vitais para as quais não existe substituto.   
      Covens tradicionais (Gardnerianos e alguns Alexandrinos), continuam a praticar esses ritos.  Eles são transmitidos pela tradição oral,  nunca foram escritos em nenhum lugar.  Os Anciãos que ainda detém esse conhecimento preservam-no muito bem.  Um bom exemplo,  é encontrado no antigo ritual de imobilização,  também conhecido como rito de atar.  Tenho lido algumas descrições bastante superficiais dele,  omitindo partes importantes e imprescindíveis,  pois tais detalhes não devem ser publicados. Os ensinamentos dos anciãos nos dizem que somente bruxos iniciados devem realizá-lo.  O propósito desse rito é neutralizar influências negativas ou perniciosas vindas de outras pessoas.  Começa-se fazendo uma boneca que representará a pessoa,  se possível utilizando pedaços de roupa usadas por ele ou ela.  De acordo com a natureza do rito,  a boneca será feita e utilizada na fase lunar propícia.
      A primeira recomendação é que a boneca seja confeccionada com materiais naturais,  já que são melhores.  Lã,  algodão e seda são melhores do que materiais sintéticos.  A maioria dos wiccans já teve experiências com materiais sintéticos e constataram que eles não proporcionam uma ligação energética satisfatória.  Muitos fazem uma boneca de malha ou crochê,  pois enquanto ela é preparada,   visualizações e mentalizações reforçam o propósito da magia a cada ponto da costura.  Quando a boneca é confeccionada,  costuma-se incorporar qualquer objeto que pertença à pessoa que ela representa,  tais como cabelo,  pedaços de unhas,  uma fotografia do rosto para ser colocada na cabeça da boneca. Como podemos perceber,  a identificação com a boneca deve ser a nível real,  ou seja,  energético.  Seguindo os ensinamentos do velho caminho,  no mínimo um homem e uma mulher devem realizar o rito.  O segredo é encenar o chamado “nascimento”,  ou seja,  transmitir vida à imagem.  Isso pode ser feito utilizando-se substâncias como o sangue menstrual,  sêmen,  saliva,  etc.,  seguindo-se a uma dramatização do parto,  assistido pelo homem.  Quanto mais real o rito melhor,  e o ideal é que o casal possua uma forte ligação íntima,  como parceiros de coven.  Essa é a parte principal do rito,  que termina com a amarração da boneca dentro da máxima concentração e visualização.  
      Como podemos perceber,  materiais orgânicos são excelentes transmissores do poder.  Nos ritos de iniciação,  por exemplo,  são os vários tipos de sangue que possibilitam a transmissão da ancestralidade.  Esta só pode ser passada pelo sangue,  que é o veículo de transferência em todos os rituais que envolvem morte e renascimento.
     Para compreendermos a necessidade da realização dos rituais da maneira correta,  podemos fazer uma analogia interessante entre o rito real e o simbólico.  Por definição,   símbolo é um elemento ou objeto material,  que por convenção arbitrária,  representa ou designa a realidade complexa.  Quando invocamos determinados poderes no círculo,  eles desconhecem completamente nossa visão arbitrária e representativa da realidade.  Eles esperam obter o poder e as energias específicas,  necessárias para a execução do rito.  Se o rito é simbólico,  seria o mesmo que convidar você para um jantar,  servindo somente fotografias dos pratos em lugar das comidas.  Algo bastante frustrante.  Como pessoas civilizadas,  podemos até compreender e rir de tal procedimento,  mas tais poderes não tem esse senso de humor.  Em magia precisamos lidar com as energias reais,  e não com convenções.  O poder precisa fluir,  não é uma opção facultativa e dependente dos nossos caprichos.
     Outro ponto importante,  é aquele que se refere ao Chamado do Deus nos círculos de Wica.  Essa cerimônia tem sido descartada sistematicamente,  uma vez que envolve uma nítida expressão sexual.  Infelizmente não posso entrar em muitos detalhes,  mas nos covens que ainda seguem o velho caminho,  o Sacerdote ou alguém por ele escolhido,  serve de veículo para a canalização do poder do Deus em seu aspecto de Senhor da Fertilidade.  Evitar esse rito e utilizar-se de substitutos simbólicos não é recomendável,  uma vez que a essência divina do Deus de Chifres não fluirá através da pessoa escolhida.
    Na Chamada da Deusa dá-se a mesma coisa,  embora a intensidade da manifestação sexual não seja tão visível,  por motivos óbvios.  Entretanto os procedimentos iniciais necessitam ser realizados em ambos os casos,  já que é a energia sexual que canaliza o poder.   O canal de acesso do poder divino no círculo é aberto do seguinte modo:  através da ativação dos nossos centros de poder,  canalizamos energia que, junto com o estímulo sexual ativa nossas glândulas endócrinas,  gerando mais poder.  A nossa energia tende a subir pelos centros,  até o centro da cabeça,  abrindo-o.  O poder da Deusa e do Deus flui por ele,  preenchendo o corpo,  mente e espírito do sacerdote receptor.  Assim falando pode parecer simples,  mas essa prática necessita de um treinamento árduo e penoso,  a partir do 2*,  ao menos na BTW.  Qualquer bruxo da velha escola sabe que,   ao estarem preenchidos pela essência divina,  os sacerdotes exteriorizam esse poder,  e o modo mais forte é através do sêmen e das secreções vaginais.
    Outros ritos que foram marginalizados pelos modernos wicans  são aqueles centrados nos Mistérios da Transformação, cujo veículo principal é o crânio.  Poucos covens na atualidade sabem como utiliza-lo corretamente e a maioria deles nem mesmo possui um.  No entanto o crânio é importantíssimo como elemento de ligação com a nossa ancestralidade.
    Todas estas informações poderão parecer chocantes para muitos dos modernos wicans,  mas observando a situação atual da Wica,  vemos que,  embora ela seja uma das religiões que mais cresce no mundo,  tem sistematicamente perdido muitos de seus fundamentos.  Inegavelmente não se pode aprender Wica através de livros,  principalmente se os autores veiculam suas idéias próprias a respeito da religião e não possuem uma ancestralidade definida.  Infelizmente,  muitos dos modernos wicans tem seguido as versões de autores modernos,  como Starhawk e S. Cunningham,  que na verdade não podem ser observadas como padrão da realidade.   Ao mesmo tempo,  presenciamos a uma total falta de respeito com relação aos anciãos,  que passaram a ser vistos pelos novos wiccans de igual para igual.  Inegavelmente que esses anciãos são detentores de grandes conhecimentos,  que devido a essa postura,  são lamentavelmente perdidos.
    Esses poucos exemplos nos mostram o quanto é importante procurarmos estabelecer um contato mais íntimo com os conhecimentos antigos.  Embora seja corriqueiro afirmar-se atualmente que o Dr. Gerald Gardner  “criou” a Wica a partir de diversas fontes,  na verdade o conhecimento ancestral adquirido no coven de New Forest não foi negligenciado.  Todo o conhecimento dos Mistérios Sombrios wicans  foi devidamente resguardado pela tradição oral.  Cabe aos modernos seguidores da  Religião resgatá-los e preservá-los para que não sejam totalmente esquecidos.

por Mario Martinez

Falando sobre os Deuses


Se você não sente que os deuses são importantes em primeiro lugar,  então é claro que você não sente que você está negligenciando algo importante se você os deixa de lado.  Mas se alguém ler o material essencial do Livro das Sombras Gardneriano, então será óbvio que os Deuses estão do início ao fim nele. Uma das razões porque eu favoreço uma interpretação mais liberal/literal do Juramento de Segredo é precisamente esse tipo de abuso: pessoas afirmando que nós não deveríamos falar sobre os Deuses e/ou sobre a teologia do Livro das Sombras porque isso deveria ser tudo “secreto”.

Por isso a imensa desordem confusa que esse ecletismo agressivo e desenfreado tem criado na religião, onde muitos supostos “wiccanos” são tão profundamente ignorantes da teologia wicana tradicional que se sentem livres para inventar a sua própria, furtando divindades de outras religiões ou até inventando umas novas em folha,  e passando isso tudo para os outros como sendo “Wicca”.  Desse modo nós temos estórias novas informando a respeito das crenças “wiccanas” e práticas que não tem nenhuma relação de todo com a religião que nós conhecemos.

Eu tenho sentido há muito tempo que era devido precisamente à relutância dos ‘Gardnerianos’ e outros wicanos tradicionais para falar sobre a essência das nossas crenças religiosas que tem causado a degeneração teológica da “Wicca”.  Eles sentiam que podiam guardar tudo para eles mesmos, mas eles estavam errados.  A “Wicca” não-iniciatória estava surgindo para se espalhar, de um modo ou de outro;  o mínimo que esses elders Gardnerianos podiam ter feito era esclarecer que os ecléticos entrassem em contato com a teologia primeiro.

Eu apoio totalmente a liberdade da religião.  Mas eu também apoio totalmente a liberdade de pensamento e a liberdade de falar.  O que significa que eu tenho o direito de informar onde as fronteiras da Wica estão, e de apoiar minhas visões com boas razões a partir do âmago do material Gardneriano,  e de dizer que eu não considero um verdadeiro wicano alguém que não honra e/ou cultue a Deusa e o Deus de Chifres.

Eu apoio totalmente o direito de cada pessoa de manter as crenças religiosas e práticas que,  em seu próprio julgamento,  lhes servem melhor.  Mas eu também apoio o meu próprio direito de interpretar a religião Wica e o que eu penso sobre sua essência e características.  Eu me reservo o direito de expressar essas opiniões em público;  e isso implica, naturalmente, que eu tenho o direito de decidir se o que eu penso sobre as práticas religiosas de qualquer um são o que se poderia chamar de “Wicca”,  ou se eu poderia descrevê-las em outros termos.

Eu expresso minhas opiniões e eu apoio essas opiniões com o que eu acredito sejam bons argumentos.  Se alguém os achar convincentes,  ótimo;  se não, esse é um direito deles também.  Eu estou muito ciente dos modos como os Deuses se tem tornado conhecidos.  É por isso que a teologia e a devoção religiosa é o coração e a essência da Wica, na minha visão.

Pessoas (especialmente os cléricos) em qualquer religião são livres para imaginar os Deuses e expressar esses pensamentos.  Isso envolve experiência direta com os Deuses,  interpretação textual,  ‘insights’ obtidos pelo estudo comparativo da religião, etc.  Eu estou comprometida com um processo de interpretação teológica e especulação. Expresso minhas idéias em público. Essas são liberdades básicas que todos possuem.

Uma das mais recentes “inovações” ecléticas na  teologia da  “Wicca”, uma que me aborrece demais é a tendência de tentar jogar a Deusa e o Deus nos papéis impróprios de  “Mãe Terra”  e  “Pai Celeste”  -  alguma coisa emprestada  de   outras religiões pagãs como a grega e a dos nativos americanos.

O Deus de Chifres nunca foi  “pai celeste”  - certamente não para os wicanos originalmente.  Ele é o Deus da morte e renascimento dos animais, florestas, vegetação e da caça  -  todos aspectos da Terra,  não do céu.  Ele é também o Senhor do Submundo  -  dificilmente um deus do céu.  Claro,  Ele é também o sol e (para alguns de nós) trovão, etc.  Mas o sol não é o céu.  E o Antigo Cornífero não é de jeito nenhum um  “deus pai”  -  a não ser como um propagador de sementes.

Apesar de existirem seguramente alguns aspectos de  “mãe terra”  na Deusa da Wica,  Ela é fundamentalmente a Deusa Estrela,  Criadora,  Alma da Natureza,  Ela cujo corpo envolve o universo, etc.  Ela é uma deidade lunar e celestial.
Observe as pinturas da Deusa e do Deus nos livros originais dos Farrar.  Ele está coroado com cornos, vestido de folhas verdes e frutos de carvalho, etc.,  enquanto que Ela está coroada com a Lua,  rodeada de estrelas,  etc.  A iconografia típica wicana.  Ainda,  espantosamente, até mesmo os Farrar encontram-se confusos o suficiente para fornecer a inadequada e infeliz idéia de  “Mãe Terra/Deus Céu”.   Essa certamente é uma noção pagã,  mas dificilmente representativa da teologia wicana.

Mais importante, a noção de “Deusa Terra/Deus Céu”  reverte completamente as posições da Deusa e do Deus na Arte.  Na Wica,  a Deusa é primal – Ela é a Fonte,  e o Deus nasce Dela,  enquanto que a Terra é apenas uma minúscula partícula de poeira no vasto ventre do cosmos;  assim,  se Ela fosse a Terra e Ele fosse o céu,  então Ele teria que ser a grande fonte de onde Ela veio.  Nós teríamos uma Deusa da morte e renascimento ao invés de um Deus da morte e renascimento,  e nós estaríamos seguindo uma religião que decididamente não é Wica.

A outra maior “mudança” que me ofende em alguns  “wiccanos”  atualmente é a tendência entre Diânicos para ignorar e eliminar o Deus de Chifres, ou para tentar torná-Lo gentil,  não agressivo,  não masculino,  não ameaçador e politicamente correto, ao ponto de torná-Lo um eunuco.

Wica sem o Deus de Chifres não é Wica.  Isso pode ser bruxaria, isso pode ser uma religião da Deusa relacionada com a Wica,  mas a importância da religião é definida pela teologia e Wica é fundamentalmente uma religião que honra os gêneros divinos,  Deusa e Deus,  e qualquer discrepância que tentar eliminar um pólo inteiro da polaridade simplesmente não é Wica.

Eu não tenho objeções a uma religião da Deusa,  estabelecido que seus seguidores imaginem alguma coisa com esse nome,  e parem de tentar pretender que isso seja a mesma religião seguida por aqueles que ardentemente cultuam o Grande Deus de Chifres tanto quanto a Deusa.  Ah, e quanto ao método de  “amenização”  por meio do qual o Deus ainda é honrado, mas só até o ponto em que não perpetua os estereótipos de gênero ?  “Wiccanos Bambi”  é como eu os chamo.  Eles querem desonrar o Deus de Chifres.  Por que  não começar apenas como uma outra religião que já tenha um deus com um véu,  melhor do que tentar afeminar a deidade mais masculina que o mundo conheceu ?

O Deus de Chifres é  “agressivamente macho”  -  a perdição das feministas que odeiam os homens em qualquer lugar.  É toda a questão fálica tanto quanto a de ter chifres.  Veja,  chifres são basicamente armas perigosas que os machos possuem (uff !)  -  não apenas uma decoração inofensiva.  Isso pode ser facilmente verificado por qualquer um desejando entrar na floresta e observando veados adultos golpeando seus chifres sobre os machos que tem direitos sobre as fêmeas.  Eu não creio que os animais tiraram suas idéias sobre masculinidade da  “lavagem cerebral patriarcal”.

A característica essencial da teologia wicana é que nós vemos o divino como dividido em aspectos masculino e feminino, Deus e Deusa.  Wica é uma religião da Natureza, então a teologia tradicional implica que as diferenças de gênero são uma parte inata e essencial da própria Natureza, e não meramente convenções  “construídas socialmente”.   (Sim, algumas coisas do gênero são “construídas” – não existe nada na Natureza que dite que as mulheres devam usar saias e maquiagem – mas não em tudo;  também existem profundas diferenças naturais de gênero que aparecem não apenas em humanos, mas também em nossos parentes animais mais próximos.)

Tem havido algumas contribuições muito boas e inovações de alguns wicanos ecléticos – e eu espero que a Wica como uma religião viva não fique estagnada,  mas continue a crescer e evoluir.  Mas essa evolução necessita tomar uma forma consistente com a teologia essencial da Wica,  ou do contrário eles estarão se arriscando a derivar totalmente para outras espécies de animais.

Editado na lista Gardenerians_all
Traduzido Mario Martinez

NOME MÁGICO


Com certeza você já deve ter se perguntado porque os pagãos se dão nomes e, também, dão nomes para seus instrumentos. Fazemos isso, não por um simples capricho, mas porque o nome traz consigo uma vibração que ajuda o Pagão a se conectar com as energias daquele nome.

Por exemplo, se antes de se adotar um nome, fizer o estudo numerológico dele, você poderá pesquisar e adotar o nome que carrega a força de determinado número que necessita ou quer. Agora, se não quiser ter muito trabalho com cálculos, você pode adotar um nome de uma Deidade a qual você admira. Desta forma, você poderá receber algumas das características da Deidade. Escolhida, atente-se para o fato, de que, se o método da numerologia você teria o trabalho de fazer cálculos, neste último você terá que pesquisar a fundo tal Deidade para evitar excesso ou possível falta de algo. Ou ainda, adotar um simples nome que indica diretamente a característica que quer. E por último, poderá criar um nome sem se ater com os aspectos numerológicos, característicos de determinada Deidade. Neste caso, você poderá fazer, através de suas próprias atitudes com que ele se torne um nome de poder.

É importante ter em mente que além do nome escolhido trazer as características que você deseja, você e ele devem estar em harmonização perfeita. Não se batize perante os Deuses com um nome pelo simples fato de ter sido usado por um grande Deus. Sinta se ele realmente combina com você. Este nome ficará “anotado” para sempre.

Outra coisa importante, o nome é um caminho para você ficar mais íntimo com a Deusa e com o Deus. Sem dúvida, escolher o próprio nome mágico é uma tarefa difícil, porém excitante. E nunca se esqueça…as palavras trazem consigo PODER…o nome é uma palavra e portanto, você carregará este poder para sempre.

Depois de ter encontrado seu nome mágico, você deve fazer um ritual (preferencialmente escrito por você) para se apresentar perante os Deuses (Deusa e Deus). Neste ritual, você deverá queimar um bom incenso, velas claras e uma música suave ou até mesmo dançante. Celebre este ritual criado por você como se fosse uma festa, o que o é, visto que você está nascendo dentro da casa da Deusa e do Deus. A partir do momento em que você gritar para Eles e para os quatro ventos o seu nome, você nasce para uma nova vida.

Após se apresentar para a Deusa e para o Deus, dê graças a Eles e peça que eles te reconheçam pelo nome dado. Após o pedido, pare em silêncio e faça uma viagem interior. Deixe sua imaginação levar o ritual. Se quiser lhe dê um presente. Terminado seu ritual, se desejar, faça uma reunião com seus amigos para comemorar seu nascimento.

Quando nascemos é nos dado um nome. Durante nossa infância e adolescência muitas vezes somos apelidados por nossos amigos. Quando começamos a namorar ou quando casamos somos apelidados por nosso cônjuge e ainda, quando casamos muitas vezes mudamos de nome colocando ou tirando nossos sobrenomes, aí quando há um divorcio no meio do caminho, mudamos tudo novamente, voltando a acrescentar ou retirando o nome de nosso cônjuge. Quando decidimos nos tornar pagãos…mais um nome. E se não bastasse este monte de nomes que recebemos, trocamos, tiramos ou colocamos, passamos a nomear nossos instrumentos, nosso covens e por aí vai.

Algumas pessoas explicam que estes montes de nomes não são por acaso. Indicam nossa evolução durante nossa vida. Outros ainda afirmam que os nomes representam nosso desenvolvimento durante o tempo de nosso aprendizado nesta vida.

Se são verdadeiras tais afirmações, não sei, porém uma coisa é certa, se nosso nome é exaustivamente pensado para ser escolhido, torna-se uma ferramenta importante para acelerar nossa evolução espiritual e a compreensão de nós mesmos. Quando fixamos nossos pés no caminho espiritual, a partir desse momento começamos a mudar. Trilhar por este novo caminho envolve uma série enorme e transformações físicas, psíquicas e espirituais. E o nosso nome influi neste processo. É o nosso nome que, também, serve de ferramenta mágica para nos fazer viajar em nossos caminhos individuais.

Um simples nome pode ser símbolo de pura inspiração ou pode ser a causa de nossas vitórias ou fracassos. Este mesmo nome simples, pode nos associar com poderes elementares e nos presentear com muita energia em nossas vidas, mas também pode servir de chave para uma completa desolação.

Eles podem enfatizar onde nós vamos, o que somos e o que esperamos ser. Pode fazer nos sentir fracos, poderosos, sábios, inocentes ou arrogante. Não existem limites ao que um simples nome pode trazer a nossa vida.

Você pode procurar por seu nome ideal também através da projeção astral, da meditação e outros métodos. Para facilitar esse processo, o indicado é que se tranque a sete chaves em um aposento ou local tranqüilo e tenha a certeza que não será incomodado, seja por telefone, visitas inesperadas, etc. Pense: “Eu estou procurando o nome que completa, que me renove. Quero o nome que me dê sabedoria, paz…aquele que me eleve perante os Deuses. Aquele que traga a transformação que necessito (ou crie sua própria frase).

Em estado meditativo, visualize a importância de ter um nome que se enquadra dentro do que você procura. Fique aberto para ser levado para qualquer ponto do passado, para rituais, para ser surpreendido por qualquer fato. Preste atenção para escutar coisas que podem ser sussurradas para você. Não desanime se não conseguir seu nome nesta primeira tentativa. Tudo tem seu tempo certo para acontecer.

Na mesma noite em que saiu a procura de seu nome seguindo as dicas acima, preste atenção em seus sonhos. Na verdade, é bem provável que você só encontre o seu nome depois de um tempinho. Às vezes você pode pensar em um nome de repente e se identificar totalmente com ele! Varia bastante de pessoa para pessoa, mas o ideal é você estar sempre pensando nisso, se for realmente importante para você.

É necessário adotar um nome mágico?
Não, não é necssário ou obrigatório, mas muitas bruxos (e bruxos) adotam esta prática para simbolizar a mudança de suas vidas para um novo caminho.

Qual a diferença do nome mágico para o nome pagão?
O nome mágico é aquele nome que você ganha no momento da sua iniciação (ou dedicação), dado pela sacerdotisa ou pelo sacerdote do coven que você foi iniciado. Bruxos solitários escolhem seus próprios nomes.

Este nome serve para a sua comunicação com os deuses e os elementos naturais de forma geral. É a sua identidade no mundo mágico. O seu nome civil foi dado pela sua mãe quando você nasceu, e por isso ele é tão especial. Porém, o nome mágico lhe será dado para simbolizar um novo nascimento – o seu nascimento como bruxa ou bruxo.

O nome pagão é um nome que você pode escolher para você para ser usado em encontros de bruxas, listas de discussão pela internet etc. É o nome pelo qual você deseja se tornar conhecido. O nome mágico, porém, deve ser secreto aos outros; apenas você deve usá-lo para a comunicação com as divindades.

É obrigatório ter um nome pagão?
Não. Muita gente não usa, mas nós particularmente achamos interessante, pois você mostra que uma mudança ocorreu em sua vida quando você começou a estudar a bruxaria e, por isso, um novo nome (mais adequado) foi escolhido.