sexta-feira, 9 de julho de 2010

Larvas Astrais


Criaturas vampirizadoras de nossos sentimentos, desejos e pensamentos de baixíssima vibração. Alimentam-se dessas energias negativas, sugando nossas reservas. Podem ser inicialmente geradas ou atraídas por nós mesmos, através do desequilíbrio físico, espiritual e emocional ou enviadas por espíritos malignos que encontram "abertura" em nossa defesa psíquica. Quando o indivíduo encontra-se sob forte processo obsessivo, as larvas são continuamente renovadas, crescendo assustadoramente. Muitos casos em que a medicina clínica não consegue diagnosticar o quadro, encontram-se nessa categoria. A permanência dessas sibstâncias é altamente nociva ao ser, implicando em desordens físicas e espirituais que variam de intensidade e danos, dependendo das medidas terapeuticas e profiláticas adequadas.
Essas criaturas existem independentes no astral inferior como uma réplica dos parasitas encontrados na vida biológica, e como eles, são potencialmente perigosas para quem está mais vulnerável às suas investidas. Nesse caso, baixa imunidade seria de natureza moral e espiritual. Não que todos os seres vitimados por essas criaturas, sejam pervertidos e desprovidos de valores espirituais elevados, e sim que quando entramos em sintonia de baixa vibração, pela cólera, inveja, ressentimentos, desejos de vingança, pensamentos suicidas ou homicidas, sexualidade promíscua etc, abrimos a nossa guarda e deletamos a nossa imunidade, possibilitando o assédio e crescimento acelerado dessas criaturas.
Indica-se a limpeza, desinfecção e imunidade energética através de passes magnéticos, ingestão de água fluidificada, passes em Terreiros de Umbanda, utilização de florais, comoterapia, banhos de descarrego com ervas, aplicação de Reiki, terapias de orações, repetição de mantras, modificação do padrão mental negativo, através da inovação de hábitos saudáveis como yoga, meditação, caminhadas, abstinência de álcool e fumo excessivo, alimentação comedida e saudável, mudança de hábitos sexuais nocivos e degenerados entre outros.
Outros nomes atribuídos a essas criaturas: Larvas espirituais, larvas fluídicas, larvas energéticas, vibriões mentais, bacilos psíquicos, larvas psíquicas, vermes astrais.

Os 10 credos da Umbanda


1. Na existência de um Deus, único, onipotente, onisciente e onipresente, incriado, criador de todas as coisas, irrepresentável sob qualquer forma e adorado sob o nome de ZAMBI;

2. Em entidades espirituais, em plano superior de evolução, que não necessitam de novas reencarnações, responsáveis pela organização dos mundos e dos seres que neles habitam. São os Orixás, Santos, Chefes de Linhas e Falanges, executores diretos da Vontade Divina. Entre eles, Oxalá, o Cristo Planetário da Terra e, como tal, primeiro na hierarquia deste planeta;

3. Em guias espirituais e protetores, sábios, poderosos e bondosos, porém necessitados ainda de reencarnações para seu aperfeiçoamento. São mensageiros dos Orixás e Santos;

4. Em seres da natureza e suas energias cósmicas que, quando manipulados com sabedoria e bondade, sob a forma de magia, auxiliam a peregrinação do homem;

5. Na imortalidade do espírito, sobrevivendo à morte física, a caminho da evolução;

6. Na reencarnação, possibilitando o aprendizado e aprimoramento do espírito;

7. Na Lei do Carma, instituindo que cada ação gera uma reação;

8. Na necessidade do ritual como elemento mágico e disciplinador;

9. Na prática da mediunidade, sob as mais variadas modalidades, com o objetivo de caridade material e espiritual;

10. No respeito às demais religiões, porque todas constituem caminhos de progresso espiritual que conduzem a DEUS.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Eu aprendi


Eu aprendi
Que a melhor sala de aula do mundo está aos pés de uma pessoa que te entenda e que te ensine com carinho e verdadeiro amor.

Eu aprendi
Que quando você está amando dá na vista.

Eu aprendi
Que basta uma pessoa me dizer "você fez meu dia" para ele se iluminar.

Eu aprendi
Que ter uma criança adormecida em seus braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo.

Eu aprendi
Que ser gentil é mais importante do que estar certo.

Eu aprendi
Que nunca se deve negar um presente a uma criança.

Eu aprendi
Que eu sempre posso orar por alguém quando não tenho a força para ajudá-lo de alguma outra forma.

Eu aprendi
Que não importa quanta seriedade a vida exija de você, cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir junto.

Eu aprendi
Que algumas vezes tudo o que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender.

Eu aprendi
Que os passeios simples com meu pai em volta do quarteirão nas noites de verão, quando eu era criança, fizeram maravilhas para mim quando me tornei adulto.

Eu aprendi
Que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos.

Eu aprendi
Que dinheiro não compra "classe".

Eu aprendi
Que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular.

Eu aprendi
Que debaixo da "casca grossa" existe uma pessoa que deseja ser apreciada e amada.

Eu aprendi
Que Deus não fez tudo num só dia, o que me faz pensar que eu possa?

Eu aprendi
Que ignorar os fatos não os altera.

Eu aprendi
Que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas está permitindo que essa pessoa continue a magoar você.

Eu aprendi
Que o amor, e não o tempo, é que cura todas as feridas.

Eu aprendi
Que a maneira mais fácil para eu crescer como pessoa é me cercar de gente mais inteligente do que eu.

Eu aprendi
Que cada pessoa que a gente conhece deve ser saudada com um sorriso.

Eu aprendi
Que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa.

Eu aprendi
Que a vida é dura, mas eu sou mais ainda.

Eu aprendi
Que as oportunidades nunca são perdidas, alguém vai aproveitar as que você perdeu.

Eu aprendi
Que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar.

Eu aprendi
Que devemos sempre ter palavras doces e gentis pois amanhã talvez tenhamos que engoli-las.

Eu aprendi
Que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar sua aparência.

Eu aprendi
Que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito.

Eu aprendi
Que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você está escalando-a.

Eu aprendi
Que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.

ORAÇÃO PARA O POVO DO ORIENTE


Salve ó Bandeira Branca, Salve São João Batista, Salve estrela de David, e seus seis lados, Mestre Jesus, Buda, Santa. Maria Madalena, Santa Sara Kali, São Lázaro, arcanjos, serafins, querubins, anjos protetores nos auxiliem neste momento, nesta corrente de luz, rogai ao Arquiteto do universo, a Alá, em nosso favor e, levai nossos pedidos para que eles sejam aceitos.
São Miguel, São Rafael, São Gabriel, Baltazar, Melchior, Gaspar, Reis do Oriente, venham nos ajudar forças egípcias, chinesas, indianas, árabes, ciganos, beduínos, videntes, profetas, magia de ponto, de pó, astrologia, pura manifestação das almas batizadas em águas sagradas.
Salve o Povo do Oriente!
Salve os quatro cantos do mundo!
Guerreiros, reis, príncipes, Santos e Santas do bem, doutores de branco, doutores da lei, mandamentos sagrados, sangue, suor, vitória de homens coroados.
Baptista é quem nos comanda, fonte de pura energia, pirâmides preciosas, rosas brancas no deserto, luz em nossas vidas, amparo de almas, linha branca bendita.
Assim seja!!!!

ORAÇÃO PARA O POVO CIGANO


Ó meu povo cigano, te entrego a minha vida para que faça dela o melhor assim como vocês fizeram em suas vidas passadas, a grande luta para o bem , te entrego a minha vida e faça dela sempre um escudo e verdade que ninguém se aproxime de mim com intenções que nao são dignas de minha pessoa, que nenhum mal visível ou invisível possa chegar até a mim , não permita que nada nem ninguém consiga me enxergar para fazer o mal, feche meu corpo , dai-me a intuição e a sabedoria necessária porque eu possa ajudar meu povo que a minha vierem me procurar, não deixe nunca que eles voltem de onde vieram sem a sua ajuda, permita meus ciganos que todos que de mim se aproximarem com más intenções apenas faça de meu corpo um espelho para que possa refletir nesta pessoa todo mal que me deseja , e seja sempre o caminho aberto e a estrada ampla , reta e limpa de minha vida , confio em vocês. Quero paz e calma para poder trabalhar hoje. E sempre quero e me orgulho de ter vocês. Namastê. Gracias …

ORAÇÃO CIGANA PARA REALIZAÇÃO DE SEUS PROPÓSITOS


Salve a natureza! Salve o círculo mágico azul que me envolve!
Eu sou feliz e rico, eu tenho o hoje e o amanhã! Tenho o meu futuro pela frente!
A saúde tomou conta de meu corpo! Obrigado por tudo de bom que vós me destes e continuarás dando!
Porque eu posso, eu quero, eu mereço, eu vou conseguir através da lua Cigana, e dos mentores Ciganos, eu realizarei todos os meus sonhos. Por que querer é poder e eu posso!
Salve Santa Sara Kali! Que sempre ilumine o meu caminho, afastando os inimigos da minha estrada, que os olhos deles não cheguem até os meus e que seus passos não cruzem o meu caminho.
Que assim seja e assim se faça!

A Falange dos Médicos do Astral-(tambem conhecido como Trabalho do Oriente)


Vamos estudar um pouco, uma Falange bem conhecida de ntro da Umbanda, relacionada com a Linha do Oriente e normalmente colocada na sétima hierarquia da mesma: a Falange dos Médicos ou Curadores.

Comandada pelo sábio José de Arimatéia (Yosef Ha-Aramataiym em hebraico), um discípulo oculto do Mestre Jesus, ela agrupa inúmeros terapeutas do corpo e da alma.

Tradições ocultas nos contam que José, um rico membro do tribunal rabínico de Jerusalém, depois de conseguir um lugar para Jesus sersepultado, viajou para o Ocidente trazendo o Santo Graal.

Ele teria aportado nas costas britânicas com alguns discí­pulos, salvando o objeto mais precioso do Cristianismo. José de Arimatéia, ao chegar onde hoje é a Inglaterra no ano de 36 D.C., encontrou lá os poderosos sacerdotes druidas e fez uma especial troca de ensinamentos e segredos esotéricos.

Desde então, uma misteriosa escola nasceu e continuou pelos séculos. A Umbanda brasileira, legítima herdeira do esoterismo cristão, também trabalha espiritualmente com esta herança.

A Linha do Oriente, que contém a Falange de José e a Falange dos Europeus demonstra esta riqueza admirável.

A Falange dos Médicos do Astral é uma egrégora composta de centenas de trabalhadores espirituais. Na maioria das vezes, eles foram em suas últimas vidas, médicos, curandeiros, raizeiros, benzedores e rezadores. Este exército de caridade é classificado em sete agrupamentos ou Legiões (alguns as chamam de Povos).

I – LEGIÃO DOS DOUTORES OU MÉDICOS:
Composta por doutores da medicina ocidental convencional ou ho­meopatas : Dr. André Luiz, Dr. Ro dolfo de Almeida, Dr. João Correia, Dr. José Gregório Hernan déz, entre outros.

II – LEGIÃO DOS MÉDICOS ORIENTAIS:
Terapeutas orientais, especialistas em fitoterapia, acupuntura, massagem e nas principais disciplinas médicas tradicionais da Ásia: Ramatis, Mestre Agastyar, Babaji.

III – LEGIÃO DOS CURANDEIROS:
Curandeiros e Xamãs nativos das Américas, África e Oceania : caboclos e pretos velhos, feiticeiros tradicionais, alguns exus – como o Exu Curador, Seu Maramael.

IV – LEGIÃO DOS REZADORES:
Rezadores, benzedores e os praticantes da medicina religiosa ou espiritual. Aqui encontramos todo os que curavam pela imposição das mãos, fé e oração : Pai João Maria de Agostinho, Pai João de Camargo, Vó Nhá Chi ca, Mestre Philippe de Lyon, Abade Julio.

V – LEGIÃO DOS RAIZEIROS
Praticantes da medicina folclórica e mágica regional. São os mestres juremeiros brasileiros, os ervateiros ou chamarreiros das Américas e todos os especialistas na flora, fauna e minerais curativos: Dom Nicanor Ochoa, Mestre Inácio, Mestre Carlos de Oli­veira, Mestre Rei Heron.

VI – LEGIÃO DOS CABALISTAS E ALQUIMISTAS:
Espíritos dos velhos cabalistas e alquimistas, conhecedores dos segredos das plantas e cristais : Pai Isaac da Fonseca (primeiro cabalista brasileiro), Nicolau Flamel, Paracel sus, Pai Jacó.

VII – LEGIÃO DOS SANTOS CURADORES:
Santos católicos celebrados como médicos, curandeiros ou especialistas na cura de alguma doença : Santa Luzia – olhos, Santa Ágata – seios, São Lazaro – doenças de pele, São Bento – envenenamentos.


Extraído do Templo de Umbanda

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Venha estou esperando você dançar para mim está noite…..


Cigana bonita
da pele morena
com seu cabelo comprido
e sua boca vermelha
envolve com sua dança
e fascina com sua voz

Sentada à beira da fogueira
com uma taça de vinho na mão
A cigana descansa para logo dançar

Linda e faceira,rodopia sua saia
balançando seu lenço e balançando seu xale

Com muita sabedoria,ela lê sua mão
Com sinceridade diz a verdade
Bela cigana dos olhos de esmeralda

Lê sua sorte por amor e com amor
Enche de vida seu caminho
Pode abrir ou fechar
As portas do destino

Sua estrada é trilhada com fé,sabedoria
Amor e muita alegria
Cigana Esmeralda
Um ponto de luz no caminho!

Oração da Cigana Esmeralda


Espírito de luz…
Santa Sara,minha protetora,cubra-nos com seu manto
celestial.
Nós filhos do vento,das estrelas,da lua cheia e do pai sol.
Pela força da cigana Esmeralda,abençoe à todos nós que
somos filhos do mesmo Deus.
Minha cigana Esmeralda,sempre que um aflito te invocar
dê-lhe consolo,a harmonia e a energia de sua paz.
Que ao olhar a chama de uma vela,passamos sentir tua
presença.
Cigana,cubra-nos com sua saia colorida de todos os perigos e
dos invejosos…
Cigana encantada,pela sua força,abra os caminhos da prosperidade e
da fartura.
Cigana cura os males do espírito,da alma e da matéria.
Cubra-nos com sua alegria.
Que possamos sentir em cada leve brisa seu perfume de amor…
Linda Esmeralda,que nossos pedidos sejam atendidos.
Cigana Esmeralda,que nesta hora possamos sentir segurança,paz e felicidade!

Uma Visão Atual da Wicca


Vivemos numa época de constantes e rápidas mudanças.  Ao contrário dos nossos ancestrais,  que passavam suas vidas numa espécie de realidade previsível,  estamos expostos todo o tempo a influências muitas vezes originadas em pontos muito distantes,  mas que nos afetam na medida em que o mundo  se transformou numa enorme aldeia,  como já previra  MacLuhan.  
      Apesar dessas transformações e mudanças externas,  existem coisas que ainda são imutáveis,  graças aos Deuses.  O pensamento moderno,  acostumado a conviver com alterações constantes,  passou a crer que todas as coisas, tanto superficiais quanto profundas,  estão sujeitas do mesmo modo a essas mudanças. Tornou-se uma necessidade humana promover transformações.  Mas há coisas que não podem ser tocadas por nossa vontade,  e essas coisas são,  entre outras,  as Leis da Natureza que a tudo regem.  Podemos conhece-las,  mas não podemos alterar-lhes o fluxo.  Coisas como o nascimento,  a morte e o eterno ciclo das estações,  são realidades imutáveis.  Mesmo cientificamente falando,  qualquer incursão no terreno das leis físicas,  aproveita suas marés pré-existentes.  Tanto a magia quanto a moderna física,  embarcam na corrente do rio existencial para utilizar do seu poder.
      A Wica tem sido transformada nos últimos 40 anos.  Por diversos motivos, ela tem sido adulterada:  uns dizem que para melhor e outros dizem para pior.  Tais motivos são conhecidos de todos os modernos wicans,  e só para falar de alguns,  podemos enumerar o afastamento progressivo das tradições e dos ensinamentos antigos,  a auto-iniciação,  o puritanismo judaico-cristão de muitos novos convertidos,  etc.
     Meu propósito neste artigo não é o de falar sobre essas mudanças e seus motivos.  Mais importante do que tudo,  é procurarmos compreender a visão ancestral da bruxaria,  desse antigo rio que desaguou na Wica.  Se a Wica tem se tornado uma religião distorcida e superficial,  precisamos  procurar  na sua origem seus verdadeiros fundamentos.   Esses fundamentos nos reportarão a princípios primitivos,  pois a bruxaria é uma religião primitiva,  não no sentido de conhecimento menos complexo ou inferior,  mas no sentido de antigo,  primordial.  Já era praticada no período Neolítico e sua antigüidade pode ser observada em muitos de seus ritos.  Como sabemos,  a Wica é uma religião que usa a magia como meio de expressão.  A magia é empírica,  utiliza-se de uma seqüência de ações e procedimentos práticos,  sendo que no seu exercício,  o poder flui por determinados canais energéticos que precisam ser alimentados.  Infelizmente,  hoje em dia,  muitos desses ritos de grande poder foram substituídos por simulacros ou ritos simbólicos.
     Nos últimos anos,  tenho erguido uma bandeira incansável no sentido de conscientizar os neo-wicans da necessidade de conhecer os ritos antigos e de praticá-los corretamente.  Este artigo pretende mostrar a necessidade de um retorno às práticas ancestrais,   porque é através delas que o poder se manifesta.  
      Os modernos wicans,  ao negarem ou desconhecerem os antigos ritos,  abriram mão do poder.  Isso é deveras lamentável,  e tornou a Wica uma religião superficial justamente naquilo que é uma de suas bases importantes:  a magia.  O que temos assistido é a uma brincadeira colorida e festiva.  Muitos wicans só conhecem os ritos religiosos que estão descritos no Livro das Sombras,  desconhecendo completamente os fundamentos existentes além deles.
     Antes de falarmos sobre alguns desses ritos tão antigos,  precisamos perguntar a nós mesmos se estamos determinados a realiza-los ou não. Em caso negativo,  devemos procurar descobrir o que nos impede de faze-lo.  Muitos bloqueios morais estão inseridos nessa recusa,  muitas vezes inconscientemente.  Se nos propomos a seguir uma religião pagã,  necessitamos estar cientes de que seus padrões morais e éticos são totalmente diferentes daqueles das religiões ortodoxas.  A essência da Arte pode parecer nova para muitos dos recém convertidos,  que assumem uma postura de intransigência com relação à aceitação de seus princípios e valores.   Entretanto esses valores são tremendamente antigos e não existem por acaso.   Eles estão inseridos num contexto e nega-los porque nossos condicionamentos não os aceitam é abrir mão de uma gama tremenda de poder ancestral.
     Isso algumas vezes se torna bastante perigoso,  como eu mesmo tenho presenciado em diversas oportunidades.  Algumas vezes,  os poderes invocados e levantados no círculo comparecem e precisam ser alimentados com certos tipos de energia que não tem sido mais utilizados pelos modernos wicans.  Como não podemos explicar a esses poderes que agora esses ritos são feitos apenas simbolicamente,  eles não receberão as energias devidas,  mas de qualquer forma vão absorve-las de outra maneira,  porque estão lá para isso.  As conseqüências podem ser percebidas desde o surgimento de pequenos problemas de saúde até perigosos distúrbios no sistema nervoso central:  em primeira instância,  são problemas que afetam a aura do praticante,  por onde a energia vital é drenada, e que não sendo detectados,   terminam por se transformar em doenças físicas.
     Do mesmo modo,  as energias dos próprios praticantes necessitam ser repostas,  realimentadas,  o que implica num conhecimento bastante específico.  Como o próprio Dr. Gerald Gardner mencionou em seu livro Witchcraft Today,  nossos corpos  “transpiram”  o poder.  Assim,  precisamos saber perfeitamente por onde esse poder é transpirado,  o momento certo para projeta-lo e o momento certo de retê-lo.  Em contrapartida,  também precisamos conhecer as técnicas de fechamento e proteção,  pois do mesmo modo como as energias são exteriorizadas por nós,  também podem ser absorvidas.  E não é nada interessante absorver uma carga de energia negativa.
     Naturalmente que todos esses cuidados só são imprescindíveis quando os praticantes realmente lançam corretamente o círculo e sabem invocar os Guardiães.  
      Existem muitos materiais que são utilizados nos antigos ritos como canalizadores do poder.  Essas substâncias são transmissores e receptores naturais de energia  e  possuem um poder intrínseco.  Devido ao seu poder peculiar,  podem absorver,  canalizar e projetar energias.  Entre as principais,  temos:  sangues de todos os tipos  (animal, vegetal e mineral)  e  pós feitos com matéria orgânica e mineral.  A questão do sangue na Wica é muito controvertida e a maioria dos wicans afirma que ele não é usado.  No entanto,  em determinados rituais,  não existe substituto possível para ele.   Não existe nada mais forte,  mas os Mistérios do Sangue estão quase que completamente esquecidos.
     Durante muitos séculos,  os ritos sexuais desempenharam um papel preponderante na bruxaria,  uma vez que estão intimamente ligados aos poderes da vida,  da morte e do renascimento.  Qualquer rito iniciático não é válido sem a presença dos Mistérios Sexuais,  bem como dos Mistérios do Sangue.  Entretanto Grande Rito tornou-se hoje uma pálida e inexpressiva  paródia.  Pode ser muito bonito mergulhar um punhal numa taça,  mas o poder não está nessa farsa.  Qualquer wican devidamente iniciado e  que tenha realizado o Grande Rito real,  sabe que no seu arremedo simbólico não existe uma canalização de poder semelhante.  A maioria dos covens modernos deixou de praticar os ritos dos Mistérios Sexuais.
     Ninguém mais ouve falar dos ritos de confirmação da liderança sacerdotal,  realizados a cada sete anos.  Esses ritos só podem ser presenciados por iniciados de 3*.  Atualmente,  por desconhecimento talvez,  os ritos foram substituídos por um simples juramento no círculo.  Mas  o  poder  pessoal precisa ser alimentado devidamente,  o que não é mais feito.  Tal cerimônia encarrega-se de restituir as energias do Alto sacerdote ou Alta Sacerdotisa,  decorridos os sete anos.  Como no rito iniciático,  essas energias são canalizadas através de substâncias vitais para as quais não existe substituto.   
      Covens tradicionais (Gardnerianos e alguns Alexandrinos), continuam a praticar esses ritos.  Eles são transmitidos pela tradição oral,  nunca foram escritos em nenhum lugar.  Os Anciãos que ainda detém esse conhecimento preservam-no muito bem.  Um bom exemplo,  é encontrado no antigo ritual de imobilização,  também conhecido como rito de atar.  Tenho lido algumas descrições bastante superficiais dele,  omitindo partes importantes e imprescindíveis,  pois tais detalhes não devem ser publicados. Os ensinamentos dos anciãos nos dizem que somente bruxos iniciados devem realizá-lo.  O propósito desse rito é neutralizar influências negativas ou perniciosas vindas de outras pessoas.  Começa-se fazendo uma boneca que representará a pessoa,  se possível utilizando pedaços de roupa usadas por ele ou ela.  De acordo com a natureza do rito,  a boneca será feita e utilizada na fase lunar propícia.
      A primeira recomendação é que a boneca seja confeccionada com materiais naturais,  já que são melhores.  Lã,  algodão e seda são melhores do que materiais sintéticos.  A maioria dos wiccans já teve experiências com materiais sintéticos e constataram que eles não proporcionam uma ligação energética satisfatória.  Muitos fazem uma boneca de malha ou crochê,  pois enquanto ela é preparada,   visualizações e mentalizações reforçam o propósito da magia a cada ponto da costura.  Quando a boneca é confeccionada,  costuma-se incorporar qualquer objeto que pertença à pessoa que ela representa,  tais como cabelo,  pedaços de unhas,  uma fotografia do rosto para ser colocada na cabeça da boneca. Como podemos perceber,  a identificação com a boneca deve ser a nível real,  ou seja,  energético.  Seguindo os ensinamentos do velho caminho,  no mínimo um homem e uma mulher devem realizar o rito.  O segredo é encenar o chamado “nascimento”,  ou seja,  transmitir vida à imagem.  Isso pode ser feito utilizando-se substâncias como o sangue menstrual,  sêmen,  saliva,  etc.,  seguindo-se a uma dramatização do parto,  assistido pelo homem.  Quanto mais real o rito melhor,  e o ideal é que o casal possua uma forte ligação íntima,  como parceiros de coven.  Essa é a parte principal do rito,  que termina com a amarração da boneca dentro da máxima concentração e visualização.  
      Como podemos perceber,  materiais orgânicos são excelentes transmissores do poder.  Nos ritos de iniciação,  por exemplo,  são os vários tipos de sangue que possibilitam a transmissão da ancestralidade.  Esta só pode ser passada pelo sangue,  que é o veículo de transferência em todos os rituais que envolvem morte e renascimento.
     Para compreendermos a necessidade da realização dos rituais da maneira correta,  podemos fazer uma analogia interessante entre o rito real e o simbólico.  Por definição,   símbolo é um elemento ou objeto material,  que por convenção arbitrária,  representa ou designa a realidade complexa.  Quando invocamos determinados poderes no círculo,  eles desconhecem completamente nossa visão arbitrária e representativa da realidade.  Eles esperam obter o poder e as energias específicas,  necessárias para a execução do rito.  Se o rito é simbólico,  seria o mesmo que convidar você para um jantar,  servindo somente fotografias dos pratos em lugar das comidas.  Algo bastante frustrante.  Como pessoas civilizadas,  podemos até compreender e rir de tal procedimento,  mas tais poderes não tem esse senso de humor.  Em magia precisamos lidar com as energias reais,  e não com convenções.  O poder precisa fluir,  não é uma opção facultativa e dependente dos nossos caprichos.
     Outro ponto importante,  é aquele que se refere ao Chamado do Deus nos círculos de Wica.  Essa cerimônia tem sido descartada sistematicamente,  uma vez que envolve uma nítida expressão sexual.  Infelizmente não posso entrar em muitos detalhes,  mas nos covens que ainda seguem o velho caminho,  o Sacerdote ou alguém por ele escolhido,  serve de veículo para a canalização do poder do Deus em seu aspecto de Senhor da Fertilidade.  Evitar esse rito e utilizar-se de substitutos simbólicos não é recomendável,  uma vez que a essência divina do Deus de Chifres não fluirá através da pessoa escolhida.
    Na Chamada da Deusa dá-se a mesma coisa,  embora a intensidade da manifestação sexual não seja tão visível,  por motivos óbvios.  Entretanto os procedimentos iniciais necessitam ser realizados em ambos os casos,  já que é a energia sexual que canaliza o poder.   O canal de acesso do poder divino no círculo é aberto do seguinte modo:  através da ativação dos nossos centros de poder,  canalizamos energia que, junto com o estímulo sexual ativa nossas glândulas endócrinas,  gerando mais poder.  A nossa energia tende a subir pelos centros,  até o centro da cabeça,  abrindo-o.  O poder da Deusa e do Deus flui por ele,  preenchendo o corpo,  mente e espírito do sacerdote receptor.  Assim falando pode parecer simples,  mas essa prática necessita de um treinamento árduo e penoso,  a partir do 2*,  ao menos na BTW.  Qualquer bruxo da velha escola sabe que,   ao estarem preenchidos pela essência divina,  os sacerdotes exteriorizam esse poder,  e o modo mais forte é através do sêmen e das secreções vaginais.
    Outros ritos que foram marginalizados pelos modernos wicans  são aqueles centrados nos Mistérios da Transformação, cujo veículo principal é o crânio.  Poucos covens na atualidade sabem como utiliza-lo corretamente e a maioria deles nem mesmo possui um.  No entanto o crânio é importantíssimo como elemento de ligação com a nossa ancestralidade.
    Todas estas informações poderão parecer chocantes para muitos dos modernos wicans,  mas observando a situação atual da Wica,  vemos que,  embora ela seja uma das religiões que mais cresce no mundo,  tem sistematicamente perdido muitos de seus fundamentos.  Inegavelmente não se pode aprender Wica através de livros,  principalmente se os autores veiculam suas idéias próprias a respeito da religião e não possuem uma ancestralidade definida.  Infelizmente,  muitos dos modernos wicans tem seguido as versões de autores modernos,  como Starhawk e S. Cunningham,  que na verdade não podem ser observadas como padrão da realidade.   Ao mesmo tempo,  presenciamos a uma total falta de respeito com relação aos anciãos,  que passaram a ser vistos pelos novos wiccans de igual para igual.  Inegavelmente que esses anciãos são detentores de grandes conhecimentos,  que devido a essa postura,  são lamentavelmente perdidos.
    Esses poucos exemplos nos mostram o quanto é importante procurarmos estabelecer um contato mais íntimo com os conhecimentos antigos.  Embora seja corriqueiro afirmar-se atualmente que o Dr. Gerald Gardner  “criou” a Wica a partir de diversas fontes,  na verdade o conhecimento ancestral adquirido no coven de New Forest não foi negligenciado.  Todo o conhecimento dos Mistérios Sombrios wicans  foi devidamente resguardado pela tradição oral.  Cabe aos modernos seguidores da  Religião resgatá-los e preservá-los para que não sejam totalmente esquecidos.

por Mario Martinez

Falando sobre os Deuses


Se você não sente que os deuses são importantes em primeiro lugar,  então é claro que você não sente que você está negligenciando algo importante se você os deixa de lado.  Mas se alguém ler o material essencial do Livro das Sombras Gardneriano, então será óbvio que os Deuses estão do início ao fim nele. Uma das razões porque eu favoreço uma interpretação mais liberal/literal do Juramento de Segredo é precisamente esse tipo de abuso: pessoas afirmando que nós não deveríamos falar sobre os Deuses e/ou sobre a teologia do Livro das Sombras porque isso deveria ser tudo “secreto”.

Por isso a imensa desordem confusa que esse ecletismo agressivo e desenfreado tem criado na religião, onde muitos supostos “wiccanos” são tão profundamente ignorantes da teologia wicana tradicional que se sentem livres para inventar a sua própria, furtando divindades de outras religiões ou até inventando umas novas em folha,  e passando isso tudo para os outros como sendo “Wicca”.  Desse modo nós temos estórias novas informando a respeito das crenças “wiccanas” e práticas que não tem nenhuma relação de todo com a religião que nós conhecemos.

Eu tenho sentido há muito tempo que era devido precisamente à relutância dos ‘Gardnerianos’ e outros wicanos tradicionais para falar sobre a essência das nossas crenças religiosas que tem causado a degeneração teológica da “Wicca”.  Eles sentiam que podiam guardar tudo para eles mesmos, mas eles estavam errados.  A “Wicca” não-iniciatória estava surgindo para se espalhar, de um modo ou de outro;  o mínimo que esses elders Gardnerianos podiam ter feito era esclarecer que os ecléticos entrassem em contato com a teologia primeiro.

Eu apoio totalmente a liberdade da religião.  Mas eu também apoio totalmente a liberdade de pensamento e a liberdade de falar.  O que significa que eu tenho o direito de informar onde as fronteiras da Wica estão, e de apoiar minhas visões com boas razões a partir do âmago do material Gardneriano,  e de dizer que eu não considero um verdadeiro wicano alguém que não honra e/ou cultue a Deusa e o Deus de Chifres.

Eu apoio totalmente o direito de cada pessoa de manter as crenças religiosas e práticas que,  em seu próprio julgamento,  lhes servem melhor.  Mas eu também apoio o meu próprio direito de interpretar a religião Wica e o que eu penso sobre sua essência e características.  Eu me reservo o direito de expressar essas opiniões em público;  e isso implica, naturalmente, que eu tenho o direito de decidir se o que eu penso sobre as práticas religiosas de qualquer um são o que se poderia chamar de “Wicca”,  ou se eu poderia descrevê-las em outros termos.

Eu expresso minhas opiniões e eu apoio essas opiniões com o que eu acredito sejam bons argumentos.  Se alguém os achar convincentes,  ótimo;  se não, esse é um direito deles também.  Eu estou muito ciente dos modos como os Deuses se tem tornado conhecidos.  É por isso que a teologia e a devoção religiosa é o coração e a essência da Wica, na minha visão.

Pessoas (especialmente os cléricos) em qualquer religião são livres para imaginar os Deuses e expressar esses pensamentos.  Isso envolve experiência direta com os Deuses,  interpretação textual,  ‘insights’ obtidos pelo estudo comparativo da religião, etc.  Eu estou comprometida com um processo de interpretação teológica e especulação. Expresso minhas idéias em público. Essas são liberdades básicas que todos possuem.

Uma das mais recentes “inovações” ecléticas na  teologia da  “Wicca”, uma que me aborrece demais é a tendência de tentar jogar a Deusa e o Deus nos papéis impróprios de  “Mãe Terra”  e  “Pai Celeste”  -  alguma coisa emprestada  de   outras religiões pagãs como a grega e a dos nativos americanos.

O Deus de Chifres nunca foi  “pai celeste”  - certamente não para os wicanos originalmente.  Ele é o Deus da morte e renascimento dos animais, florestas, vegetação e da caça  -  todos aspectos da Terra,  não do céu.  Ele é também o Senhor do Submundo  -  dificilmente um deus do céu.  Claro,  Ele é também o sol e (para alguns de nós) trovão, etc.  Mas o sol não é o céu.  E o Antigo Cornífero não é de jeito nenhum um  “deus pai”  -  a não ser como um propagador de sementes.

Apesar de existirem seguramente alguns aspectos de  “mãe terra”  na Deusa da Wica,  Ela é fundamentalmente a Deusa Estrela,  Criadora,  Alma da Natureza,  Ela cujo corpo envolve o universo, etc.  Ela é uma deidade lunar e celestial.
Observe as pinturas da Deusa e do Deus nos livros originais dos Farrar.  Ele está coroado com cornos, vestido de folhas verdes e frutos de carvalho, etc.,  enquanto que Ela está coroada com a Lua,  rodeada de estrelas,  etc.  A iconografia típica wicana.  Ainda,  espantosamente, até mesmo os Farrar encontram-se confusos o suficiente para fornecer a inadequada e infeliz idéia de  “Mãe Terra/Deus Céu”.   Essa certamente é uma noção pagã,  mas dificilmente representativa da teologia wicana.

Mais importante, a noção de “Deusa Terra/Deus Céu”  reverte completamente as posições da Deusa e do Deus na Arte.  Na Wica,  a Deusa é primal – Ela é a Fonte,  e o Deus nasce Dela,  enquanto que a Terra é apenas uma minúscula partícula de poeira no vasto ventre do cosmos;  assim,  se Ela fosse a Terra e Ele fosse o céu,  então Ele teria que ser a grande fonte de onde Ela veio.  Nós teríamos uma Deusa da morte e renascimento ao invés de um Deus da morte e renascimento,  e nós estaríamos seguindo uma religião que decididamente não é Wica.

A outra maior “mudança” que me ofende em alguns  “wiccanos”  atualmente é a tendência entre Diânicos para ignorar e eliminar o Deus de Chifres, ou para tentar torná-Lo gentil,  não agressivo,  não masculino,  não ameaçador e politicamente correto, ao ponto de torná-Lo um eunuco.

Wica sem o Deus de Chifres não é Wica.  Isso pode ser bruxaria, isso pode ser uma religião da Deusa relacionada com a Wica,  mas a importância da religião é definida pela teologia e Wica é fundamentalmente uma religião que honra os gêneros divinos,  Deusa e Deus,  e qualquer discrepância que tentar eliminar um pólo inteiro da polaridade simplesmente não é Wica.

Eu não tenho objeções a uma religião da Deusa,  estabelecido que seus seguidores imaginem alguma coisa com esse nome,  e parem de tentar pretender que isso seja a mesma religião seguida por aqueles que ardentemente cultuam o Grande Deus de Chifres tanto quanto a Deusa.  Ah, e quanto ao método de  “amenização”  por meio do qual o Deus ainda é honrado, mas só até o ponto em que não perpetua os estereótipos de gênero ?  “Wiccanos Bambi”  é como eu os chamo.  Eles querem desonrar o Deus de Chifres.  Por que  não começar apenas como uma outra religião que já tenha um deus com um véu,  melhor do que tentar afeminar a deidade mais masculina que o mundo conheceu ?

O Deus de Chifres é  “agressivamente macho”  -  a perdição das feministas que odeiam os homens em qualquer lugar.  É toda a questão fálica tanto quanto a de ter chifres.  Veja,  chifres são basicamente armas perigosas que os machos possuem (uff !)  -  não apenas uma decoração inofensiva.  Isso pode ser facilmente verificado por qualquer um desejando entrar na floresta e observando veados adultos golpeando seus chifres sobre os machos que tem direitos sobre as fêmeas.  Eu não creio que os animais tiraram suas idéias sobre masculinidade da  “lavagem cerebral patriarcal”.

A característica essencial da teologia wicana é que nós vemos o divino como dividido em aspectos masculino e feminino, Deus e Deusa.  Wica é uma religião da Natureza, então a teologia tradicional implica que as diferenças de gênero são uma parte inata e essencial da própria Natureza, e não meramente convenções  “construídas socialmente”.   (Sim, algumas coisas do gênero são “construídas” – não existe nada na Natureza que dite que as mulheres devam usar saias e maquiagem – mas não em tudo;  também existem profundas diferenças naturais de gênero que aparecem não apenas em humanos, mas também em nossos parentes animais mais próximos.)

Tem havido algumas contribuições muito boas e inovações de alguns wicanos ecléticos – e eu espero que a Wica como uma religião viva não fique estagnada,  mas continue a crescer e evoluir.  Mas essa evolução necessita tomar uma forma consistente com a teologia essencial da Wica,  ou do contrário eles estarão se arriscando a derivar totalmente para outras espécies de animais.

Editado na lista Gardenerians_all
Traduzido Mario Martinez

NOME MÁGICO


Com certeza você já deve ter se perguntado porque os pagãos se dão nomes e, também, dão nomes para seus instrumentos. Fazemos isso, não por um simples capricho, mas porque o nome traz consigo uma vibração que ajuda o Pagão a se conectar com as energias daquele nome.

Por exemplo, se antes de se adotar um nome, fizer o estudo numerológico dele, você poderá pesquisar e adotar o nome que carrega a força de determinado número que necessita ou quer. Agora, se não quiser ter muito trabalho com cálculos, você pode adotar um nome de uma Deidade a qual você admira. Desta forma, você poderá receber algumas das características da Deidade. Escolhida, atente-se para o fato, de que, se o método da numerologia você teria o trabalho de fazer cálculos, neste último você terá que pesquisar a fundo tal Deidade para evitar excesso ou possível falta de algo. Ou ainda, adotar um simples nome que indica diretamente a característica que quer. E por último, poderá criar um nome sem se ater com os aspectos numerológicos, característicos de determinada Deidade. Neste caso, você poderá fazer, através de suas próprias atitudes com que ele se torne um nome de poder.

É importante ter em mente que além do nome escolhido trazer as características que você deseja, você e ele devem estar em harmonização perfeita. Não se batize perante os Deuses com um nome pelo simples fato de ter sido usado por um grande Deus. Sinta se ele realmente combina com você. Este nome ficará “anotado” para sempre.

Outra coisa importante, o nome é um caminho para você ficar mais íntimo com a Deusa e com o Deus. Sem dúvida, escolher o próprio nome mágico é uma tarefa difícil, porém excitante. E nunca se esqueça…as palavras trazem consigo PODER…o nome é uma palavra e portanto, você carregará este poder para sempre.

Depois de ter encontrado seu nome mágico, você deve fazer um ritual (preferencialmente escrito por você) para se apresentar perante os Deuses (Deusa e Deus). Neste ritual, você deverá queimar um bom incenso, velas claras e uma música suave ou até mesmo dançante. Celebre este ritual criado por você como se fosse uma festa, o que o é, visto que você está nascendo dentro da casa da Deusa e do Deus. A partir do momento em que você gritar para Eles e para os quatro ventos o seu nome, você nasce para uma nova vida.

Após se apresentar para a Deusa e para o Deus, dê graças a Eles e peça que eles te reconheçam pelo nome dado. Após o pedido, pare em silêncio e faça uma viagem interior. Deixe sua imaginação levar o ritual. Se quiser lhe dê um presente. Terminado seu ritual, se desejar, faça uma reunião com seus amigos para comemorar seu nascimento.

Quando nascemos é nos dado um nome. Durante nossa infância e adolescência muitas vezes somos apelidados por nossos amigos. Quando começamos a namorar ou quando casamos somos apelidados por nosso cônjuge e ainda, quando casamos muitas vezes mudamos de nome colocando ou tirando nossos sobrenomes, aí quando há um divorcio no meio do caminho, mudamos tudo novamente, voltando a acrescentar ou retirando o nome de nosso cônjuge. Quando decidimos nos tornar pagãos…mais um nome. E se não bastasse este monte de nomes que recebemos, trocamos, tiramos ou colocamos, passamos a nomear nossos instrumentos, nosso covens e por aí vai.

Algumas pessoas explicam que estes montes de nomes não são por acaso. Indicam nossa evolução durante nossa vida. Outros ainda afirmam que os nomes representam nosso desenvolvimento durante o tempo de nosso aprendizado nesta vida.

Se são verdadeiras tais afirmações, não sei, porém uma coisa é certa, se nosso nome é exaustivamente pensado para ser escolhido, torna-se uma ferramenta importante para acelerar nossa evolução espiritual e a compreensão de nós mesmos. Quando fixamos nossos pés no caminho espiritual, a partir desse momento começamos a mudar. Trilhar por este novo caminho envolve uma série enorme e transformações físicas, psíquicas e espirituais. E o nosso nome influi neste processo. É o nosso nome que, também, serve de ferramenta mágica para nos fazer viajar em nossos caminhos individuais.

Um simples nome pode ser símbolo de pura inspiração ou pode ser a causa de nossas vitórias ou fracassos. Este mesmo nome simples, pode nos associar com poderes elementares e nos presentear com muita energia em nossas vidas, mas também pode servir de chave para uma completa desolação.

Eles podem enfatizar onde nós vamos, o que somos e o que esperamos ser. Pode fazer nos sentir fracos, poderosos, sábios, inocentes ou arrogante. Não existem limites ao que um simples nome pode trazer a nossa vida.

Você pode procurar por seu nome ideal também através da projeção astral, da meditação e outros métodos. Para facilitar esse processo, o indicado é que se tranque a sete chaves em um aposento ou local tranqüilo e tenha a certeza que não será incomodado, seja por telefone, visitas inesperadas, etc. Pense: “Eu estou procurando o nome que completa, que me renove. Quero o nome que me dê sabedoria, paz…aquele que me eleve perante os Deuses. Aquele que traga a transformação que necessito (ou crie sua própria frase).

Em estado meditativo, visualize a importância de ter um nome que se enquadra dentro do que você procura. Fique aberto para ser levado para qualquer ponto do passado, para rituais, para ser surpreendido por qualquer fato. Preste atenção para escutar coisas que podem ser sussurradas para você. Não desanime se não conseguir seu nome nesta primeira tentativa. Tudo tem seu tempo certo para acontecer.

Na mesma noite em que saiu a procura de seu nome seguindo as dicas acima, preste atenção em seus sonhos. Na verdade, é bem provável que você só encontre o seu nome depois de um tempinho. Às vezes você pode pensar em um nome de repente e se identificar totalmente com ele! Varia bastante de pessoa para pessoa, mas o ideal é você estar sempre pensando nisso, se for realmente importante para você.

É necessário adotar um nome mágico?
Não, não é necssário ou obrigatório, mas muitas bruxos (e bruxos) adotam esta prática para simbolizar a mudança de suas vidas para um novo caminho.

Qual a diferença do nome mágico para o nome pagão?
O nome mágico é aquele nome que você ganha no momento da sua iniciação (ou dedicação), dado pela sacerdotisa ou pelo sacerdote do coven que você foi iniciado. Bruxos solitários escolhem seus próprios nomes.

Este nome serve para a sua comunicação com os deuses e os elementos naturais de forma geral. É a sua identidade no mundo mágico. O seu nome civil foi dado pela sua mãe quando você nasceu, e por isso ele é tão especial. Porém, o nome mágico lhe será dado para simbolizar um novo nascimento – o seu nascimento como bruxa ou bruxo.

O nome pagão é um nome que você pode escolher para você para ser usado em encontros de bruxas, listas de discussão pela internet etc. É o nome pelo qual você deseja se tornar conhecido. O nome mágico, porém, deve ser secreto aos outros; apenas você deve usá-lo para a comunicação com as divindades.

É obrigatório ter um nome pagão?
Não. Muita gente não usa, mas nós particularmente achamos interessante, pois você mostra que uma mudança ocorreu em sua vida quando você começou a estudar a bruxaria e, por isso, um novo nome (mais adequado) foi escolhido.

sábado, 3 de julho de 2010

CIGANOS – BAILAM NO VENTO, CANTAM PARA AS ESTRELAS


Ciganos caminham sobre seus passos, guiados pela liberdade, desde sua mais tenra idade, orientados pelas lembranças ancestrais que os fazem amar o espaço, a luz, e o calor das fogueiras. Mesmo o cigano moderno tem em seu coração o apelo por reunir-se à noite para compartilhar as ações do dia, os acontecimentos, a resolução dos problemas, ouvir a sabedoria dos mais velhos.

O matriarcado cigano é forte, embora seja a figura masculina que mais se destaca. É através de seus paramentos que se identifica a hierarquia de um cigano dentro de sua tribo. As tribos ciganas nem sempre se confraternizam entre si, e mesmo podem ocorrer muitas rivalidades. Os Rom são os que têm se destacado entre a sociedade ocidental, com mais êxito.

As danças ciganas são evocações das forças místicas. Lembram a fluidez dos ventos, a sinuosidade das águas, o oscilar das chamas. Tem seu ritmo regido pelo vigor de pandeiros, palmas e batidas do pé, numa vibração única que os religam às raízes, à luz da Lua, imantando-os como numa unidade onde perpassa a energia.

Os ciganos encarnados hoje em dia lutam com dificuldades acerbas, que lhes dificultam exercer com plenitude seu modo de ser. São tolhidos pela falta de bens materiais e muitas vezes discriminados de modo que não conseguem bons empregos. Os ciganos que se destacam e se tornam ricos, em geral não divulgam suas origens, são discretos, mas de modo algum renegam sua raça, apenas a história de perseguições lhes ensinou a serem prudentes.

Já a falange dos Ciganos no astral, cresce dia a dia, pois cada vez mais antigos ciganos estão percebendo que o planeta necessita de sua sabedoria, do amor que lhes move sobre a natureza, sobre manter o equilíbrio entre os elementos água, fogo e ar , e o que era arte circense quando no corpo físico, utilizada em espetáculos, é plenamente usada com maestria, e permite que os ciganos se unam no astral , aos Povos do Oriente, cuja sabedoria acumulada em milênios é utilizada pelo bem e proteção da Humanidade, que neste momento passa por grandes dificuldades, pelo assédio de miasmas doentios, que lhes sugam as forças, lhes embrutecem o espírito, e é necessário muito auxílio para que toda a população terrena não caia em derrocada, assediada por personalidades perversas que ultrapassam seus próprios limites de maldade.

Mas é sabido que quando chega a meia-noite, só pode amanhecer, e é nisso que os ciganos acreditam também, desde seus primeiros passos, e aí está o segredo de seu sorriso fácil, seu porte altaneiro e seguro, é a certeza que a vida é única , embora infinita, e que por pior que sejam as dificuldades, as luzes da alvorada destroem todos os sonhos maus, os empurrando para longínquos lugares, fora do alcance de seu mal.

Os ciganos acreditam no perigo, sabem que a bondade absoluta desprendida é raro tesouro, por isso, aqueles que adquirem o conhecimento e o poder de auxílio, obtém uma espécie de graduação que se localiza paralelamente às religiões, eles vibram no Espiritismo e na Umbanda, também influenciam os espiritualistas sinceros, mas estão em vibração no seu diapasão próprio, pois eles não querem se prender a outros dogmas, eles são fiéis, até à eternidade, às suas próprias interpretações de andar entre as estrelas, o que é sua própria natureza.

Na Umbanda, diz-se que há não ciganos que agregaram a essa falange, mas na verdade são espíritos ciganos que em algum momento escolheram outros aprendizados e num outro momento voltam às fileiras de trabalho dos ciganos.

Quem anda por esse mundo ainda em envoltório físico, e conhece, aceita e absorve a vibração do Povo cigano, que o protege, tem de ter a mente aberta e o espírito corajoso, desapegado e saber se energizar plenamente, para conseguir receber os conhecimentos mágicos que eles costuma fornecer. A simplicidade é uma das qualidades mais difíceis para o homem adquirir, assim como o amor de ordem cósmica, que os ciganos são exímios mestres, e é a mais poderosa das magias. O amor cura, supera erros, cicatriza feridas da alma, perdoa o pior erro, ensina, dulcifica, equilibra.

O cigano no mundo espiritual que está ao nosso lado, por escolha, na luta do resgate da nossa Terra, nos traz o brilho das estrelas em seu sorriso, a jovialidade das ações, como faz com sua dança, e a capacidade da sensibilidade expandida, que guia nossos passos pelos caminhos corretos. Nem sempre caminhos seguros, mas sempre serão aqueles caminhos que terão as paisagens mais belas, as lições mais ricas, e com certeza, as noites de luar sempre evocarão as danças em torno das fogueiras de nossas mentes, onde podemos então compartilhar com os antigos, as histórias, os sentimentos corretos que apertam os laços familiares, a fidelidade aos compromissos, a objetividade na resolução dos problemas, mantendo pelos evos, os laços da alma, que se tornam então, indestrutíveis, eternos.

Alex de Oxóssi
do blog Povo de Aruanda

sexta-feira, 2 de julho de 2010

PEDRA BRUTA


Nascemos PEDRA BRUTA, embora já cheguemos
a esse mundo carregando toda uma BAGAGEM de
CARACTERÍSTICAS que nos fazem ÚNICOS, sendo assim,
as DIFICULDADES nos lapidam por vezes, tanto e
tanto que NÃO COMPREENDEMOS as vezes o PORQUE
de tanto SOFRIMENTO, mas ele é a CONDIÇÃO para nosso
APERFEIÇOAMENTO.

POR EXEMPLO: As flores são podadas a cada ano,
certo ?! Elas choram também, sabia ?
Mas, em cada galho cortado um NOVO BROTO se
forma para elas RENASCEREM a cada vez, enquanto sua
base fica cada vez mais FORTE e SÓLIDA.

Assim é com a nossa vida, muitas vezes
somos “PODADOS” pelo SOFRIMENTO, para depois
nos tornarmos FORTES !!!
Portanto, os que aceitam as DORES e fazem delas
um ESCUDO tornam-se GRANDIOSOS, já os que lamentam
tentando evitá-las são “SUFOCADOS” e morrem “ESMAGADOS”.

Não esqueça que o SOFRIMENTO não vêm para te “DERROTAR”,
mas para LAPIDAR SEU CORAÇÃO !

Houve um Dia


Houve um dia
Que a gente lá do alto descia
Ao nível Dela, do mar a gente ia
Com carinho, energia e alegria
Pretender algo que nascia

Houve um dia
Que no sorriso, no toque e na companhia
Se via, se sentia, o crescer da energia

Houve um dia
Que a sabedoria de perto fingia
Que olhando, sentindo e observando, dormia
Numa perna só, com cara se viraria
No momento certo, de cima, nos abençoaria

Houve um dia
Que as árvores com raízes fincadas na feitiçaria
Com galhos que eram mãos de magia
Onde a Deusa nos brindava com a real fantasia
E onde a colorida energia fluía

Houve um dia
Que o animal, com força, crescia
E com clareza aparecia

Houve um dia
Que o sorriso vencia
Que com nuvens o céu anuncia
Que uma coisa única se faria
E também o sol se mostraria

Houve um dia
Que com o banho a má energia se ia
E eu, ficando cheio de energia pura e minha

Houve um dia
Que a Runa na face se fundia
Nosso verdadeiro ser se mostraria
Com um Beijo Sagrado se fazia
E minha terceira visão se abriria

Houve um dia
Que se consagra harmonia
No momento que a sabia coruja pia
Parece fantasia
A Deusa ali sabia!
O poder e a força que nascia

Houve um dia
Que a semente na terra forte germinaria
Que o fogo e a Luz nascia e crescia
Na noite que ainda era dia

Houve um dia
Que a Donzela dançava e ria
Do ousar que ali aparecia

Houve um dia
Que a queima do mal se fazia
Dando chance ao fogo que crescia
Queimava a erva do mal, a erva daninha
Mas o amor, ao final, vencia

Houve um dia
Que a cada um pedia
Crescimento, evolução e harmonia
Num sete de seis que tudo se via

Houve um dia
Que a verdadeira liderança de fazia
Mostrando paz, amor e sabedoria
No caminho da Bela e da energia

Houve um dia
Que se lança ao chão a semente que geraria
A Luz do crescimento e a sabedoria
Que guardada por nós seria

Houve um dia …
Se eu fosse você acreditaria!

Bellenus MhóboM/2008

Aprendi a decidir


E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar...

Decidi não esperar as oportunidades e, sim, eu mesmo buscá-las.

Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.

Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.

Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.

Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.

Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de superá-las.

Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido.

Deixei de me importar com quem ganha ou perde. Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer.

Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima e, sim, deixar de subir.

Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de "amigo".

Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, "o amor é uma filosofia de vida".

Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente.

Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais.

Naquele dia, decidi trocar tantas coisas...

Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade.

E desde aquele dia já não durmo para descansar... Simplesmente durmo para sonhar.


Texto de Walt Disney

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Feitiço para ter sucesso


Existem muitos, principalmente utilizando técnicas de meditação. Mas para uma emergência como uma entrevista de emprego que surgiu de repente, uma prova para concurso seja ele qual for, mesmo ligado aos estudos, é bom utilizar os passos abaixo descritos:

1. Sempre antes de sair para qualquer evento, como os descritos acima, tomar um banho de alecrim, ( Rormarinus officinalis) verde ou ja seco. O processo é sempre o mesmo para banhos, você pode utilizar uma leiteira para ferver a água até o ponto de fazer bolinhas ao lado, não no ponto de ebulição. Quando chegar neste ponto colocar a erva e tampar por uns 10m, depois pode coar se quiser e misturar num balde com água mais fria e jogar da cabeça para baixo. Uma imersão numa banheira também é excelente.

Faça este banho antes de sair de casa para a entrevista ou prova.
O Alecrim (Rosmarinus Officinallis) é excelente para clarear as ideias e centrar a pessoa para o que tera que enfrentar pela frente.

2. Para entrevistas de trabalho, usar uma roupa azul_turquesa esta cor estimula as pessoas a demonstrarem interesse por você. Ela expressa uma personalidade revigorante, que está facilmente acessível. Esta cor ajuda a clarear seus pensamentos e sentimentos, produzindo clareza em sua comunicação. Se você gosta de usar essa cor nas roupas, quer ser visto como portador de jovialidade e vivacidade.

3. Para fazer uma prova de um concurso seja ele qual for, é sempre bom usar uma roupa amarela, no caso de mulheres uma blusa ou vestido e homens uma camisa. Esta cor geralmente é usada pelos intelectuais, estudiosos e pessoas que gostam de ocupar posições de autoridade e de controle. Ela estimula a mente, a receptividade e a atenção aos detalhes. Vestir-se de amarelo "atrai a luz". Essa é a cor mais associada com o Sol e tende a gerar qualidades otimistas e positivas nas pessoas que a usam em suas roupas.

4. E, finalmente, uma ajudinha do elemento fogo. Na noite anterior ao exame ou a entrevista acendam uma vela, (nada como a ajuda do nosso anjo da guarda ou guardiões) pode ser branca, apenas não esqueça de untar com azeite de oliva ou de Alecrim, passando sua mão de poder de cima para baixo somente neste sentido. E pense naquilo que você quer como já realizado! Afinal o Universo sempre conspira a nosso favor, nos que bloqueamos a energia mandada por ele com nossos pensamentos negativos ou ansiedades.

Banho para Dinheiro


Material necessário:
-1 punhado de aniz estrelado
-1 punhado de folhas de louro
-dandá
-hei de vencer

Antes de tomar o banho se concentre em uma quantia mesmo que você ache que é demais, o Universo nos proporciona o que queremos, so devemos ter cuidado ao pedir, por exemplo: que venha de uma fonte limpa (temos que nos cercar por todos os lados quando pedimos algo porque o Universo vai buscar um jeito de te ajudar e os critérios cósmicos são diferentes dos nossos)
Colocar tudo num balde e jogar da cabeça para baixo, ou colocar numa banheira com água morna e ficar deitada(o) mas sem molhar a cabeça.

IMPORTANTE : Enquanto pensa no que deseja não deixe sua mente vagar, seja atento, use toda a sua INTENÇÃO!!!

O Universo conspira sempre a nosso favor!!! Basta que você permita.

Respeitando a diversidade na Umbanda


Falar sobre Umbanda sempre foi uma tarefa complexa, principalmente para um editor.
Isso porque nosso público é muito heterogêneo.
Nosso movimento é, essencialmente, abrangente e inclusivista.
Nele, encontramos adeptos e freqüentadores das mais diferentes classes sociais, com diversos níveis de cultura e graus de compreensão dos assuntos espirituais.
Portanto, ao realizar esta tarefa, precisamos nos comunicar com o maior número de pessoas possível, sabendo respeitar as diferenças, mas, sem perdermos nossa proposta e identidade própria... Nosso perfil editorial.

A Umbanda, enquanto doutrina, não possui um codificador.
Ela é uma doutrina com base espírita, sim, apesar de não fazer parte da doutrina kardequiana.
Mas, até mesmo os fundamentos do Espiritismo transcendem a codificação de Kardec!!!
Tanto uma quanto a outra se fundamenta em princípios universais, que podem ser encontrados
em diversas religiões, nas mais diferentes épocas e culturas da humanidade.
São princípios hindus, egípcios, cristãos, taoístas, budistas, judaicos, africanos, islâmicos, indígenas...

Claro que cada doutrina religiosa possui seus conceitos próprios, exclusivos, esotéricos... Mas, tudo isso faz parte da busca pelo conhecimento Uno, da Verdade, cujas diversas religiões, artes, filosofias e ciências refletem de forma fragmentada.

Conhecer o Todo é importante, mas conhecer a doutrina com que mais nos identificamos é fundamental.

Considerada, oficialmente, a partir da manifestação do Caboclo das 7 Encruzilhadas em seu médium Zélio Fernandino de Moraes.
Claro que já existiam manifestações de índios e pretos velhos antes do dia 15 de novembro de 1908, mas, este é o marco oficial para nosso movimento.

A Umbanda, por ser uma religião praticada no Brasil (Ocidente), recebe uma maior influência cultural do Cristianismo e da doutrina espírita, codificada por Kardec.
Mas, ela também possui suas próprias características.
Apesar das adaptações religiosas e culturais, o que é natural, a Umbanda é mais do que, simplesmente, popular ou esotérica; é mais do que cristã ou hindu.

É a experiência de cada um diante da realidade da vida.

Nosso mestre supremo: A verdade.
Nossa força: A caridade.
Nosso templo: A vida.
Nossos codificadores: A razão e a intuição
Nossa conquista: A evolução.
Nossa meta: A paz universal.

Nossa intenção, com esta edição, não é impor conceitos desta ou daquela Escola umbandista, mas, apresentá-los, respeitando as diversidades de opinião.


Victor Rebelo, editor-chefe
Texto copiado da revista Caminho Espiritual

UM ESCLARECIMENTO ESPIRITUAL DOS EXUS-AMPARADORES


Fechei os olhos e concentrei-me para verificar o que era. Pulsei luz no meu chacra frontal e nas mãos, enquanto erguia os pensamentos e sentimentos ao Supremo Amor para sintonizar a consciência com as energias elevadas.

Fora do apartamento (moro no quinto andar), em pleno ar, surgiu uma fenda escura.
Eu sabia que era uma passagem interdimensional para o plano extrafísico.
Do outro lado da mesma, muito embora eu não pudesse vê-los diretamente, estava um grupo de exus* que trabalha nos ambientes pesados do Astral desmanchando as porcarias que os encarnados encomendam aos seus asseclas desencarnados que patrocinam certos processos de magia trevosa.

Eles operam em climas pesadíssimos e são craques em dissolver as energias pesadas emanadas pelo ódio.

Costumam trabalhar associados às egrégoras ** afro-brasileiras, principalmente as da Umbanda.
São espíritos que não costumam aparecer ostensivamente e não são dados a floreios espirituais.
Costumam ser bem diretos e falam na cara o que for preciso, sem qualquer dose de concessão ao ego de quem os escuta.
Dentro de sua maneira direta de agir, eles não suportam pessoas hipócritas nem espiritualistas que complicam o serviço com os seus problemas corriqueiros.
Também não gostam de pessoas que trabalham sem honra no caminho e apenas voltadas para a resolução de suas problemáticas infantis.

Apesar de aparentarem um jeitão meio agressivo (quem os critica não trabalha com as energias pesadas que eles tem que aturar a toda hora nem tem metade da raça desses amigos que operam no Umbral e que tanto ajudam a humanidade sem receberem o mínimo reconhecimento), respeitam muito a quem trabalha verdadeiramente voltado para a Espiritualidade Superior.

Em muitas ocasiões de minha vida, fui ajudado por esses exus e outras entidades ligadas às atmosferas psíquicas afro-brasileiras.
Por diversas vezes, principalmente em projeções da consciência com resgates extrafísicos dificílimos, esse pessoal me ajudou e protegeu, sempre de forma limpa e sem me cobrar coisa alguma.

Alguns desses grupos extrafísicos trabalham ligados a diversos mestres espirituais que ajudam invisivelmente a humanidade.
Servem nos planos densos sob o comando secreto dos mentores que patrocinam o esclarecimento espiritual planetário.
São eles que seguram as barras pesadas nos ambientes crosta-a-crosta e nos planos extrafísicos densos (umbralinos).
São eles os amparadores que descem as furnas malígnas para enfrentar o mal que se esconde do olhar dos homens sem fé e sem coragem.

Sim, são eles que se revestem de coragem e partem para os combates com os agentes extrafísicos patrocinadores e exploradores das trevas humanas que se escondem aos olhos dos homens, mas que são observadas por esses exus-amparadores.
São eles que ajudam muito a proteção de diversos grupos espiritualistas e nunca são reconhecidos pelos mesmos (muitos grupos estão mais preocupados com a pureza doutrinária do que com a verdade que se apresenta e precisa ser evidenciada de forma universalista)

Nesse instante, enquanto escrevo essas linhas, sinto a presença do Pai Joaquim de Aruanda, amparador preto-velho ligado às vibrações da Umbanda e que também já me ajudou em muitas projeções.
É ele que está patrocinando esse contato espiritual com os exus amigos e permitindo a manutenção das vibrações sadias que me inspiram a escrever tudo isso.

Voltando ao relato com o qual iniciei esses escritos, os exus que estavam do outro lado da fenda interdimensional me passaram uns toques espirituais importantes.
Alguns deles são de cunho pessoal e referem-se a um processo extrafísico pesado no qual estão envolvidas algumas pessoas que estou tentando ajudar.
Porém, alguns dos toques são de cunho geral e poderão ser úteis para a reflexão de outras pessoas que estudam a Espiritualidade.

Aliás, esse foi o motivo que me fez correr aqui para o computador e escrever logo para não esquecer posteriormente.

Vou colocar por tópicos para facilitar:

"Muitas pessoas que correm para os lugares espiritualistas em busca de ajuda não merecem ser ajudadas. Não fazem nada para melhorar, só querem que alguém tire o peso de seus cangotes."

"O ser humano é muito falso mesmo. Vai pedir ajuda espiritual como se fosse um perseguido e injustiçado, mas nem conta sobres os desejos cruéis que carrega e que são a causa de sua desdita."

"Os obsessores são tinhosos mesmo e perturbam muito, principalmente se a pessoa lhes dá fartura de pensamentos ruins na cachola e lhes dá a guarida de suas energias."

"Algumas porradas espirituais que as pessoas levam são bem merecidas. Quem manda mexer com o que não deve? Quem enfia a mão no vespeiro quer ser ferroado. Depois não adianta reclamar!"

"As pessoas olham muito para os defeitos dos outros. Por isso não têm tempo de enxergarem suas próprias mazelas. Mas os obsessores adoram vê-las, ao vivo e em cores, direto dentro delas mesmas, de preferência acoplados juntos e fazendo a festa."

"Quem trabalha direito e segue seu caminho com honra não precisa de proteção espiritual. A luz de seus propósitos já lhe protege e inspira. Porém, em alguma necessidade a mais, pode contar com a gente mesmo. Nem precisa pedir. Quem é raçudo no rala-rala da vida e ainda pensa no bem dos outros merece ser tratado com o devido respeito."

"Tem muita gente fazendo coisa braba para os outros. Problema delas! Vão se ferrar, mais cedo ou mais tarde. Tudo o que elas mandarem na intenção de alguém irá voltar para elas mesmas lá na frente."

"Quanto maior for a má intenção de alguém, maior será a chusma de espíritos perversos agarrados em suas energias."

"Tem muita gente rezando para acabar com alguém ou para conquistar a força o que não merece. Ah, eles vão se ferrar!!!"

"A maioria das pessoas não tem vergonha na cara.
Rezam pouco,
pensam mal dos outros,
estão cheias de medo e ainda deixam a guarda aberta por causa de seus rolos emocionais.
Depois ainda ficam se perguntando o por que de tantas coisas ruins estourando em suas vidas pequenas e apagadas."

"A grana que o pessoal paga em algum lugar para fazer coisa braba para os outros poderia ser usada para ajudar os pobres. Quem faz isso merece as porradas espirituais que leva e os obsessores que arrasta em sua companhia."

"O dinheiro não é capaz de comprar uma noite de sono com a consciência tranquila. E é durante o sono que muita gente se ferra no Astral. Tem espírito brabo doido para fungar em seus cangotes e sugar suas energias. E tem gente que ainda acha que é pesadelo."

"Quem é justo tem a proteção que merece. Pode sair do corpo sem susto. Está em casa e não tem o que temer. Pode voar por aí e aproveitar as horas de recreio espiritual. Os guias espirituais os orientarão e os protegerão de qualquer coisa, desde que sejam justos."

"Muitos já nos chamaram de polícia do baixo astral ou de lixeiros do Astral inferior. Pela parte que nos toca, muito obrigado. Mas nós somos mesmo é ajudantes de serviços gerais no Astral. Fazemos o que é preciso e justo, sem passar dos limites que os Maiorais da Espiritualidade nos determinaram. Nenhum de nós é traíra! Somos o que somos. Somos honrados e ninguém nos compra. E ai de quem tentar nos enrolar com promessas falsas ou intenções ruins."

PS: Um deles ainda me disse o seguinte:

"Se você vai escrever mesmo o nosso recado, então vai fundo. Escreve tudo mesmo.

Pode esperar que você será criticado por isso. Dane-se! Faz com honra e verdade e dane-se o que os hipócritas de plantão pensam.

Os obsessores deles que se entendam com eles. Se você faz o seu serviço com convicção e é guiado pela Espiritualidade Superior, manda ver!
O seu coração sabe o quanto de verdade que há nesse nosso papo.
E tem muita gente que entenderá o recado sim. E
não é aquela gente que se acha espiritualizada não (se acham muito espertos, mas dançam feio em muitas situações que só a galera do Invisível é que vê)

Quem entenderá esse recado são as pessoas simples de coração e de mente.
A elas o nosso respeito." ***

Nota: Enquanto finalizo esses escritos, também está presente um dos amparadores do grupo de Ramatís supervisionando tudo.

Um último esclarecimento: Como elemento interdimensional consciente e que percebe outros planos e seres espirituais, é minha tarefa passar para o plano físico muito do que vejo como forma de esclarecimento espiritual universalista.
Alguns entendem isso, outros não.
Não importa.
Não escrevo para agradar a doutrina ou o condicionamento de ninguém mesmo.
Só sei que apesar dos defeitos que tenho, os propósitos que movem o meu trabalho são justos e que tento caminhar com honra na tarefa que me foi designada pela Espiritualidade.

Agradeço muito ao Grande Arquiteto Do Universo pela oportunidade de viver na Terra e de andar com a mente e o coração abertos a tudo aquilo que seja positivo e criativo na manifestação da vida.
Na casa secreta do meu coração, há espaço para todas as correntes de trabalho espiritual que fazem o bem para a humanidade.(na minha também!! -Mirhyam)

Agradeço aqui de forma explícita a todos os amparadores das egrégoras afro-brasileiras que sempre deram uma grande força e proteção na tarefa espiritual e humana em que estou envolvido.

E também deixo aqui registrada toda a minha alegria de trabalhar com a Espiritualidade, minha grande riqueza de consciência e que nem a morte pode roubar-me, pois é estado de consciência íntimo e intransferível.

Paz e Luz.

- Wagner Borges -
São Paulo, 16 de julho de 2002, às 18h

Laroie Exu!!!!

* Exus: Dependendo do grupo espiritual, o termo exu pode ter vários significados. Aqui o mesmo refere-se aqueles seres espirituais que trabalham nos ambientes densos neutralizando a atividade trevosa dos obsessores (assediadores espirituais).

Sugiro ao leitor que leia os livros de Umbanda de Rubens Sarraceni, onde há fartas explicações sobre esse tema.

** Egrégora: É a atmosfera psíquica resultante da união dos pensamentos, sentimentos e energias de grupos direcionados para uma finalidade de bem coletivo. É a atmosfera espiritual luminosa compatível com os objetivos virtuosos de um grupo e que se liga com as atmosferas extrafísicas correspondentes no Astral Superior