sexta-feira, 25 de junho de 2010

ÍSIS

Isis é a mais popular de todas as deusas egípcias, a deusa do amor e da magia, tornou-se a deusa-mãe do Egito.

Após a morte de Osíris, ela reúne os pedaços de seus despojos, se transforma em milhafre para chorá-lo, se empenha em reanima-lo e dele concebe um filho, Horus.
Ela defende a bico e unhas seu pequeno filho contra as agressões de seu perverso tio Seth.

Perfeita esposa e boa mãe de perfeito rei e sábio dos mortos, ela é um dos pilares da coesão sócio-religiosa egípcia.

Quando Osíris, seu irmão e marido, herdou o poder no Egito, ela trabalhou junto com ele para civilizar o Vale do Nilo, ensinando a costurar e a curar os doentes e introduzindo o conceito do casamento. Ela conhecia uma felicidade perfeita e governava as duas terras, o Alto e o Baixo Egito, com sabedoria enquanto Osíris viajava pelo mundo difundindo a civilização.

Até que Set, irmão de Osíris, o convidou para um banquete. Tratava-se uma cilada, pois Set estava decidido a assassinar o rei para ocupar o seu lugar. Set apresentou um caixão de proporções excepcionais, assegurando que recompensaria generosamente quem nele coubesse. Imprudentemente, Osíris aceitou o desafio, permitindo que Set e os seus acólitos pregassem a tampa e o tornassem escravo da morte.

Cometido o crime, Set, que cobiçava ocupar o trono de seu irmão, lança a urna ao Nilo (Há também uma versão que diz que Ísis ao saber o que havia ocorrido chorou profundamente e de suas lágrimas surgiu o rio Nilo), para que o rio a conduzisse até ao mar, onde se perderia. Este incidente aconteceu no décimo sétimo dia do mês Athyr, quando o Sol se encontra sob o signo de Escorpião.

Quando Ísis descobriu o ocorrido, afastou todo o desespero que a assombrava e resolveu procurar o seu marido, a fim de lhe restituir o sopro da vida. Assim, cortou uma madeixa do seu cabelo, estigma da sua desolação, e o escondeu sob as roupas peregrinando por todo o Egito, na busca do seu amado.

Por sua vez, e após a urna atingiu finalmente uma praia, perto da Babilônia, na costa do Líbano, enlaçando-se nas raízes de um jovem pé de tamarindo, e com o seu crescimento a urna ascendeu pelo mesmo prendendo-se no interior do seu tronco e fazendo a árvore alcançar o clímax da sua beleza, o que atraiu a atenção do rei desse país, que ordenou ao seu séquito que o tamarindo fosse derrubado, com o propósito de ser utilizado como pilar na sua casa.

Enquanto isso, Ísis prosseguia na sua busca pelo cadáver de seu marido e, ao escutar as histórias sobre esta árvore, tomou de imediato a resolução de ir à Babilônia na esperança de alcançar o sucesso da sua odisséia. Ao chegar ao seu destino, Ísis sentou-se perto de um poço. Ostentando um disfarce humilde, ela brindou os transeuntes que por ela passavam com um rosto lindo e cheio de lágrimas.

Tal era a sua beleza e sua triste condição que logo se espalharam boatos que chegaram ao rei da Babilônia, que, intrigado, a chamou para conhecer o motivo de seu desespero. Quando Ísis estava diante do monarca solicitou que permitisse que ela entrelaçasse os seus cabelos. Uma vez que o regente ficou perplexo pela sua beleza, não se importou com isso, assim Ísis incensou as tranças que espalharam o perfume exalado por seu lindo corpo.

Fazendo a rainha da Babilônia ficar enfeitiçada pelo irresistível aroma que seus cabelos emanavam. Literalmente inebriada por tão doce perfume dos céus, a rainha ordenou então a Ísis que a acompanhasse.

Assim, a deusa conseguiu entrar na parte íntima do palácio do rei da Babilônia, e conquistou o privilégio de tornar-se a ama do filho recém-nascido do casal régio, a quem amamentava com seu dedo, pois era proibido a Isis ceder um dos seios, o Leite de Isis prejudicaria a criança.

Apegando-se à criança, Ísis desejou conceder-lhe a imortalidade, para isso, todas as noites, a queimou, no fogo divino para que as suas partes mortais ardessem no esquecimento. Certa noite, durante o ritual, ela tomou a forma de uma andorinha, a fim de cantar as suas lamentações.

Maravilhada, a rainha seguiu a melopéia que escutava, entrando no quarto do filho, onde se deparou com um ritual aparentemente hediondo. De forma a tranqüilizá-la, Ísis revelou-lhe a sua verdadeira identidade, e terminou o ritual, mesmo sabendo que dessa forma estaria a privar o pequeno príncipe da imortalidade que tanto desejava oferecer-lhe.

Observando que a rainha a contemplava, Ísis aventurou-se a lhe confidenciar o incidente que a fez visitar a Babilônia, conquistando assim a confiança e benevolência da rainha, que prontamente lhe cedeu a urna que continha os restos mortais de seu marido. Dominada por uma imensa felicidade, Ísis apressou-se a retirá-la do interior do pilar. Porém, o fez de forma tão brusca, que os escombros atingiram, mortalmente, o pequeno príncipe.

Com a urna, Ísis regressou ao Egito, onde a abriu, ocultando-a, nas margens do Delta. Numa noite, quando Ísis a deixou sem vigilância, Seth descobriu-a e apoderou-se, uma vez mais dela, com o intento de retirar do seu interior o corpo do irmão e cortá-lo em 14 pedaços e os arremessando ao Nilo.

Ao tomar conhecimento do ocorrido, Ísis reuniu-se com a sua irmã Néftis, que também não tolerava a conduta de Seth, embora este fosse seu marido, e, juntas, recuperaram todos os fragmentos do cadáver de Osíris, à exceção, segundo Plutarco, escritor grego, do seu sexo, que fora comido por um peixe.

Novamente existe uma controvérsia, uma vez que outras fontes egípcias afirmam que todo o corpo foi recuperado. Em seguida, Ísis organizou uma vigília fúnebre, na qual suspirou ao cadáver reconstituído de seu marido:

“Eu sou a tua irmã bem amada. Não te afastes de mim, clamo por ti! Não ouves a minha voz? Venho ao teu encontro e de ti, nada me separará!” Durante horas, Ísis e Néftis, com o corpo purificado, inteiramente depilado, com perucas perfumadas e boca purificada por natrão, pronunciaram encantamentos numa câmara funerária, impregnada por incenso.

A deusa invocou então todos os templos e todas as cidades do país, para que estes se juntassem à sua dor e fizessem a alma de Osíris retornar do Além. Uma vez que todos os seus esforços revelavam-se vãos, Ísis assumiu então a forma de um falcão, cujo esvoaçar restituiu o sopro de vida ao defunto, oferecendo-lhe o apanágio da ressurreição.

Ísis em seguida amou Osíris, mantendo o vivo por magia, tempo suficiente para que este a engravidasse. Outras fontes garantem que Osíris e a sua esposa conceberam o seu filho, antes do deus ser assassinado. Após isso ela ajudou a embalsamá-lo, preparando Osíris para a viagem até seu novo reino na terra dos mortos, tendo assim ajudado a criar os rituais egípcios de enterro.

Ao retornar à terra, Ísis encontrava-se agora grávida do filho, concebendo assim Hórus, filho da vida e da morte, a quem protegeria até que este achasse-se capaz de enfrentar o seu tio, apoderando-se (como legítimo herdeiro) do trono que Seth havia usurpado.

Algum tempo antes do parto, Seth aprisionara Isis, mas Tot, vizir de Osíris, a auxiliara a libertar-se. Porém, ela ocultou-se, secretamente, no Delta, onde se preparou para o nascimento do filho, o deus-falcão Hórus. Quando este nasceu, Ísis tomou a decisão de dedicar-se inteiramente à árdua incumbência de velar por ele. Todavia, a necessidade de ir procurar alimentos, acabou deixando o pequeno deus sem qualquer proteção.

Numa dessas ocasiões, Seth transformou-se numa serpente, visando espalhar o seu veneno pelo corpo de Hórus, quando Ísis regressou encontrou o seu filho já próximo da morte. Entretanto, a sua vida não foi ceifada, devido a um poderoso feitiço executado pelo deus-sol, Rá. Ela então tomou providências para o manter Hórus em lugar secreto, até que ele pudesse ter condições de buscar a vingança em uma longa batalha, que significou o fim de Seth.

A mágica de Ísis foi fundamental para ajudar a conseguir um julgamento favorável para Osíris. Suas habilidades mágicas melhoraram muito quando ela tirou proveito da velhice de Rá para enganá-lo, fazendo-o revelar seu nome e, assim, dando a ela acesso a um pouco do seu poder.

Ísis era uma mãe e uma deusa amorosa e tudo perdoava a seus seguidores. Ísis era anterior a toda a Criação, era paciente e sábia. Como a Abençoada Virgem Maria, tão conhecida atualmente no Ocidente e no Oriente, a rainha Ísis concebera seu divino filho por meios divinos. Do morto e castrado esposo Osíris, ela extraiu por conta própria a semente viva. Com freqüência, Ísis é retratada amamentando o filho Hórus.

Muitas vezes foi retratada por pintores e escultores com o divino filho Hórus sobre o joelho. Tinha o busto nu em total inocência para alimentar o jovem deus Hórus.

INCENSO DE BOM AUGÚRIO


6 pétalas de rosa 15g de mirra 30g de sangue de drago 15g de sassafrás 15 flores de laranja 15g de juníparo 15 gramas de salva Usando um almofariz e um pilão, reduza a pó e misture todos os ingredientes secos juntos numa noite de lua nova, enquanto visualiza as coisas de que precisa e que deseja. O incenso do Bom Augúrio pode ser queimado sobre carvões em brasa enquanto realiza encantamentos mágicos e rituais que envolvam dinheiro, sorte e oportunidade. Fonte: "Wicca - A Feitiçaria Moderna", de Gerina Dunwich. INCENSO DO DEUS - 15g de tintura de benjoim 1g de óleo de sândalo 1g de óleo de olíbano 1g de óleo de mirra salitre 30g de carvão em pó 1 pitada de assafétida seca 1 pitada de cardo-santo seco 1 pitada de hortelã-pimenta seca Numa pequena tigela misture o benjoim e os três óleos. Adicione uma pitada de salitre e agite bem. Usando um almofariz e um pilão, reduza a pó o carvão e as ervas secas e, então, lentamente, junte-os à mistura de óleos e salitre. Continue agitando até que se forme uma massa grossa. Espalhe a mistura num recipiente pequeno, quadrado e bem untado, de vidro ou de cerâmica (pode ser usada também uma pequena caixa de metal ou de plástico revestida de alumínio) e deixe-a secar por 45 minutos. Usando uma faca afiada ou um punhal cerimonial de cabo branco, corte o incenso em pequenos quadrados, retire-o do recipiente e consagre-o antes de usar. O Incenso do Deus pode ser queimado como poderoso incenso de altar para glorificar e/ou invocar o Deus, afastar todas as energias negativas e ampliar os trabalhos mágicos de todos os rituais wiccanos.

Fonte: "Wicca - A Feitiçaria Moderna", de Gerina Dunwich.

INCENSO EGÍPCIO DO AMOR


Prepare esse incenso à luz de uma vela vermelha ou rosa numa noite de lua nova. 15g de benjoim 15g de canela 15g de galangal 15g de olíbano 30g de mirra 3 gotas de mel 3 gotas de óleo de lótus 1 gota de óleo de rosa 1 pitada de semente de íris seca e em pó Usando as mãos nuas, misture o benjoim, a canela, a galangal, o olíbano e a mirra numa grande tigela não-metálica. Adicione o mel, os óleos de lótus e de rosa e a raiz de íris. Misture bem enquanto recita o seguinte encantamento mágico: PELO ANTIGO E MÍSTICO PODER DE ÍSIS, DEUSA SUPREMA DE DEZ MIL NOMES E SÍMBOLO DA MATERNIDADE DIVINA E DO AMOR, EU CONSAGRO E DEDICO ESTE INCENSO COMO INSTRUMENTO PODEROSO DE MAGIA DO AMOR. PELO FOGO DO SOL, PELO FOGO DA LUZ, QUE ESTE INCENSO SEJA CARREGADO NO NOME DIVINO DE ÍSIS, SENHORA DOS MISTÉRIOS E BELA DEUSA DA MAGIA E DO ENCANTAMENTO. ABENÇOADO SEJA SOB O NOME DE AHIO, ARIAHA, ARAINAS E KHA. QUE ASSIM SEJA! Cubra bem a tigela com uma toalha plástica e deixe-a repousar por, pelo menos, duas semanas em local escuro e tranqüilo para maturar. Usando um almofariz e um pilão, moa os ingredientes de amor como "pó do amor" ou queime-o num bloco de carvão em brasa, como incenso mágico para atrair amor, reunir parceiros afastados ou invocar as deidades egípcias antigas (especialmente ísis e Hathor).

Fonte: "Wicca - A Feitiçaria Moderna", de Gerina Dunwich.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

TERRA


Ponto Cardeal: Norte.
Elemental: Gnomo.
Cor: Verde, Marrom, Preto.
Instrumento mágico: Pentáculo.
Aroma: benjoim, canela, incenso.
Propriedades: prosperidade, riqueza, negócios, abundância, realização.
Materiais associados: Pedras, Terra, Ervas, Metais, Sal.
Para alguns, o elemento Terra é aquele ao qual o homem está mais adaptado. Afinal de contas, a Terra é nossa morada, nosso corpo é material e em boa parte de nosso dia-a-dia estamos em contato com este elemento e suas propriedades.
Ao trabalhar com a Terra, devemos pedir concentração, prosperidade, abundância.
Quando consagramos um instrumento, devemos passá-lo na Terra antes de qualquer outro elemento, para simbolizar sua criação, uma vez que a Terra consconstrói, dá forma e edifica.

FOGO


Ponto Cardeal: Sul.
Elemental Regente: Salamandra.
Cor: vermelho, Laranja.
Instrumento Mágico: Bastão, Castiçal com vela acesa.
Aroma: Sândalo, Laranja.
Propriedades: energia, amor, purificação, espiritualidade, cura.
Materiais associados: Velas, tochas.
Quando analisamos canções e cultos dos povos antigos, podemos encontrar um grande número de evocações e homenagens ao fogo. Isso ocorre, sem dúvida, porque, de todos os elementos, o Fogo é aquele com o qual o homem não tem contato diário, como a terra ou o ar, além de ter sido aquele que mudou a vida do homem primitivo. Pense: sem o fogo, o mundo com certeza seria frio e escuro.
O Fogo fascina: pode destruir, mas pode também acalentar, conzinhar, aquecer, iluminar. Tudo isso se soubermos trabalhá-lo na medida certa.
Quando trabalhamos com este elemento, devemos pedir purificação, paixão, amor, espiritualidade e transformação.

Ar


Ponto Cardeal: Leste.
Elemental Regente: Silfo.
Cor: amarelo, branco.
Instrumento mágico: Athame.
Aroma: olíbano, hortelã, lavanda, alfazema.
Propriedades: sabedoria, aprendizado, viagens, comunicação.
Materiais associados: incensos.
O Ar é o elemento da comunicação. Sem dúvida quanto à sua grande importância pelo fato de termos de respirar para viver, podemos nos lembrar que o Ar também se faz importante em nossas vidas por ser o transmissor dos sons, dos aromas e das vibrações. Ao trabalhar com este elemento, devemos pedir sabedoria, discernimento; podemos pedir para entrar em contato com pessoas distantes, pedindo-lhe que "leve" nossos anseios, nossas palavras e nossos pensamentos.

ÁGUA


Ponto cardeal: Oeste.
Elemental Regente: Sereias.
Cor: Azul, Prata.
Instrumento mágico: Cálice.
Aroma: Rosas, Artemísia.
Propriedades: cura, fertilidade, sonhos, intuição, amor.
Materiais associados: essências, óleos, água.
O elemento Água é o elemento das emoções. É necessidade vital para o corpo e para o espírito.
Das águas do útero materno viemos, e sem dúvida, ali começamos nossos primeiros contatos do mundo sentimental.
A água mexe com nosso suibconsciente, fazendo-nos ter visões. Ouvindo seu murmúrio, nos lembramos de lugares e sensações distantes e por vezes desconhecidas, e relaxamos ao som do canto de seus rios.
Quando trabalhamos com a água, devemos pedir intuição, equilíbrio, calma, emoções e amor.

OS ELEMENTOS E SEUS MISTÉRIOS


Temos que nos aproximar dos elementos com calma e equilíbrio, isso se queremos de fato entrar na essência dos mesmos e não apenas brincar de fazer "contato".
Em muitas mitologias os seres nascem da lama (água e terra) tem a vida soprada em si (ar) e o fogo é lhes dado via de regra por seres que revolucionam a ordem estabelecida para isso (Prometeu, a serpente que dá o fruto da árvore do conhecimento). Há um porque na localização dos elementos nas quatro direções.
A ÁGUA a oeste está ligada ao fato que o poente é a morte, a grande imersão no inconsciente e tudo que isto simboliza. A água tem esse papel primordial como símbolo do grande inconsciente.
O AR a leste, onde o sol nasce, onde a vida se renova, onde o prana é fortalecido toda manhã.
O FOGO, para nós do hemisfério sul, vem do norte, de onde vem o calor.
A TERRA, símbolo do frio e do recolhimento ao sul, onde temos o frio do gelo e do coagulo.
Os animais simbólicos de cada direção variam de povo para povo, de tradição para tradição, de acordo com o símbolo arquetipal que cada povo dava a cada animal.
Pois é como se diz, Elementais são legais, mas antes devemos saber muito, mas MUITO bem com o que estamos lidando. Elementais são forças plenas dos elementos da natureza, entrar em contato com eles sem entender bem o que está fazendo é se expor a muitos riscos e perigos desnecessários.
Temos que entender uma coisa antes de mais nada.
Nenhum ser elemental ou ente da natureza leva a sério um ser humano, no princípio. Um judeu confiaria em alguém de uniforme nazista ?
Pois a "forma humana" está associada aos que entram nas matas para destruir, poluir e matar.
Aos que prometem algo de manhã para fazer o contrário a noite. Aos que prometem um ano "novo" a cada dia 31, para caírem na mesmice logo que fevereiro chega. Portanto a espécie humana está em guerra com a natureza e nós temos que aprender a sair da "estupidez" humana predominante e recuperar o elo com a magia. Aí vamos entender outro papel da iniciação.
Uma iniciação numa linhagem tradicional, como a Wicca por exemplo, te coloca em outra freqüência vibracional.
É como tirar o uniforme nazista e colocar algum símbolo da resistência em nós. Assim, para os elementais e outros entes que vêem a energia, fica claro que embora da espécie humana não partilhamos da grande deturpação de nossa época e, ao contrário, estamos em sintonia, com aqueles homens e mulheres que através das eras tem trabalhado em harmonia com a vida em todas suas formas. Mas não adianta só "iniciar-se" formalmente, temos que trabalhar nossa forma de viver. Não importa se você come alface ou um bife, importa o uso que faz dessas duas vidas que cederam para você continuar.
Ambas são sagradas, em ambos os casos uma vida deixou de existir em benefício da sua.
A harmonia com a qual você usa esta energia determina sua freqüência. Cada ato deve ser onisciente e trabalhado.
Se você passa por uma árvore e a sente como ser vivo, se começa a conversar com as plantas a ficar atento aos sinais é claro que sua percepção do mundo vai se modificando.
Como conectar com eles em exercícios do cotidiano mesmo que dure décadas, um dia estaremos conectados com eles?
Recomendo a todos que queiram mesmo estudar sobre os elementais plantarem algo.
Num vaso simples se não tiverem quintal, plantem uns grãos de milho ou feijão. Vejam nascer, a necessidade de regar. No seu tempo no seu ciclo. Andar descalço, andar em matas, mesmo que seja num bosque ou parque no caso de uma capital, isso vai te ajudar a recuperar a harmonia com o elemento.
TERRA: Este é o primeiro passo.
O grande problema de nossa era é o que chamo de "esoterismo fast food". As pessoas são levadas a crer que podem se tornar adeptas da ARTE em algumas semanas, ou mesmo em "um ano e um dia".
Esse símbolo de um ano e um dia é forte mas no sentido que para alguém dizer que está no caminho Wicca tem que primeiro sentir, observar e meditar sobre todo um ciclo da roda, daí um ano e um dia.
Mas isso é só o começo. Isso não torna ninguém um iniciado. Iniciar-se é mudar de vibração, é mudar a forma de ver o mundo. É sair da egrégora do senso comum humano, dos produtores e consumidores de produtos em suamaioria inúteis que só poluem e degradam o ambiente e se tornar uno com a Vida e seus ciclos.
Quer dizer que por quatro estações você começou a recuperar seu elo com a vida e seus ciclos, e observar a Terra e sentir sua força é o primeiro passo. Assim antes de parar no meio do círculo mágico, voltar-se para o sul e conclamar os poderes da Terra é necessário sentir o que é a Terra. Essa questão de chamar a Terra ao sul é muito, muito séria. Os poderes "cavalgam " o vento. Assim é nos ventos que as forças mágicas vem. E basta assistir qualquer informe meteorológico para saber que quando sopra o vento sul, vem o frio, nunca o calor, portanto só no hemisfério norte o sul traz o fogo.
Inverter isso não é como o caso de seguir a roda do norte e do sul par festejar datas, onde se pode ligar a egrégora das forças, compensando a não ligação com a estação efetiva que se apresenta.
Os elementos estão ligados aos quatro ventos e é importante sentir isso antes de pretender manipulá-los.
Já perceberam como tem gente que lida com magia e a vida é totalmente complicada, confusa ? A vida emocional é um caos, cheia de problemas e crises ? São sérios candidatos a estar daqui a algum tempo num programa destes fundamentalistas dizendo que "Jesus me salvou da bruxaria".
Estes desequilíbrios são acentuados quando fazemos uso fantasioso dos elementos.
Os elementos precisam ser trabalhados com muita atenção e foco.
Vamos usar um exemplo simples.
Você conhece uma garota. Se você não procura primeiro entender o que ela gosta e não gosta, sentir o jeito dela, vai dar "trocentos" furos em tudo que fizer para atraí-la e conquistá-la.
Pode até mesmo conseguir afastá-lairremediavelmente, irritá-la quando pretendia agradá-la, dar um buquê de rosas de perfume e só depois descobrir que ela, embora te contasse que acha as rosas lindas, é profundamente alérgica às mesmas.
Vale o mesmo para os elementais.
Elementais não falam a língua humana, entendem sentimentos.
Se você nunca sentiu a Terra como pretende chamar os seres que representam o espirito desse elemento ? Ou será que ainda tem gente que pensa que os gnomos são algum tipo de Smurfs ?
Vamos lembrar que as antigas iniciações não eram feitas por livros ou textos. O aprendiz encontrava com quem ia ensinar, às vezes ia mesmo morar com quem lhe ensinava.
Hoje estamos perdidos em abstrações mentais, as pessoas decoram conhecimento na escola, depois não sabem aplicar na realidade cotidiana e pensam que podem fazer o mesmo na magia.
Decorar fórmulas prontas e acreditar que repetir um rito "padrão" vai por alguém em contato com forças de outras realidades.
Com relação as tendências dos elementos...
bem, eles não são nem bons nem maus, são forças essenciais dos elementos. Possuem um tipo de consciência totalmente diferente da nossa. Eles vivem na esfera deles, ao lado,mas a parte da nossa. Nós é que propomos o contato, nós é que fazemos a ponte. Nós é que o atraímos. Se não sabemos controlá-los é como acender uma fogueira numa casa de madeira.
Quando o incêndio destruir tudo quem vamos culpar? O fogo ?
Temos que perder essa imagem que elementais são meio Smurfs ou fadinhas do Peter Pan.
Elementais são uma coisa: Gnomos, silfides, ondinas e salamandras.
Forças conscientes da essência dos elementos.
Duendes, sacis, sereias, elfos são outra coisa.
Elementais obedecem a força de vontade de quem os evoca e direciona, se não souber fazer isso com clareza vai criar problemas.
E não é "dominar", "subjugar" é encantar.
Portanto antes de entrar na idéia de trabalhar com os elementais vamos trabalhar com os elementos.

ALGUMAS MANEIRAS DE TRABALHAR COM OS ELEMENTAIS - EXERCÍCIOS:


MEDITAR RESPIRANDO
A arte da meditação, de Daniel Goleman.
Para fazer esta primeira meditação, procure uma posição confortável, mas não confortável demais, para não correr o risco de adormecer. Desaperte o cinto e use roupas folgadas. Não e preciso sentar-se numa posição de ioga para meditar. basta uma cadeira de espaldar reto e firme, ou qualquer lugar em que você possa sentar-se confortavelmente com as costas apoiadas.
Sente-se numa posição ereta, mas relaxada. Mantenha a cabeça, o pescoço e a coluna vertebral alinhados, como se um grande balão de gás estivesse puxando sua cabeça para o alto.
Manter a cabeça ereta ajuda a mente a permanecer alerta, o que é uma condição essencial na meditação.
Feche os olhos e mantenha-os fechados até o final da meditação...
Muito bem, vamos começar...
Comece prestando atenção na sua respiração, no fluxo natural do ar que entra e sai por suas narinas, ou no seu ventre que sobe quando você inspira e desce quando expira.
Observe todas as sensações ligadas à sua respiração... o movimento do ar... o calor... tudo o que você sentir. Não procure controlar a respiração... respire naturalmente prestando atenção ao ar que entra e sai...
Se a respiração estiver superficial, deixe-a ficar assim.
Se ela for mais rápida ou mais lenta, deixe-a ficar do jeito que está...
A própria respiração se regula...
Enquanto medita, você só precisa prestar atenção nela...
Quando você perceber que sua mente dispersou, traga-a suavemente de volta para a respiração.
Durante essa meditação, os pensamentos, os planos, as lembranças, os sons, as sensações, tudo o que for diferente da sua respiração será considerado uma distração.
Livre-se desses pensamentos.
Tudo o que vier à sua mente desviando a atenção da respiração é, a partir de agora, uma distração.
Não se preocupe nem se culpe se sua mente se distrair com outros pensamentos... isso é natural. Cada vez que isso acontecer, basta trazer suavemente o foco da atenção para sua respiração...
Tente prestar atenção em cada respiração durante todo o tempo que ela durar: toda a inspiração, toda a expiração...
Para ajudar sua mente a se concentrar na respiração, repita em silêncio uma palavra para cada inspiração e para cada expiração: se você se concentrar no ar que entra e sai das narinas diga em sua mente "dentro" para a inspiração e "fora" para a expiração. Se a concentração estiver no movimento de seu ventre, diga em silêncio "subindo" para a inspiração e "descendo" para a expiração.
Faça com que essas palavras sejam como uma suave música de fundo em sua, mente... um murmúrio bem leve...
Preste atenção no que você sente ao respirar, e não apenas na mera repetição das palavras.
Tome consciência de cada inspiração e de cada expiração...
Quando sua mente for ocupada por outros pensamentos, traga-a suavemente de volta para sua respiração...
Deixe a respiração seguir seu ritmo natural.. Se ela for superficial ou profunda, lenta ou rápida, não interfira em seu ritmo... basta prestar atenção nela...
Observe toda a inspiração... toda a expiração... dentro... fora... subindo... descendo...
Mantenha sua atenção alerta...
Dentro... fora... subindo... descendo...
Observe cada respiração... toda a respiração...
Cada vez que sua mente se afastar da respiração, traga-a suavemente de volta...
Agora, pare um pouco... observe seu corpo... veja como ele se sente... como você se sente...
Quando quiser, abra os olhos...

EXERCÍCIO PARA CONCENTRAÇÃO - VISUAL
Coloque alguns objetos à sua frente, por exemplo, um garfo, uma faca, uma cigarreira, um lápis, uma caixa de fósforos, e fixe o pensamento em um deles, durante algum tempo.
Memorize exatamente sua forma e sua cor.
Depois feche os olhos e tente imaginar esse mesmo objeto tão plasticamente, quanto ele é na realidade.
Caso ele lhe fuja do pensamento, tente chamá-lo de volta. No início você só conseguirá lembrar-se dele por alguns segundos, mas com alguma perseverança e repetição constante, de um exercício a outro o objeto se tornará cada vez mais nítido, e a fuga e o retorno do pensamento se tornarão cada vez mais raros.
Não devemos desanimar com alguns fracassos iniciais e se nos cansarmos, devemos passar ao objeto seguinte. No começo não se deve praticar o exercício por mais de dez minutos, mas depois deve-se aumentar a sua duração gradativamente até chegar a meia-hora.
Depois de superarmos essa etapa podemos prosseguir, tentando imaginar os objetos com os olhos abertos. Os objetos devem tornar-se visíveis diante de nossos olhos como se estivessem suspensos no ar, e tão plásticos a ponto de parecerem palpáveis.
Não devemos tomar conhecimento de nada que esteja em volta, além do objeto imaginado. Nesse caso também devemos controlar as perturbações com a ajuda do colar de contas.
O exercício será bem sucedido quando conseguirmos fixar nosso pensamento num objeto suspenso no ar, sem nenhuma interferência, por no mínimo cinco minutos seguidos.

EXERCÍCIO PARA CONCENTRAÇÃO - AUDITIVO
Depois da capacidade de concentração visual, vem a capacidade auditiva. Nesse caso a força de auto-sugestão tem no início uma grande importância.
Não se pode dizer diretamente: "Imagine o tic-tac de um relógio" ou algo assim, pois sob conceito "imaginação" entende-se normalmente a representação de uma imagem, o que não pode ser dito para os exercícios de concentração auditiva. Colocando esse idéia de um modo mais claro, podemos dizer: "Imagine estar ouvindo o tic-tac de um relógio".
Para fins elucidativos usaremos essa expressão; portanto, tente imaginar estar ouvindo o tic-tac de um relógio de parede.
Inicialmente você só conseguirá fazê-lo durante alguns segundos, mas com alguma persistência esse tempo irá melhorando gradativamente e as perturbações diminuirão.
Depois, você deverá tentar ouvir o tic-tac de um relógio de bolso ou de pulso, e ainda, o badalar de sinos nas mais diversas modulações.
Faça outras experiências de concentração auditiva, como toque de gongo, pancadas de martelo e batidas em madeiras; ruídos diversos, como arranhões, arrastamento dos pés, trovões, o barulho suave do vento soprando e até o vento mais forte de um furacão, o murmúrio da água de uma cachoeira, e ainda, a música de instrumentos como o violino e o piano. Neste exercício o importante é concentrar-se só auditivamente e não permitir a interferência da imaginação plástica. Caso isso aconteça, a imagem deve ser imediatamente afastada; no badalar dos sinos, por exemplo, não deve aparecer a imagem dos sinos, e assim por diante.
O exercício estará completo quando se conseguir fixar a imaginação auditiva por no mínimo cinco minutos.

EXERCÍCIO PARA CONCENTRAÇÃO - SENSORIAL
O exercício seguinte é a concentração na sensação. A sensação escolhida pode ser de frio, calor, peso, leveza, fome, sede, e deve ser fixada na mente até se conseguir mantê-la, sem nenhuma imaginação auditiva ou visual, durante pelo menos cinco minutos.
Quando formos capazes de escolher e de manter qualquer sensação, então poderemos passar ao exercício seguinte.

EXERCÍCIO PARA CONCENTRAÇÃO - OLFATIVO
Imaginemos o perfume de algumas flores, como rosas, lilases, violetas ou outras, e fixemos essa idéia, sem deixar aparecer a representação visual dessas flores. A mesma coisa deve ser feita com os mais diversos odores desagradáveis.
Esse tipo de concentração também deve ser praticado até se conseguir escolher qualquer um dos odores e imaginá-lo por pelo menos cinco minutos.

EXERCÍCIO PARA CONCENTRAÇÃO - GUSTATIVO
A última concentração que nós sentimos é a do paladar. Sem pensar numa comida ou bebida e imaginá-la, devemos concentrar-nos em seu gosto. No início devemos escolher as sensações de paladar mais básicas, como o doce, o azedo, o amargo e o salgado. Quando tivermos conseguido firmá-las, poderemos passar ao paladar dos mais diversos temperos, conforme o gosto do aprendiz. Ao aprender a fixar qualquer um deles, segundo a vontade do aluno, por no mínimo cinco minutos, então o objetivo do exercício terá sido alcançado.
Constataremos que esta ou aquela concentração será mais ou menos difícil para um ou outro aprendiz, o que é um sinal de que a função cerebral do sentido em questão é deficiente, ou pelo menos pouco desenvolvida, ou atrofiada.
A maioria dos sistemas de aprendizado só leva em conta uma, duas, no máximo três funções. Os exercícios de concentração realizados com os cinco sentidos fortalecem o espírito e a força de vontade; com eles nós aprendemos não só a controlar todos os sentidos e a desenvolvê-los, como também a dominá-los totalmente. Eles são de extrema importância para o desenvolvimento mágico, e por isso não devem ser desdenhados.

EXERCÍCIO DA DANÇA
Relaxe profundamente, feche seus olhos. Solte suas lembranças e deixe-a buscar as primeiras músicas que você escutou em sua vida. Sinta-se a vontade para cantá-las em pensamento.
Aos poucos, vá deixando que determinada parte de seu corpo (apenas uma parte dele) comece a dançar a melodia que você está mentalmente cantando.
Passados 5 minutos, pare de cantar e escute os ruídos que te cercam. Componha com eles uma música e dance, agora, com todo o corpo. Evite pensar em qualquer coisa, mas procure lembrar das imagens que aparecerão espontaneamente.
A dança é uma das mais perfeitas formas de comunicação com a Inteligência Infinita.
A duração deste exercício deve ser de aproximadamente 15 minutos.

EXERCÍCIO DA AUDIÇÃO
Feche os olhos... Relaxe o mais que puder. Só concentre-se, por alguns minutos, em todos os sons que estão ao seu redor.
Imagine-os como uma grande orquestra.
Aos poucos, vá decifrando cada um deles em separado. Concentre-se em cada um, como se fosse apenas um instrumento tocando. Procure eliminar os outros sons da sua mente.
Com a realização diária deste exercício, você começará a ouvir vozes. Aos poucos descobrirá que são vozes de entes queridos, que se foram, futuros ou presentes, todos participando da memória do tempo.
Duração mínima: 10 minutos

EXERCÍCIO DAS SOMBRAS
Durante 5 minutos, fique olhando todas as sombras de objetos ao seu redor. Procure saber exatamente que parte do objeto está sendo refletida.
Nos 5 minutos seguintes, continue fazendo isto, mas ao mesmo tempo, focalize o problema que deseja resolver e busque todas as soluções possíveis para ele.
Finalmente, dê mais 5 minutos, olhando para a sombra e pensando qual as soluções certas que sobraram. Elimine uma a uma até restar apenas a solução exata para problema.

SOPRO DE RAM
Soltar todo o ar dos pulmões, esvaziando-os o mais possível.
Depois, inspirar lentamente à medida que levanta os braços até o alto.
Enquanto inspira, concentre-se e visualize entrar dentro de você, muito amor, paz e harmonia.
Mantenha a respiração presa e os braços levantados o máximo possível, gozando a harmonia interior e exterior.
Quando chegar ao limite, solte todo o ar numa rápida expiração, enquanto pronuncia a palavra RAM.
Repita tudo por 5 minutos.

EXERCÍCIO DO MORTO
Deite-se no chão e cruze as mãos sobre o peito na postura de morto.
Imagine todos os detalhes de seu enterro como se ele fosse ou se estivesse sendo realizado. A única diferença é que você está sendo enterrado vivo. A medida que a história vai se desenrolando... capela, caminhada até o túmulo, etc, você vai tensionando cada vez mais os músculos. Num desesperado esforço de se mover, mas você não consegue. Até que, quando não aguentar mais, num movimento que envolva todo o seu corpo, você atira longe a tampa de seu caixão, respira fundo e se vê completamente livre.
Este movimento terá mais efeito se for acompanhado de um grito saído do interior mais profundo do seu eu.

EXERCÍCIO DO DESPERTAR DA INTUIÇÃO
Faça uma poça de água em uma superfície lisa e que não absorva.
Olhe para esta poça durante algum tempo.
Depois comece a brincar, sem qualquer compromisso, sem qualquer objetivo, com a poça de água. Trace desenhos que não querem dizer nada.
Faça este exercício durante uma semana, demorando de um a 10 minutos cada vez.
Não procure resultados imediatos. Este exercício despertará aos poucos sua intuição.
Quando ela começar a se manifestar, confie nela.

EXERCÍCIO DA SEMENTE
Ajoelhe-se no chão. Depois sente-se nos seus calcanhares e abaixe o corpo, de tal modo que sua cabeça toque os joelhos.
Estique os braços para trás. Você está numa posição fetal.
Agora, relaxe e esqueça de todas as tensões.
Respire calma e profundamente.
Aos poucos, você vai percebendo que é uma minúscula semente, cercado pelo conforto da Terra. Tudo está quente e gostoso ao seu redor.
Você dorme um sono tranqüilo. De repente, um dedo se move. O broto não quer mais ser semente. Ele quer nascer.
Lentamente você começa a mover os braços e depois o corpo vai se erguendo, até que você estará sentado nos seus calcanhares.
Agora você começa a levantar-se, sempre com movimentos muito lentos, ficará ereto e de joelhos no chão.
Durante todo este tempo que você imaginou que é uma semente se transformando em broto e rompendo pouco a pouco a terra.
Chegou o momento de romper a terra por completo.
Se levante lentamente, colocando um pé no chão, depois o outro, lutando contra o desequilíbrio, como um broto luta para encontrar seu espaço. Até que você fique em pé, imagine ao seu redor, o sol, á água, o vento e os pássaros. Você é um broto que começa a nascer.
Levanta, devagar, os braços em direção ao céu.
Depois vai se esticando cada vez mais, cada vez mais, como se quisesse agarrar o sol que lhe dá forças.
Seu corpo começa a ficar cada vez mais rígido, seus músculos retesam-se todos, enquanto você se sente crescer, crecer, crescer, até se tornar imenso.
A tensão vai aumentando gradativamente até se tornar dolorosa.
Quando você não aguentar mais, dê um grito e abra os olhos.
Repita este exercício, durante 7 dias seguidos sempre no mesmo horário.

AMULETO CONTRA FOFOCAS


O que precisa:
pimentas vermelhas
alhos
óleo
sal
cebola
pimenta em pó (qualquer uma)
limão
uma vela negra
incenso de limpeza (alecrim, arruda, limão,...)
um vidro
Realizando o feitiço:
Faça esse feitiço na lua minguante. Corte a cebola em pedaços pequenos. Diga:
Pico a cebola como pico as fofocas a meu respeito.
Coloque, no vidro, junto com os alhos (partidos ao meio) e as pimentas vermelhas (inteiras). Dizendo:
O alho arderá na boca de quem me mal falar. E a pimenta picará as linguas vermelhas dos fofoqueiros.
Pegue o limão e exprema o seu suco dentro do vidro. Diga:
O limão limpará meu nome das imundas bocas.
Jogue a pimenta em pó para arder mais e o sal para consagrar o feitiço. Encha de óleo deixando sobrando três dedos da tampa. Feche o vidro e passe-o sobre a fumaça do incenso, recitando:
Neste vidro eu encerro todas as maldades que disseram contra mim. Que todos me conheçam por quem eu realmente sou e não pelo que dizem as bocas venenosas.
Passe-o pela vela negra, meditando sobre o silêncio, sobre o cessar das fofocas, o fim das intrigas.
Guarde o vidro como um amuleto contra fofocas e intrigas. Deixando a vela e o incenso queimarem até o final.
Finalize com:

Que os autores das fofocas se calem ao meu respeito. Sem a nada nem ninguém prejudicar, faça o que eu desejar.
Boa sorte e vê lá, viu? Deixe essas pessoas traiçoeiras longe da sua vida! Aprenda com isso, afinal, somos responsáveis por grande parte do que acontece em nossas vidas.

Curso de Magia Cigana


CRONOGRAMA DO CURSO:

O encanto e a Magia Cigana
A Origem do Povo Cigano
Particularidades da Cultura Cigana
Santa Sara kali
Hino Internacional Cigano
Vocabulário Romani
A Lua cheia
Tabela de correspondências da Astrologia Cigana
O Simbolismo Sagrado cigano
A Fauna e a Flora entre os Ciganos
O Segredo das Garras
A Fogueira das Vaidades
As Máscaras da Serenidade
Passes Magnéticos
O Casal Oculto
Como cuidar de sua cigana e cigano astral espiritual
Cores e magias de sua Energia Cigana
Datas negativas para rituais e magia
50 Magias para o Amor
50 Magias para a Prosperidade
20 Receitas ciganas para a Saúde
Paracelso e os Ciganos
20 Magias para as crianças
20 Receitas ciganas para a Beleza
11 Orações Ciganas + 6 Cabalísticas
22 Magias com os Arcanos Maiores do Tarot

LACHI BAR ! THIÊ KELEL O DHIEL PERITI

THIÊ AVÉS BARTHALÓ !
Duração 2 meses
Investimento:R$70,00 mensal
Acompanhamento com apostila e ritualistica
Informações:34776894 / 91358852

Curso de Baralho Cigano


Cronograma do Curso

A Origem do Povo Cigano
A Cultura Cigana
Santa Sara kali
O idioma Romani
Astrologia Cigana
O Baralho Cigano
Como Consagrar o Baralho
Preparativos para a Leitura das Cartas
Como Interpretar as cartas
Método das Três Cartas
Significado de cada Carta
Método do Encantamento Cigano
Marie Anne Adelaide Lenormand - Biografia
Métodos de Consulta do Baralho de Lenormand -
- Método das 9 cartas
- Método das 13 cartas
- O Grande Jogo do Destino - 21 cartas
Instruções Sobre a Leitura das Cartas, combinações, dias, esclarecimentos, etc...
Como calcular o tempo das previsões - 2 métodos.
Método do sim ou não.
Conselhos para obter melhores resultado na Leitura das cartas.
Exercícios de Interpretação das Cartas
Tabela de interpretação das cartas Lenormand
Significado de todas as cartas Lenormand + combinações de cartas e seus significados
Significado de cada Naipe
Método de Resposta à uma única questão.
Método do Oráculo Preciso.
Método das 48 horas.
Método dos 7 dias da Semana.
Método de Tiragem da Roda Astrológica.

LACHI BAR ! THIÊ KELEL O DHIEL PERITI

THIÊ AVÉS BARTHALÓ !

Duração 2 meses
Investimento R$70,00 mensais
Acompanhamento com apostila

Informações:34776894 91358852 Alex

NUNCA DESISTA!


Nunca diga que algo é impossível
As coisas são no máximo improváveis
Mas nunca são impossíveis.
Nunca desista antes de tentar
E, se você for se arrepender de algo,
Não se arrependa do que você fez
E sim do que você deixou de fazer
Porque tentar e errar, é ao menos aprender
Enquanto nem mesmo tentar, e desperdício.
Não desperdice nenhuma chance da sua vida
Afinal, a sorte não bate todo dia a sua porta
Tenha discernimento para saber o que é certo
E o que é errado,
Tenha sua própria cabeça
Não se deixe influenciar,
Mas saiba ouvir sempre a opinião dos outros
E saiba admitir seus erros.
Seja humilde
E sempre fiel a Deus
Você é um dos soldados dele
E esta aqui em busca da felicidade
Da sua e da dos outros.
Corra atrás de seus sonhos
Por que sem eles não chegamos a lugar nenhum
Não se conforme
Vá atrás do que você quer
LUTE!!!
A vida é bela e as esperanças nunca devem acabar
Assim como também não deve acabar
O amor que existe dentro de nos.
Saiba sobreviver às tristezas,
Saiba se erguer após cada queda
E saiba amar sem medo
Pois o medo não nos traz nada
Apenas leva...
Saiba se entregar por inteiro
Abaixar todos os escudos e dizer:
EU ME RENDO!
Ame de corpo e alma
Mesmo que depois esse amor acabe
Aproveite cada momento
Cada segundo do seu viver,
Pois, é como dizem,
No fim, o que conta, não são os anos de sua vida
E sim, a vida em seus anos.
Então, espero sempre que seus anos
Sejam cheios de vida
Não deixe morrer esse anjo que há dentro de você
Esse anjo chamado AMOR
Esse anjo que da toda a luz necessária para a nossa vida
Deixe ele livre para reinar em seu coração
Pois só assim seu espírito continuara livre do mal
E, se você tiver a sua alma protegida por esse anjo
Nada de ruim vai lhe tocar
Pois você estará sempre ao lado de Deus.
Não tenha ódio por ninguém,
Mesmo que desejem o pior pra você
Pois, se você tiver ódio, seu escudo cai
E, aí sim, poderão lhe atingir
Tenha apenas pena dessas pessoas
Pois elas mataram o anjo que existia em seus interiores
E se esqueceram que somos todos iguais,
Filhos de Deus,
E que merecemos respeito, carinho, amor e felicidade.
Toda vez que você passar por algum momento difícil,
Erga sua cabeça,
Olhe para o céu
E diga:
O Senhor esta comigo e vai me ajudar!
Por que essa e a realidade,
ELE sempre estará nos ajudando
Só que às vezes ficamos surdos a sua ajuda
E não percebemos o quanto ELE nos ama
Chegamos até a ponto de pensar que ele nos abandonou
Quando, na verdade, nos que O abandonamos.
Ore, e agradeça,
pois ELE nos deu o maior presente de todos: A VIDA!

- autor desconhecido –

EM BUSCA DA MALDADE


Krishna resolveu testar a sabedoria de seus súditos.

Convocou Duryodhana, um rei conhecido por sua crueldade, e pediu que encontrasse um homem bom em seu reino. Duryodhana viajou durante um ano, e voltou à presença de Krishna, dizendo:

“Busquei um homem bom, e não encontrei. São todos egoístas e malvados”.

Krishna chamou o rei Dhammaraja, considerado um homem santo. Pediu que percorresse seu reino em busca de um homem malvado. Dhammaraja viajou durante dois anos, e voltou a Krishna, dizendo:

“Perdoe-me, mas não encontrei ninguém mau. Todos têm um lado bom, apesar dos defeitos”.

Então Krishna comentou com os outros deuses: “Viram? O mundo é um espelho, e devolve a todos os reflexos do próprio rosto”.

- Paulo Coelho -

Os Ciganos e a Grande Deusa Mãe


Uma vez por ano, ciganos de diversas partes do mundo se dirigem até Saintes-Maries-de-la-Mer, no sul da França, para homenagear Santa Sarah. Segundo a tradição, Sarah era uma cigana que vivia em uma pequena cidade à beira-mar quando a tia de Jesus, Maria Salomé, chegou ali com outros refugiados para escapar das perseguições romanas. Sarah ajudou-os, e terminou convertendo-se ao cristianismo.
Na festa que pude assistir, peças do esqueleto de duas mulheres que estão enterradas debaixo do altar são retiradas de um relicário e levantadas para abençoar a multidão com suas roupas coloridas, suas músicas e instrumentos. Em seguida, a imagem de Sarah, vestida com belíssimos mantos é retirada de um local perto da igreja (já que o Vaticano jamais a canonizou) e é levada em procissão até o mar através das ruelas cobertas de rosas. Quatro ciganos, vestidos com roupas tradicionais, colocam as relíquias em um barco cheio de flores, entram na água, repetem a chegada das fugitivas e o encontro com Sarah. A partir daí, tudo é música, festa, cantos, e demonstrações de coragem diante de um touro.
É fácil identificar Sarah como mais uma das muitas virgens negras que podem ser encontradas no mundo. Sara-la-Kali, diz a tradição, vinha de uma nobre linhagem e conhecia os segredos do mundo. Seria, no meu entender, mais uma das muitas manifestações do que chamam a Grande Mãe, a Deusa da Criação.
Cada vez mais o festival em Saintes-Maries-de-la-Mer atrai gente que nada tem a ver com a comunidade cigana. Por que? Porque o Deus Pai é sempre associado com o rigor e a disciplina do culto. A Deusa Mãe, pelo contrário, mostra a importância do amor acima de todas as proibições e tabus que conhecemos.
O fenômeno não é novidade: sempre que a religião endurece suas normas, um grupo significativo de pessoas tende a ir em busca de mais liberdade no contato espiritual. Isso aconteceu durante a Idade Média, quando a Igreja Católica limitava-se a criar impostos e construir conventos cheios de luxo; como reação, assistimos o surgimento de um fenômeno chamado “feitiçaria”, que apesar de reprimido por causa de seu caráter revolucionário, deixou raízes e tradições que conseguiram sobreviver todos estes séculos.
Nas tradições pagãs, o culto da natureza é mais importante que a reverência aos livros sagrados; a Deusa está em tudo, e tudo faz parte da Deusa. O mundo é apenas uma expressão de sua bondade. Existem muitos sistemas filosóficos - como o taoísmo ou o budismo - que eliminam a idéia da distinção entre o criador e a criatura. As pessoas não tentam mais decifrar o mistério da vida, e sim fazer parte dele.
No culto da Grande Mãe, o que chamamos de “pecado”, geralmente uma transgressão de códigos morais arbitrários, é bem mais flexível. Os costumes são mais livres, porque fazem parte da natureza, e não podem ser considerados como frutos do mal. Se Deus é mãe, então tudo que é necessário é juntar-nos aos ciganos e adorá-la através de ritos que procuram satisfazer sua alma feminina – como a dança, o fogo, a água, o ar, a terra, os cantos, a música, as flores, a beleza.
A tendência vem crescendo de maneira gigantesca nos últimos anos. Talvez estejamos diante de um momento muito importante na história do mundo, quando finalmente o Espírito se integra com a Matéria, os dois se unificam, e se transformam.

FONTE: COELHO, Paulo – “Warrior Of The Light”

A vida é...


A vida é uma oportunidade, aproveita-a.
A vida é beleza, admira-a.
A vida é beatificação, saboreia-a.
A vida é sonho, torna-o realidade.
A vida é um desafio, enfrenta-o.
A vida é um dever, cumpre-o.
A vida é um jogo, joga-o.
A vida é preciosa, cuida-a.
A vida é riqueza, conserva-a.
A vida é amor, goza-a.
A vida é um mistério, desvela-o.
A vida é promessa, cumpre-a.
A vida é tristeza, supera-a.
A vida é um hino, canta-o.
A vida é um combate, aceita-o.
A vida é tragédia, domina-a.
A vida é aventura, afronta-a.
A vida é felicidade, merece-a.
A vida é a VIDA, defende-a.

- Madre Teresa de Calcutá -

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Pomba Gira Maria Mulambo das Almas


A condessa Sophia estava novamente com problemas, por isso chamou a negra Calú. Da primeira vez em que ficara grávida fora do casamento seu socorro viera através da escrava conhecedora de ervas que expulsavam o feto como que por encanto. Desta vez o assunto era ainda mais sério, estava grávida de um negro, como explicar ao conde, louro de olhos azuis e pele alvíssima, um filho que, certamente, nasceria mulato? Calú entrou cabisbaixa nos aposentos da condessa e foi informada que deveria novamente proceder como há quatro meses. A escrava ficou boquiaberta: - Senhora, como deixou isso acontecer novamente em tão pouco tempo? É muito perigoso provocar sangramento quase seguido! - Foi calada por um violento tapa - Como ousa julgar os atos de sua senhora, negrinha vagabunda? Eu te chamei para fazer o seu serviço e é isso que deve fazer. Vá buscar as o que necessitas e volte imediatamente com tudo pronto ou mandarei te surrar até que morras! Desorientada pela agressão, Calú embrenhou-se na mata para procurar as ervas que conhecia tão bem. Seu rosto ainda queimava pela agressão e também pelo ódio que invadia seu coração. Ela que sempre fora fiel, facilitara os encontros clandestinos da condessa em várias ocasiões, e não foram poucas, causara-lhe o primeiro aborto e nem um obrigado tivera ainda tinha que apanhar? Vagabunda era ela, que se vestia com capricho, perfumava-se e fazia o papel da esposa perfeita ao lado do conde e ao menor afastamento deste, deitava-se em qualquer lugar com qualquer um. E depois ela é quem tinha que virar-se para dar um fim aos bastardinhos? Hoje iria a forra, seria o seu dia de vitória. Apanhou ervas que em nada serviriam para o aborto proposto. Fez uma mistura que após a infusão levaria a mulher à morte em pouco tempo. Aí sim ficaria contente, ver aquele poço de vaidade e devassidão morrendo lentamente pelas suas mãos. Entrou no quarto e a condessa encontrava-se deitada. - Já está pronto o remedinho minha querida? - Além de tudo era cínica - Sim senhora, preparei uma grande caneca e hoje mesmo estará livre do seu mal. - Ah que bom! Desculpe sim? Se perdi a paciência com você, mas não gosto que me ponham contra a parede. - Calú lançou-lhe um olhar furtivo - Não foi nada, já esqueci! Tome o chá e fique deitada. Em poucos minutos a mulher começou a sentir dores insuportáveis. - Calú esse não é o mesmo chá? Estou com dores horrorosas! - É assim mesmo, senhora, faz muito pouco tempo do outro acidente. Intimamente a escrava alegrava-se ao ver o sofrimento da condessa. - Calú, estou morrendo! - A negra subiu sobre a cama e falou: - Isso mesmo, condessinha vagabunda, estou livrando o mundo de uma podridão. Morra infeliz! A porta se abre e uma escrava ouve as últimas palavras, sai correndo e gritando pela enorme mansão: - A Calú está matando a condessa! Em poucos minutos o chefe da guarda, invade o quarto e vê a cena, a condessa morta sobre a cama e a escrava rindo histericamente ao lado. Um golpe certeiro de sua espada corta o pescoço da mulher, a cabeça de Calú cai sobre o corpo inerte de sua vitima. Depois de muito vagarem por tortuosos caminhos inferiores, os espíritos de ambas, encontraram-se em uma lei de esquerda. Na linha de Maria Mulambo, conseguiram o fio condutor de uma lenta e necessária evolução. Este é um dos raros casos em que dois espíritos ligados pelo ódio em terra, uniram-se para a evolução sob a mesma lei. Sophia hoje atende por Maria Mulambo das Sete Catacumbas e Calú, por Maria Mulambo das Almas. Laroiê as Pomba-giras!

MARIA MULAMBO DA ESTRADA - A DEUSA ENCANTADA


Sua lenda diz que Maria Mulambo nasceu em berço de ouro, cercada de luxo. Seus pais não eram reis, mas faziam parte da corte no pequeno reinado.
Maria cresceu sempre bonita e delicada. Com seus trejeitos, sempre foi chamada de princesinha, mas não o era. Aos 15 anos, foi pedida em casamento pelo rei, para casar-se com seu filho de 40 anos.
Foi um casamento sem amor, apenas para que as famílias se unissem e a fortuna aumentasse. Os anos se passavam e Maria não engravidava. O reino precisava de um outro sucessor ao trono. Maria amargava a dor de, além de manter um casamento sem amor, ser chamada de árvore que não dá frutos; e nesta época, toda mulher que não tinha filhos era tida como amaldiçoada.
Paralelamente a isso tudo, a nossa Maria era uma mulher que praticava a caridade, indo ela mesma aos povoados pobres do reino, ajudar aos doentes e necessitados.
Nessas suas idas aos locais mais pobres, conheceu um jovem, apenas dois anos mais velho que ela, que havia ficado viúvo e tinha três filhos pequenos, dos quais cuidava como todo amor. Foi amor à primeira vista, de ambas as partes, só que nenhum dos dois tinha coragem de aceitar esse amor.
O rei morreu, o príncipe foi coroado e Maria declarada rainha daquele pequeno país. O povo adorava Maria, mas alguns a viam com olhar de inveja e criticavam Maria por não poder engravidar.
No dia da coroação os pobres súditos não tinham o que oferecer a Maria, que era tão bondosa com eles. Então fizeram um tapete de flores para que Maria passasse por cima. A nossa Maria se emocionou; seu marido, o rei, morreu de inveja e ao chegar ao castelo trancou Maria no quarto e deu-lhe a primeira das inúmeras surras que ele lhe aplicaria. Bastava ele beber um pouquinho e Maria sofria com suas agressões verbais, tapas, socos e pontapés.
Mesmo machucada, nossa Maria não parou de ir aos povoados pobres praticar a caridade. Num destes dias, o amado de Maria, ao vê-la com tantas marcas, resolveu declarar seu amor e propôs que fugissem, para viverem realmente seu grande amor.
Combinaram tudo. Os pais do rapaz tomariam conta de seus filhos até que a situação se acalmasse e ele pudesse reconstruir a família.
Maria fugiu com seu amor apenas com a roupa do corpo, deixando ouro e jóias para trás. O rei no princípio mandou procurá-la, mas, como não a encontrou, desistiu.
Maria agora não se vestia com luxo e riquezas, agora vestia roupas humildes que, de tão surradas, pareciam mulambos; só que ela era feliz. E engravidou.
A notícia correu todo o país e chegou aos ouvidos do rei. O rei se desesperou em saber que ele é que era uma árvore que não dá frutos. A loucura tomou conta dele ao saber que era estéril e, como rei, ele achava que isso não podia acontecer. Ele tinha que limpar seu nome e sua honra.
Mandou seus guardas prenderem Maria, que de rainha passou a ser chamada de Maria Mulambo, não como deboche mas, sim, pelo fato de ela agora pertencer ao povo. Ordenou aos guardas que amarrassem duas pedras aos pés de Maria e que a jogassem na parte mais funda do rio.
O povo não soube, somente os guardas; só que 7 dias após esse crime, às margens do rio, no local onde Maria foi morta, começaram a nascer flores que nunca ali haviam nascido. os peixes do rio somente eram pescados naquele local, onde só faltavam pular fora d'água.
Seu amado desconfiou e mergulhou no rio, procurando o corpo de Maria; e o encontrou. Mesmo depois de estar tantos dias mergulhado na água, o corpo estava intacto; parecia que ia voltar à vida. os mulambos com que Maria foi jogada ao rio sumiram. Sua roupa era de rainha. Jóias cobriam seu corpo.
Velaram seu corpo inerte e, como era de costume, fizeram uma cerimônia digna de uma rainha e cremaram seu corpo. O rei enlouqueceu.
Seu amado nunca mais se casou.

D. Maria Mulambo mostra-se quase sempre bonita, feminina, amável, elegante, sedutora.Ela gosta das bebidas suaves como vinhos doces, licores, cidra, champanhe, anis, etc. E gosta dos cigarros e cigarrilhas de boa qualidade, assim como também lhe atrai o luxo, o brilho e o destaque. Usa sempre muitos colares, anéis, brincos, pulseiras, etc.
Exus e pombagiras dessa linha (estrada) são os mais Brincalões. Suas consultas são sempre recheadas de boas gargalhadas, porém é bom lembrar que como em qualquer consulta com um guia incorporado, o respeito deve ser mantido e sendo assim estas brincadeiras devem partir SEMPRE do guia e nunca do consulente. São os guias que mais dão consultas em uma gira de Exu, se movimentam muito e também falam bastante, alguns chegam a dar consulta a várias pessoas ao mesmo tempo. Nesta linha trabalham vários espíritos, desde os Exus da estrada propriamente dita, como também os Cíganos e a malandragem. Também se encaixam nesta linha alguns espíritos, que apesar de já terem atingido um certo grau de evolução, optaram por continuar sua jornada espiritual trabalhando como Exus .

terça-feira, 22 de junho de 2010

Lenda da Lágrima


Contam as lendas que, quando o Criador concluiu a sua obra, dividiu-a em departamentos e os confiou aos cuidados dos Anjos. Após algum tempo, o Todo Poderoso resolveu fazer uma avaliação da sua criação e convocou os servidores para uma reunião.

O primeiro a falar foi o Anjo das luzes. Postou-se respeitosamente diante do Criador e lhe falou com entusiasmo:

"Senhor, todas as claridades que criastes para a Terra continuam refletindo as bênçãos da sua misericórdia. O Sol ilumina os dias terrenos com os resplendores divinos, vitalizando todas as coisas da natureza e repartindo com elas o seu calor e a sua energia."

Deus abençoou o Anjo das luzes, concedendo-lhe a faculdade de multiplicá-las na face do mundo.

Depois foi a vez do Anjo da terra e das águas, que exclamou com alegria:

"Senhor, sobre o mundo que criastes, a terra continua alimentando fartamente todas as criaturas; todos os reinos da natureza retiram dela os tesouros sagrados da vida. E as águas, que parecem constituir o sangue bendito da sua obra terrena, circulam no seio imenso, cantando as suas glórias."

O Criador agradeceu as palavras do servidor fiel, abençoando-lhe os trabalhos. Em seguida, falou radiante, o Anjo das árvores e das flores.

"Senhor, a missão que concedestes aos vegetais da Terra vem sendo cumprida com sublime dedicação. As árvores oferecem sua sombra, seus frutos e utilidades a todas as criaturas, como braços misericordiosos do vosso amor paternal, estendidos sobre o solo do planeta."

Logo após falou o Anjo dos animais, apresentando a Deus seu relato sincero.

"Os animais terrestres, Senhor, sabem respeitar as suas leis e acatar a sua vontade. Todos têm a sua missão a cumprir, e alguns se colocam ao lado do homem, para ajudá-lo. As aves enfeitam os ares e alegram a todos com suas melodias admiráveis, louvando a sabedoria do seu Criador."

Deus, jubiloso, abençoou seu mensageiro, derramando-lhe vibrações de agradecimento.

Foi quando, então, chegou a vez do Anjo dos homens. Angustiado e cabisbaixo, provocando a admiração dos demais, exclamou com tristeza:

"Senhor, ai de mim! Enquanto meus companheiros falam da grandeza com que são executados seus decretos na face da Terra, não posso afirmar o mesmo dos homens... Os seres humanos se perdem num labirinto formado por eles mesmos. Dentro do seu livre-arbítrio criam todos os motivos de infelicidade. Inventaram a chamada propriedade sobre os bens que Lhe pertencem inteiramente, e dão curso ao egoísmo e a ambição pelo domínio e pela posse. Esqueceram-se totalmente do seu Criador e vivem se digladiando."

Deus, percebendo que o Anjo não conseguia mais falar porque sua voz estava embargada pelas lágrimas, falou docemente: "Essa situação será remediada".

Alçou as mãos generosas e fez nascer, ali mesmo no céu, um curso de águas cristalinas e, enchendo um cântaro com essas pérolas líquidas, entregou-o ao servidor, dizendo:

"Volta à Terra e derrama no coração de meus filhos este líquido celeste a que chamarás água das lágrimas... Seu gosto é amargo, mas tem a propriedade de fazer que os homens me recordem, lembrando-se da minha misericórdia paternal. Se eles sofrem e se desesperam pela posse passageira das coisas da Terra, é porque me esqueceram, esquecendo sua origem divina."

... e desde esse dia o Anjo dos homens derrama na alma atormentada e aflita da humanidade, a água bendita das lágrimas remissoras.

A lenda encerra uma grande verdade: cada criatura humana, no momento dos seus prantos e amarguras, recorda, instintivamente, a paternidade de Deus e as alvoradas divinas da vida espiritual.

(FONTE : Livro "Crônicas de além-túmulo", cap. 22)

ORAÇÃO PARA OS ORIXÁS


Que a irreverência e o desprendimento de Exu me animem a não encarar as coisas de forma como elas parecem à primeira vista e sim que eu aprenda que tudo na vida, por pior que seja, terá sempre o seu lado bom e proveitoso!
Laro Yê Exu!

Que a tenacidade de Ogum me inspire a viver com determinação, sem que eu me intimide com pedras, espinhos e trevas. Sua espada e sua lança desobstruam meu caminho e seu escudo me defenda.
Ogun Yê meu Pai!

Que o labor de Oxossi me estimule a conquistar sucesso e fartura à custa de meu próprio esforço. Suas flechas caiam à minha frente, às minhas costas, à minha direita e à minha esquerda, cercando-me para que nenhum mal me atinja.
Okê Aro Ode!!!!

Que as folhas de Ossain forneçam o bálsamo revitalizante que restaure minhas energias, mantendo minha mente e meu corpo são.
Ewe Ossain!!!!

Que Oxum me dê serenidade para agir de forma consciente e equilibrada. Tal como suas águas doces – que seguem desbravadoras no curso de um rio, entrecortando pedras e se precipitando numa cachoeira, sem parar nem ter como voltar atrás, apenas seguindo para encontrar o mar – assim seja que eu possa lutar por um objetivo sem arrependimentos.
Ora Ye Yêo Oxum!!!!

Que os raios de Iansã alumiem meu caminho e o turbilhão de seus ventos levem para longe aqueles que de mim se aproximam com o intuito de se aproveitarem de minhas fraquezas.
Êpa Hey Oyá!!!!

Que as pedreiras de Xangô sejam a consolidação da Lei Divina em meu coração. Seu machado pese sobre minha cabeça agindo na consciência e sua balança me incuta o bom senso.
Caô Caô Cabecilê!!!!

Que as ondas de Iemanjá me descarreguem levando para as profundezas do mar sagrado as aflições do dia-a-dia dando-me a oportunidade de sepultar definitivamente aquilo que me causa dor e que seu seio materno me acolha e me console.
Odoyá Iemanjá!!!!

Que aswcabaças de Obaluayê tragam não a cura de minhas mazelas corporais, como também ajudem meu espírito a se despojar das vicissitudes.
Atotô Obaluayê!!!!

Que a vitalidade dos Ibejis me estimule a enfrentar os dissabores como aprendizado; que eu não perca a pureza mesmo que, ao meu redor, a tentação me envolva. Que a inocência não signifique fraqueza, mas sim refinamento moral.
Onibeijada!!

Que o arco-íris de Oxumarê transporte para o infinito minhas orações, sonhos e anseios e que me traga as respostas divinas, de acordo com o meu merecimento.
Arrobobo Oxumarê!!!!

Que a paz de Oxalá renove minhas esperanças de que, depois de erros e acertos; tristezas e alegrias; derrotas e vitórias; chegarei ao meu objetivo mais nobre; aos pés de Zambi maior!
Êpa Babá Oxalá!!!!