segunda-feira, 12 de abril de 2010

ORAÇÃO DE INCIAÇÃO DE RITUAIS


DEUS DE INFINITA BONDADE
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• Que eu seja banhada (o) pela luz primordial
• Que eu esteja unida (o) com a sabedoria Terra
• Que eu identifique meu espaço dentro do conceito cósmico
• Que eu tenha percepção das energias sutis
• Que eu seja um espelho da força do amor
• Que eu limpe as nuvens de minha visão
• Que eu saiba o que é preciso saber
• Que eu revele a verdade e o caminho mais sábio
• Que eu enxergue através da perspectiva superior
• Que eu aceite o ser humano sem julgamentos
• Que eu possa sempre manter a tolerância
• Que eu exerça o significado real do amor
• Que eu possa aceitar e usar minha própria força
• Que eu e meu Eu Superior atuem em conjunto
• Que eu mantenha sempre a calma interior
• Que eu respeite o livre arbítrio do outro
• Que eu tenha o equilíbrio entre as polaridades
• Que eu irradie luz através da própria força criadora
• Que assim seja e assim será! Sempre!

Lua Azul e sua Magia


A Lua Azul acontece, em média:

• Uma vez a cada dois anos e sete meses;
• Sete vezes a cada dezenove anos; e
• Trinta e seis vezes num século.
• Isso se deve a que um mês terrestre tem em média 30,5 dias enquanto o mês lunar tem 29,5 dias.

É chamada de Lua Azul, por ser a 2ª Lua Cheia dentro do mesmo mês. É um momento fantástico para trabalhar o eu interior, a religiosidade, a intuição e potencializar os poderes psíquicos.

Favorece ainda a prosperidade e a abundância como um todo. A Lua exerce incrível influência sobre nós uma vez que nosso corpo é constituído 70% de água e, essa influência atua no corpo emocional.

Para comunhão com as forças do Universo, seguem 4 rituais para serem celebrados nesse dia:

Faça uma mandala com velas:
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Deverá iniciar a mandala pelo leste (onde nasce o sol) com a vela branca. Os outros pontos: norte, sul, oeste, também deverão ter a vela branca. O círculo de velas no chão, livre de cortinas e correntes de vento, deverá ficar assim:

1ª branca (leste)
2ª vermelha
3ª laranja
4ª branca (sul)
5ª amarela
6ª marrom
7ª branca (oeste)
8ª verde clara
9ª verde escura
10ª branca (norte)
11ª rosa
12ª lilás
13ª azul no centro da mandala (corresponde à 13ª lua)

Em volta do círculo da velas, faça um circulo com violetas de diversas cores ou com maças e ofereça com muito carinho e amor à todas as fadas com gratidão pela prosperidade.

Depois que acender as velas, faça a oração de Iniciação (anexa) em voz alta. Em seguida ofereça as violetas ou as maças a todas as fadas e faça a oração da Prosperidade e para o amor, também em voz alta.

As orações poderão ser feitas diariamente.
As violetas ou as maças poderão ser ofertadas a clientes ou a pessoas amigas e queridas.
As sobras das velas colocadas em uma planta bem bonita.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

RITUAL PARA A DEUSA AFRODITE


Ritual para Encontrar ou Preservar um Verdadeiro Amor

Para realizare este ritual prepare um altar para a Deusa Afrodite:

- 1 vela rosa ou vermelha em forma de coração;
- 1 toalha de seda da cor da vela, para colocar no altar;
- 1 taça de vinho tinto;
- 1 pingente em forma de coração (de preferência de quartzo rosa);
- 1 flor (rosa ou hibisco vermelho);
- 1 incenso de rosas;

Faça o altar, colocando todos os objectos indicados. Acenda a vela, tendo ao lado a taça de vinho tinto, o pingente e a flor. Acenda igualmente o incenso.

Costure à mão um saquinho de cetim rosa ou vermelho, também em formato de coração, deixando uma pequena abertura lateral.

Recheie-o com uma mistura das seguintes ervas: pétalas secas de rosa, hibisco, madressilva, margarida, jasmim e gerânio.

Acrescente um búzio pequeno, uma fava de cumaru, uma moeda de cobre, um pedaço de canela, um anis estrelado e uma noz moscada.

Costure o saquinho e abençõe-o, aspergindo-o com uma essência de rosas.

Invoque a Deusa.
Visualize-a como uma linda mulher que sai da espuma do mar e toca levemente sua fronte, seu coração e seu ventre.

Peça-lhe que irradie sobre você seu mágico poder de amor e lhe ajude a encontrar um parceiro que a ame, respeite, valorize e apóie.

Entoe seis vezes o nome de Afrodite, mentalizando firmemente seu objetivo.

Imante no saquinho sua intenção, vendo-a já realizada, e tome seis goles de vinho em comemoração.

Coloque o pingente num colar e use-o a todo o tempo. Quanto ao saquinho com ervas, coloque-o debaixo do seu travesseiro.

Quando alcançar o seu objetivo, entregue ambos no mar ou em água corrente, como um gesto de gratidão para a Deusa Afrodite.

ORAÇÃO À DEUSA AFRODITE



Afrodite Columba, Grande Deusa, Santa Pomba da Paz, ouve as Tuas filhas que Te chamam de novo após séculos; pois elas são as mães que dão vida à humanidade.
Conhecem o esforço de dar à luz e de criar. Sabem que a guerra representa um desperdício do seu esforço precioso, e a desacralização da Tua Terra.
Piedosamente, Mãe, dá às Tuas filhas o poder de se oporem às forças da guerra, de impedirem a destruição agressiva, de estabelecerem as Tuas leis de paz e relacionamento.
Ajuda as mulheres a educarem as suas crianças com ensinamentos de paz. Ajuda os homens a resistirem aos mitos da glória no conflito. Ajuda-nos a todos a respeitar a vida mais do que a conquista.
Permite que o retorno da imagem da Mãe Divina anuncie uma nova era, na medida em que as mulheres de todas as nações se relacionem umas com as outras com compreensão, sob o teu símbolo. Permite que aqueles que não compreendem os mistérios da maternidade sejam guiados pelos que os sabem.
Afrodite Columba, Pomba Sagrada, deixa que as necessidades espirituais daqueles que anseiam por Ti sejam enfim satisfeitas.
Possa a nossa oração erguer-se a Ti tal como a pomba branca ascende pelas suas asas.
Sejamos abençoadas!

(Fonte: BARBARA G. WALKER - Tradução de Mariana Inverno)

Pó Mágico para Dinheiro


Este pó mágico destina-se a concretizar desejos de ordem material.

É um ritual mágico em que você faz o seu pó mágico, que visa ajudar a resolver a sua situação económica e finaceira.
- 2 grandes taças;
- 1 colher de madeira;
- 1 passador;
- 1 pitada de tomilho ;
- 1 pitada de dente-de-leão;
- 1 almofariz;
- 1 vela verde
- 1 pauzinho de incenso de verbena.

Faça este ritual de realização de pó mágico em fase de Lua Crescente.
Acenda a vela e queime o incenso.

Coloque as ervas no almofariz e com o pilão reduza-os a pó bem fino. Trabalhe erva a erva, separadamente, pensando no seu desejo. Depois, coloque todos os ingredientes reduzidos a pó, em partes iguais, dentro de uma das taças. Mexa-os com a colher de madeira até obter uma mistura homogénea.

Com a ajuda do passador filtre o pó obtido para dentro da 2ª taça, afim de obter o mais fino pó.
Pegue no seu pó e vá para para um jardim, um parque, um campo, em que possa estar tranquila/o.
Pegue no pó em sua mão, olhe para ele e baixinho, diga o seguinte:
“Eurus, Notus, Zephyrus, Boreas,
Chefes dos quatro ventos, eu vos conjuro,
Peguem nomeu desejo e materializem-no,
Senhores dos ventos,
Confio-vos a tarefa de ... (diga o que quer).
Que assim seja feito.”
Uma vez feito o seu encantamento, disperse o pó aos quatro ventos. Deixe os ventos levarem o seu pedido, para lhe trazerem o seu desejo realizado.
Nota: tem de especificar muito bem o seu desejo e a forma como quer que se realize. Só pode fazer um desejo a cada ritual!

Pó Mágico para Prosperidade 1

- Uma parte de folhas de eucalipto
- Uma parte de louro
- Uma parte de manjerona

Triturar as ervas -que devem estar secas- num morteiro, mentalizando enquanto o faz, o propósito para o qual serão usadas.
Colocar todos os dias um pouquinho na entrada da casa, do negócio, na carteira ou em todos estes lugares.
Deve ser guardado num vidro transparente, mas não em lugar escuro.

para Prosperidade 2

A cada início de mês - no dia 01, é dia de magia, dia de usar a canela de forma auspiciosa.

De que forma?
Basta colocar um punhado de canela em pó na palma da mão e na porta de entrada da casa soprar a canela desejando que a prosperidade entre porta a dentro!
As palavras que são faladas, o sentimento, a energia concentrada nesse momento são por sua conta!
Gosto de imaginar que junto com a prosperidade vem outras coisas boas, de mãos dadas.
Deixo o vento espalhar a canela porta a dentro e o delicioso aroma invadir o ar!
Não tem hora certa pode ser de manhã, tarde ou noite.
Que a prosperidade entre porta a dentro no dia 1º e espero ansiosa até o próximo mês, porque o aroma da canela deixa uma saudade no ar...

Pó Mágico do Amor


Este pó mágico, é um pó para ser usado em rituais de amor.

- 15 gr de benjoim;
- 15 gr de canela;
- 15 gr de galangal;
- 15 gr de cravo-da-india;
- 15 gr de olíbano;
- 30 gr de mirra;
- 3 gotas de óleo de orquidea;
- 3 gotas de óleo de lótus;
- 3 gotas de óleo de rosa;
- 3 gotas de óleo de jasmim;
- 3 gotas de mel;
- 1 pitada de sementes de iris secas.
- 1 vela vermelha ou rosa;
- 1 tigela de vidro.

Prepare este pó numa sexta-feira numa noite de Lua Nova, á luz da vela.
Coloque na tigela o benjoim, a canela, o galangal, o cravo-da-índia, o olíbano e a mirra. Misture tudo muito bem, com as suas mãos. De seguida adicione o mel, os óleos e as sementes.

Misture tudo, e diga:

“Pelo antigo poder de Ísis,
Deusa suprema de muitos nomes,
Deusa do amor e da maternidade divina,
Eu consagro e dedico este pó,
Como instrumento de magia do amor,
Pelo poder do sol,
Pelo poder da lua,
Que este pó do amor seja carregado,
o poder de Ísis,
Grande Senhora de todos os mistérios,
Grande Senhora da magia,
Grande detentora dos segredos místicos,
Abençoado seja sob os nomes de
Ahio, Ariaha, Arainas e Kha,
Que assim seja feito,
Para eu encantar meu eleito!”
Tape a tigela para que fique muito bem fechada e guarde-a em local escuro, até á lua nova seguinte. Nessa altura, moa os ingredientes com o almofariz e o pilão, até obter um pó bem fininho.
Utilize este pó em rituais de amor, como “pó de amor”.
Também pode usar este pó como um incenso para atrair o amor, ou seja, pegue numa pastilha de carvão e faça-a arder com uma pitada deste pó.

Pó Mágico para Saúde


-2 partes de eucalipto;
- 1 parte de pinho;
- 1 parte de alecrim;
- 1 parte de salsa;
- 1 almofariz.

Pegue num almofariz, coloque as plantas dentro e reduza-as em pó num pó muito fino. As plantas deverão estar bem secas (ao abrigo do sol e da humidade).

Diga o seguinte encantamento:

“Que estas ervas me mantenham em boa saúde,
Ervas verdadeiramente encantadas,
As constipações, as tosses e os males não entrarão,
Pois as ervas para me proteger cá estão”.
Coloque um pouco deste pó, nos seus lençóis, no fundo do seu armário da roupa. Ande com um pouquinho deste pó consigo, numa bolsinha de tecido. Pode guardar o que sobrar dentro de um frasco bem fechado, ao abrigo da luz.

O Uso de Pós Mágicos


"Os pós mágicos são um dos elementos mais conhecidos da feitiçaria. São lendárias as propriedades de bruxaria feita com recurso a pós mágicos especialmente preparados de acordo com fórmulas místicas e em rituais esotéricos. Divulgamos por isso ancestral magia dos pôs mágicos, seus rituais e formulas mágicas..."

Os pós mágicos podem ser compostos pelos mais diversos ingredientes de origem vegetal, animal e mineral - reduzidos a pó. As fórmulas são concebidas com base nas propriedades destes ingredientes e em função do objectivo que se deseja atingir. É sabido que as plantas e os cristais detêm certos poderes, não só pelas suas propriedades intrínsecas como também pelo simbolismo que a eles se associa. Os pós mágicos são uma forma concentrada de obter estes benefícios. Além de serem compostos por ingredientes muito bem escolhidos, estes pós são habitualmente "encantados" através de um ritual. Neste ritual é feita a atribuição de poder - a projecção da intenção - que irá orientar a sua energia para um objectivo específico.

Como Usar um Pó Mágico?
Os pós mágicos podem ser polvilhados ou incluídos na preparação de outras poções. Também servem na confecção de amuletos e para consagração de objectos ou espaços. Literalmente, servem para "encantar" tudo o que tocam. Seguem-se algumas das formas de utilização mais simples.

Polvilhar
Polvilhar consiste em espalhar uma pitada de pó mágico sobre aquilo que se deseja influenciar. Pode, por exemplo, polvilhar a caixa registadora do seu estabelecimento para que os ganhos aumentem. Um pó mágico de cura pode ser usado sobre uma pessoa ou sobre a sua representação - uma fotografia, um objecto pessoal, etc. Os pós de protecção e banimento costumam ser polvilhados nas casas, à entrada e nos acessos. O acto de polvilhar pode ou não ser acompanhado de orações ou palavras específicas, dependendo de cada praticante.

Incenso
Os pós mágicos podem ser queimados como incensos, sobre uma placa de carvão litúrgico ou directamente no fogo. Nos tempos idos, todas as casas tinham uma lareira ou "zona de fogo" onde as brasas eram mantidas em permanência. Nesses tempos cada um podia sentar-se em frente ao fogo e entrar em comunhão com o verdadeiro Fogo da Vontade, muitas vezes ao som de ladaínhas murmuradas baixinho, à medida que se ia deitando pitadas de pó mágico nas chamas.

Velas
As velas que se usam para orações e rituais ganham muito se forem preparadas com pós mágicos. O processo é muito simples:

Material:
1 colher de chá de óleo vegetal (pode ser óleo litúrgico especial ou óleo simples de fritura)
1 colher de café rasa de pó mágico
1 folha de papel
4 Velas

- Molhe um dedo no óleo e besunte ligeiramente cada uma das velas.

- Espalhe o pó mágico por cima da folha de papel.

- Role as velas sobre a folha de papel, fazendo o pó mágico aderir a todos os lados (como se fosse um panado).

- Ajuste as quantidades de pó e de óleo no caso de usar mais ou menos velas.

As velas assim preparadas transformam-se em verdadeiros objectos de poder que, ao arderem, libertam toda a energia contida no pó.

Consagração de Objetos
Os pós mágicos também servem para consagrar objetos. Por exemplo, um talismã para boa sorte pode ser preparado com a ajuda de um pó. Para tal, polvilha-se o objeto, geralmente no contexto de um ritual.

Pós Mágicos Comestíveis
A cozinha, cujo centro é o "Fogo Sagrado do Lar", sempre foi também o centro das práticas mágicas. Não é, portanto, de estranhar que os pós mágicos sejam o tempero de muitos pratos especiais. Nos dias que correm já poucos se lembram porque é que certas ervas e especiarias entram em determinados pratos tradicionais - é verdade que são saborosas, mas não é só por isso! Preparar os alimentos era, em si, um acto mágico - e isto torna-se ainda mais verdade quando se trata de pratos festivos que são, como quem diz, comida ritual ou sagrada. Um exemplo disto é o arroz doce, uma sobremesa típica dos casamentos - devidamente polvilhado com canela, símbolo do amor e da prosperidade.

terça-feira, 30 de março de 2010

Tradições pagãs na Páscoa


Na Páscoa, é comum a prática de pintar-se ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas. Em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substítuidos por ovos de chocolate. No entanto, o costume não é citado na Bíblia. Antes, este costume é uma alusão a antigos rituais pagãos. Eostre ou Ostera é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. A lebre (e NÃO um coelho) era seu símbolo. Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada (claro que a versão “coelhinho da páscoa, que trazes pra mim?” é bem mais comercialmente interessante do que “Lebre de Eostre, o que suas entranhas trazem de sorte para mim?”, que é a versão original desta rima. A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade. De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora” (ou novamente, o planeta Vênus). É uma Deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. Ela deu nome ao Sabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara

Pascoa e Semana Santa


A Festa da Páscoa (tanto hebraica quanto cristã): Festejada justamente no momento do início do Ano Zodiacal, quando o planeta Terra recebe os poderosos eflúvios da Constelação de Áries, o Cordeiro de Deus.

Segundo a enciclopédia livre Wikipedia, a Páscoa (do hebraico Pessach, significando passagem) é um evento religioso cristão, normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa da cristandade.

Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo (Vitória sobre a morte) depois da sua morte por crucificação (ver Sexta-Feira Santa) que terá ocorrido nesta altura do ano em 30 ou 33 d.C. O termo pode referir-se também ao período do ano canônico que dura cerca de dois meses a partir desta data até ao Pentecostes.

A Páscoa e o Pessach são eventos diferentes que não devem ser confundidos. Assumir o nome de Páscoa, que seria a tradução original de Pessach, para os eventos da Páscoa cristã, é algo razoavelmente confuso, que pode ter sido feito intencionalmente com a finalidade de substituir um grande evento da religião judaica por outro grande evento da religião católica.

O que acontece é que a morte de Cristo acontece em 14 de Nissã, dia do início de Pessach. A última ceia de Cristo teria sido um Seder de Pessach.

Esta grande Festa Cósmica possui um grande valor para as culturas Cristãs e para as sociedades secretas do ocidente, baseado nisto, disponibilizamos para nossos leitores alguns textos sobre o Cristo Cósmico e Histórico.

Ostara


O Sabbat do Equinócio da Primavera, também conhecido como Sabbat do Equinócio Vernal, Festival das árvores, Alban Eilir, Ostara e Rito de Eostre, é o rito de fertilidade que celebra o nascimento da Primavera e o redespertar da vida na Terra. Nesse dia sagrado, os Bruxos acendem fogueiras novas ao nascer do sol, se rejubilam, tocam sinos e decoram ovos cozidos - um antigo costume pagão associado à Deusa da Fertilidade.

Os ovos, que obviamente são símbolos da fertilidade e da reprodução, eram usados nos antigos ritos da fertilidade. Pintados com vários símbolos mágicos, eram lançados ao fogo ou enterrados como oferendas à Deusa. Em certas partes do mundo pintavam-se os ovos do Equinócio da Primavera de amarelo ou dourado (cores solares sagradas), utilizando-os em rituais para honrar o Deus Sol.

Os aspectos da Deusa invocados nesse Sabbat são Eostre (a deusa saxônica da fertilidade) e Ostara (a deusa alemã da fertilidade). Em algumas tradições wiccanas, as deidades da fertilidade adoradas nesse dia são a Deusa das Plantas e o Senhor das Matas.

Como a maioria dos antigos festivais pagãos, o Equinócio da Primavera foi cristianizado pela Igreja na Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. A Páscoa (em inglês "Easter", nome derivado da deidade saxônica da fertilidade, Eostre) só recebeu oficialmente esse nome da Deusa após o fim da Idade Média.

Até hoje, o Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema do calendário lunar, que estabelece o dia santo no primeiro domingo após a primeira lua cheia, no ou após o Equinócio da Primavera. (Formalmente isso marca a fase da "gravidez" da Deusa Tríplice, atravessando a estação fértil.) A Páscoa, como quase todas as festividades religiosas cristãs, é enriquecida com inúmeras características, costumes e tradições pagãos, como os ovos de Páscoa e o coelho. Os ovos, como mencionado, eram símbolos antigos de fertilidade oferecidos à deusa dos Pagãos. A lebre era um símbolo de renascimento e ressurreição, sendo animal sagrado para várias deusas lunares, tanto na cultura oriental como na ocidental, incluindo a deusa Ostara, cujo animal era o coelho.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Equinócio da Primavera são os ovos cozidos, os bolos de mel, as primeiras frutas da estação em ponche de leite. Na Suécia, os "waffles" eram o prato tradicional da época.

Incensos: violeta africana, jasmim, rosa sálvia e morango.
Cores das velas: dourada, verde, amarela.
Pedras preciosas sagradas: ametista, água-marinha, hematita, jaspe vermelho.
Ervas ritualísticas tradicionais: bolota, quelidônia, cinco-folhas, crocus, narciso, corniso, lírio-da-páscoa, madressilva, íris, jasmim, rosa, morango, atanásia e violetas.


Ritual do Sabbat Ostara

Comece marcando um círculo de 3m de diâmetro, usando giz ou tinta branca. Monte um altar no centro do círculo, voltado para o norte. Coloque uma vela da cor apropriada do Sabbat no centro do altar. à direita (leste), coloque um incensório com o incenso apropriado do Sabbat ou um turíbulo contendo pedaços de carvão aquecidos, sobre o qual a sálvia será queimada. à esquerda (oeste) da vela, coloque uma tigela com ovos cozidos decorados com runas, desenhos de fertilidade e outros símbolos mágicos.

Diante da vela (sul), coloque um punhal e uma espada cerimonial consagrados. Após salpicar um pouco de sal sobre o círculo para purificá-lo, pegue a espada cerimonial e trace o círculo em movimento destrógiro, começando no leste. Enquanto traça, diga: ABENçOADO SEJA ESTE CíRCULO DO SABBAT SOB O NOME DIVINO DE OSTARA, ANTIGA DEUSA DA FERTILIDADE E DA PRIMAVERA. SOB SEU SAGRADO NOME E SOB A SUA PROTEçãO ESTE RITUAL DE SABBAT AGORA SE INICIA.

Coloque a espada de volta no altar e, então, acenda a vela e o incenso. Pegue o punhal com a mão direita e ajoelhe-se diante do altar com a lâmina sobre o coração, dizendo: ABENçOADA SEJA A DEUSA DA FERTILIDADE, ABENçOADO SEJA O SEU RITUAL DA éPOCA DA PRIMAVERA. ABENçOADO SEJA O REI-DEUS SOL, ABENçOADA SEJA A SUA LUZ SAGRADA.

Coloque a lâmina da espada sobre a região do Terceiro Olho em sua testa e diga: O SOL CRUZOU O EQUADOR CELESTE, TRAZENDO O SOL E A LUA COM A MESMA DURAçãO DE HORAS. FINALMENTE A DEUSA DA PRIMAVERA RENASCEU, A SUA BELEZA Dá VIDA àS áRVORES E àS FLORES. ABENçOADA SEJA A DIVINA DEUSA DAS MATAS. ELA é A CRIADORA DE TODAS AS COISAS VIVAS. ABENçOADO SEJA O SENHOR DAS MATAS. EU CANTO ESTA CANçãO PARA A DEUSA E PARA O DEUS. DESPERTEM, DESPERTEM TODOS E OUçAM A VOZ DO CHAMADO DA DEUSA. ABENçOADA SEJA A NOSSA MãE TERRA, QUE ELA SEJA PREENCHIDA COM PAZ, MAGIA E AMOR. A DEUSA RESPIRA A VIDA. A DEUSA Dá A VIDA. A DEUSA é A VIDA. ELA REINA SUPREMA. ASSIM SEJA!

Encerre o ritual apagando a vela e desfazendo o círculo com a espada cerimonial em movimento levógiro. Os ovos podem ser comidos como parte do banquete do Sabbat do Equinócio da Primavera, e jogam-se conchas numa fogueira ao ar livre ou enterram-nas no chão como oferenda à Mãe Terra.

Fonte: 'Wicca - A Feitiçaria Moderna', de Gerina Dunwich

Simbolismo do ovo de páscoa


Na antigüidade os egípcios e persas costumavam tingir ovos com cores da primavera e presentear os amigos. Para os povos antigos o ovo simbolizava o nascimento. Por isso, os persas acreditavam que a Terra nascera de um ovo gigante.

Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos e doá-los aos amigos. Em outros, como na Alemanha, o costume era presentear as crianças. Na Armênia decoravam ovos ocos com figuras de Jesus, Nossa Senhora e outras figuras religiosas.

Os ovos não eram comestíveis, como se conhece hoje. Era mais um presente original simbolizando a ressurreição como início de uma vida nova. A própria natureza, nestes países, renascia florida e verdejante após um rigoroso inverno.

Em alguns lugares as crianças montam seus próprios ninhos e acreditam que o coelhinho da Páscoa coloca seus ovinhos. Em outros, as crianças procuram os ovinhos escondidos pela casa, como acontece nos Estados Unidos.

Antigamente, me lembro, há mais de 20 anos, o costume era enfeitar e pintar ovos de galinha, sem gema e clara, e recheá-los com amendoim revestido com açúcar e chocolate. Os ovos de Páscoa, como conhecemos hoje (de chocolate), era produto caro e pouco abundante.

De qualquer forma o ovo em si simboliza a vida imanente, oculta, misteriosa que está por desabrochar.


Os ovos de chocolate ou ovos de Páscoa são uma tradição milenar relacionada ao cristianismo. Costumava-se pintar um ovo oco de galinha de cores bem alegres, pois a Páscoa é uma data festiva que comemora a ressurreição de Jesus Cristo, sendo o ovo um símbolo de nascimento. Outros povos como os gregos e os egípcios também coloriam ovos de galinha oco, porém em datas diferentes.

O ovo é símbolo bastante antigo, anterior ao Cristianismo, que representa a fertilidade e a renascimento da vida. Muitos séculos antes do nascimento de Cristo, a troca de ovos no Equinócio da Primavera (21 de Março) era um costume que celebrava o fim do Inverno e o início de uma estação marcada pelo florescimento da natureza. Para obterem uma boa colheita, os agricultores enterravam ovos nas terras de cultivo.

Quando a Páscoa cristã começou a ser celebrada, a cultura pagã de festejo da Primavera foi integrada na Semana Santa. Os cristãos passaram a ver no ovo um símbolo da ressurreição de Cristo.

Colorir e decorar ovos é um costume também bastante antigo, praticado no Oriente. Nos países da Europa de Leste, os ortodoxos tornaram-se grandes especialistas em transformar ovos em obras de arte. Da Rússia à Grécia, os ortodoxos costumam pintar os ovos de vermelho. Já na Alemanha, a cor dominante é o verde. A tradição é tão forte que a Quinta-feira Santa é conhecida por Quinta-feira Verde. Na Bulgária, em vez de se esconder os ovos, luta-se com eles na mão. Há verdadeiras batalhas campais. Toda a gente tem de carregar um ovo e quem conseguir a proeza de o manter intacto até ao fim será o mais bem sucedido da família até à próxima Páscoa.

Das tradições da Europa Oriental, o hábito passou aos demais países. Eduardo I de Inglaterra oferecia ovos banhados em ouro aos súditos preferidos. Luís XIV de França os mandava, pintados e decorados, como presentes. Isso iniciou a moda de fazê-los artificiais, de madeira, porcelana e metal, contendo alegras surpresas aos presenteados. Seu sucessor Luís XV presenteou sua amante 33 anos mais jovem, Madame du Barry, com um enorme ovo, o qual continha em estátua de Cupido. Essas tradições inspiraram também Peter Carl Fabergé na criação dos famosos e valiosos Ovos Fabergé..[1]

Os ovos de chocolate viram dos Pâtissiers franceses que recheavam ovos de galinha, depois de esvaziados de clara e gema, com chocolate e os pintavam por fora. Os pais costumavam esconder ovos nos jardins para que as crianças os encontrassem na época da Páscoa. Com melhores tecnologias, a partir do final do século XIX, se difundiram os ovos totalmente feitos de chocolate, utilizados até hoje.

Ostara

Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera.

A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isto muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade. A palavra "páscoa" – do hebreu "peschad", em grego "paskha" e latim "pache" – significa "passagem", uma transição anunciada pelo equinócio de primavera (ou vernal), que no hemisfério norte ocorre a 20 ou 21 de março e, no sul, em 22 ou 23 de setembro.

De fato, para entender o significado da Páscoa cristã, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar dos antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa.

Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres.

Os pássaros estão cantando, as árvores estão brotando. Surge o delicado amarelo do Sol e o encantador verde das matas.

A celebração de Ostara, comemora a fertilidade, um tradicional e antigo festival pagão que celebra o evento sazonal equivalente ao Equinócio da primavera.

Algumas das tradições e rituais que envolve Ostara, inclui fogos de artifícios, ovos, flores e coelho.

Ostara representa o renascimento da terra, muitos de seus rituais e símbolos estão relacionados à fertilidade. Ela é o equilíbrio quando a fertilidade chega depois do inverno. É o período que a luz do dia e da noite têm a mesma duração. Ostara é o espelho da beleza da natureza, a renovação do espírito e da mente. Seu rosto muda a cada toque suave do vento. Gosta de observar os animais recém-nascidos saindo detrás das árvores distantes, deixando seu espírito se renovar.

Ostara foi cristianizada como a maior parte dos antigos deuses pagãos.

Os símbolos tradicionais da Páscoa vêm de Ostara. Os ovos, símbolo da fertilidade, eram pintados com símbolos mágicos ou de ouro, eram enterrados ou lançados ao fogo como oferta aos deuses. É o Ovo Cósmico da vida, a fertilidade da Mãe Terra.

Ostara gosta de verde e amarelo, cores da natureza e do sol.

O Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema de calendário lunar, que coloca o feriado no primeiro Domingo após a primeira lua cheia ou seguindo o equinócio.

A Páscoa foi nomeada pelo deus Saxão da fertilidade Eostre, que acompanha o festival de Ostara como um coelho, por esta razão, o símbolo do coelho de páscoa na tradição cristã. O coelho é também um símbolo de fertilidade e da fortuna.

A Páscoa foi adaptada e renomeada pelos cristãos, do feriado pagão Festival de Ostara, da maneira que melhor lhe convinha na época assim como a tradição dos símbolos do Ovo e do Coelho.

A data cristã foi fixada durante o Concílio de Nicéa, em 325 d.C., como sendo "o primeiro Domingo após a primeira Lua Cheia que ocorre após ou no equinócio da primavera boreal, adotado como sendo 21 de março.

A festa da Páscoa passou a ser uma festa cristã após a última ceia de Jesus com os apóstolos, na Quinta-feira santa. Os fiéis cristãos celebram a ressurreição de Cristo e sua elevação ao céu. As imagens deste momento são a morte de Jesus na cruz e a sua aparição. A celebração sempre começa na Quarta-feira de cinzas e termina no Domingo de Páscoa: é a chamada semana santa.

A Deusa Eostre


Eostre ou Ostera é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos coloridos eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados.

De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora”. É uma Deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. Ela deu nome ao Sabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara.

Posteriormente, a igreja católica acabou por a Páscoa às festividades pagãs de Ostara e absorveu muitos de seus costumes, inclusive os ovos e coelhinho da Páscoa. Podemos perceber isso pelo próprio nome da Páscoa em inglês,Easter, muito semelhante a Eostre.

O nome Eostre ou Ostara, como também a Deusa é chamada, tem origem anglo-saxã provinda do advérbio ostar que expressa algo como “Sol nascente” ou “Sol que se eleva”, Muitos lugares na Alemanha foram consagrados a ela, como Austerkopp (um rio em Waldeck), Osterstube (uma caverna) e Astenburg.

Eostre estava relacionada à aurora e posteriormente associada à luz crescente da Primavera, momento em que trazia alegria e bênçãos a Terra.

Por ser uma Deusa um tanto obscura, muito do que se sabia sobre ela foi se perdido através dos tempos, e descrições, mitos e informaçõe sobre ela são escassos.

Seu nome e funções têm relação com a Deusa grega Eos, Deusa do Amanhecer na mitologia grega. Alguns historiadores dizem que ela é meramente uma das várias formas de Frigg *deusa indo-européia – esposa de Odin), ou que seu nome seria um epíteto para representar Frigg em seu aspecto jovem e primaveril. Outros pesquisadores a associam à Astarte (Deusa Fenícia) e Ishtar (deusa Babilônica), devido às similaridades em seus respectivos festivais da Primavera.

Dizem as lendas que Eostre tinha uma especial afeição por crianças. Onde quer que ela fosse, elas a seguiam e a Deusa adorava cantar e entretê-las com sua magia.

Um dia, Eostre estava sentada em um jardim com suas tão amadas crianças, quando um amável pássaro voou sobre elas e pousou na mão da Deusa. Ao dizer algumas palavras mágicas, o pássaro se transformou no animal favorito de Eostre, uma lebre. Isto maravilhou as crianças. Com o passar dos meses, elas repararam que a lebre não estava feliz com a transformação, porque não mais podia cantar nem voar.

As crianças pediram a Eostre que revertesse o encantamento. Ela tentou de todas as formas, mas não conseguiu desfazer o encanto. A magia já estava feita e nada poderia revertê-la. Eostre decidiu esperar até que o inverno passasse, pois nesta época seu poder diminuía. Quem sabe quando a Primavera retornasse e ela fosse de novo restituída de seus poderes plenamente pudesse ao menos dar alguns momentos de alegria à lebre, transformando-a novamente em pássaro, nem que fosse por alguns momentos.

A lebre assim permaneceu até que então a Primavera chegou. Nessa época os poderes de Eostre estavam em seu apogeu e ela pôde transformar a lebre em um pássaro novamente, durante algum tempo. Agradecido, o pássaro botou ovos em homenagem a Eostre. Em celebração à sua liberdade e às crianças, que tinham pedido a Eostre que lhe concedesse sua forma original, o pássaro, transformado em lebre novamente, pintou os ovos e os distribuiu pelo mundo.

Para lembrar às pessoas de seu ato tolo de interferir no livre-arbítrio de alguém, Eostre entalhou a figura de uma lebre na lua que pode ser vista até hoje por nós.

Eostre assumiu vários nomes diferentes como Eostra, Eostrae, Eastre, Estre e Austra. É considerada a Deusa da Fertilidade plena e da luz crescente da Primavera.

Seus símbolos são a lebre ou o coelho e os ovos, todos representando a fertilidade e o início de uma nova vida.

A lebre é muito conhecida por seu poder gerador e o ovo sempre esteve associado ao começo da vida. Não são poucos os mitos que nos falam do ovo primordial, que teria sido chocado pela luz do Sol, dando assim vida a tudo o que existe.

Eostre também é uma Deusa da Pureza, da Juventude e da Beleza. Era comum na época da Primavera recolher o orvalho para banhar-se ritualisticamente. Acreditava-se que orvalho colhido nessa época estava impregnado com as energias de purificação e juventude de Eostre, e por isso tinha a virtude de purificar e rejuvenescer.

domingo, 28 de março de 2010

Bruxaria sem Desculpite


Muita gente deixa de praticar Bruxaria porque não pode ter um comprometimento contínuo, alegando não ter tempo ou disponibilidade de espaço, por exemplo. Outros inclusive falam que não têm dinheiro para comprar livros ou instrumentos. Mas peraí – estamos falando de uma religiosidade pautada na Natureza ou o quê? Veja neste texto como a Bruxaria faz parte da sua vida e como é fácil viver o dia-a-dia como um(a) verdadeiro(a) bruxo(a).

Você descobre que hoje é noite de Lua Cheia mas precisa lavar a roupa. Ou então sábado é dia de sabá, mas você só pensa em ir ao cinema ou descansar no sofá vendo TV. Nós sabemos qual é a realidade. Como podemos, então, adequar nossa vida para que ela corresponda à nossa espiritualidade?

1. Falemos sobre esbás. Os esbás são os rituais onde celebramos as fases da Lua e o foco cultural é em uma divindade feminina – a Deusa. Todo mundo sabe que o ideal é você sempre saber em que fase está. Isso pode ser resolvido de diversas formas. Óbvio que a mais indicada é a observação, porque é a maneira de se sentir mais próximo(a) e tal. Mas não custa dar uma reforçadinha para os momentos de dúvida. Assim, anote em sua agenda todas as próximas fases da Lua. Se não souber onde encontrar, sempre atualizamos ali do lado direito do site. O que é importante nos esbás é você entender o que está acontecendo naquele dia e ver o que pode ser feito dentro das suas condições atuais. Por exemplo: o que significa uma Lua Cheia em Áries? ou uma Lua Minguante em Escorpião? Reflita sobre esses aspectos e tenha ideias. Na dúvida, siga este guia simples:

Lua Nova – meditação e planejamento;
Lua Crescente – rituais que promovam o início ou a atração de algo;
Lua Cheia – força total em qualquer campo;
Lua Minguante – rituais para agilizar o término de algo ou banimento de qualquer coisa;
Lua Negra – revisão do que foi feito, leitura de oráculos;

Faça nesses dias o que achar melhor. Se quiser – e puder – fazer um ritual com velas, círculo, enfim, tudo o que tem direito, faça! Mas, se não puder, um incensozinho, uma meditação simples, um jantar especial – tudo isso também serve. O importante é manter a intenção em foco. Mas não deixe passar em branco. Um esbá ocorre uma vez por semana. Nem que seja durante seu banho, dá pra fazer alguma coisa assim. Também não dá para ser bruxo(a) sem o mínimo de boa vontade, que fique claro.

2. Sobre os sabás. Existem diversas datas de celebrações no decorrer do ano, dependendo da tradição que você segue. Na Wicca, são oito. Alguns bruxos e bruxas preferem celebrar só as quatro estações, ou só os quatro festivais celtas. Tomarei como base a Roda do Ano wiccan, que tem, portanto, oito festivais. Pense bem: oito festivais por ano. Pensando assim, até parece pouco. Mas, no dia-a-dia, lembrar que domingo é Lammas e você não tem ideia de como celebrar ou então você precisa levar sua mãe no supermercado é o que acontece com a maioria dos pagãos. Aqui fica o mesmo conceito dos esbás: não deixe passar em branco. O bom dos sabás é que, ao contrário dos esbás, eles são focados nos grupos, na comunidade, na coisa da partilha. Então, se em um esbá é legal você meditar sozinho(a), ter aquele momento seu, no sabá é justamente a hora de juntar o pessoal e celebrar de forma gostosa. Nem todo mundo gosta de ir em ritual público celebrar. Tampouco pode celebrar em covens. Se você prefere celebrar sozinho, tudo bem. Mas, se quiser celebrar coletivamente, não precisa sair convertendo seus amigos não-pagãos, ou mesmo sua família – basta ser criativo(a)!

Você pode começar o dia do sabá com uma meditação simples a respeito dele. Uma coisa boa a se fazer é: sempre que um sabá estiver se aproximando, progressivamente vá lendo coisas a respeito. Essa é uma forma eficiente de entrar no clima. Com relação às estações, faça uma listinha de rituais que gostaria de fazer em cada época. Por exemplo: estudar sobre o tarô durante o outono, meditar em algum parque na primavera, essas coisas. Mas voltando ao dia do sabá – depois da meditação, faça coisas relacionadas. O sabá cai em uma terça-feira? Prepare um jantar especial com base no que está acontecendo! Comidas relativas àquele sabá, música, decoração. Se você é festeiro, chame alguns amigos e não fique falando sobre Paganismo, mas promova um encontro alegre. Secretamente, brinde aos deuses. Acenda sua velinha ali num canto. Faça tudo com aquele ar de “resistência pagã” aos novos tempos, rs. Lembre-se do que significa aquele momento na Roda do Ano. Tenha isso em foco. E divirta-se.

Resumindo, para cada sabá:

meditação;
leitura a respeito;
praticar alguns costumes (feitiços, simpatias, velas, trabalhos artísticos, oráculos);
preparar uma receita típica;
se divertir!

3. Você não precisa fazer um feitiço por dia para ser um(a) bruxo(a) que se preze! Não! Mas há pequenos rituais do dia-a-dia que são super benvindos e você pode incorporar facilmente. Basta ir fazendo até se tornar um hábito. Quando você acorda, por exemplo, abra a janela e cumprimente o Sol. Talvez você queira usar um pentagrama no pescoço – talvez não esteja afim. Guarde-o na bolsa ou na mochila. Tenha-o com você. No caminho para o trabalho, leia um capítulo de algum livro pagão. Inspire-se. Preste atenção no tempo. Enquanto estiver trabalhando, preste atenção no seu corpo. Respire, inspire, transpire, relaxe, concentre-se e centre-se. Beba água. Veja em sua agenda em que fase a Lua está. Pense nos assuntos em pauta na sua vida naquele momento – o que poderia ser abordado no próximo esbá? Durante o almoço, coma com tranquilidade. Agradeça à Natureza pela sua refeição. Não se entupa de falsos estimulantes, como açúcar refinado, comprimidos, cigarros e álcool. Escolha fazer um chá a tomar uma aspirina. São essas pequenas escolhas. Sempre prefira o natural. Seu corpo agradece, e a Natureza também. Está com dor de estõmago e não sabe que chá fazer à noite? Faça uma pesquisa básica sobre plantas e resolva o problema. Anote em seu Livro das Sombras a descoberta. Na volta do trabalho, cansado(a), ouça música pagã com fones de ouvido. Existem artistas fantásticos para todos os gostos, de Lorenna McKennitt a Marduk. Tome um banho relaxante. Acenda velas e um incenso. Faça uma comidinha gostosa para jantar. Cozinhar é uma Arte também. Ouça música enquanto cozinha, ou mesmo cante – transfira boas energias para o alimento. Medite antes de dormir – reflita sobre todos os aspectos do seu dia. Talvez você queira reler aquele capítulo das Brumas de Avalon quando a Igraine conhece o Uther. Ou então aquele quando o Harry chega em Hogwarts. Ou talvez você queira simplesmente ficar zapeando os canais em busca de algum documentário sobre os maias. Cada dia é uma pequena Roda do Ano completa… lá vamos nós dormir e depois acordar para a nova alvorada. Procure dormir bem. Talvez você queira escrever antes de dormir, ou anotar seus sonhos pela manhã. E já começa tudo novamente…

Viver como bruxo(a) não é ter uma vida glamourosa envolvendo varinhas, estrelinhas voando e vidros de poções por toda a casa. Existe um ideal de Bruxaria que muitas vezes bloqueia a pessoa e ela acaba não fazendo nada porque está longe do que ela acha que é certo dentro do Paganismo. Você deve ter percebido através deste texto que as coisas são mais fáceis do que parecem – basta incorporar o hábito. E também deve ter percebido que não importa se sua família é ou não pagã – nada do que foi falado aqui impôe uma religiosidade a outras pessoas – são atos básicos de convivência com um simbolismo que só diz respeito a você.

Espero que este artigo tenha inspirado você a fazer coisas boas no seu dia-a-dia. Se você se considera pagão, por que não vive como tal? Sem desculpite!

A vida e Magia e encantamento


"É preciso preservar a beleza dos nossos corações. Saber olhar com pureza de alma. Respirar como se nascêssemos a cada instante. Agir na calma e na serenidade. Cultivar uma flor, mergulhar em águas limpas. Ouvir uma melodia, agradecer a vida não deixar que o encanto se dissolva diante do mundo.
Surfar nas ondas do infinito. Até que a eternidade e o amor nos involva. Nos faça vibrar e sentir cada momento. "

sexta-feira, 26 de março de 2010

As quatro estações em nossa vida!


Um homem tinha quatro filhos.
Ele queria que seus filhos aprendessem a não ter pressa quando fizessem seus julgamentos.
Por isso, convidou cada um deles para fazer uma viagem e observar uma pereira plantada num local distante.

O primeiro filho chegou lá no INVERNO,
o segundo na PRIMAVERA,
o terceiro, no VERÃO
e o quarto, o caçula, no OUTONO.

Quando eles retornaram, o pai os reuniu e pediu que contassem o que tinham visto.

O primeiro chegou lá no INVERNO.
Disse que a árvore era feia e acrescentou:
“- Além de feia, ela é seca e retorcida!”

O segundo chegou lá na PRIMAVERA.
Disse que aquilo não era verdade.
Contou que encontrou uma árvore cheia de botões, e carregada de promessas.

O terceiro chegou no VERÃO.
graciosa que ele jamais tinha visto.

O último filho chegou no OUTONO.
Ele disse que a árvore estava carregada e arqueada cheia de frutas, vida e promessas…

O pai então explicou a seus filhos que todos eles estavam certos, porque eles haviam visto apenas
uma estação da vida da árvore…

Ele disse que não se pode julgar uma árvore, ou uma pessoa, por apenas uma estação.

A essência do que se é, (como o prazer, a alegria e o amor que vem da vida) só pode ser constatada no final de tudo, exatamente como no momento em que todas as estações do ano se completam!

Se alguém desistir no INVERNO, perderá as promessas da PRIMAVERA, a beleza do VERÃO e a expectativa do OUTONO.

Não permita que a dor de uma estação destrua a alegria de todas as outras.
Não julgue a vida apenas por uma estação difícil.
Persevere através dos caminhos difíceis e melhores tempos certamente virão, de uma hora para a outra!!!

A Natureza Trina da Mulher


A natureza da mulher é cíclica e bem separada de seus desejos pessoais e ela experimenta a vida através desta natureza sempre mutável. As mudanças mais marcantes de seu comportamento acontecem em relação aos seus sentimentos. Tudo pode estar auspicioso e alegre em certo momento, mas passado pouco tempo poderá estar melancólico e deprimente. Desta forma, sua percepção subjetiva da vida é projetada para o mundo exterior e a mulher pode sentir a mudança cíclica como uma qualidade da própria vida.

No curso de um ciclo completo, que corresponde à revolução lunar, a energia da mulher cresce, brilha esplendorosa e volta a minguar totalmente. Essas mudanças afetam-na tanto na vida física como sexualmente e também psiquicamente. Na mulher, a vida tem fluxo e refluxo que é dependente de seu ritmo interno. O ir e vir da energia, quando perfeitamente compreendido pela mulher, pode presenteá-la com uma oportunidade de trabalho ou uma aventura espiritual, a qual ela espera há muito tempo. Se a Lua lhe for favorável, ela poderá ter uma vida mais livre e cheia de oportunidades, mas se a Lua estiver desfavorável, pode perder sua chance, sendo incapaz de recuperá-la. Não é de admirar que nossos ancestrais chamassem a Lua de "Deusa do Destino", pois realmente é fato que ela influência no destino da mulher, assim como dos homens também, embora inconscientemente.

No mundo patriarcal, as mulheres descuidaram-se de seus ritmos para tornarem-se competitivas e o mais próximas possíveis dos homens. Caíram, sem perceber, sob o domínio do masculino interior, perdendo o contato com seu próprio instinto feminino, passando a viver somente através das qualidades masculinos do "animus". Entretanto, negar sua identidade é constituir-se em um ser sem alma. Não é incorporando os valores masculinos ou tentando imitar seu comportamento que terá reconhecido o seu valor. A mulher deve ser reconhecida também, pela sua dimensão feminina e não pela sua dissociação da sua realidade psíquica.

quarta-feira, 24 de março de 2010

No Mundo Da Lua


A Lua, e não o Sol, é o legítimo cronômetro do alvorecer dos tempos".

A Lua sempre foi o marcador de tempo natural das mudanças periódicas que ocorriam em todos os reinos, era ela também que assinalava todas as etapas e padrões do eterno ciclo da vida e da morte. Sua misteriosa luz prateada apontava o momento certo para o plantio, para a colheita, para o acasalamento e para as mudanças climáticas. Os antigos gregos a representavam como um cálice vazio que enchia-se e esvaziava-se lentamente, representando as alterações cíclicas das emoções, reações e necessidades humanas.

O símbolo escolhido para representar a esfera matriarcal é a Lua, em sua correlação com a noite e com a Grande Mãe do céu noturno. A Lua é o astro que ilumina a noite e é o símbolo do princípio feminino, representando potencialidades, estados de alma, valores do inconsciente, humores e emoções, receptividade e fertilidade, mutação e transmutação. E, as fases da Lua, caracterizam os aspectos da natureza feminina, assim como representam os estágios e as transformações na vida da mulher.

O Mundo da Lua, aparece na qualidade de um nascimento ou renascimento. Onde quer que se visualize seu símbolo, sempre estaremos diante de um mistério de transformação matriarcal, mesmo que algumas vezes, mostre-se camuflado no mundo patriarcal.

Os astros luminosos em sua dimensão arquetípica, sempre são símbolos da consciência e do espírito da psique humana. É por isso que sua posição nas religiões e ritos é característica das constelações psíquicas dominantes no grupo que, a partir do seu inconsciente, projetou-os no céu. Para ilustrar, o Sol tem sua correspondência na consciência patriarcal, enquanto a Lua na consciência matriarcal.

O aspecto lunar do matriarcado não se refere ao espírito invisível e imaterial, bandeira defendida pelo patriarcado, mas foi a razão pela qual fez com que a Lua acabasse depreciada, assim como o Feminino a que ela corresponde. Todos seus princípios marginalizados levaram à conceituação abstrata da consciência moderna e, que hoje ameaça a existência da humanidade ocidental, pois a unilateralidade masculina acarreta uma hipertrofia da consciência, às custas da totalidade do homem.

Atualmente, o conhecimento abstraído pela consciência coletiva da humanidade encontra-se nas mãos de representantes masculinos, que nem sequer são capazes de incorporar o princípio solar imaterial e puro.

O Mundo da Lua, está longe de ser, como supunha o mundo patriarcal, somente um nível de matéria inferior, de fugacidade telúrica e escuridão. Nos mistérios do renascimento ocorre a iluminação e a imortalização do homem. Este mesmo homem, que é iniciado pela Grande Mãe, como demonstra os mistérios eleusinos e o seu renascimento acontece como um nascimento luminoso no céu noturno. Ele brilhará como um ponto de luz no manto negro da noite, iluminando o mundo noturno, mas mesmo tornando-se deste modo, imortal, a Mãe não o libera, mas o carrega para perto de si na mandala celeste, pois uma Mãe jamais abandona seu filho.

Meu caminho


“O universo é meu caminho; o amor, a minha lei; a paz, o meu abrigo. A experiência, a minha escola; a dificuldade, o meu estímulo; o obstáculo, a minha lição; a Sabedoria, meu objetivo; a compreensão, minha benção; o equilíbrio, minha atitude; a perfeição, minha meta; a plenitude, meu destino.”