quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A CADA NOVO AMANHECER

A cada novo amanhecer uma nova emoção,pela dádiva de estarmos vivos,repletos de amor no coração,para continuarmos a jornada.A cada novo amanhecer,vislumbrando a natureza,louvamos e agradecemos a Ele,pela vida e sua natural beleza.A cada novo amanhecer,a esperança abraça nosso coração,com o sol a nos acariciar,com o amor nossa emoção embalar.A cada novo amanhecer,acreditamos que a paz vai imperar,assim como o vôo da gaivotaque mansamente desliza sobre o mar.

Evocação dos Quatro Elementos

Faço meus clamor nesta oração, com muita fé e amor, Povo Cigano, a Rainha Cigana do Povo do Oriente e a todosos benditos espíritos de luz no templo da tribo cósmica.Peço com toda a força do meu coração aos nossos protetores, que a energia poderosada natureza representada pelos quatro elementos (fogo, água, ar e terra) tome conta da nossa casa, do nosso trabalho, do nosso corpo,da nossa mente, de nossas emoções e anseios.Cubram-nos com grande proteção e nos abençoe.Que o fogo seja a demonstração viva do amor, da união, do calor humano e da harmonia que deve nos ligar por toda nossa existência.Que a água, fonte cristalina de bênçãos, lave e limpe nossas vidas e nos livre de todacarga negativa que possa interferir em nossocomportamento e atitudes para conosco mesmos e nossos semelhantes.Que o ar nos traga o sopro mágico da vida e renove a cada dia as nossas energias físicas ea nossa saúde.Que a terra seja o nosso símbolo de prosperidade, renovando sempre,para que possamos semear ecolher todos os seus frutos benditos para nossa tranqüila sobrevivência.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Amizade Contagiosa

Eu talvez não tenha muitos amigos.Mas os que eu tenho são os melhores que alguém poderia ter.Além disso tenho sorte, porque os amigos que tenho têm muitos amigos e os dividem comigo.Assim o meu número de amigos sempre aumenta, já que eu sempre ganho amigos dos meus amigos.Foi assim aqui, uns eu ganhei há tempos, outros são mais recentes.E quem os deu não ficou sem eles, pois a amizade pode sempre ser dividida sem nunca diminuir ou enfraquecer.Pelo contrário, quanto mais dividida, mais ela aumenta.E há mais vantagens na amizade: é uma das poucas coisas que não custam nada e valem muito, embora não sejam vendáveis.Entretanto, é preciso que se cuide um pouco das amizades. As mais recentes, por exemplo, precisam de alguns cuidados. Poucos, é verdade, mas indispensáveis.É preciso mantê-los com um certo calor, falar com eles mais amiúde e no início, com muito jeito.Com o tempo eles crescem, ficam fortes e até suportam alguns trancos. Os mais antigos, já sólidos, não exigem muito, são como as mudas das plantas, que depois de enraizadas, parecem poder viver sem cuidados, porém não podem jamais ser esquecidas. Algo é preciso para mantê-las vivas.Prezo muito minhas amizades e reservo sempre um canto no meu peito para elas.E, sempre que surge a ocasião, também não perco a oportunidade de dar um amigo a um amigo, da mesma forma que eu ganhei vocês.E não adiantam as despedidas. De um amigo ninguém se livra fácil.A amizade além de contagiosa é totalmente incurável.

As Fases da Lua em 2010!


Janeiro:
Dia 07 - Quarto Minguante
Dia 15 - Lua Nova
Dia 23 - Quarto Crescente
Dia 30 - Lua Cheia

Fevereiro
Dia 05 - Quarto Minguante
Dia 14 - Lua Nova
Dia 22 - Quarto Crescente
Dia 28 - Lua Cheia

Março
Dia 07 - Quarto Minguante
Dia 15 - Lua Nova
Dia 23 - Quarto Crescente
Dia 30 - Lua Cheia

Abril
Dia 06 - Quarto Minguante
Dia 14 - Lua Nova
Dia 21 - Quarto Crescente
Dia 28 - Lua Cheia

Maio
Dia 06 - Quarto Minguante
Dia 14 - Lua Nova
Dia 20 - Quarto Crescente
Dia 27 - Lua Cheia

Junho
Dia 04 - Quarto Minguante
Dia 12 - Lua Nova
Dia 19 - Quarto Crescente
Dia 26 - Lua Cheia

Julho
Dia 04 - Quarto Minguante
Dia 11 - Lua Nova
Dia 18 - Quarto Crescente
Dia 26 - Lua Cheia

Agosto
Dia 03 - Quarto Minguante
Dia 10 - Lua Nova
Dia 16 - Quarto Crescente
Dia 24 - Lua Cheia

Setembro
Dia 01 - Quarto Minguante
Dia 08 - Lua Nova
Dia 15 - Quarto Crescente
Dia 23 - Lua Cheia

Outubro
Dia 01 - Quarto Minguante
Dia 07 - Lua Nova
Dia 14 - Quarto Crescente
Dia 23 - Lua Cheia
Dia 30 - Quarto Minguante

Novembro
Dia 06 - Lua Nova
Dia 13 - Quarto Crescente
Dia 21 - Lua Cheia
Dia 28 - Quarto Minguante

Dezembro
Dia 05 - Lua Nova
Dia 13 - Quarto Crescente
Dia 21 - Lua Cheia
Dia 28 - Quarto Minguante

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ano novo

Hoje é o dia que dá início a um novo ano. É o dia primeiro. Todos queremos iniciar mais um ano com esperanças renovadas. É um momento de alegria e confraternização. As rogativas, em geral, são para que se tenha muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender. Mas será que se tivermos tudo isso teremos a garantia de um ano novo cheio de felicidade? Se Deus nos dá saúde, o que normalmente ocorre é que tratamos de acabar com ela em nome das festas. Seja com os excessos na alimentação, bebidas alcoólicas, tabaco, ou outras drogas não menos prejudiciais à saúde. Não nos damos conta de que a nossa saúde depende de nós. Dessa forma, se quisermos um bom ano, teremos que fazer a nossa parte. Se pararmos para analisar o que significa a passagem do ano, perceberemos que nada se modifica externamente. Tudo continua sendo como na véspera. Os doentes continuam doentes, os que estão no cárcere permanecem encarcerados, os infelizes continuam os mesmos, os criminosos seguem arquitetando seus crimes, e assim por diante. Nós, e somente nós podemos construir um ano melhor, já que um feliz ano novo não se deseja, se constrói. Poderemos almejar por um ano bom se desde agora começarmos um investimento sólido, já que no ano que se encerra tivemos os resultados dos investimentos do ano imediatamente anterior e assim sucessivamente. Poderemos construir um ano bom a partir da nossa reforma moral, repensando os nossos valores, corrigindo os nossos passos, dando uma nova direção à nossa estrada particular. Se começarmos por modificar nossos comportamentos equivocados, certamente teremos um ano mais feliz. Se pensarmos um pouco mais nas pessoas que convivem conosco, se abrirmos os olhos para ver quanta dor nos rodeia, se colocarmos nossas mãos no trabalho de construção de um mundo melhor, conquistaremos, um dia, a felicidade que tanto almejamos.

Só há um caminho para se chegar à felicidade. E esse caminho foi mostrado por quem realmente tem autoridade, por já tê-lo trilhado. Esse alguém nós conhecemos como Jesus de Nazaré, o Cristo. No ensinamento "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo" está a chave da felicidade verdadeira. Jesus nos coloca como ponto de referência. Por isso recomenda que amemos o próximo como a nós mesmos nos amamos. Quem se ama preserva a saúde. Quem se ama não bombardeia o seu corpo com elementos nocivos, nem o espírito com a ira, a inveja, o ciúme etc. Quem ama a Deus acima de todas as coisas, respeita sua criação e suas leis. Respeita seus semelhantes porque sabe que todos fomos criados por ele e que ele a todos nos ama. Enfim, quem quer um ano novo repleto de felicidades, não tem outra saída senão construí-lo. Importa que saibamos que o novo período de tempo que se inicia, como tantos outros que já passaram, será repleto de oportunidades. Aproveitá-las bem ou mal, depende exclusivamente de cada um de nós. *** O rio das oportunidades passa com suas águas sem que retornem nas mesmas circunstâncias ou situação. Assim, o dia hoje logo passará e o chamaremos ontem, como o amanhã será em breve hoje, que se tornará ontem igualmente. E, sem que nos demos conta, estaremos logo chamando este ano que se inicia de ano passado e assim sucessivamente. Que todos possamos aproveitar muito bem o tesouro dos minutos na construção do amanhã feliz que desejamos, pois a eternidade é feita de segundos.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Rituais Natalinos

Nem todas as pessoas associam os festejos natalinos aos rituais. A enorme energia, que é liberada nesta época, daria para iniciar um processo de Cura e Paz na Terra, que teria o efeito em cascata igual ao do “Centésimo Macaco” – caso a Humanidade tivesse consciência, do que ocorre a nível sutil.
Os rituais fazem parte de um conhecimento pré-histórica, quando os primeiros xamãs descobriram que a forma de contatar os deuses seria realizar algumas práticas sagradas com a “Intenção Clara” de fazer este re-ligare, possibilitando assim a realização de seus apelos e agradecimentos. Partindo deste princípio, vamos xamãs nos interligar de corações e almas, utilizando esta energia dispersa como fonte gerada pelo espírito fraterno, que ainda prevalece nesta época entre os homens de boa vontade.
Três rituais, para esse intento, me foram inspirados pela Madona Negra e o Espírito Santo, que me enviaram a força do dom “ Intuição e Sabedoria” que diz:
“Aquele que abre o seu coração ouvirá nossa voz como Intuição-Sabedoria e saberá aliá-la à capacidade de análise e síntese, chegando assim à Terra da Sabedoria que, como leite, jorra do coração generoso da Mãe Terra” (Xamanismo Matricial – As Cartas da Madona Negra e do Divino Espírito Santo).
1º Ritual – Natal:- gratidão, aceitação das graças recebidas por tudo que criamos.
Ritual – Ano Novo:- reconciliação, unindo os opostos.
Ritual – Reis Magos:- prosperidade, aqui-agora.
NATAL
Ritual de Gratidão pela vinda do Cristo Salvador, honrando sua Mãe Maria
Reúna todas as mães da sua família e as amigas, desde as matriarcas do seu clã até as recém-mamães. Prepare uma guirlanda de flores para cada uma e peça para que se vistam com uma roupa cerimonial ou veste xamânica. Antes das 12 hs, convide todos os presentes a aquietar e unir seus corações e mentes, formando um grande círculo interligado pelas mãos.
Delas, passa vindo do seu coração, uma intensa luz (calor) de energia amorosa. Em seguida as mães presentes formam um círculo interno. As mães devem honrar os elementos fogo e água e trazerem uma jarra com leite e mel. Uma delas, a mais velha, se destaca e proclama que todas estão unidas pelo sentimento de gratidão pela vinda do Cristo que permanece nos nossos corações e pela reverência à missão dolorosa de Maria. O fogo é aceso para transmutar todas as dores das mães da humanidade que perderam seus filhos e lavam-se as mãos, para limpar do coração definitivamente este mesmo sentimento. Em seguida as mães levantam os braços aos céus, erguem seus corações e rezam:
“Oh Divina Mãe Maria! Nós oferecemos nossa sagrada gratidão, por teres aceito ser a Mãe do Cristo e por passar pela mais dolorosa de todas as dores, a perda de um filho. Que os nossos corações abriguem, transmutando esta dor, o dom maior que nos ensinastes: a Misericórdia.
Aleluia! Aleluia! Aleluia!” (canto)
ANO NOVO
Ritual de Reconciliação, Unindo os Opostos
Faça uma viagem, acompanhado(a) de seu animal de poder e veja com quem ou com o quê, você deve se reconciliar. Prepare a roupa branca que você irá vestir e o local de passagem do ano que se foi, ou melhor, que ficou, deixando mais uma vez em sua vida marcas indeléveis. Se possível, vá para a praia honrar a nossa Mãe Yemanjá. Esta prática cada vez se torna mais difundida em várias partes do mundo, notadamente na América do Sul, na Flórida e nas águas geladas dos mares de Portugal. Mas, caso a ida ao mar não seja possível, prepare uma bela bacia com água, sal, e como xamã urbano, faça este ritual.
O elemento Ar será honrado e ele levará os seus pedidos ao Cosmo. Portanto queime velas, incensos ou ervas, de preferência noz moscada para a Grande Deusa. Invoque o seu elemental pessoal ou o seu eu-básico e peça que ele vá, levado pelo irmão Ar, à presença de cada pessoa ou evento que você necessita perdoar e se reconciliar.
Quando sua revisão terminar, dê um mergulho profundo no seu inconsciente e reconcilie-se com os dois opostos básicos que todos nós enfrentamos na hora de mudanças: a Esperança e o Medo. A Esperança move todos os nossos propósitos de Ano Novo e o Medo nos paralisa na ação de mudar. Dialogue com seu medo, veja de onde ele vem, aplaque-o, pratique a entrega de sua vida à Mãe Yemanjá, a Grande Deusa, a Madona Negra e confie! A Esperança é sempre a nossa grande aliada, pois quando a caixa de Pandora foi aberta, libertando todos os males do mundo, ela quis permanecer no fundo do baú para, tal qual uma fada madrinha, dar sempre o toque salvador.
Faça seus pedidos, agradecendo como se já os tivesse recebido, sentindo isso no corpo, na mente e no espírito. Pule suas sete ondinhas ou derrame sete vezes a água com sal sobre sua cabeça e saúde Yemanjá, nossa Grande Mãe de fartos seios. Envie para o Cosmo esta energia sutil, para que ela se una a todas que estão sendo geradas inconscientemente neste momento.
Que a Paz prevaleça nos nossos mundos internos e externos. Axé!
REIS MAGOS
Ritual de Semeadura da Prosperidade: O "aqui-agora"
Vamos agora honrar o elemento Terra, pouco comemorado no Brasil, mas intensamente difundido na Europa (em Portugal as crianças só recebem os presentes de Natal, trazidos pelos Reis Magos, apesar de cultivarem intensamente o Pai Natal no dia 25).
Dentro da tradição do Xamanismo Matricial, além de honrarmos os Reis Magos no dia 6 de Janeiro, nós cultivamos uma milenar tradição da Idade Média, com ecos profundos no matriarcado, quando se cultuava a Grande Mãe Terra e que até hoje é muito difundido na Itália. Na véspera do dia 6 iremos cultuar a bruxa Befana, aquela que é a patrona da Prosperidade e só nos traz o que é devido.
Em algumas aldeias da Itália, ainda hoje prevalece o costume dela trazer para o "bom menino" aquilo que ele pediu e merece e para o “mau menino” ela dá apenas pedaços de carvão! É para esta poderosa criatura, que sem amor ou ódio nos traz o que a vida nos destina, com justiça e abundância. Ela é a Força!
Para o ritual prepare uma cesta com frutas, nozes, sementes (milho, girassol, feijão, etc) e muitas flores. O casal mais velho e o mais moço do seu clã carregarão a cesta. Reúna-os sentados em volta da fogueira (ou de um fogareiro em brasas - somos xamãs urbanos, mas não deixamos de seguir os trâmites dos rituais). Queime cominho, por todo o tempo do ritual, a única erva que ela aceita. Não peça nada, veja-se na situação desejada ou deixe um branco, para o que possa vir de melhor ainda. Seus sentimentos, pensamentos e emoções devem estar aliados.
Firme-os com a respiração e a Intenção Clara de oferecer à Befana, os frutos da Mãe Terra, para que ela os consagre, abençoe e multiplique. Ofereça os frutos de sua vida, seus talentos, realizações, suas dores transmutadas em ação. Um a um, quem terminou vai se levantando. Os dois casais então encabeçam uma procissão até a porta da casa (ou varanda de apartamento), oferecendo a cesta à Befana.
Elevem seus corações e visualizem esta oferenda sendo distribuída para todos que a necessitam. Envie esta energia sutil para se aliar a todos que, mesmo inconscientemente estejam nesta vibração. No dia seguinte, com sua família e amigos, coma as frutas, plante no jardim ou num vaso as sementes e enterre as flores, honrando a Mãe Terra.
A Prosperidade, não importa como ela se revele, baterá à sua porta. Abra-a!
Iniciaremos, ao praticar estes rituais, a grande utilização da energia dos Festejos Natalinos, como numa enorme Onda de Possibilidades de Mudança da Humanidade

RITUAL CELTA PARA ARMAR ARVORE DE NATAL

Todos os anos, desde dos tempos imemoriais, é costume, no início do mês de dezembro, as famílias realizarem o rito de armar a árvore de Natal. Todos aqueles que conservam as velhas tradições, utilizam todo o tipo de abeto, pinheiros silvestres ou brancos, de acordo com a origem de seus ancestrais. Esses costumes foram se modificando, mas a maioria remontam das velhas tradições européias.
Aqui no Brasil, é costume armar a árvore de natal no dia 6 de dezembro, dia consagrado a São Nicolau, o nosso velho conhecido Papai Noel. Já na Europa, podemos ver árvores natalinas montadas a partir de 25 de novembro.
O Natal é uma festa cristã que coincide com o solstício, que compreende alguns cultos solares que provêm de ritos persas de adoração da luz divina. Essa data, por ser religiosa, é tempo de orações, agradecimentos e desejos que movem muitas energias e são especiais para todo o tipo de culto.
Mas porque se escolhe o pinheiro como árvore de Natal?
O que se sabe, é que os celtas caminhavam em grupos pelos sulcos da terra buscando o último pinheiro, que geralmente era o mais alto que encontravam, sabendo que habitava nele um grande espírito protetor, que era nada na verdade, um gnomo. Percorriam o longo caminho carregados de fé e esperança em seus desejos que, ao chegarem até a árvore sagrada, atavam faixas vermelhas, onde escreviam seus pedidos para o natal, acreditando que o espírito protetor da árvore (gnomo) os concederia.
Os Celtas, tinham conhecimento da sabedoria da natureza, era sábia e também escutava, por isso colocavam as faixas e as deixavam até que caíssem sozinhas...
Seguindo os ensinamentos dos celtas, é muito bom, que quando formos armar a árvore de natal, é necessário que cada integrante da família participe e escreva com lápis três desejos em uma fita vermelha (sem brilho) de tela, larga, não deixando de colocar o nome da pessoa, pedindo:
"A TODOS OS DUENDES BENÉFICOS DA TERRA.......
Pedidos:.........
AMÉM, AMÉM, AMÉM!"
A fita deve ficar atada a árvore até dia 6 de janeiro, dia consagrado para desarmá-la. É quando então devemos realizar o seguinte ritual:
Em uma vasilha, coloca-se 7 pedaços de carvão e por cima jogamos tomilho, louro, incenso e queimamos nossas fitas até se dissolverem por completo, com a segurança que nossos nobres desejos serão satisfeitos.
No dia em que armarmos a árvore de natal, devemos deixar ao seu pé, uma cesta com 3 amêndoas, três nozes e três avelãs e uma taça com mel com uma avelã descascada dentro (para pedir dinheiro, abundância, trabalho e prosperidade).
Em um pote de barro, colocaremos 7 moedas douradas (de 1 centavo), cobertas com mel, dessa maneira agradeceremos nossos pequenos amigos, e eles se sentirão certos que depositamos toda nossa confiança neles. Para as amigas fadas, devemos deixar em um cantinho da casa um pastel banhado em mel e em uma das janelas, um pequeno pratinho com gengibre e mel.
Com esses pequenos rituais podemos ter toda a magia da natureza e a ajuda de nossos pequenos amigos em nossos brindes das festas de final de ano. Quando eles se sentem a vontade em nossa casa, trabalham incansavelmente para proteger todos os membros da família que nela habitam e não tenha dúvida que é o que acontecerá!

Novena Gnóstica da Mãe Divina

Esta prática é uma das mais profundas e fortes para aquele que realmente necessita de uma ajuda muito especial dos Mundos Divinos. Necessita-se de muita fé, paciência e perseverança.
Esta prática deve ser realizada por exatamente 9 dias, sem faltar uma única hora ou dia.
Em seu quarto, ou em seu altar pessoal (se você tiver um), acenda uma vela. Faça a Oração da Ave Maria por 7 vezes e em seguida suplique à sua Mãe Divina, à Nossa Senhora Interior (pois todos a temos no fundo de nossos corações), aquilo que estamos necessitando. Em seguida, agradeça e apague a vela. Uma hora depois, volte a acender a mesma vela e ore novamente por 7 vezes a Ave Maria; faça sua súplica (sempre a mesma) e, depois dos sinceros agradecimentos, apague a vela. Faça isso ininterruptamente, com exceção das horas de sono, pelos 9 dias seguidos.
Aconselhamos que se faça esta prática para assuntos de difícil resolução, para resolvermos problemas muito graves ou complicados demais. Se isso for feito na época próxima do Natal, seus resultados serão muito profundos.
Querido estudante do esoterismo, estas práticas são extremamente objetivas e podem nos dar soluções e encaminhamentos para nossa vida de seres humanos.
Temos ainda outras práticas, como a Oração ao Senhor Anúbis, que é muito poderosa.

Magia Elemental da Româzeira

Esta prática é outra sugestão para o Ano-Novo, e deve-se realizar à meia-noite de 31 de dezembro. Preferentemente, tenha uma romãzeira no jardim de sua casa.
Primeiro, abençoe a árvore e peça mentalmente permissão, com muito amor, ao Elemental dessa romãzeira para realizar a prática mágica. Segure firme no tronco da árvore com suas duas mãos e suplique ao elemental para que envie sua oração, sua petição, ao anjo Supremo de todos os elementais das romãzeiras de todo o mundo. A seguir, implore ao Supremo Anjo Governador das romãzeiras para que abençoe sua família, sua casa, seus negócios, sua saúde. E, acima de tudo, que abra seu coração para que você possa compreender o porquê de sua vida, de seus karmas, e o que você deve fazer para transcender os impedimentos e obstáculos que travam sua vida (se os houver, é claro). Peça muita sabedoria, muita compreensão e, principalmente, humildade para trilhar o Caminho do Autoconhecimento.
Depois de feitas as petições, vocalize o mantra sagrado do mundo etérico das romãzeiras, que é: EGO-O-A-VAGO. Vocalize este mantra verbalmente e, logo em seguida, somente em pensamento.
Se possível, entre em meditação por alguns instantes e sinta a energia que vibra dentro de você.
Antes de se retirar, leve 3 folhas dessa árvore com a qual você comungou com a Magia do Amor e coloque-as em seu travesseiro. Um pouco antes de dormir, suplique ao seu Pai Interior, ao seu Cristo Interno, para que o leve astralmente ao interior da “Igreja Astral das Romãzeiras”. Tente, pela manhã, lembrar-se de seus sonhos.

A Oração do Coração de Jesus

Esta prática simples e sagrada ao mesmo tempo sempre foi praticada pelos cristãos do Oriente, seguidores da Filokália, ou Psicologia Gnóstica Superior.
Exatamente à meia-noite do dia 24 para o dia 25 de dezembro, pare suas atividades, sua ceia de Natal, suas comemorações ou outra coisa qualquer e relaxe seu corpo por alguns instantes, num lugar calmo e silencioso.
Comece a respirar lenta e profundamente por alguns instantes e concentre-se unicamente nos batimentos de seu coração.
Em seguida, sincronize respiração e oração. Ao encher seus pulmões de ar, repita mentalmente a frase: “Meu Cristo Íntimo, desperta minha Consciência Espiritual...” Repita essa frase por algumas vezes, umas dez pelo menos. Logo em seguida, visualize seu coração cheio de uma intensíssima luz dourada e dentro dessa luz imagine o rosto de Jesus, todo cheio de glória, alegria, felicidade, amor e sabedoria.
A partir de agora, peça ao seu Cristo Interior aquilo que você mais deseja, mais quer que se realize, no próximo ano. Peça que ele cuide de você e de sua família, que o guie a cada instante do próximo ano que está se aproximando.
Lembre-se: seus pedidos, suas orações, devem sair do fundo do coração, da forma mais singela e objetiva possível.
Por que se deve realizar esta prática à meia-noite de 24 para 25 de dezembro? Nesses instantes, o chacra cardíaco de nosso amado mestre Jesus se abre totalmente e de seu Sagrado Coração se espalham poderosas radiações de Átomos Crísticos para todo o nosso planeta.

IEMANJÁ

A majestade dos mares. Senhora dos oceanos, sereia sagrada, Iemanjá é a Rainha das águas salgadas, considerada como mãe de todos Orixás, regente absoluta dos lares, protetora da família. Chamada também como a Deusa das Pérolas, Iemanjá é aquela que apara a cabeça dos bebês no momento do nascimento.
Essa força da natureza também tem um papel muito importante em nossas vidas, pois é ela que vai reger nossos lares, nossas casas. É Iemanjá que vai dar o sentido de “família” a um grupo de pessoas que vivem debaixo de um mesmo teto. Ela é a geradora e personalidade ao grupo formado por pai, mãe e filhos, transformando-os num grupo coeso.
Iemanjá é o sentindo de educação que damos aos nossos filhos, os mesmos que recebemos de nossos pais, que aprenderam com nossos avós. Ela, Iemanjá, rege até o castigo, as sanções que aplicamos aos filhos. É o sentido básico, é a base da formação de uma família, aquela que vai gerar o amor do pai pelo filho, da mãe pelo filho, dos filhos pelos pais, transformando tais sentimentos num só, poderoso, imbatível, que se perpetuará.
Iemanjá é a família! Rege as reuniões de família, os aniversários, as festas de casamento, as comemorações que se fazem dentro da família. É o sentido da união, seja ligado, por laços consangüíneos, ou não.
Dentro do culto, numa casa de santo, Iemanjá também atua organizando e dando sentindo ao grupo, à comunidade ali reunida e transformando essa convivência num ato familiar; criando raízes e dependências; proporcionando o sentimento de irmão pra irmão em pessoas que há bem pouco tempo não se conheciam; proporcionando também o sentimento de pai para filho, ou de mãe para filho e vice-versa, nos casos do relacionamento do Babalorixás, ou Ialorixás como os Omo Orixás (filhos de Santo).
Iemanjá também está presente nas decisões, nos momentos de angústia e preocupação pelo ente querido, pois seus sentimentos geram os nossos, A necessidade de saber se aqueles que amamos estão bem, a dor pela preocupação, é uma regência de Iemanjá, que não vai deixar morrer dentro de nós o sentido de amor de amor ao próximo, principalmente em se tratando de um filho, filha, pai, mãe, outro parente, ou amigo muito querido. E estendemos isso, também, às comunidades da Religião.
Iemanjá é a preocupação e o desejo de ver aquilo que amamos a salvo, sem problemas. É a manutenção da harmonia do lar.
Está presente também no nascimento, pois é ela quem vai aparar a cabeça do bebê, exatamente no momento do seu nascimento. Se Exu fecunda e Oxum cuida da gestação, é Iemanjá quem vai receber aquela nova vida no mundo e entregá-la ao seu regente, que inclusive pode ser até ela mesma. Isto tem uma importância muito grande, no sentido e na visão da Cultura Africana, sobre a fecundação e concepção da vida humana. Iemanjá é a senhora dos lares, pois, desde o nascimento, ou a partir do nascimento, ela cuidará da família.
Daí o titulo de Iyá (mãe), melhor, Iyá – Ori (mãe da cabeça) e plasmadora de todas as cabeças; aquela que gera o Ori, que dá o sentido da vida e nos permite pensar, raciocinar, viver normalmente como seres pensantes e inteligentes.
Iemanjá está presente nos mares e oceanos. É a Senhora das águas salgadas e será ela que proporcionará boa pesca nos mares, regendo os seres aquáticos e provendo o alimento vindo de seu reino. Iemanjá é a onda do mar, o maremoto, a praia em ressaca, a marola, É ela quem controla as marés, é ela quem protege a vida no mar.

Mitologia
Filha de Olokun, Iemanjá nasceu nas águas. Teve três filhos: Ogum, Oxossi e Exu.
Conta a lenda que Ogum, o guerreiro, filho mais velho, partiu para as suas conquistas; Oxossi, que se encantara pela floresta, fez dela a sua morada e lá permaneceu, caçando; e Exu, o filho problemático, saiu pela mundo.
Sozinha Iemanjá vivia, mas sabia que seus filhos seguiam seus destino e que não podia interferir na vida deles, já que os três eram adultos.
Comentava consigo mesma:
- Ogum nasceu para conquistar. É bravo, corajoso, impetuoso. Jamais poderia viver num lugar só. Ele nasceu para conhecer estradas, conquistar terras, nasceu para ser livre. Exu, que tantos problemas já me deu, nasceu para conhecer o mundo e dos três é o mais inconstante, sempre preparado surpresas; imprevisível, astuto, capaz de fazer o impossível, também nasceu para conhecer o mundo. Oxossi, meu querido caçula, bem que tentei prendê-lo a mim, mas no fundo sabia que teria seu destino. Ele é alegre, ativo, inquieto. Gosta de ver coisas belas, de admirar o que é bonito e é um grande caçador. Nasceu para conhecer o mundo também e não poderia segurá-lo...
Iemanjá estava perdida em seus pensamentos quando viu que, ao longe, alguém se aproximava. Firmou a vista e identificou-o: era Exu, seu filho, que retornara depois de tanto tempo ausente. Já perto de seu mãe, Exu saudou-a e comentou:
- Mãe, andei pelo mundo mas não encontrei beleza igual à sua. Na conheci ninguém que se comparasse a você!
- O que está dizendo, filho? Eu não entendo!
- O que quero dizer é que você é a única mulher que me encanta e que voltei para lhe possuir, pois é a única coisa que me falta fazer neste mundo!
E sem ouvir a resposta de sua mãe, Exu tomou-lhe à força, tentando violentá-la. Uma grande luta se deu, pois Iemanjá não poderia admitir jamais aquilo que estava acontecendo. Bravamente, resistiu às investidas do filho que, na luta, dilacerou os seis da mãe. Enlouquecido e arrependido pelo que fez, Exu “caiu no mundo”, sumindo no horizonte.
Caída ao chão, Iemanjá entre a dor, a vergonha, a tristeza e a pena que teve pela atitude do filho, pediu socorro ao pai Olokun e ao Criador, Olorun. E, dos seus seios dilacerados, a água, salgada como a lágrima, foi saindo, dando origem aos mares.
Exu, pela atitude má, foi banido para sempre da mesa dos Orixás, tendo como incumbência eterna ser o guardião, não podendo juntar-se aos outros, na corte.
Iemanjá que, deste modo, deu origem ao mar, procurou entender a atitude do filho, pois ela é a mãe verdadeira e considerada a mãe não só de Ogum, Exu e Oxossi, mas de todo o panteão dos Orixás.

Dia: sábado;
Data: 2 de fevereiro;
Metal: prata e prateados;
Cor: branco transparente;
Partes do corpo: cabeça (inconsciente e equilibro mental), cérebro (comanda o corpo);
Comida: epo de milho branco, manjar branco com leite de coco e açúcar, acaçá, peixe de água salgada, bolo de arroz, mamão.
Arquétipo: voluntariosos, fortes, rigorosos, protetores, altivos e algumas vezes, impetuosos e arrogantes. Têm sentido de hierarquia, fazem-se respeitar, são justos e formais. Põem à prova as amizades que lhe são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se perdoam, não esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérios. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das fazendas azuis e vistosas, das jóias caras. Tem tendência a vida suntuosa, mesmo se as possibilidades não lhes permitem tal falso


RITUAL DE ENTREGA (só mulheres) para Iemanjá

Você deve fazer este ritual numa praia, em água corrente e até visualizando um destes ambientes. Primeiro mentalmente viaje até seu útero, no momento do encontro se concentre. Respire profundamente e leve novamente sua consciência para o útero. Agora respire pela vulva. Quando se achar pronta, com o mar a sua frente, entre nele. Sinta a água acariciando seus pés, ouça o barulho das ondas no seu eterno vai-e-vem. Chame então a Iemanjá para que venha encontrá-la. Escolha um lugar onde você puder boiar tranqüilamente e com segurança. Sinta as mãos da Iemanjá acercando-se de você. Abandone-se em seu abraço, ela é mãe muito amorosa e espetacular ouvinte. Renda-se aos seus carinhos e entregue-se sem medo de ser feliz. Você está precisando revigorar sua vida amorosa, procura um emprego ou um novo amor? Faça seus pedidos e também lhe fale de todas suas angústias e aflições. Deixe que Iemanjá alivie os fardos que carrega. Ela carregará consigo para o fundo do mar todos os seus problemas e lhe trará sobre as ondas a certeza de dias melhores, portanto abandone-se à imensidão do mar e do seu amor.
Quando estiver pronta para voltar, agradeça a Iemanjá por estes doces momentos passados com ela. Então estará livre para voltar à praia, sentindo-se mais leve, viva e purificada.

Iemanjá-DEUSA LUNAR DA MUDANÇA

A Deusa Iemanjá rege a mudança rítmica de toda a vida por estar ligada diretamente ao elemento água. É Iemanjá que preside todos os rituais do nascimento e à volta as origens, que é a morte. Está ainda ligada ao movimento que caracteriza as mudanças, à expansão e o desenvolvimento.
É ela, como a Deusa Ártemis o arquétipo responsável pela identificação que as mulheres experimentam de si mesmas e que as definem individualmente.
Iemanjá quando dança, corta o ar com uma espada na mão. Esse corte é um ato psíquico que conduz a individualização, pois Iemanjá separa o que deve ser separado, deixando somente o que é necessário para que se apresente a individualidade.
Sua espada, portanto, é um símbolo de poder cortante que permite a discriminação ordenativa, mas que também pode levar ao seu abraço de sereia, à regressão e à morte.
Em sua dança, Iemanjá coloca a mão na cabeça, um ato indicativo de sua individualidade e por isso, é chamada de"Yá Ori", ou "Mãe de Cabeça". Depois ela toca a nuca com a mão esquerda e a testa com a mão direita. A nuca é símbolo do passado dos homens, ao inconsciente de onde todos nós viemos. Já a testa, está ligada ao futuro, ao consciente e a individualidade.
A dança de Iemanjá pode ser percebida como uma representação mítica da origem da humanidade, do seu passado, do seu futuro e sua individualização consciente. É essa união antagônica que nos dá o direito de vivermos o "aqui" e o "agora", pois sem "passado", não temos o "presente" e sem a continuidade do presente, não teremos "futuro". Sugere ainda, que a totalidade está na união dos opostos do consciente com o inconsciente e dos aspectos masculinos com os femininos.
Como Deusa Lunar, Iemanjá tem como principal característica a "mudança". Ela nos ensina, que para toda a mulher, o caráter cíclico da vida é a coisa mais natural, embora seja incompreendido pelo sexo masculino.

A natureza da mulher é impessoal e inerente a ela como um ser feminino e altera-se com os ciclos da lua: fase crescente, cheia, meia-fase até a lua obscura. Essas mudanças não só se refletem nas marés, mas também no ciclo mensal das mulheres, produzindo um ritmo complexo e difícil de entender. A vida física e psíquica de toda a mulher é afetada pela revolução da lua e a compreensão desse fenômeno nos propicia o conhecimento de nossa real natureza instintiva. Em poder desse conhecimento, podemos domesticar com o esforço consciente as inclinações cíclicas que operam-se a nível inconsciente e nos tornarmos não tão dependentes desses aspectos escondidos de nossa natureza semelhante aos da lua.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

ORAÇÃO DE OXUM


"Orá iiê Oxum,Salve dourada senhora da pele de ouro,benditas são suas águas, e essas mesmas águas lavam meu ser, e me livram do mal. Oxum, Divina Rainha, bela orixá,venha a mim caminhando na Lua cheia.Traga mãe, em suas mãos, os lírios do amor e da paz. Torne-me doce, sedutora, suave, como és. Mamãe Oxum, me proteja, orixá.Que o amor seja constante em minha vida.Que eu possa amar a tudo que existe.Me proteja contra as mandigas e feitiçarias. Dê a mim o néctar da sua doçura. E que eu consiga (faça o pedido). Mãe de ouro, da beleza e do amor, senhora do mais puro Axé, valha-me hoje e sempre. "

Oração a Nossa Senhora da Conceição


Virgem Santíssima, que fostes concebida sem o pecado original e por isto merecestes o título de Nossa Senhora da Imaculada Conceição e por terdes evitado todos os outros pecados, o Anjo Gabriel vos saudou com as belas palavras: "Ave Maria, cheia de graça"; nós vos pedimos que nos alcanceis do vosso divino Filho o auxílio necessário para vencermos as tentações e evitarmos os pecados e, já que vós chamamos de Mãe, atendei-nos com carinho maternal e ajudai-nos a viver como dignos filhos vossos. Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós.

OXUN NA UMBANDA -Dia 8 de dezembro

No hagiológio umbandista Oxun lidera a legião das Sereias, a primeira das sete legiões da linha de Iemanjá, a quem está subordinada.
Identificada com Nossa Senhora da Conceição, sua festa é em 8 de dezembro, a mesma data em que é festejada Iemanjá na Bahia.
Os presentes para Oxun, semelhantes aos oferecidos a Iemanjá, costumam ser deixados junto das fontes e regatos, constando de champanhe, vinho branco ou moscatel, flores com fitas brancas e azuis, pó-de-arroz branco, pente branco pequeno, espelho branco, perfumes...
Nos pontos cantados ela é chamada "mamãe Oxun", uma reminiscência da sua condição de deusa da fertilidade, como todas as iyabás das águas.
Suas cores predominantes são o branco e o azul.
Por vezes é confundida com a Uiara dos índios e caboclos, forma lacustre e fluvial da sereia européia.

É o Trono Regente do pólo magnético irradiante da linha do Amor e atua na vida dos seres estimulando em cada um os sentimentos de amor, fraternidade e união. Seu elemento é o mineral e, junto com Oxumaré, forma toda uma linha vertical cujas vibrações, magnetismo e irradiações planetárias multidimencionais atuam sobre os seres e os estimula ou paralisa. Em seus aspectos positivos, ela estimula os sentimentos de amor e acelera a união e a concepção.
Não vamos comentar seus aspectos negativos ou punidores dos seres que desvirtuam os princípios do amor ou da concepção. Na Coroa Divina, a Orixá Oxum e o Orixá Oxumaré surgem a partir da projeção do Trono do Amor, que é regente do sentido do Amor.
Oxum assume os mistérios relacionados à concepção de vidas porque o seu elemento mineral atua nos seres estimulando a união e a concepção.
A energia mineral está presente em todos os seres e também está presente em todos os vegetais. E por isto Oxum também está presente na linha do Conhecimento, pois sua energia cria a "atração" entre as células vegetais carregadas de elementos minerais. Já em nível mental, a atuação pelo conhecimento é uma irradiação carregada de essências minerais ou de sentimentos típicos de Oxum, a concepção em si mesma.
A água doce, por estar sobrecarregada de energia mineral, é um dos principais "alimentos" dos vegetais. Logo, Oxum está tão presente nas matas de Oxóssi quanto na terra de Obá, que são os dois Orixás que pontificam a linha vertical (irradiação) do Conhecimento. A Senhora Oxum do Conhecimento é uma Oxum vegetal pois atua nos seres como imantadora do desejo de aprender.

DEUSA DOS RIOS, FONTES E REGATOS

OXUN(nagôs), Aziri (jejes), Acoçapatá (fanti-ashanti), Kissimbi (bantos) é a divindade da água doce. A mais jovem e faceira das mulheres de Xangô, em alguns candomblés é tida como uma ninfeta e junto do seu "assento), geralmente perto de uma fonte, vêem-se bonecas e outros brinquedos.Identificada com Nossa Senhora das Candeias. Nos xangôs é Nossa Senhora do Carmo, padroeira da cidade de Recife, com festa a 16 de julho. No Rio de Janeiro sua identificação é com Nossa Senhora da Conceição e sua data festiva 8 de dezembro. Também identificada com Santa Catarina.
Os rios, em quase todas as mitologias, são moradas de deuses ou a própria divindade. O rio é um caminho mágico. Na Europa, os deuses fluviais mais comuns aparecem com a forma de touro, porco, cavalo ou serpente. Os africanos de Iorubá, bem mais poéticos, fizeram de lindas mulheres as deusas dos seus rios, como o Oiá (Niger) e o Oxun.
Oxun é adora às margens do rio que tem o seu nome e deságua na lagoa de Olobá, rente ao golfo de Guiné, após atravessar o território de Ijexá. Por esse motivo, o toque dos atabaques, que acompanha sua dança no candomblé, é denominado ijexá.
A dança de Oxun é mímica da mulher faceira, que se embeleza e atavia, exibindo com orgulho colares e pulseiras tilintantes. Diante do espelho, sorri, vaidosa e feliz, por se ver tão linda e sedutora.
E é com muito dengue que ela se abana com o abebé.Essa doçura de encanto feminino, porém, não revela a deusa por inteiro. Pois ela é também guerreira intrépida e lutadora pertinaz.
Conta-se que Oxun era soberana de um grande reino, cujas riquezas atraíram a cobiça dos Ioni, seus vizinhos. Os Ioni invadiram o país, multiplicaram os saques, tomaram a capital e apoderaram-se da fortuna da rainha.
Para não ser aprisionada, Oxun fugiu numa jangada nas trevas da noite e pediu a proteção do alto.
Depois, por inspiração divina, ela ordenou aos seus súditos que preparassem abarás e deixassem na praia.
Os invasores chegara e, como estivessem famintos, apanharam logo os abarás e comeram.
Dentro não havia veneno e sim a força divina. Todos ciaram mortos. Oxun, assim, logo retomou a posse de sua fortuna e de seu reino.
Daí por diante, devido à vitória, ganhou a nome de Oxun-Ioni, uma das dezesseis Oxuns.
Oxun-Apará foi mulher de Ogun. Ela acionava com ritmo o fole da forja do deus-ferreiro e a cadência do ruído do fole fez dançar um egungun que passava. Por isso disseram que ela era a "tocadora do fole musical que faz dançarem os egunguns."

DEUSA DA ADIVINHAÇÃO E DA FECUNDIDADE

Muitas Oxuns são guerreiras; outras, ligadas à magia. Das iyabás, isto é, os orixás femininos, só OXUN tem o direito de penetrar no reino de Ifá, o senhor da adivinhação: ela pode jogar o edilogun, os dezesseis búzios divinatórios de Exu.
Quando voltaram à terra, os Orixás organizaram suas assembléias como primado dos homens.
Oxun, mulher, não foi convidada.
Mas logo todas as mulheres se tornaram estéreis e as decisões tomadas nas reuniões dos orixás jamais tinham êxito.
Tudo só voltou ao normal quando Oxun também foi convidada a integrar a assembléia dos orixás.
Pois Oxun, orixá das águas, é uma deusa da fecundidade e, portanto, da criação.
As mulheres a ela recorrem, quando desejam ter filhos.
Oxun ajuda nos partos, como a Artemis Lokeía.
Orixá da fecundidade, revive as deusas lunares de várias mitologias, que simbolizam a terra-mãe.
Nada mais lógico do que esse atributo, pois, sendo o orixá da água doce, sem Oxun não existiriam os vegetais.
Tudo morreria. Pois são os cursos d'água que irrigam e fertilizam a terra, renovando e perpetuando a vida.
O Alcorão, em algumas suras, descreve o paraíso como um lugar por onde corre um rio, em cujas margens vicejam os jardins e os pomares.


O Arquétipo dos seus filhos da Oxum

O seu arquétipo se associa a imagem de um rio, das águas que são seu elemento: a aparência da calma que pode esconder correntes, buracos no fundo, grutas, enfim tudo que aparenta a calma mais pode derrubar facilmente. Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo diretamente, ao contrário do que faria Iansã ou Ogum. São pessoas persistentes mo que buscam, tendo objetivos fortemente delineados, chegando mesmo a ser incrivelmente teimosos e obstinados. As vezes parecem que esqueceram certos objetivos, mas na verdade apenas estão usando outros caminhos. A imagem de gordinhos e risonhos e bem humorados sem dúvida mantém um parentesco com o arquétipo de Oxum, ainda mais que seus filhos gostam de festas e da vida social em geral. São pessoas amigas e sempre acessíveis, não se esquecendo que pos trás de tudo isso, existe uma pessoa atente e que não estará perdendo tempo, apesar de parecer desligada a tudo isso. O sexo é uma coisa importante para os fihos de Oxum. Não costumam se descabelar por paixões que não deram certo ou que nem começaram. São realistas e tem sempre o pé no chão. É a figura da juventude eterna que julga naturalmente merecer todos os seus mimos e cuidados. Nos filhos de Oxum o tempo passa mais lentamente, embora já com certa idade é presente uma eterna criança que brinca e é sempre coquete. Quando não são bonitos fisicamente ( o que é muito difícil ) são charmosos e misteriosamente sensuais. Seus olhos costuma ser vivos e a boca tem a tendência de parar num eterno e discreto sorriso.

OXUM - A Senhora da Fecundidade

Oxum é o nome de um rio em Oxogbo, região da Nigéria. É ele considerado a morada mítica da Deusa. Embora seja comum a associação entre rios e deuses femininos da mitologia africana, Oxum é destacada como a dona da água doce e, por extensão de todos os rios. Seu elemento é a água em discreto movimento nos rios, a água semiparada das lagoas não pantanosas, pois as predominantes lodosas são destinadas a Nanã Buruku e, principalmente as cachoeiras são de Oxum, onde recebe suas oferendas e rituais votivos. Oxum tem a ela ligado o conceito de fertilidade, assim como Yemanjá e Oxalá. É a ela que as mulheres que querem engravidar se dirigem. Certa confusão pode se fazer visto que tanto Yemanjá quanto Oxum detém de certa forma o poder da maternidade, mas certa diferença existe e para isso se faz necessária certa explicação. Os orixás representam, estilizadamente, as relações estabelecidas entre os próprios seres humanos. São uma espécie de codificação dos valores morais, dos códigos de comportamento, das relações aprovadas e sancionadas pela comunidade, contendo em seus mitos o código dos padrões a serem assumidos, das funções sociais a serem desempenhadas pelos homens, a saber: Ogum – guerreiro e especialista no desenvolvimento da tecnologia, a partir do domínio da metalurgia; Oxóssi – a caça e por extensão a alimentação; Ossaim – a liturgia, a presença constante em todos os rituais da aldeia; Xangô – o exercício da justiça e do poder institucionalizado, etc. Dentro desta perspectiva , Yemanjá e Oxum dividem a maternidade. Só que em faixas etárias diferentes. Neste novo contexto, temos Ogum, Oxóssi e Exu como representantes do jovem adulto, guerreiro, intempestivo (e bem humorado, com exceção de Oxóssi), que se relaciona de forma um pouco brutal com as mulheres. Já em Xangô o homem adulto e maduro, cujo temperamento forte já foi um pouco aplacado pelo senso de justiça.Finalmente temos Oxalá, a figura do patriarca ancestral e venerando, do velho que já viu tudo, que se baseia no enorme conhecimento empírico da História e do comportamento humano. Para Oxum, então, ficou reservado o posto da Jovem Mãe, da mulher que ainda tem algo de adolescente, coquete, maliciosa, ao mesmo que é cheia de paixão e busca objetividade e prazer. Oxum também tem como um dos seus domínios a atividade sexual e a sensualidade em si. Além disso é ambiciosa, sua cor é o Amarelo-ouro. Popularmente se associa Oxum ao ouro por ser o metal mais caro que se conhece, mas na África seu metal é o cobre, que era o metal mais popular daquela região. Oxum, portanto gosta do dinheiro e do luxo, mas não como formas de mesquinhez, geralmente se adapta a ela o ditado: “Ganho o dinheiro, mais o dinheiro não me ganha!”. Certas pesquisas trazem o amarelo no sentido da fecundidade e não da riqueza, já que amarelo é a cor da gema do ovo (que está presente em quase todas as comidas desta Orixá). Oxum é a alegria do sangue das mulheres fecundas. Até mesmo Oxalá teve que se curvar a seu poder. Conta uma lenda que existia uma Sacerdotisa, de nome OmoOsun (filha de Oxum), que era encarregada de cuidar dos paramentos de Oxalá. Havia muitas mulheres com inveja dela que, para criar caso, jogaram a Coroa de Oxalá no rioa. OmoOsun conseguiu encontrá-la na barriga de um peixe. Suas rivais fizeram um grande feitiço e no meio da festa na hora em que deveria levantar-se para saudar Oxalá, ela não conseguiu. Seu corpo aderira ao assento. A sacerdotisa fez tanta força que acabou se levantando, mas parte de seu corpo ficou na cadeira. O sangue jorrou, manchando os paramentos de Oxalá. O vermelho é um dos tabus ou quizilas do Grande Deus da Cor Branca, que se mostrou extremamente irritado, e OmoOsun, envergonhada fugiu. Todos os orixás fecharam-lhe as portas. Somente Oxum a acolheu e transformou as gotas de sangue em penas de papagaio, pássaro de Oxum chamado Odidé. Os orixás sabendo da narrativa, foram até a Deusa das Águas Doces. O último foi Oxalá, que em sinal de respeito e submissão ao poder feminino, prostrou-se aos seus pés. Colocou na testa dela uma pema vernelha e declarou que as iaôs que não usarem ecodilé (penas de papagaio) não serão reconhecidas iaôs. Por isso que as noviças no fim da iniciação, usam uma pena vermelha. Existem vários tipos de Oxum, e dizem que as mais velhas moram nos trechos mais profundos dos rios, enquanto as mais novas nos trechos mais superficiais. Entre as várias existem três que são marcadas como guerreiras (Apará, a mais violenta, IêIê Kerê, que usa o Ofá de Oxóssi e caça ao lado dele nas matas e IêIê Apondá, que usa uma espada), mas em geral são são pacíficas não gostando de lutas e guerras, como Obotó, Abalô e Bauila, a menina dos olhos do velho Oxalufã. Sendo a mais bela das Orixás, é considerada a Deusa da beleza, e também a deusa das artes e de tudo onde a estética seja importante. Tudo o que é feminino é atribuído a Oxum: a denguice, o disfarçar de uma inteligência viva numa aparente visão sonsa e despreocupada do mundo, e também a magia. A ela são atribuídos poderes de feiticeira, de facilidade de comunicação entre ela e os que possuem esse tipo de poder. Nos assentamentos de Oxum, além das quartinhas, pratos, vasilhas com água , que são comum a todos os orixás, costuma haver flores, perfumes e até bonecas. É sem dúvida a figura do Panteão Africano que menos é dada a explosões temperamentais. Costuma usar a força dos outros orixá contra eles mesmos. Por mais que Iansã seja a companheira que luta ao lado do companheiro, não há dúvidas de que Oxum é a preferida. Ela é o repuso do Guerreiro, habilidosa nas artes eróticas. Sua dança sensual, as vezes representa a descida perto da fonte, o banho, o prazer de ser bonita e desejada. Oxum é aquela que sempre esconde o jogo, o rio cujos movimentos só podem ser conhecidos se nele mergulharmos.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

REVOLUÇÃO DA BRUXA

Que eu seja como a que tece o pano na floresta, profundamente escondida.Que eu possa fazer o meu trabalho sem interrupção.Que eu seja uma exilada, se é este o sacrifício.Que eu conheça a procissão sazonada do meu espírito e do meu corpo, e possa celebrar os quartos em cruz, solstícios e equinócios.Que cada Lua Cheia me encontre a olhar para cima, nas árvores desenhadas no céu luminoso.Que eu possa acariciar flores selvagens, cobri-las com as mãos.Que eu possa libertá-las, sem apanhar nenhuma, para viver em abundância.Que meus amigos sejam da espécie que ama o silêncio.Que sejamos inocentes e despretenciosos.Que eu seja capaz de gratidão.Que eu saiba ter recebido a alegria, como o leite materno.Que eu saiba isso como o meu cão, no ossos e no sangue.Que eu fale a verdade sobre a alegria e a dor, em canções que soem como o aroma do alecrim, como todo o dia e na antiguidade, erva forte da cozinha.Que eu não me incline e à auto-integridade e à auto-piedade.Que eu possa me aproximar dos altos trabalhos da Terra e dos Círculos de pedra, como raposa, mariposa, e não perturbar o lugar mais que isso.Que meu olhar seja direto e minha mão firme.Que minha porta se abra àqueles que habitam fora da riqueza, da fama e do privilégio.Que os que jamais andaram descalços não encontrem o caminho que chega à minha porta.Que se percam na nornada labiríntica.Que eles voltem.Que eu me sente ao lado do fogo para o que vier, e nunca tenha necessidade de advertir ou aconselhar, sem que me peçam.Que eu possa ter um simples banco de madeira, com verdadeiro rigozijo.Que o lugar onde habito seja como uma floresta.Que haja caminhos e veredas para as cavernas e poços e árvores e flores, animais e pássaros, todos conhecidos e por mim reverenciados com amor.Que minha existência mude o mundo não mais nem menos do que o soprar do vento, ou o orgulhoso crescer das árvores.Por isso, eu jogo fora minha roupa.Que eu possa conservar a fé, sempre.Que jamais encontre desculpas para o oportunismo.Que eu saiba que não tenho opção, e assim mesmo escolha como a cantiga é feita, em alegria e com amor.Que eu faça a mesma escolha todos os dias, e de novo.Quando falhar, que eu me conceda perdão.Que eu dance nua, sem medo de enfrentar meu próprio reflexo.Rae Beth