terça-feira, 6 de outubro de 2009

Magia do Gelo para trazer um Amor até você!

Esta magia traz para você alguém que possa te amar, ou alguém que tenha se afastado de você.
Funciona para romance, mas também para amizade e familiares.
É uma magia elaborada com a ajuda dos elementos e do astro rei, o Sol.
Num sábado, escreva num papel virgem e branco, com um lápis, o nome da pessoa que você deseja ter ao seu lado.
Coloque dentro de um copo de vidro transparente e complete de água.
E diga estas palavras:
“O amor agora vai congelar,
Mas quando o gelo acabar,
(……….) vai acordar e voltar,
Voltar a me amar.
Assim é, assim será!”
Coloque o copo no congelador de sua geladeira e deixe até o dia seguinte (domingo).
Domingo, você vai estipular um horário que se sinta bem para descongelar o copo de água.
Coloque o copo ao céu aberto, à luz do Sol. E deixe que derreta completamente.
Reze para o Arcanjo Miguel sua oração preferida, e peça para ele proteger esta magia, que se for para seu bem e o de todos, que se realize.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Roda de HECATE(Strophalos)


Atribuído a Hécate, bem como a Diana Lucifera (versão romana da divindade) no seu aspecto de Deusa Tríplice - o Strophalos ou Roda de Hécate é um antigo símbolo de origens pré-helénicas e cujo exacto significado já se perdeu na noite dos tempos.

A referência mais antiga que nos chega acerca deste símbolo é encontrada no "Oráculo Caldeu", um texto datado do século II d.C. Nesta fonte, o Strophalos é descrito como sendo uma serpente descrevendo um labirinto à volta de uma espiral. A Serpente representa o renascimento e a sabedoria, sendo a Espiral alusiva à infinita Emanação Divina. O círculo exterior simbolizará o Cosmos ou, de uma forma mais abstracta, a unidade formada pelos três aspectos da Deusa.
O símbolo original terá sofrido várias modificações e estilização ao longo dos séculos, sendo do consenso geral que se trata de um símbolo muito anterior à cultura grega. Porém, a falta de fontes da Antiguidade não nos permite especular acerca das origens exactas, sendo apenas sabido que remonta às sociedades matriarcais da Idade do Bronze (3º milénio a.C.). Actualmente é muito utilizado pelas tradições de inspiração helénica, bem como pelos praticantes de Wicca Diânica. O Strophalos tem sido utilizado como mandala meditativa, como talismã e Objecto de Poder, sendo especialmente indicado para trabalhos invocativos da Deusa ctónica.

Cruz Celta


Este símbolo é uma derivação da Cruz Solar e aparece por toda a Europa desde o terceiro milénio a.C. (Idade do Bronze), tendo sido utilizado sobretudo pelos povos Celtas (Celtiberos, Gauleses e Gaélicos) mas também pelos povos nórdicos. Também é chamada "Cruz de Iona", "Cruz de Odin” e "Roda de Taranis", sendo estes dois últimos nomes derivados da sua versão mais antiga, a já mencionada Cruz Solar.

Apesar de muitas vezes ser confundido com um símbolo da Cristandade, a Cruz Celta é muito anterior, com algumas representações datadas de 5000 a.C. As suas origens são desconhecidas mas é de consenso geral que se trata de um símbolo solar, cujas semelhanças com a Suástica e com o Ankh egípcio não podem deixar de ser notadas. Tal como estes, apresenta o eixo horizontal, Feminino, receptivo, Yin e o eixo vertical, Masculino, criativo, Yang, representando tanto o Eixo do Mundo, como os Quatro Elementos e a Chave da Vida.
Com a conversão da Europa ao Cristianismo, o símbolo foi rapidamente absorvido pela nova ordem social e transformado numa cruz cristã. É muitas vezes chamada "Cruz de São Columbano", devido a uma lenda irlandesa que conta que foi trazida para a Irlanda por este Santo. O mosteiro de São Columbano, na ilha de Iona, deu origem às denominações "Cruz de Iona" ou "Cruz Iónica".
Graças à sua antiguidade e origem europeia, a Cruz Celta, bem como a Cruz Solar e a Suástica - todas elas símbolos solares - foram adoptadas por grupos políticos radicais e o seu significado antigo foi deturpado, tendo sido substituído pelo do fascismo e da intolerância. Hoje em dia, a imagem de um destes símbolos, na maioria dos casos, já só evoca os mais recentes acontecimentos do Nazismo, do fanatismo político e da violência, tendo-se perdido assim toda a sua riqueza e significado originais.
Apesar disto, o significado tradicional está a ser, lentamente, recuperado pelas comunidades neo-pagãs, bem como por seguidores e estudiosos das antigas tradições europeias. A Cruz Celta continua a ser usada como amuleto de protecção, é associada ao heroísmo e à coragem, servindo como talismã ajuda a superar obstáculos e conquistar vitórias. Como símbolo solar também é usado para prosperidade e fertilidade. A Cruz Celta é frequentemente gravada ou esculpida em pedra, para benção das terras envolventes. O símbolo evoca o equilíbrio e a harmonia, bem como a protecção dos Ancestrais.

Crenças Druídas


A religião druídica na realidade era a expressão mística da religião céltica. Na mesma proporção ao que a cabala representa para o judaísmo ou o sufismo para o Islam. A religião celta no entanto era mais mágica, com formas de rituais mais rústicos, e muito mais ligado à natureza ambiental, à terra que era tratada com carinho bem especial.Basicamente a doutrina céltica enfatizava a terra e a mãe natureza enquanto que os Druidas mencionavam diversos deuses ligados às formas de expressão da natureza; eles enfatizavam igualmente o mar e o céu e acreditavam na imortalidade da alma, que chegava ao aperfeiçoamento através das reencarnações. Eles admitiam como certa a lei de causa e efeito, diziam que o homem era livre para fazer tudo aquilo que quisesse fazer, mas que com certeza cada um era responsável pelo próprio destino, de acordo com os atos que livremente praticasse. Toda a ação era livre, mas traria sempre uma conseqüência, boa ou má, segundo as obras praticadas. Mesmo sendo livre, o homem também respondia socialmente pelos seus atos, pois para isto existia pena de morte aplicada aos criminosos perversos. A Igreja Católica acusava os Celtas e Druidas de bárbaros por sacrificarem os criminosos de forma sangrenta, esquecendo que ela também matava queimando as pessoas vivas sem que elas houvessem cometido crimes, apenas por questão de fé ou por praticarem rituais diferentes… pura ironia!A crença céltica e druídica diziam que o homem teria a ajuda dos espíritos protetores e sua libertação dos ciclos repetidos de morte e renascimento seria mais rápida assim. Caso usa-se a vida para o atraso e sofrimento de seus semelhantes, voltaria como um homem inferiorizado ou mesmo como um animal. Se do contrário dedicasse seu tempo a felicidade da coletividade poderia retornar em uma melhor posição.Não admitiam que a Divindade pudesse ser cultuada dentro de templos constituídos por mãos humanas, assim, faziam dos campos e das florestas, principalmente onde houvesse antigos carvalhos, os locais de suas cerimônias. Em vez de templos fechados eles reuniam-se nos círculos de pedra, como se vêem nas ruínas de Stonehenge Avebury, Silbury Hill e outros.Enquanto em alguns dos festivais célticos os participantes o faziam sem vestes os Druidas, por sua vez, usavam túnicas brancas. Sempre formavam os círculos mágicos visando a canalização de força.Por não usarem roupas em alguns festivais e por desenvolverem ritos ligados à fecundidade da natureza, por ignorância, por má fé foram terrivelmente acusados pela moral cristã de praticarem rituais libidinosos, quando na realidade tratava-se de ritos sagrados.

Druidas, os sacerdotes celtas

Os druidas, os enigmáticos mestres do Stonehenge foram a elite pensante de seu tempo. Membros de uma elevada estirpe dominante da cultura celta, ocupavam o lugar de juizes, legisladores, doutores, sacerdotes, adivinhos, magos, médicos, astrônomos, etc., mas que evidentemente não constituíam um grupo étnico em separado dos demais celtas. Eram a a casta sacerdotal e grandes conhecedores das ciências ocultas, dos mistérios dos deuses e dos segredos das plantas.A palavra druida é de origem céltica, e segundo o historiador romano Plínio - o velho, ela está relacionada com o carvalho, que na realidade era uma árvore sagrada para eles. Desde que o povo celta não usava a escrita para transmitir seus conhecimentos, após o domínio do cristianismo perdeu-se muito das informações históricas importantes exceto aquilo que permaneceu zelosamente guardado nos registros de algumas Ordens Iniciáticas, especialmente a Ordem Céltica da Grã-bretanha e a Ordem Druídica da Grã-bretanha. Por isto muito da historia dos Druidas até hoje é um mistério para os historiadores oficiais; sabem que realmente que existiu entre o povo Celta, mas que não nasceram nesta civilização. Sendo assim impõe-se a indagação: de onde vieram os Druidas? O pouco que popularmente é dito a respeito dos druidas tem como base diversas lendas, como a do Rei Arthur, onde Merlin era um druida.Diversos estudiosos tem argumentado que os Druidas originariamente pertenceram à pré-céltica população da Bretanha e da Escócia. Desde o domínio romano, instigado pelo catolicismo, a cultura druídica foi alvo de severa e injusta repressão, que fez com que fossem apagados quaisquer tipos de informação a respeito dela embora que na historia de Roma conste que Júlio César reconhecia a coragem que os druidas tinham em enfrentar a morte em defesa de seus princípios.Eles dominavam quase todas as áreas do conhecimento humano disponíveis em sua época, cultivaram a musica, a poesia, tinham notáveis conhecimentos de medicina natural, de fitoterapia, de agricultura e astronomia, e possuíam um avançado sistema filosófico muito semelhante ao dos neoplatônicos. O povo celta tinha uma tradição eminentemente oral, não faziam uso da escrita para transmitir seus conhecimentos fundamentais, embora possuíssem uma forma de escrita mágica conhecida guardada aos iniciados, semelhante as Runas dos povos germânicos. Mesmo não usando a escrita para gravar seus conhecimentos eles possuíram suficiente sabedoria a ponto de influenciarem outros povos e assim marcar profundamente a literatura da época, criando até hoje uma aura de mistério e misticismo.A Igreja Católica, demonstrou grande ódio aos Druidas que, tal qual outras culturas, foram consideradas pagãs, bruxos terríveis, magos negros que faziam sacrifícios humanos e outras coisas cruéis. Na realidade nada disso corresponde à verdade, pois quando os primeiros cristãos chegaram naquela região foram muito bem recebidos, até porque a tradição céltica conta que José de Arimatéia discípulo de Jesus viveu entre eles e levado até lá o Santo Graal.Em torno disto existem muitos relatos, contos, lendas e mitos, especialmente ligados à Corte do Rei Arthur e a Távola Redonda. São inúmeros os contos, entre eles, aqueles relativos à Corte do Rei Arthur, onde vivera Merlin, o mago, e a meia-irmã de Arthur, Morgana, que eram Druidas.

Invocação à Grande Deusa


Eu sou a Grande Mãe, adorada por todo e existindo desde antes da sua consciencia.Eu sou a força feminina primitiva, sem limites e eternaEu sou a casta Deusa da lua, a senhora de toda a magiaOs ventos e as folhas que se movem contam meu nomeUso a lua crescente em minha testa e meus pés repousam entre os ceus estreladossou misterios ainda insoluveis; um caminho recem iniciadoRegozijem-se em Mim e conheçam a plenitude da juventudeEu sou a Mãe abencoada, a graciosa Senhora da colheitaEu estou vestida com a profunda e fresca maravilha da terra, e o ouro dos campos cheios de grãos.Por mim sao regidas as mares da terra, todas as coisas florescem de acordo com as minhas estaçoes.Sou refugio e cura.Sou a Mãe que da a vida, maravilhosamente fertil.Adorem-me como a Anciã , guardiã do ciclo continuo da morte e renascimento.Eu sou a roda, a sombra da LuaRejo as mares das mulheres e dos homens, e trago libertacao e renovacao as almas fatigadas.Embora a escuridão da morte seja meu dominio, a alegria do nascimento é meu dom.Sou a Deusa da Lua, da Terra e dos Mares.Meus nomes e forças sao multiplos.Eu derramo magia, poder, paz e sabedoria.Sou a eterna Donzela , Mae de todos, e Anciã das trevas, e envio-lhes bençãos e amor ilimitados.

A GRANDE DEUSA MÃE

Vamos falar sobre a existência de uma Deusa-Mãe. Por muito tempo, ela foi reprimida por uma sociedade extremamente patriarcalista. Mas atualmente vários fatores indicam o retorno da Deusa na consciência humana: o crescimento do movimento pacifista, o desenvolvimento de uma forte consciência ecológica, a maior aceitação dos diversos tipos de sexualidade, o reconhecimento das características femininas da psique nos homens, a sempre crescente participação das mulheres nos mais diversos campos do conhecimento humano e o próprio ressurgimento da Bruxaria. Mas quem é a Deusa para os modernos feiticeiros?Ela é a Senhora de Mil Nomes: onde quer que o ser humano tenha pisado, lá existe uma denominação para ela. Diana, Aradia, Morrígan, Ísis, Arianrhod, Bhríd, Afrodite, Ishtar, Yemanjá, Hera, Nyandesy. É um arquétipo universal. Na Wicca da Floresta, a chamamos de Diana, Senhora da Lua que Dança nos Céus. Seu símbolo é o triângulo invertido.É a própria Terra, o planeta que é nossa Mãe e nosso lar, que nos permite a existência. É em seu corpo que nosso corpo é enterrado ao morrer, pois Dela viemos e a Ela devemos retornar. O céu, em toda a sua imensidão, é também parte do corpo da Grande Deusa. Ela não tem limites, e nem o tem seu Amor (nem sua Fúria).A Deusa é tríplice: jovem e indomável na lua crescente, madura e mãe na lua cheia, sábia e anciã na lua minguante. Na lua nova, notadamente nos três dias que a antecedem, a Deusa mostra sua face escura e implacável. Não trataremos dela por enquanto: a descoberta desta face deve ser um trabalho pessoal1.Em seu aspecto jovem, a Deusa é chamada de Donzela. Nesta face, ela possui a chama de todos os inícios. No período de seu domínio, a lua crescente, devem ser plantadas as sementes de todos os nossos projetos. A Donzela é virgem: possui a todos os homens, mas nenhum a possui. Representa o aspecto do Feminino que independe totalmente do Masculino. Ela é selvagem, caçadora e guerreira. Possui o vigor da juventude, e todo o poder de crescimento e mudança. Alguns exemplos de Donzelas mitológicas são Ártemis (grega), Macha (irlandesa), Iansã (afro-brasileira) e Epona (gaulesa).Quando a lua atinge sua plenitude e torna-se cheia, é chegado o período dedicado à Mãe. Ela derrama suas bênçãos sobre seus filhos na forma da brilhante lua que reina nos céus. É ela quem permite que as sementes plantadas pela Donzela amadureçam e sejam colhidos na forma de frutos. É também aquela que nos dá a inspiração para sonhar com novas realizações. A grega Deméter, a irlandesa Dana, a nórdica Freya, a gaulesa Ceridwen, a egípcia Ísis e a afro-brasileira Yemanjá são reflexos desta mesma face da Grande Deusa.A lua está diminuindo. É tempo de reflexão. Neste período, reina o aspecto da Deusa conhecido como a Anciã. Ela é a senhora da purificação e da destruição, e nos permite a introspecção e a análise de nossos erros. É um período de silêncio: a Anciã recolhe-se aos domínios da morte, onde permanecerá durante um curto período e ressurgirá na forma da Donzela. É a Mão que Fere e Acaricia: pode nos possibilitar o impulso que necessitamos para mudanças em nosso psiquismo ou oferecer uma arma para que nós próprios nos causemos ferimentos. A este aspecto podem ser relacionadas deusas como Nemaín (irlandesa) e Hécate (grega).A Grande Deusa pode se apresentar ainda sob várias formas. Uma de suas características é a diversidade. O estudo de mitologias diversas mostrará ao estudante aplicado diversas outras manifestações do Feminino Sagrado. Dentro de nossa Religião, porém, deve-se sempre ter em mente que todas estas manifestações são apenas reflexos de uma só Deusa, que possui diversas maneiras de mostrar-se aos olhos de seus filhos.Os wiccans são as crianças escondidas da Deusa. Seu é o privilégio de ter as necessidades atendidas por Seu intermédio. É a nós que ela se revela em toda sua plenitude, abençoando todos seus ritos. Ela não necessita de sacrifícios; de suas crianças só pede amor e dedicação. Ela é uma Deusa de Amor, tanto da forte paixão carnal quanto do mais puro sentimento fraternal. Todos os atos de amor são seus rituais.Para as mulheres, a Deusa representa sua totalidade enquanto pessoas. Permite a elas conhecerem tanto seu poder criador quanto seu poder destruidor. É através da Grande Mãe que as mulheres alcançam seu mais alto grau de compreensão de si mesmas, libertando-se de todos os bloqueios, sendo quem são: mães, amigas, virgens, amantes ou irmãs. Ou todas ao mesmo tempo.Aos homens a Mãe possibilita o despertar de sentimentos e faculdades adormecidas ou reprimidas. Ela lhes permite reconhecer características de si mesmos que lhes foram negadas pela sociedade durante séculos, sem que isso lhes cause vergonha ou lhe torne menos homens. A Grande Mãe dá aos homens a possibilidade de realmente conhecerem a si mesmos2.Se não encontrares a Deusa dentro de ti, nunca a procures fora de ti. Nunca perca as esperanças; ao contrário, lute sempre por aquilo que lhe é mais sagrado. Quando lhe parecer que sua busca chegou ao fim sem dar nenhum resultado, a Luz da Grande Mãe brilhará em seu coração em todo o seu esplendor. Este é o maior de todos os Mistérios.(Texto por Daniel Pellizzari, 1993)

A Comida das Bruxas

Esse feitiço é para quando sentimos que a energia das pessoas de dentro de casa estão em baixa, então fazemos esse feitiço e damos para todos comerem.Pode ser feito em qualquer lua, só não pode estar menstruada.

Ovos do Fogo

ingredientes para o molho:5 tomates2 latas de molho de sua preferencia1 cenoura crua2 cebolas grandes3 dentes de alhomanjericão e oregáno a gosto1 pitadinha de açucarsal à gostoColocar todos os ingredientes , menos o manjericão e o orégano, dentro do liquidificador. Os ingredientes são crus.Bater tudo e colocar numa panela de pressão, depois de o molho pronto, acrecentar o sal , o açúcar, o manjericão e o orégano, pegar 5 ovos inteiros e jogar dentro do molho, esperar um pouco, deixar ferver. Serve com arroz branco.É uma delicia e faz com que as pessoas se tornem mais limpas, isto é, sem energia ruim.Os ciganos dizem que quando as pessoas de casa ou amigos estão nervosos, elas estão com o Gundum Gerere. Gundum Gerere, é um diabinho que fica no ombro esquerdo das pessoas, atormentando e fazendo coisar ruins. Essa comida faz com que ele desapareça. Está certo que é só uma lenda cigana, porém todas as lendas tem o seu significado.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Magia da Água Solarizada


A magia desta água está em ser uma água pura (de fonte, filtrada ou mineral) exposta, em frasco branco ou copo transparente, aos raios do Sol, captando e condensando as energias solares, com grandes benefícios para o corpo físico.
O tempo recomendado mínimo de exposição ao Sol é de uma hora, mas o ideal são quatro horas.
Numa emergência, pode usar uma pedrinha de gelo colocada em um copo de água, e deixá-lo ao Sol. Quando o gelo derreter todo, já foi captada energia suficiente, e a água está pronta para ser tomada.
Esta água solarizada deve sempre ser consumida não de uma vez, mas em pequenos goles, tomando-se, em média, quatro copos por dia: ao levantar, antes do almoço, antes do jantar e ao deitar, e dê preferência com o estômago vazio.
A água solarizada também pode ser usada para ativação de cristais. Esta água dura, em geral, 24 horas, e deve ser ingerida ao longo do dia.
Se a água se destina a diversas pessoas, o ideal é que seja feita com uma única qualidade de cristal (ametista, quartzo rosa, branco, etc) dependendo da atuação desejada.
Quando misturamos cristais na água, suas propriedades vão ficando mais particulares, servindo a desequilíbrios específicos (conforme a energia da pedra), além da água ficar extremamente concentrada.
Por isso, é recomendado que, de um modo geral, as águas solarizadas sejam feitas de uma mesma qualidade de cristal.
Em deficiência de energia, a cromoterapia aconselha o uso de celofane colorido envolvendo o copo da cor adequada ao problema. A Água do Sol é um forte aliado para equilibrar e energizar seu corpo com vários benefícios, experimente!

O Mago

" O verdadeiro Mago é súdito do Amor e parceiro da Natureza. Trabalha com seus elementos como quem pede passagem para algo sagrado...! Sabe que os seus movimentos são observados no seio do invisível. O verdadeiro Mago jamais assalta aos Poderes da Natureza. Ele a respeita profundamente. Por isso não força a barra, somente age com elegância e educação no trato com o invisível que rodeia os seres vivos. O verdadeiro Mago é simples e alegre. Os espiritos da Natureza o adoram! Por onde ele vai, um séquito desses seres o acompanha. Eles gostam de sua aura jovial. Eles sabem que a luz é a sua parceira incondicional. Ele sabe que o grande potencial está em si mesmo, pois é um Ser de Luz, é divino e eterno, e carrega o potencial das estrelas no brilho dos seus olhos. O verdadeiro Mago é igual a um sol. E por onde ele vai, a grande Magia acontece. O verdadeiro Mago não é alguém que simplismente pode fazer magia, mas alguém capaz de causar transformações em si e a sua volta!"

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Anel das Fadas


É interessante a nossa reação quando deparamos com este fenômeno em nosso caminho.
Resumidamente, é um círculo de relva verde escura ou de cogumelos, no chão, que marcam o ponto de encontro das fadas.
Também pode ser uma marca circular perfeita na grama.
É lindo e inconfundível, e muito difícil de desacreditar quando nos deparamos pessoalmente.
Um anel das fadas jamais deve ser perturbado, pois isto significa um enorme ato de ofensa a elas, resultando em má sorte e sérios infortúnios à pessoa.
Simplesmente contemple, tente fazer um contato mental, e faça um pedido. Deseje tranqüilidade a elas e deixe o local em paz.
Estes seres da natureza só nos ajudam quando não são incomodados. Caso contrário, costumam ser vingativos(as).
Então, nunca entre ou mexe neste círculo, somente observe, e em silêncio de preferência.

Definição de Akasha:

O Akasha é o princípio original, espaço cósmico, o éter dos antigos, o quinto elemento cósmico (quintessência), a quinta ponta do pentagrama.
É o substrato espiritual primordial, aquele que pode se diferenciar.
Segundo a teosofia relaciona-se com uma força chamada Kundalini. Eliphas Levi o chamou de luz astral.
No paganismo, o Akasha, também chamado de Princípio Etérico, corresponde ao espírito, à força dos Deuses.
É representado no Hermetismo, segundo Franz Bardon, pelo Ovo negro, sendo um dos cinco Tattwas constituintes do Universo.
Definição de Akasha por wikipedia.org.
Enfim, Akasha é o princípio original, e é considerado como a quinta força, e assim a quintessência, o elemento que deu origem aos elementos Fogo, Água, Ar, Terra.
É o princípio primordial isento de espaço e tempo.
Contém todas as memórias da humanidade assim como tudo o que foi criado.

PRECE AOS ELEMENTOS PARA O EQUILÍBRIO


Vem a mim, Ar, na tua frescura e purezaConcede ao meu raciocínio agudeza.Aumenta a minha criatividade,Torna positiva toda a minha atividade.
Vem a mim, Água, fluida e em liberdade.Traz-me compaixão, amor e bondade.Dá-me brandura e compreensãoE ajuda-me a enfrentar os problemas sem tensão.
Vem a mim, Fogo, tão quente e brilhanteIlumina o meu caminho pela vida, doravante.Ajuda-me a viver e a amar com energia novaE a defender a verdade quando me puserem à prova.
Vem a mim, Terra, tão fértil e ricaPeço te a serenidade e a minha alegria multiplicaEmpresta-me a tua ética e a tua estabilidadePara que eu possa ajudar os outros com vontade.
Akasha, junta-te a estes quatro, eu te peçoEquilibra em mim os seus aspectosComo no começo renova a minha vida, pois tu tens o poderDe me transformares no que eu devia ser.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Consagração do Arcanjo Miguel-29 de setembro Dia se São Miguel


Eu me visto com a proteção do Arcanjo Miguel e de sua Legião AngélicaEu me visto com sua armadura de Luz e recordo-me , aqui e agora ,que EU SOU UM SER DIVINO , Filho de Deus , e tenho ao meu dispora fé e a fortaleza de Miguel para combater o bom combatecontra ataques físicos e espirituais que procedem dos inimigos da Luz.Eu me protejo com a Espada de Luz do Arcanjo Miguele com ela corto todos os laços que querem me prender ao desespero,a depressão, ao desânimo , a doença , ao desemprego ,ao sofrimento , a perseguições...(coloque aqui o que desejar combater)Eu me renovo com a Luz Azul - Dourada do Arcanjo Miguel e me purifico como poder da fé e da alegria que provém de seu amparo.Eu, na condição de TRABALHADOR DA LUZ , me consagro hojeao poderoso Arcanjo Miguel e com fé, confio em sua proteção eorientação espiritual todos os dias de minha vida.Que as bençãos de Miguel e seus Anjos de Luz se derramem sobre meus caminhose de todos os meus irmãos e irmãs que peregrinam na senda doAmor Incondicional e da Paz Divina.Assim seja, com o Pai, o Filho e a falange do Espírito Santo. Amém!
(consagração ditada pelo Arcanjo Miguel para todos os quequerem colocar-se sob sua proteção )

Consagração do Arcanjo Miguel-29 de setembro Dia se São Miguel


Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror do espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção.
É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça da amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima, obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória.
Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa alma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu.
São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. Amém.

sábado, 26 de setembro de 2009

IBEJI


IB = nascerEJI = dois
Na Umbanda IBEJI conhecido como Orixá-criança, duas divindades gêmeas, sincretizadas aos Santos Católicos Cosme e Damião. Protetor das crianças e determinados para a regência da infância até a adolescência. Abençoam os partos, os lares, trazendo saúde e prosperidade. Estão relacionados a tudo que brota, que se inicia: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar das plantas. São associados ao principio da dualidade. Valorizam as brincadeiras, o sorriso, a alegria, a espontaneidade e a ingenuidade; enfim, tudo que se possa associar ao comportamento típico-infantil.

Ibeji, o único Orixá permanentemente duplo, aproxima-se de Exu pelo seu comportamento arquetípico independente. É formado por duas entidades distintas e sua função básica é indicar a contradição, os opostos que coexistem. Num plano mais terreno, por ser criança. A ele é associado a tudo o que se inicia: a nascente de um rio, o germinar das plantas, o nascimento de um ser humano.Seus filhos são pessoas com o temperamento infantil, brincalhonas, sorridentes, irrequietas, de muita energia nervosa. Como marca física, aparentam menos idade do que realmente possuem. São muito dependentes em seus relacionamentos emocionais, quase sempre teimosos e possessivos. Ágeis no caminhar, não têm paciência para ficar parados por muito tempo. Odeiam profissões burocráticas e preferem os esportes onde descarregam a e energia e possam competir ou as carreiras que possibilitem algum prazer lúdico. São muito cativantes e carinhosos, com uma sensibilidade sempre à flor da pele; por isso mesmo, magoam-se com facilidade, exageram as contrariedades e agressões que recebem e se deixam levar por mal-entendidos. Gostam de vinganças, que costumam ser rápidas e esquecidas. Tendem a simplificar as coisas, reduzindo o comportamento dos outros a princípios simplistas como gosta de mim - não gosta de mim
Como a maior parte das crianças, gosta de estar em meio a muita gente. As pessoas da Umbanda freqüentemente temem Ibeji: poderoso como todo o Orixá, a criança-divindade, entretanto, entende os pedidos de maneira simplista, o que pode levar a conseqüências não previstas pelas entidades em geral. Por outro lado, têm a reputação de ser extremamente fiéis às pessoas que conquistam sua confiança.
Sabe-se na Umbanda das grande importância de IBEJI e seus rituais: são sempre cultuados para trazerem harmonia, alegria e união.
A IBEJI não se engana nunca, sob pena de quem o fizer, perder o gosto pela vida não vendo nenhuma motivação para a alegria e o prazer. Ao lidarmos com IBEJI não devemos esquecer que estamos em contato com uma energia infantil, a qual não devemos nada prometer se não pudermos cumprir. IBEJI ajuda sempre aos que lhes são simpáticos a troco de nada, no entanto, se prometermos teremos que cumprir.
É importante saber que o Orixá IBEJI não “incorpora” na Umbanda, pois são representados pelas “Crianças” que se manifestam nos Médiuns e gostam de ganhar doces, brinquedos, frutas, etc.
A Gira das “Crianças” é considerada pelos Umbandistas um momento de grande alegria, onde as vibrações de esperança e descontração reafirmam a certeza de que a vida há de ser sempre bela e alegre.
Nota-se a influência de IBEJI no comportamento das pessoas, quando nunca deixam de ter dentro de si a criança que já foram.
Seu dia festivo é 27 de setembro, dia da consagração a São Cosme e São Damiã, que eram médicos e dedicaram suas vidas as crianças pobres, sem receberem dinheiro pelos seus serviços. A popularidade desses Santos irritou um cônsul Romano, numa época em que os Cristãos eram perseguidos. Forma presos, torturados e por fim degolados por recusarem a abdicar de sua Fé, isto no ano de 287 durante o Império de Diocleciano.
As cores consagradas a IBEJI na Umbanda são o azul e o rosa, sendo também muito comum o uso de outras cores em suas roupas e obrigações. Gostam de doces. A bebida preferida é o suco de frutas, sendo também aceito o guaraná (sem gelo).
Em muitos Terreiros, sempre Os chamam para a limpeza espiritual, da assistência e dos Médiuns, após sessões pesadas na maioria das vezes encerram com IBEJI.


LENDAS:Existia num reino dois pequenos príncipes gêmeos que traziam sorte a todos. Os problemas mais difíceis eram resolvidos por eles; em troca, pediam doces balas e brinquedos. Esses meninos faziam muitas traquinagens e, um dia, brincando próximos a uma cachoeira, um deles caiu no rio e morreu afogado. Todos do reino ficaram muito tristes pela morte do príncipe. O gêmeo que sobreviveu não tinha mais vontade de comer e vivia chorando de saudades do seu irmão, pedia sempre a orumilá que o levasse para perto do irmão. Sensibilizado pelo pedido, orumilá resolveu levá-lo para se encontrar com o irmão no céu, deixando na terra duas imagens de barro. Desde então, todos que precisam de ajuda deixam oferendas aos pés dessas imagens para ter seus pedidos atendidos.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Magia para se livrar de algo.


Sempre temos umas coisinhas atrapalhando o desenrolar de algo que queremos muito, ou simplesmente incomodando.
Esta magia serve para se ver livre de pessoas, objetos ou até mesmo situações.
Você vai precisar de um papel sem pauta virgem, um lápis, uma vela (acesa), uma pinça e muita vontade de ser ver livre de alguma coisa.
Não tem dia certo nem horário, basta sua força de vontade.
No papel escreva bem nítido o que você quer que desapareça da sua vida.
Dobre em dois, e com o auxilio de uma pinça, segure bem na pontinha e queime, deixando virar cinzas em um pires, panela, seu caldeirão, enfim, onde der para você retirar e colocar na palma de sua mão.
Enquanto queima mentalize seu desejo realizado!
Feito?
Agora, com as cinzas na mão, vá até um local onde bata muito vento, pense em Paralda (Rei dos Silfos) e peça sua presença.
Aos poucos, esfregue as cinzas de sua mão deixando sair aos poucos ao vento e diga:
“Vento que passas,Leva contigo este pedido,Que em pó transformei,Não quero (……….) mais.
Leva e me livre disto,Pois hoje vou dormir,E amanhã (……….),Será somente lembranças.
Silfos amados,Levem com sua força,E deixem no deserto,Agora é tudo que peço!
Que assim seja!Assim será!”
Quando estiver satisfeito(a), agradeça a presença de Paralda, e aguarde o resultado certeiro!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

POÇÃO PARA LIMPEZA DE AMBIENTES


Para fluir uma energia agradável em seu Lar ele tem que estar limpo, mas além da sujeira é necessário limpar as energias também.
Não se esqueça que é você que faz um lar feliz, limpando bem a casa, lendo dicas de Feng Shui, entrando em casa feliz por chegar e evitar brigas bobas porque sabemos que isso vicia os moradores.
Em uma segunda-feira, dê preferência, passe esta poção preparada anteriormente, para limpar a negatividade de sua casa.
Coloque em uma garrafa pet: 2 ramos de arruda, 2 ramos de manjericão e 1 colher de sopa de sal grosso, encha a garrafa com água, de preferência mineral, da fonte ou filtrada.
Faça a seguinte oração:
“Que a força do elemento água e das ervas,se unam para limpar e cortartoda a energia nociva de minha casa,Que os deuses abençoem”.
Feche a garrafa e deixe tomar a luz do luar por uma noite toda, de preferência nova ou crescente e retire antes do nascer do sol.
Coloque a poção em um balde, pode acrescentar um pouco de essência de alfazema.
Vá umedecendo um pano limpo e passe no chão, com um rodo ou com sua vassoura mágica, fazendo a mesma oração acima.
Quando sentir o ambiente mais limpo, acenda uma vela de sete dias (se desejar) e deixe um pote de vidro na sala com um punhado de sal grosso.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

OXUMARÊ


PERFIL DO ORIXÁOxumarê é um Orixá bastante cultuado no Brasil, apesar de existirem muitas confusões a respeito dele, principalmente nos sincretismos e nos cultos mais afastados do Candomblé tradicional africano como a Umbanda. A confusão começa a partir do próprio nome, já que parte dele também é igual ao nome do Orixá feminino Oxum, a senhora da água doce. Algumas correntes da Umbanda, inclusive, costumam dizer que Oxumarê é uma das diferentes formas e tipos de Oxum, mas no Candomblé tradicional tal associação é absolutamente rejeitada. São divindades distintas, inclusive quanto aos cultos e à origem. Em relação a Oxumarê, qualquer definição mais rígida é difícil e arriscada. Não se pode nem dizer que seja um Orixá masculino ou feminino, pois ele é as duas coisas ao mesmo tempo; metade do ano é macho, a outra metade é fêmea. Por isso mesmo a dualidade é o conceito básico associado a seus mitos e a seu arquétipo. Essa dualidade onipresente faz com que Oxumarê carregue todos os opostos e todos os antônimos básicos dentro de si: bem e mal, dia e noite, macho e fêmea, doce e amargo, etc. Nos seis meses em que é uma divindade masculina, é representado pelo arco-íris que, segundo algumas lendas é a ponte que possibilita que as águas de Oxum sejam levadas ao castelo no céu de Xangô. Por essa lenda, é atribuído a Oxumarê o poder de regular as chuvas e as secas, já que, enquanto o arco-íris brilha, não pode chover. Ao mesmo tempo, a própria existência do arco-íris é a prova de que a água está sendo levada para os céus em forma de vapor, onde então se aglutinará em forma de nuvem, passará por nova transformação química recuperando o estado líquido e voltará à terra sob essa forma, recomeçando tudo de novo: a evaporação da água, novas nuvens, novas chuvas, etc. Nos seis meses subseqüentes, o Orixá assume forma feminina e se aproxima de todos os opostos do que representou no semestre anterior. É então, uma cobra, obrigado a se arrastar agilmente tanto na terra como na água, deixando as alturas para viver sempre junto ao chão, perdendo em transcendência e ganhando em materialismo. Sob essa forma, segundo alguns mitos, Oxumarê encarna sua figura mais negativa, provocando tudo que é mau e perigoso. Uma interpretação antropológica mais cuidadosa, porém, pode questionar a validade dessas lendas. Não podemos nos esquecer de que tanto na África, como especialmente no Brasil, a população negra, que trazia consigo todos esses mitos, foi continuamente assediada pela colonização branca. Uma das formas mais utilizadas por jesuítas para convencer os negros, era a repressão física, mas para alguns, não bastava o medo de apanhar. Eles queriam a crença verdadeira e, para isso, tentaram explicar e codificar a religião do Orixás segundo pontos de vista cristãos, adaptando divindades, introduzindo a noção de que os Orixás, seriam santos como os da Igreja Católica, etc. Essa busca objetiva do sincretismo sem dúvida foi esbarrar em Oxumarê e na cobra - e não há animal mais peçonhento, perigoso e pecador do que ela na mitologia católica (recordar os mitos de Adão e Eva, a maçã, a concepção de pecado original, etc.). Por isso, não seria difícil para um jesuíta que acreditasse sinceramente nos símbolos de sua visão teológica. Reconhecer na cobra mais um sinal da presença dos símbolos católicos na religião do Orixás e nele reconhecer uma figura que só poderia trazer o mal. Essa, pelo menos, é uma das interpretações feitas por pesquisadores que compararam diferentes versões dos mesmos mitos que não encontraram uma divisão absoluta entre bem / arco-íris (ou masculino) e mal / cobra (ou feminino). Na verdade, o que se pode abstrair de contradições como as que apresenta Oxumarê é que este é o Orixá do movimento, da ação, da eterna transformação, do contínuo oscilar entre um caminho e outro que norteia a vida humana. É o Orixá da tese e da antítese. Por isso, seu domínio se estende a todos os movimentos regulares, que não podem parar, como a alternância entre chuva e bom tempo, dia e noite, positivo e negativo. Conta-se sobre ele que, como cobra, pode ser bastante agressivo e violento, o que o leva a morder a própria cauda. Isso gera um movimento moto-contínuo pois, enquanto não largar o próprio rabo, não parará de girar, sem controle. Esse movimento representa a rotação da Terra, seu translado em torno do Sol, sempre repetitivo- todos os movimentos dos planetas e astros do universo, regulados pela força da gravidade e por princípios que fazem esses processos parecerem imutáveis, eternos, ou pelo menos muito duradouros se comparados com o tempo de vida médio da criatura humana sobre a terra, não só em termos de espécie, mas principalmente em termos da existência de uma só pessoa. Se essa ação terminasse de repente, o universo como o entendemos deixaria de existir, sendo substituído imediatamente pelo caos. Esse mesmo conceito justifica um preceito tradicional do Candomblé que diz que é necessário alimentar e cuidar de Oxumarê muito bem pois, se ele perder suas forças e morrer, a conseqüência será nada menos que o fim da vida no mundo. Enquanto o arco-íris traz a boa notícia do fim da tempestade, da volta do sol, da possibilidade de movimentação livre e confortável, a cobra é particularmente perigosa para uma civilização das selvas, já que ela está em seu hábitat característico, podendo realizar rápidas incertas. Outra fonte de indefinição a respeito do Orixá vem das contradições existentes em suas lendas no Brasil e na própria África. Oxumarê é uma divindade originária da cultura do Daomé, região centro-norte da África. Há séculos tal civilização foi dominada pelos iorubas, povo mais primitivo no sentido de organização social e visão religiosa, mas, em compensação, mais poderoso em termos de organização militar. Como aconteceu com Roma e Grécia, a dominação de uma sociedade menos rica em produções culturais ou no terreno da superestrutura em geral fizeram com que os mitos dos daomeanos não fossem apenas reprimidos, pelo contrário, os iorubas não tentaram impor sua cultura ao povo dominado. Ficaram na verdade impressionados com sua cosmologia e tentaram assimilá-la, principalmente nas figuras que não fossem formas semelhantes a divindades que também possuíssem. Oxumarê foi um desses casos. O princípio da dualidade dos iorubas fazia parte dos Orixás-crianças (Ibeji) - A dualidade que eles representam, porém, é mais próxima do comportamento contraditório e irresponsável em termos ético das crianças, ainda não reprimidas pela codificação social. Já a dualidade de Oxumarê é mais abrangente e até mesmo metafísica, pois representa os ciclos que não estão ao alcance do ser humano. Oxumarê, Iroco, Omolu, Obaluaê e Nanã, os Orixás do Daomé mais conhecidos e cultuados, castigam quando dispostos ou provocados, mas raramente se arrependem e não possuem as falhas humanas, visíveis e humanizadas das figura do panteão ioruba.
CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXUMARÊComo é comum a todas as divindades originárias do Daomé (cultura jeje) é relativamente difícil estabelecer um arquétipo específico de comportamento associado ao Orixá, já que ele é misterioso e cheio de sombras e mitos. Os filhos de Oxumarê são bem mais difíceis de serem reconhecidos dos os guerreiros filhos de Iansã, os calmos e sábios filhos de Oxalá e os maternais e familiares filhos de Iemanjá, por exemplo. Mesmo assim, algumas características básicas podem ser listadas. Há, porém, divergências em relação às suas características ao consultarmos autores diferente. Para o renomado pesquisador Pierre Verger, por exemplo, Oxumarê pode ser associado à riqueza: Oxumarê é o arquétipo das pessoas que desejam ser ricas; das pessoas pacientes e perseverantes nos seus empreendimentos e que não medem sacrifícios para atingir seus objetivos. Já Monique Augras, segundo sua visão a respeito dos filhos de Oxumarê, eles costumam possuir o dom da vidência. Quando vivia na terra, Oxumarê previa tudo, adivinhava o que ia acontecer, a tal ponto que não era mais possível viver. Os deuses então decidiram mantê-lo afastado dos homens, pois a clarividência total acaba transformando-se em maldição. A Seu pedido, Oxumarê obteve a autorização de descer na terra de três em três anos. Verger acrescenta que Oxumarê está associado ao misterioso, a tudo que implica o conceito de determinação além dos poderes dos homens, do destino, enfim: É o senhor de tudo o que é alongado. O cordão umbilical, que está sob seu controle, é enterrado geralmente com a placenta, sob uma palmeira que se torna propriedade do recém-nascido, cuja saúde dependerá da boa conservação dessa árvore. Assim, ao arquétipo de comportamento associado à figura desse Orixá complexo está a tendência à renovação, a compulsividade à mudança. Seus filhos estão entre aquelas pessoas que, de tempos em tempos, mudam tudo em sua vida: mudam de casa, de amigos, de emprego, como se ciclos se sucedessem sempre, obrigatoriamente, exigindo e provocando rompimento com o passado e iniciando diuturnamente a busca de um novo equilíbrio que deverá persistir até num novo momento de ruptura, desintegração e substituição. Mutabilidade, reinício é seu princípio básico, aproximando-o dos mitos ocidentais referentes ao planeta Plutão, o astro da morte, da destruição, da revolução como forma de renascimento e ressurreição. Também são apontados nos filhos de Oxumarê certos traços de orgulho e de ostentação, algo que os aproxima do clichê do novo-rico, exibicionista, quando surge um grave problema para alguém de sua amizade, e que precisa efetivamente da sua ajuda. A androginia do Orixá, por vezes é estendida a seus filhos. Estes, segundo algumas correntes, seriam bissexuais em potencial, mas essa interpretação não é aceita universalmente. Fisicamente, os filhos de Oxumarê tendem a se movimentar extremamente leve, pouco levantando os pés do chão. Têm em comum com a cobra a facilidade em serem silenciosos, armarem seus botes na vida sem que as pessoas em torno se apercebam disso e só atacando seus inimigos quando têm plena certeza da vitória, que a vítima está encurralada num território que não é o seu

OÇANHE -OSSAIN


O PERFIL DO ORIXÁOÇANHE* é o Orixá masculino de origem nagô (ioruba) que como Oxóssi, habita a floresta. É bastante cultuado no Brasil, sendo conhecido por diversos nomes, Oçãe, Oçãim, Oçanha, Oçânim e Oçonhe, a forma mais popular. Por causa do som final da palavra, é freqüentemente confundido com uma figura feminina. Não é um dos Orixás que possuem mais filhos-de-santo: pelo contrário, seus filhos são do tipo raro, bem menos numerosos em qualquer sociedade. * Embora mais usuais, evitar as variações com dois SS. É o Orixá da cor verde, do contato mais íntimo e misterioso com a natureza. Seu domínio estende-se ao reino vegetal, às plantas, mais especificamente às folhas, onde corre o sumo. Por tradição, não são consideradas adequadas pelo Candomblé mais conservador, as folhas cultivadas em jardins ou estufas, mas as das plantas selvagens, que crescem livremente sem a intervenção do homem. Não é um Orixá da civilização no sentido do desenvolvimento da agricultura, sendo como Oxóssi, uma figura que encontra suas origens na pré-história. As áreas consagradas a Oçanhe nos grandes Candomblés, não são jardins cultivados de maneira tradicional, mas sim os pequenos recantos, onde só os sacerdotes (mão de ofá) podem entrar, nos quais as plantas crescem da maneira mais selvagem possível. Graças a esse domínio, Oçanhe é figura de extrema significação, pois praticamente todos os rituais importantes utilizam, de uma maneira ou de outra, o sangue escuro que vem dos vegetais, seja em forma de folhas ou infusões para uso externo ou de bebida ritualística. Segundo algumas lendas, Oçanhe era dono de todos os vegetais. Esse poder concentrador, porém, fazia os outros Orixás dependerem dele em quase todos os litígios. Como os orgulhosos deuses do panteão africano raramente se submetem a qualquer tipo de autoridade, a rebelião era latente, até Iansã, a senhora dos ventos, libertar uma forte corrente de ar (ou mesmo um furacão, conforme a versão), fazendo as folhas voarem. Com isso, elas foram divididas entre todos os Orixás, de acordo com a esfera da atividade humana que controlassem. Algumas plantas, entretanto, continuaram sob o domínio de Oçanhe, justamente as mais secretas, utilizadas tanto nos processos de cura, como nos de adivinhação. Seja filho de Oxalá ou de Nanã, ou de qualquer outro Orixá, uma pessoa sempre tem de invocar a participação de Oçanhe ao utilizar uma planta para fins ritualísticos, pois, se os vegetais foram para o domínio de outras divindades, a capacidade de retirar delas sua força energética básica, continua sendo segredo de Oçanhe .Por isso não basta possuir a planta exigida como ingrediente de um prato a ser oferecido ao Orixá, ou de qualquer outra forma de trabalho mágico no Candomblé. A Colheita das folhas já é completamente ritualizada, não se admitindo uma folha colhida de maneira aleatória. Antes de tocá-la, o sacerdote (mão de ofá) tem de colocar no chão, dinheiro ou outros objetos secretos de culto como oferenda para a divindade, que assim assegura que a vibração básica da folha permaneça, mesmo depois de ela ter sido afastada da planta e, portanto do solo que a vitalizava. Se cada ser humano é individualizado pela soma das características e presenças energéticas de seus próprios Orixás (ELEDÁ = PAI, MÃE, 1o e 2o Juntós) também troca energia com as outras fontes que regularizam e ditam normas de seu relacionamento com as outras áreas do conhecimento. Oçanhe tem uma aura de mistério em torno de si e a sua especialidade, apesar de muito importante, não faz parte das atividades cotidianas, constituindo-se mais numa técnica, um ramo do conhecimento que é empregado quando necessário o uso ritualístico das plantas para qualquer cerimônia litúrgica, como forma condutora da busca do equilíbrio energético, de contato do homem com a divindade. Essa é a justificativa para o pequeno número de filhos de Oçanhe.
AS CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OÇANHEA pessoa cujo Orixá de cabeça seja Oçanhe é considerada pelo culto um filho do Orixá, ou seja, alguém que carrega manifestações de temperamento e uma visão de mundo coerente com as de energia-base, que é o próprio Orixá. Segundo o pesquisador francês Pierre Verger, um apaixonado pelo Candomblé, que é inclusive um iniciado, o arquétipo psicológico associado a Oçanhe é o das pessoas de caráter equilibrado, capazes de controlar seus sentimentos e emoções. Os filhos de Oçanhe são aqueles que não permitem que suas simpatias e antipatias subjetivas e individuais intervenham em suas decisões ou influenciem as suas opiniões sobre pessoas e acontecimentos. Essa capacidade de discernimento frio e racional, porém, é o responsável pela sua falta de interesse. O tipo de Oçanhe é o mais reservado, pouco intervindo em questões que não lhe digam respeito. Não é introvertido, mas não se faz notar pela atividade social. Certa aura de mistério ou pelo menos uma reserva sobre o próprio passado, podem estar presentes, sem chamar a atenção e evitando que alguém conheça detalhes sobre sua vida pregressa, a qual geralmente esconde alguma falta importante do passado, possivelmente já esquecida. O filho de Oçanhe, tem certa atração pela religiosidade e pelos aspectos ritualísticos da realidade em geral. A ordem, os costumes, as tradições e os gestos marcados e repetitivos, o fascinam, não no sentido especificamente reacionário das pessoas que querem a repetição das mesmas e imutáveis relações sociais ad eternum, mas nos que elas tem de místico, de teatral. É, conseqüentemente, meticuloso, nunca se deixando levar pela pressa ou pela ansiedade, pois é, caprichoso.